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quarta-feira, 16 de outubro de 2019

"Mulherzinhas" do séc. XIX e Mulheres do séc. XX


Mulherzinhas representa “uma nova forma de olhar as mulheres e as possibilidades que se abrem para as elas na segunda metade do século XIX” nos EUA, diz ao Observador a escritora Ana Luísa Amaral.

(via Observador)

Séc. XXI, António Costa, põe em prática no seu novo governo, pela quantidade e qualidade o número de mulheres desejado e prometido.

Um dia , ainda se irá mais longe no mundo em que vivemos. Se as mulheres vingam nas universidades, no mundo do trabalhado e da liderança ,da investigação, o mundo será delas,  desde que não se queiram parecer com os homens. 

O mundo será mais equilibrado e sensível.  Por hoje, o meu  mundo é Portigal.

quinta-feira, 8 de março de 2018

efeméride ou nem por isso , 8 de Março

QUANDO LÉLIA TRABALHA

Quando Lélia trabalha , a vender o seu corpo ,pagam-lhe pouco ou pagam-lhe com uma sova. E quando rouba , os polícias roubam-lhe o que ela roubou além disso roubam-lhe o corpo. Diz Angélica , dezasseis anos , atirada para a rua da cidade do México :

- Eu disse à minha mãe que o meu irmão tinha abusado de mim , e ela pôs-me fora de casa . Agora vivo com um rapaz e estou grávida. Ele diz que me vai apoiar, caso eu tenha uma menino. Se for menina , não sei.


MULHERES, de Eduardo Galeano
Pintura de Fernando Botero




MÁRMORE QUE RESPIRA

Afrodite foi a primeira mulher despida da escultura grega.
Praxiteles talhou-a com a túnica tombada a seus pés , e a cidade de Cós exigiu que a vestisse . Mas outra cidade , Cnido, deu-lhe as boas-vindas e ofereceu-lhe um templo ; e em Cnido viveu a mais mulher das deusas , a mais deusa das mulheres.
Embora estivesse encarcerada e muito bem guardada , os guardas não conseguiram evitar ainvasão dos que estavam loucos por ela.
Num dia como o de hoje , farta de tanto assédio , Afrodite fugiu .
Mulheres, Eduardo Galeano

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres e não só...

 Aprovado oficialmente nas escolas da Irlanda …” e logo na introdução diz António Botto:

“ Maltratar com violência uma criança obrigando-a a derramar algumas lágrimas é lançar no seu espírito a ira, a tristeza, a inveja, a vingança, a hipocrisia. Com esse choro, com essa expansão dolorosa, de soluços e gemidos, desaparece para sempre a visão encantada, risonha e ingénua da vida; e pouco a pouco há-de extinguir-se aquela secreta e inefável comunhão espiritual que deve existir entre os que nos trouxeram a este mundo, - e nós que viemos para continuar amorosamente os seus desejos, os seus princípios e as suas ideias."

Este livro encontra-se, desde essa data de publicação, (1931) traduzido para irlandês, espanhol, alemão, inglês e italiano.

Eugénio de Andrade disse que foi a obra poética de António Botto que o fez afastar-se da escola e aconchegar-se cada vez mais na poesia.
Pintura de Sarah Affonso, "A Procissão"