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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

vou entrar em relaxação... com os suspeitos do costume (?)

 Este é o meu testamento de Poeta, Mário Cesariny, 1994
Foi suspeito de vagabundagem, perseguido porque era homossexual , coisa que o regime escondia debaixo do tapete da hipocrisia. "Tinha apresentações na polícia como as putas". Surrealista, seguidor de André Breton. escreveu poesia e esculpiu e pintou. Pintou a manta, teve muitos e bons amigos, zangou-se com alguns, teve saudades por vezes. Magríssimo, sempre com um cigarrinho, tinha grandes projetos e língua afiada. Queria traduzir a maravilhosa saga de Gilgamesh e dizia-o sob o olhar embevecido e composto de Henriette, a irmã, com quem vivia. Acordava sempre lá para o meio-dia mas de repente passou a levantar-se às oito da manhã, fresquinho, limpinho, a partir de 25 de abril de 1974. Como resistir ao poema "Pastelaria"?
"Afinal o que importa não é haver gente com fome porque assim como assim há muita gente com fome"

Texto de Ana Sousa Dias, Revista EGOISTA, junho, 2015

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

como eu gosto dos homens...

    
Jean Flandrin Hippolyte ( 1809-1864) , Jovem nu sentado à beira-mar, 1836 Museu do Louvre
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Gravatas amadas, gravatas odiadas, mas como eu gosto mesmo dos homens.... Nuinhos e à beira-mar sentados... 
E, tudo parece ter vindo da China. AQUI, ou,  outrora, não fossem os chineses os vendedores de rua por excelência ,de "glavatas balatas".
Quem por Coimbra passou ou viveu, sabe bem disso.

               Em Todas as Ruas te Encontro

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Em todas as ruas te encontro 
em todas as ruas te perco 

Mário Cesariny, in "Pena Capital" (excerto)