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quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Casas, que las hay las hay,,,


                                                 Pinturas de Hunderwasser , pintor austríaco, 1928-2000 

"Vivemos um período alegadamente próspero. Sublinho o “alegadamente”: um casal jovem de classe média alta (repito: alta) não consegue comprar ou alugar uma casa no Porto ou Lisboa para iniciar a sua vida".


Excerto da crónica de Daniel de Oliveira, Expresso Diário

domingo, 9 de setembro de 2018

Coisas que me passam ao lado ...


E, a propósito de eleições sportinguistas, ontem fiquei surpreendida no meu pequeno restaurante com muito jardim à volta, o do Lago, para onde costumo ir só ou em companhia. Com o meu pequenito fico sempre no mesmo lugar, perto do escorrega. 
Próximo da hora do almoço reparei que o restaurante que acolhe algumas famílias para o café matinal e almoços ligeiros, estava vazio e até o meu amorzinho de 3 anos perguntar:
Ó vovó , porque se vão as pessoas emborra? 
Boa questão e pertinente. Fiz a mesma pergunta ao senhor Vieira ,o empregado. 
- Então, foram todos votar . Aqui a ala é sportinguista até Carcavelos, de Oeiras para Lisboa são benfiquistas.
- E quem pensa que ganha?
-Para já parece ser Varandas, que costuma estar sempre naquela mesa aqui perto da sua. 
Pensei, "que desatenta". Mas, cegueta considerei-me , quando hoje vi o médico na RTP. 
Não descuro olhares para gente bonita , bonitinha, ou vistosa, e o senhor Varandas escapou-me como me escapa o mundo do futebol. Só as letras gordas da imprensa. 

terça-feira, 31 de julho de 2018

Vida, vida, acontece quando um homem e uma mulher desejam

Julho acaba . 
Saudades, não me deixa . Questões de saúde. 
Mas... uma vida nasceu quase há um mês, A minha arvore de vida deu-me mais um neto , o Benjamim, que tem um irmão de três anos, o meu amado Gabriel.
Netos, são uma benção da vida .

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

leituras pouco breves e profundas

Está um lindo dia", diz a voz de homem. É de manhã e ele tem à frente mais de uma centena de funcionários da empresa que dirige. Estão ali para ser esclarecidos sobre o destino da dita. Porém, antes de começar um discurso de quase duas horas, o homem põe uma condição: só pode ficar quem garantir que confia nele: "Quem não confia pode ir já embora." (continua aqui)

quarta-feira, 26 de março de 2014

Outras vidas... Regressão?


«Portugal, anos 70 do Século XX, não gostaria de voltar a este País,mas infelizmente estamos cada vez 

mais perto.."

Palavras de Alfredo Cunha, fotografias também, anos 70.
Agora vos digo. Assim era a minha escola em 1974, sem luz e alguma água.
Alunos, eram 42. Ainda hoje me questiono do que fiz e como, neste meu 1º ano de trabalho em 1973/74, bem perto de Peniche. Só sei que aprendi à minha custa...


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

a demêcia antecipada....

A nossa demência antecipada...
Entre o que temos vivido e o que vamos passar a (des)viver. AQUI
Já fiz pré- aviso ao meu filho...

sábado, 21 de dezembro de 2013

Uma sequência sem lógica, mas...

Há uma certa incoerência deste post com o anterior, mas esta "casa" foi feita para n
ão ter sentido, mas de quando em quando algum propósito.
Hoje o propósito, tem a ver com o ontem. O Mar. De vagas e vagalhões...
A incoerência, o desrespeito pela própria vida e da vida dos outros... Os outros, esses que têm que os encontrar mais mortos do que vivos.
Este molhe é muito largo, mas as ondas monstruosas... Passam de um lado ao outro. E, mesmo assim, à revelia da lei  e do perigo mortal, eles , os doidos, os "Kamicazes" da vida, lá vão pensando que passam entre os "salpicos" das ondas.
Ao mesmo tempo, saía um pequeno veleiro, de barra fechada, perseguidos pela PM, mas em vão, estes não podem sair a barra. Tenho esperança que o João Viana me mande essa fotografia, terrivel, dantesca, para convosco partilhar.
Esta imagem explica, muitas mortes estúpidas, tais como as dos 6 jovens desaparecidos no Meco.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Justificação, por uma vez ...

Por uma vez justifico a mudança de logótipo do Mar à Vista.
A enorme e bela onda que lá estava, uma das muitas ondas de João Viana, aqui na Figueira da Foz, passou-me a incomodar desde o dia em que os jovens perderam a vida na praia do Meco.
Juventude que constrói castelos na areia e pensa que o mar não os desfaz...
Ainda hoje, na minha proveta idade, dou comigo a pensar como fui tão ousada nas ondas do mar da minha terra. Só podia ser da juventude e da ousadia , da falta de consciência,  que com o mar não se brinca mesmo... nem à beirinha.
Jovens que não vivem e pais que irão morrendo lentamente.

Esta fotografia foi tirada há dias na praia do Estoril, onde este "contrutor" de sonhos, um checo e sua companheira, estão acampados durante o dia e em dias de sol... Uma alegria!

sábado, 24 de agosto de 2013

Pelas vítimas deste país permanentemente em chamas...

As que partiram...
Outras, sem o desejarem, vão partindo lentamente. A fome, o desemprego, o desabrigo, a desilusão, a doença sem poder ser tratada remete-nos para um primitivismo inqualificável.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Fragile....

Manifestação de estudantes fragiliza Miguel Relvas...

Dois terços da pensão de Jardim Gonçalves escapam a imposto especial. Também deve estar muito fragilizado com a outra parte que lhe levaram.

O que direi eu e os demais pensionistas altamente assaltados no vencimento que hoje nos foi depositado.
Tanta minucia na carta que a CGA nos enviou, expondo onde roubou aqui e ali.  Além de frágil, deixa-me (nos) à beira de um ataque de nervos. 





sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A vida dos outros... em "episódios de rádio"...



Amigos, este "post", anda a ser adiado há muito.  É triste, mas ao mesmo tempo mostra-vos uma força da natureza que é bom dar a conhecer. É um" post" consentido pelo pai da "Silvina". 
"Silvina" é um nome fictício de uma senhora" menina" de 30 anos, que conheço de pequenina,  filha de um grande amigo, que há 3 anos, desde que foi fazer o doutoramento para a Sorbonne na  área da Biologia, foi confrontada com um câncer do qual sabe há muito que se não vai safar. 
"Silvina" tem sido acompanhada desde sempre  em Paris por  médicos de eleição e serviços hospitalares com a  eficiência necessária à perversidade da doença e rapidez com que se propaga. 17 operações. Vai partir para a 18ª operação.. Seu pai vai a caminho e não sabe como volta.
"Silvina" é a pessoa mais estranha que conheci até hoje numa circunstância como a dela pela sua auto suficiência e determinação. 
De cada operação sai reforçada para uma viagem , pois sempre andou de mochila às costas. . 
Em Maio, depois de uma intervenção, o seu querido médico mandou-a fazer uma viagem grande.
Escolheu Moçambique. Quis conhecer a terra onde o pai nasceu. Foram dias de cumplicidades infinitas.
Mas verdadeiramente da "Silvina" vão saber e conhecer no blogue que escreve , quando pode,  em casa ou no hospital.
Basta clicar em EPISÓDIOS DE RÁDIO  e deixar-se contagiar .
"Silvina" quer continuar no anonimato.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Aconteceu hoje na RTP2....




Na alegria e na tristeza, no amor e inteiramente para o design. O casal Charles e Ray Eames faz parte da série especial dos 10 Grandes Nomes do Design de Móvel.
Ver aqui, e escolha a sua cadeira com estória....

terça-feira, 17 de julho de 2012

(2) Ainda Frida e Diego... nenhum deles ficou na sombra...

 «Frida é o único exemplo na história da arte de uma pessoa que dilacerou o peito e o coração para dar conta da verdade biológica que continham, e que, possuída pela razão-imaginação que vai mais depressa do que a luz, pintou a sua mãe e a sua ama, sabendo na realidade que os seus traços lhe eram desconhecidos, o rosto da mulher amada que lhe serviu de ama é apenas uma máscara índia de pedra dura, e as suas glândulas, semelhantes a cachos que vertem leite numa chuva que fecunda a terra, em lágrimas que fecundam o prazer; e a mãe, a mater dolorosa dos sete golpes de faca de dor que libertam a efusão de onde emerge a criança Frida, única força humana que, desde que o poderoso artista asteca ousou esculpir um parto em basalto negro, representou o seu próprio nascimento em toda a sua realidade» (1)

A evocação da deusa parturiente, que dá à luz agachada, com uma expressão de dor  no rosto, sela o pacto moral e estético que une eternamente Diego e Frida.
Na última página do diário, Frida marca, ao lado do 
desenho que representa o anjo negro da morte, as pa-
lavras mais terríveis e as mais duras da sua vida, as 
palavras que exprimem verdadeiramente o seu caráter sem falha:
«Espero alegre la salida - y espero nunca volver»
(AQUI) , um belo trabalho




(1)Diego Rivera, My Art, my Life

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011











Poesia concreta.


O adeus a um homem que me ajudou também a ser feliz no país qe libertou não pelas armas mas sim pela palavra.


Em Praga chorei ... no Teatro Nacional, a ouvir o Requiem de Mozart.
Felizes os que nascem para a história e partem com história feita.




Imagens tiradas daqui

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Espantemo-nos...

Pintura de Monet


Espero que para cada cinco ignorantes que por AQUI passam haja dez seres lúcidos e esclarecidos...

Isto num dos dias mais tristes para os portugueses funcionários públicos e aposentados da função pública.