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terça-feira, 17 de julho de 2012

(2) Ainda Frida e Diego... nenhum deles ficou na sombra...

 «Frida é o único exemplo na história da arte de uma pessoa que dilacerou o peito e o coração para dar conta da verdade biológica que continham, e que, possuída pela razão-imaginação que vai mais depressa do que a luz, pintou a sua mãe e a sua ama, sabendo na realidade que os seus traços lhe eram desconhecidos, o rosto da mulher amada que lhe serviu de ama é apenas uma máscara índia de pedra dura, e as suas glândulas, semelhantes a cachos que vertem leite numa chuva que fecunda a terra, em lágrimas que fecundam o prazer; e a mãe, a mater dolorosa dos sete golpes de faca de dor que libertam a efusão de onde emerge a criança Frida, única força humana que, desde que o poderoso artista asteca ousou esculpir um parto em basalto negro, representou o seu próprio nascimento em toda a sua realidade» (1)

A evocação da deusa parturiente, que dá à luz agachada, com uma expressão de dor  no rosto, sela o pacto moral e estético que une eternamente Diego e Frida.
Na última página do diário, Frida marca, ao lado do 
desenho que representa o anjo negro da morte, as pa-
lavras mais terríveis e as mais duras da sua vida, as 
palavras que exprimem verdadeiramente o seu caráter sem falha:
«Espero alegre la salida - y espero nunca volver»
(AQUI) , um belo trabalho




(1)Diego Rivera, My Art, my Life

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A estória de hoje...da nacional corrupção, deixou-me "varada"...e fez ter vontade de ler Ali Babá, deslumbra sempre

Ali passava a vida a comprar e a vender

coisas.... que não era lixo...

Quando abriu a porta, perguntou-se"será ouro, será lixo, lixo não é certamente, só o ouro brilha assim!

Vou ver..."



Há muito, muito tempo, numa cidade lá para os lados do Oriente, vivia Ali Babá, que ganhava a vida comprando e vendendo coisas nas aldeias próximas à sua. Uma bela tarde, ao regressar a casa, viu uma longa caravana de quarenta homens carregados com grandes caixas, que as puseram no chão ao chegarem junto a uma rocha. Então, espantadíssimo, Ali Babá viu o chefe aproximar-se da parede rochosa e gritar:- Abre-te Sésamo!Como que por milagre abriu-se uma grande fenda na rocha e apareceu uma enorme gruta, no interior da qual os homens depositaram as caixas e saíram. - Fecha-te Sésamo!- gritou o chefe. A parede voltou a fechar-se e foram-se embora.Quando Ali Babá viu que os homens já iam longe, correu para a grande rocha e gritou:- Abre-te Sésamo! Entrou na gruta e viu, espantado, que ela albergava um precioso tesouro, proveniente dos roubos que os homens vinham praticando nas cidades da região. Então carregou o que pode num saco e voltou para casa.
Haverá uma moral para a estória que me sugeriu esta????

On verra...