Mostrar mensagens com a etiqueta Estoril. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Estoril. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
quarta-feira, 18 de março de 2015
a poesia anda á solta... por aqui e não só...
A poesia vai
A poesia vai acabar, os poetas
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
poeta por este senhor?» E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
- Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar? -
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
poeta por este senhor?» E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
- Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar? -
Manuel António Pina
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Vale a pena vir até ao Estoril... Carlos Avillez acertou na "mouche"...
"Viagem à roda da Parvónia" foi escrita por Guilherme de Azevedo e Guerra Junqueiro nos finais do século XIX. Trata-se de uma comédia política, tão provocadora como actual. Estreia dia 13 no Teatro Municipal Mirita Casimiro, no Estoril.
Sinopse:
Proibido logo no dia a seguir à estreia, o texto ganhou, à época, contornos de escandaloso e maledicente. Hoje, passados mais de cem anos, mantém a sua atualidade e pertinência apesar da diferente situação política em que vivemos. Povoada de música, dança e realidade, a peça é o reflexo do nosso presente refletido num espelho do passado, demasiado próximo do que somos. Carlos Avilez arrisca encenar este texto esquecido em que fantasia e verdade se confundem, e em que a crítica ao país de ontem é, afinal, a mesma que se faz ao Portugal de hoje.
"Viagem à roda da Parvónia"
texto - Guerra Junqueiro e Guilherme de Azevedo
versão e dramaturgia - Miguel Graça
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Memórias da linha de Cascais que se vão apagando...
Tenho assistido ao desmoronar lento e cuidado de um dos últimos redutos de Memória da II Guerra Mundial, o Hotel Atlântico, situado no Monte Estoril....
Vai dar lugar a um apartotel dizem, mas nas nossas memórias e só nas nossas , ficará a imagem daquele hotel que albergou espiões, neste caso os da Gestapo, porque os da Resistência instalavam-se no belo British Bar , uns metros à frente, e de lado oposto , hoje um restaurante de referencia ," O CIMAS."
Vai dar lugar a um apartotel dizem, mas nas nossas memórias e só nas nossas , ficará a imagem daquele hotel que albergou espiões, neste caso os da Gestapo, porque os da Resistência instalavam-se no belo British Bar , uns metros à frente, e de lado oposto , hoje um restaurante de referencia ," O CIMAS."
No seu Blogue, Irene Pimentel, traz uma completa história REVIVER O ESTORIL DURANTE A II GUERRA MUNDIAL. ( VER AQUI).
E eu acrescento algo que me toca profundamente... pois é o meu cantinho... "O Monte Estoril, génio dum outro século, conserva- se indenme da mácula estrangeirada. Conserva o seu ar de bucolismo português, de jardim de convento, de elegância antiga e recatada.
E não se sabe se o perfume do Monte Estoril, é essa graça saudosista de coisa portuguesa e de visão do passado - se o dos goivos, dos heliotrópios, das magnólias, dos lilases, das glicínias, do seu jardim de jardins... "
Este pequeno texto contrapõe -se a" um Estoril estrangeirado, enervante e banal como um mundo standardizado, cosmoplita e internacional"
terça-feira, 22 de maio de 2012
Momentos de ouro sobre o azul...
ARTEMAR ESTORIL 2012 , a ler , é um movimento artístico que dá ao nosso paredão Estoril/Cascais momentos lúdicos e de exacerbação artistica.
Por aqui, a crise vive-se... mas talvez a depressão possa ser menos acentuada pela sua beleza infinita...
Apareçam, pois...
Por aqui, a crise vive-se... mas talvez a depressão possa ser menos acentuada pela sua beleza infinita...
Apareçam, pois...
Subscrever:
Mensagens (Atom)