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quinta-feira, 6 de abril de 2017

O mundo de Paula Rego está aí....

Paula Rego fotografada pelo seu filho, no seu ateliê em Londres.

Ler AQUI , jornal Expresso Diário.


Os quadros de Paula, são mesmo para serem vistos numa casa própria. 

Eles ganharam esse espaço em Cascais, Casa das Histórias de Paula Rego.
Pelo que tenho acompanhado da sua pintura, sempre senti " loucura" , "depressão", "educação", "relações": Estórias, que não seriam sempre lendas, mas narrativas da sua própria vida.
Pelo que tenho lido nas conversas e entrevistas na última semana, sou levada a pensar, que para além da grande desenhadora que é , a sua pintura corresponderá a um, penso logo existo ou existo porque penso?
Pintar, tem sido a sua própria existência e essa existência foi sempre bem mais dura do que era sabido. Catarse e engajamento .
Gosto de ir ver os trabalhos de Paula. Anseio por sábado para ver o filme realizado pelo filho, no local certo . Casa das Histórias. 
Cá em casa, se eu pudesse ter uma obra de PR, teria que ser muito bem escolhida.... Não dá para todos os dias de contemplação.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

40 anos passados ... outros políticos regurgitam por aí....

                                                 Salazar regurgita 

Salazar a vomitar a pátria, de Paula Rego.Falemos de vómito. Na ditadura, Paula Rego pintou Salazar vomitando a Pátria. No presente quadro, sentimos vontade de vomitar os restos ou as regurgitações do salazarismo e dos Novos Secretariados da Propaganda. Ler, ver e ouvir o mesmo ou o idêntico começa a causar um fastio de morte, estilonausée sartreana, mal du pays. Estão a tornar-se impróprios para alimento humano os noticiários e os comentários padronizados, os entretenimentos primários, os atentados à Pátria de Pessoa. Os chefsdesta ementa são recrutados pelo bureau económico-político. Compete-lhes manter a pax mediática. Há que reconhecer: têm tido êxito a fabricar dependentes do rendimento cultural mínimo e do rendimento eleitoral máximo. No entanto, até entre os fidelizados, corre uma percepção de enfado: dizem sempre o mesmo, dão sempre a mesma coisa. As manifestações de enjoo são idênticas às dirigidas aos parceiros do poder central: são todos iguais. Daí até o grosso dos consumidores se consciencializar da sua condição (antropológica, histórica, social, classista) vai uma persistente didáctica. Que dificilmente se ministrará sem uma ruptura de modelo. 

Excerto de Pátria, lugar de exílio, de César Principe