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quarta-feira, 27 de abril de 2016

"Um cristal quebrado ou quando a angústia não cabe na tormenta", , assim seria Mário de Sá Carneiro

Do ponto de vista psicopatológico, o que se observa em Mário de Sá-Carneiro é uma doença do Eu, com distorção da auto-imagem, dificuldade na identificação sexual, impulsividade, fantasmas de morte e ansiedade em braseiro.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

faz hoje 564 anos que Leonardo da Vinci nasceu ___________ DIA INTERNACIONAL DO DESENHADOR





Hoje é o Dia do Desenhador, celebrando 564 anos desde o nascimento de Leonardo da Vinci, e o DN quis assinalá-lo com a ajuda de alguns ativos urban sketchers, homens e mulheres de profissões variadas e com este prazer em comum: desenhar. Dir-se-ia, à primeira vista, que é mais um dia internacional, hoje uma ideia banalizada - ainda agora passou o Dia do Beijo (13 de abril), já aí vem o do sorriso (28 de abril), depois o do whisky (21 de maio) e, felizmente, o da preguiça (15 de outubro). Mas o desenho é outra coisa. Podemos maravilhar-nos com a inteligência e a beleza do traço do genial Da Vinci ou com os esboços de arquitetura de Álvaro Siza Vieira, "....

IN artigo de Ana Sousa Dias, jornal DN, aqui
e ainda aqui

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

mas eu não tenho gato....

Fernand Léger, 1948, "Mulher com um gato"
AS LIÇÕES DOS GATOS
Há um gato para tudo. É um princípio da existência, uma das poucas verdades da vida. Entra-se numa farmácia e lá está um gato na prateleira das latas de leite para bebé. Não se mexe. Não responde às provocações. Nem sequer dá pelo nome próprio, caso os tímpanos dele estranhem a voz de quem o chama.
“Ele porta-se muito bem”, gaba a farmacêutica. “Nunca a deixou ficar mal”, esclarece a Maria João. A farmacêutica interrompe o trabalho para agradecer e confirmar o atestado: “Nunca!”
O gato, majestático tanto na indiferença à conversa como no tédio perante mais aquela reiteração das qualidades dele, levanta ainda mais um grau o nariz, como se isso não fosse geometricamente impossível.
O gato está preparado para o mundo. E é suficientemente aristocrático para esperar o tempo que for preciso para o mundo preparar-se para a preparação dele.
Há no lobby do Algonquin Hotel em Manhattan uma gata chamada Matilda tão mimada que tem nojo às festinhas, embora consinta uma ou duas, por saber o valor que as pobres pessoas como nós atribuem àquele prazer. É uma das poucas cedências que faz às fraquezas humanas. Vale a pena googlar “The Legend Behind The Algonquin Cat” para ficar com uma ideia do pouco que falta para os felinos felizes reconquistarem o respeito do qual em boa hora gozaram junto dos egípcios, que sabiam quem adorar.
Não há na minha vida um único dia que não possa ser salvo pelo conhecimento dum gato, seja através do prazer de conhecê-lo, seja pelos conhecimentos que me transmite.
ARTIGO DE OPINIÃO DE MIGUEL ESTEVES CARDOSO, NO PÚBLICO DE HOJE
   



terça-feira, 3 de março de 2015

a prequica na política, artigo de opinião

A política não é apenas a arte do possível, como dizia Bismark. A política tem de ser o exercício da vontade porque a soberania é a expressão da vontade, porque o sonho nos leva mais longe que as convenções e os preconceitos, porque a história não é outra coisa senão a conquista do impossível. A política tem de ser a transformação do desejável em realidade.
AQUI