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sábado, 14 de novembro de 2009

Um filme premiado e arrebatador ,"The girl", Estoril Film

Por uma questão de gestão na escolha dos filmes premiados, optei pelo filme sueco THE GIRL, de Fredrik Edfeldt.
Filme profundo e belo ,que nos deixa a pensar na relação em que vivem adultos e crianças, e , da forma dura como uma criança se torna adulta.
No verão de 1981, uma menina de 10 anos é deixada com uma tia enquanto os pais e irmão vão para África para uma acção humanitária. Instável, a tia, para seguir um namorado, deixa a menina ," prometendo-lhe que regressa dentro de poucos dias"... A menina não diz a ninguém que está completamente abandonada. Com um sentido altamente apurado, ela vai descobrindo o mundo adulto, muitas vezes absurdo e irresponsável.

COMENTÁRIO DO REALIZADOR
(...)Pareceu-me muito natural tomar a perspectiva de uma criança e de certa forma objectivar os adultos. Penso que também para se ser um bom artista, a criança que está dentro de nós tem que estar muito viva e presente. (...) Dirigir crianças , é ao mesmo tempo, mais difícil e fácil.
Quando se consegue fazer tudo direito com os miúdos, é tão recompensador e quando eles são bons no ecrã são mesmo bons...."
Pois assim foi o desempenho brilhante desta pequena artista sueca que poderá ter 10 ou 11 anos...
Que venha breve para as nossas salas é o meu desejo!
Bom domingo!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Para quem puder ir hoje ao Estoril Film..uma dica

Bright Strat de Jane Campion, às 22.15 no pavilhão dos congressos

"londres 1818: começo de uma cena amorosa entre o poeta inglêsJohn Keats, na altura com 23 anos, e Fanny Brawe, uma estudante expansiva sua vizinha.
Irremediavelmente e intensamente envolvidos um com o outro, o jovem amoroso embrenhou-se em sensações novas e muito poderosas, " Tenho a impressão de que me estou a dissolver", escreveu Kates a Fanny. Juntos navegaram por ondas de obsessão romãntica que se tornaram mais profundas à medida que os seus problemas aumentaram. Apenas a doença de kates provou ser intransponível.

domingo, 8 de novembro de 2009

Grande apoteóse com Fernando Lopes e "Os sorrisos do destino"...


Estoril Film Festival

Mais uma vez a sala do Pavilhão dos Congressos estava a abarrotar e desta até estávamos a jogar em casa...
Ante-estreia do filme de Fernando Lopes, OS SORRISOS DO DESTINO...

Não vou aqui fazer a sinopse pois sei que em breve o irão ter nas nossas salas de cinema, mas não nos deixámos de sentir comovidos ,perante este pequeno em estatura, mas grande em filmar, realizador, que na conversa com o público "embebido"nos seus "n"uisques, chorou e se sentiu feliz por estarmos todos ali de olhos nos olhos, com as nossas emoções vivas...."todos vivemos com telemóveis e amores virtuais, todos vós, aí na plateia sois cúmplices desta nova forma de comunicação. Eu não, pois nunca tive nem terei telemóvel..."..."separei-me da Maria João (Seixas), podia fazer um filme trágico, mas decidi fazer uma comédia, porque nem todas as despedidas são trágicas"..., aplausos, choros e risos.
Sobre o filme só deixo aqui o comentário escrito pelo realizador.
"Nesta Lisboa do séc.XXI em que ser moderno é sinónimo de dependência a novas tecnologias, quero um filme sobre relações virtuais e infidelidades electónicas, de acordo com o ar do tempo. Através de boleros que escoltam toda a narrativa do filme, conto uma história de intensos amores e profundos desamores que, como diria a Dolores Duan,
"é como se fosse uma canção de dor de corno".