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sexta-feira, 17 de julho de 2020
Correm ou fogem ?...
O tempo escalda e eu deliro...
Praia aqui ao lado, mas fujo dela.
Ah, precisava de perder quilinhos adquiridos no confinamento, caminhar, não correr, mas não, fico em casa tranquila , estimando os meus amores, lendo os meus autores, esperando dias não caniculares . Ou seja, melhores dias. Não suporto o calor e não sou obrigada a andar nele. Só emergências e outras exigências neste novo modo de viver, "o novo mundo" do corona 19.
A quem vai passando desejo umas boas férias ou um tempo estival a vosso gosto e maneira.
Imagens Pinterest
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Entre férias e pós férias. Leituras matinais.
Lugar às férias…
Nem é preciso rever a filmografia de Jacques Tati para nos divertirmos com o paradoxo das férias de Verão. É ver tantos portugueses direitos às zonas mais congestionadas do Algarve, frequentando praias cheias, engarrafamentos, discotecas iguais às de Lisboa ou do Porto e acotovelando-se com as mesmas pessoas que encontram no resto do ano.
Por alguma razão os monarcas lusos eram senhores do reino de Portugal e dos Algarves. Para quem queira uns dias diferentes, o Parque Nacional da Peneda Gerês tem muito para oferecer. Não há praia mas há cascatas, trilhos de montanha, piscinas naturais e uma paisagem que, apesar de tudo, não diverge muito da descrita por Miguel Torga nos anos 20.
Não temos todos que ter os mesmos gostos mas, para quem se sinta tentado pelo Gerês, sugiro a Casa dos Bernardos, a meio caminho entre Santa Maria do Bouro e Terras do Bouro, onde mais facilmente ouviremos os chocalhos do gado que um telemóvel a tocar, até porque a cobertura de rede não é famosa.
… e à leitura
Falar de paisagens não desfiguradas pelas perversões do turismo de massas dá vontade de reler o “Guia de Portugal”, essa monumental obra em oito volumes, produzida entre 1924 e 1969, primeiro sob a direcção deRaul Proença e depois de Sant’anna Dionísio.
Em 1995 no Expresso editámos o nosso próprio Guia de Portugal de que alguns leitores ainda se recordarão. Não tinha a escala da obra em boa hora editada pela Fundação Gulbenkian (e agora também existente na versão ebook) que teve entre os seus colaboradores figuras da dimensão de Orlando Ribeiro, Jaime Cortesão, Aquilino Ribeiro e tantos outros.
Mas o Guia Expresso de Portugal foi, apesar de tudo, marcante e acrescentou à descrição de sítios e monumentos sugestões práticas de percursos rurais ou urbanos, a pé ou de viatura e mil e uma sugestões em matéria de gastronomia, alojamentos, artesanato, feiras e romarias, etc. Nasceu de uma conversa entre o então director do Expresso José António Saraiva e eu próprio. O resto da história sabem-na os leitores mais fiéis.
Durante estas três semanas de férias reli pela enésima vez um dos meus livros favoritos, escrito por um outro Raul, neste caso Raul Brandão: “Os Pescadores”.
Não me canso da descrição da velha Foz do Douro, da ida dos poveiros para a faina ou dos pescadores algarvios que não tinham medo de nada, menos das bruxas. E eram as suas mulheres que, alta noite, os levavam ao barco, esconjurando à força de archotes medos ancestrais capazes de bloquear homens que não receavam ventos do Levante e ondas de cinco metros. Um livro existente em múltiplas edições de bolso e a preços simpáticos.
Excerto de crónica de Rui Cardoso, editor , no Expresso Curto de hoje.
terça-feira, 18 de julho de 2017
Pausa, que não de férias, mas também ... Se gostam de Corto Maltese, surpreendam-se
| Ler texto todo AQUI Pausa neste Mar .... Até que a vontade me volte . Boas férias a quem passa e um enorme abraço . tão grande como Corto.... |
Parece que Mitterrand, perguntado sobre que personagens o impressionavam ou o seduziam, apontava para Corto Maltese. Matreirice, seria uma imitação mais elegante, mas escassamente menos narcísica, de um De Gaulle que afirmava que só temia a concorrência da popularidade de Tintin. Cada um vinha do seu tempo e, se ambos sobreviveram com um “perfume de lenda”, como escreve Umberto Eco sobre Corto, o facto é que foi Hugo Pratt quem marcou a imaginação que trespassa as fronteiras do espaço e da imaginação. Por isso, Corto Maltese é o herói moderno que sobrevive à sua contemporaneidade.
Talvez as pistas sobre este marinheiro maltês, filho de uma cigana de Sevilha e de outro marinheiro perdido, que nasceria em 1887 e cresceria no bairro judeu de Córdoba, ou seja, sem pátria, assistindo depois às guerras inaugurais do novo século, estejam por aí espalhadas: Italo Calvino participara na preparação de um guião de um filme, “Tikoyo e o tubarão” (1962, Folao Quilici), sobre uma criança que fala com o seu amigo tubarão, e horizontes oníricos desse tipo foram sendo explorados por muitos autores (veja-se a “Balada” ou “Mu”); e, evidentemente, a literatura de viagens aventurosas, de Rimbaud a Jack London, povoara a juventude de Hugo Pratt. Pratt, aliás, cresceu na Etiópia, viveu em Buenos Aires e Veneza, e sobretudo, percorreu as fábulas em que se mistura com Corto, a que dá forma no dia 10 de julho de 1967, com “A Balada do Mar Salgado” – fez agora cinquenta anos.
terça-feira, 8 de novembro de 2016
terça-feira, 9 de setembro de 2014
domingo, 28 de julho de 2013
As férias...
As férias a sul....
O céu, ontem, estava estranhamente belo ao fim da tarde.
Trabalho de Almada Negreiros com o qual me identifico em tempo de pausas.
Até um destes dias.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
terça-feira, 17 de julho de 2012
Sem palavras...
Praia da Figueira da Foz
Passemos à ação... D. Januário já disse o que tinha a dizer. Por ele e por nós.
Vai um mergulho? Assim partiremos mais retemperados para as lutas que se adivinham.
De Espanha começa a soprar algum vento. O casamento logo se verá...
Passemos à ação... D. Januário já disse o que tinha a dizer. Por ele e por nós.
Vai um mergulho? Assim partiremos mais retemperados para as lutas que se adivinham.
De Espanha começa a soprar algum vento. O casamento logo se verá...
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