Social Icons

Mostrando postagens com marcador Do Culto Ao Coma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Do Culto Ao Coma. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Do Culto Ao Coma - Imago - 2021 - Download


Gênero: Alternative Metal

01 A Euforia Entre Nós
02 Antes Que o Tédio Me Vença
03 Imagogia
04 Tempos de Dor
05 Desrazão
06 O Céu Sombrio de Ontem
07 Apesar de Calado
08 O Afeto de Schrödinger
09 Isocrônico
10 Eterno Retorno

Link 01
Link 02

LISTEN



Do Culto Ao Coma é uma banda de rock alternativo independente que mistura tendências do rock moderno e progressivo. Formado em 2014, o grupo atualmente é composto por Leandro TG Mendes (guitarra), Guilherme Costa (baixo e teclado), Leonardo Nascimento (bateria e teclado) e Thiago Holzmann (voz e teclado). Eles chegam neste 2021 caótico com muita revolta no seu mais recente trabalho, o segundo álbum intitulado Imago.


O primeiro álbum Destinorama de 2015 já demonstrava a profundidade a qual a banda queria explorar abordando ao longo de dez faixas divagações existenciais de um protagonista durante
suas sessões de psicanálise. Já Imago, produzido pela própria banda e por Filipe Coelho, do Coelhos Studio (São Bernardo do Campo), não parece ter um tema e sim um mix de referências e inspirações, tanto melódicas quanto pelas letras.


O primeiro single que é justamente a música que abre o disco, A Euforia Entre Nós é uma real estrutura de boas escolhas, a começar pela letra e até um efeito de orquestra colocado no início do som, uma faixa bem moderna com arranjos de guitarras certeiros e influentes. Antes que o Tédio Vença já é a música mais alternativa e distorcida do álbum, tem o teor pop com a parte “quero sentir o estrago” e uns bons riffs e solos de TG na pressão. Já Imagogia é a faixa progressiva, certamente a música que explora melhor a qualidade instrumental e vocal dos músicos, com destaque para a batera de Leonardo.


Tempos de Dor é um hard rock e Desrazão é uma balada que usa bastante elementos e efeitos eletrônicos, potencializando os contrastes de influências da banda, a conversa do novo com o que tem de melhor do antigo. O Céu Sombrio é a música mais arrastada do álbum que até tem seus momentos, mas parece um som pra compor o disco apenas. Em seguida vem o acerto Apesar de Calado que tem uma linha de baixo contagiante que almejamos que não pare, rondando os ouvidos como um mantra até que a música se transforma em uma estrutura mais pesada com os outros instrumentos vindo mais forte a tona. O nome da faixa é bem apropriado, porque apesar de estar sem uma palavra se quer sendo cantada, os instrumentos falam bastante e transmitem a mensagem.


O Afeto de Schrödinger vem de encontro a premissa do primeiro trabalho da banda que explorava questões mais profundas como a psicanalise. O nome da faixa é tirado da experiência mental nomeada de Gato de Schrödinger, frequentemente descrita como um paradoxo, desenvolvida pelo físico austríaco Erwin Schrödinger, em 1935. A experiência procura ilustrar a interpretação de Copenhague da mecânica quântica, imaginando-a aplicada a objetos do dia-a-dia. No exemplo, há um gato colocado em uma caixa, de forma a não estar apenas vivo ou apenas morto, mas sim vivo e morto. A faixa fala muito sobre essas questões do desencontro, a dificuldade de uma definição de ação simplesmente por conta do eu lírico ser ambas.


Isocrônico é uma faixa cansativa e com muita presença eletrônica, sorte que Eterno Retorno, uma faixa com uma intro bem porrada chega para dar levantada no ânimo. Quando ela começa em uma onda mais leve, prog e com belos vocais, é nítido que algo especial está ressoando nos ouvidos. De uma forma geral, o álbum é o que era necessário ter no som do rock brasileiro atual: som bem produzido, com equilíbrio nos volumes, claramente sem super produção, com ar de “feito por gente grande“. Nota-se um cuidado na gravação e merece aplausos.

Do Culto Ao Coma - Destinorama - 2015 - Download

 
Gênero: Alternative Metal

01 Convicto (Intro)
02 A Última Chance da Certeza
03 Para o Tal
04 O Outro Eu
05 Porão de Repúdio
06 Sobra o Céu
07 A Briga
08 Fuga
09 Peso do Sonho
10 A Primeira Metade da Culpa

Link 01
Link 02

LISTEN




A banda atibaiense Do Culto ao Coma lança hoje som novo, trazendo mais da sua alquimia de rock moderno com progressivo, que nos foi apresentada no álbum de estréia do quarteto em 2015. Mas que modos os meus não é mesmo, saí despejando toda essa informação sem ao menos apresentá-los antes!


Então vamos lá: a Do Culto ao Coma nasceu em Atibaia em 2014 e hoje é formada por Lui Oliveira (Voz/Guitarra), Leandro TG Mendes (Guitarra), Guilherme Costa (Baixo/Teclado) e Leonardo Nascimento (Bateria/Teclado). Em 2015, quando os vocais ainda eram assumidos por Lucas Martins, lançaram o conceitual ‘Destinorama’, com 10 faixas que abordam questões existenciais através das sessões de psicanálise do personagem central do álbum. O ‘Destinorama’ ganhou versão livro-arte com ilustrações que se associam à temática das músicas – eu tenho uma cópia e, diga-se de passagem, acho incrível a forma como a arte do livrinho e a música se complementam. Bandas por favor façam mais isso!!!


Após mais de um ano de hiato, o quarteto lança hoje o single ‘Vias Abertas’, que já vem acompanhado de videoclipe, anuncia a nova fase da banda e é o marco zero de um futuro álbum previsto para o próximo ano. Bati um papo com eles sobre presente, passado e futuro da Do Culto ao Coma, confiram aqui:


Vamos começar do começo. O álbum de estréia de vocês, o ‘Destinorama’ é bem conceitual e narra a trajetória de um protagonista através de suas sessões de psicanálise. Contem um pouco sobre o processo de criação dele.


O conceito do álbum partiu de uma brincadeira em um show, onde havia um divã na casa noturna em que íamos tocar e o Leo deitou para tirar uma foto como se fosse uma sessão de psicanálise. O Leandro queria reproduzir aquela cena para abrir o show em questão e, claro, o restante da banda vetou (risos). Ali perdemos a chance de improvisar uma abertura de show e ganhamos o conceito do disco Destinorama. Passamos a dedicar não só as letras, mas também as harmonias, arranjos e estruturas das músicas às etapas da psicanálise e alguns anseios e experiências comuns de nossa existência. Tudo sob a perspectiva de um personagem não apresentado diretamente.


O novo single ‘Vias Abertas’ segue essa linha de questionamento existencialista e a pegada progressiva que nos foi apresentada no primeiro disco, oferecendo uma letra auto-analítica e guitarras poderosas que me lembram algo de Kansas. Contem-nos sobre as influências e inspirações para esse som.


Inicialmente a ideia era fazer um hit pesado com a temática de “recomeço”. O Leo tinha alguns riffs inspirados em Queens Of The Stone Age, Rush (fase mais atual) e inconscientemente (risos) o Kansas e nos mostrou. Gostamos muito e decidimos estruturar a música com esses riffs. A letra acabou ganhando um viés mais auto-analítico – um estigma da Do Culto Ao Coma (risos) – mas ainda assim aborda sutilmente a ideia de um novo início, justamente por conta da mudança na formação.


E a Do Culto Ao Coma ganhou recentemente um novo vocalista. Quais outras novidades podemos esperar dessa nova fase da banda? A chegada do Lui à banda impacta muito além do timbre vocal. Ele vem para contribuir como vocalista, instrumentista, compositor e pessoa. A mudança, além de sonora, é enérgica. Pode se esperar uma banda ainda mais arrojada e ambiciosa, por que não?


Última pergunta: em 2015 vocês foram convidados a criar o tema de abertura para o animê brasileiro MAGMA, achei isso animal. Se vocês pudessem criar uma trilha sonora para algum outro filme/projeto, qual seria?


Nada em específico, mas vivemos pensando em experiências sinestésicas. O Leandro trabalha com animação gráfica, isso já nos deu a oportunidade de criar experiências audiovisuais em nossos lyric videos e shows com projeções animadas. E sempre estamos muito abertos a novas parcerias. Companhias de dança, teatro, diretores de curta ou longa metragem, qualquer piração é muito bem vinda.


Curtiram? Então não deixem de acompanhar as novidades da banda. E para quem ainda não conhece, vale um play no ‘Destinorama’ também: