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domingo, 17 de maio de 2026

Lybrian - Labyrinth Of Dreams - 2026 - Download

 

Gênero: Power Metal, Christian Metal

1. Whispers of Labyrinth
2. Gates of Underworld
3. War Inside
4. Fallen
5. Obscure Sun
6. Lybrian
7. Emissaries of Death
8. Only in My Dreams
9. Eyes of Fairy
10. Labyrinth of Dreams
11. Soul in Chains
12. Voices of Valhalla

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A banda brasileira de Power Metal Lybrian lançou oficialmente o seu aguardado álbum de estreia, "Labyrinth of Dreams". Marcando uma nova fase na trajetória do grupo, o trabalho representa a consolidação definitiva da banda após seu retorno em 2023 e a materialização de anos de evolução artística, amadurecimento musical e reconstrução criativa de uma história iniciada em 2009. Unindo releituras de clássicos da própria trajetória, como "War Inside" e "Emissaries of Death", a composições inéditas concebidas pela formação atual, o disco reafirma a identidade da Lybrian ao mesmo tempo em que expande seus horizontes artísticos e conceituais.


Em "Labyrinth of Dreams", a Lybrian mergulha em uma proposta que equilibra elementos mitológicos e atmosferas épicas com uma abordagem mais introspectiva, humana e contemporânea. Influenciado por nomes como Rhapsody, Blind Guardian e Helloween, mas com referências que vão desde o Metal Clássico até o Extremo, o álbum explora temas como depressão, ansiedade, medo, autosabotagem e os conflitos psicológicos travados diariamente dentro da mente humana. Faixas como a própria "Labyrinth of Dreams" e "Obscure Sun" simbolizam essa nova identidade da banda, que busca unir peso, melodia e profundidade emocional em uma experiência conceitual atual e carregada de propósito.


Formada originalmente em 2009, a Lybrian nasceu da união entre Marc Maximo, David Thomazone e Fábio Perez, todos ex-integrantes da banda Eniggma. Ainda nos primeiros anos, o grupo iniciou suas atividades com a gravação da faixa "Eyes of Fairy", antes mesmo de definir oficialmente o nome da banda. Após mudanças na formação inicial, Marc Maximo assumiu os vocais principais e a banda consolidou sua formação com a entrada do baterista João Oliveira e do baixista Adriano Diniz.


Entre 2009 e 2015, a banda permaneceu ativa na cena underground, chegando a lançar um álbum demo antes de entrar em hiato. O retorno aconteceu em 2023, período em que a Lybrian estabilizou a formação responsável pela gravação de "Labyrinth of Dreams". Atualmente, o grupo é formado por Marc Maximo no baixo e vocais, David Thomazone na guitarra e backing vocals, Lee Shade na guitarra e vocal extremo, Davi Miaty nos teclados e João Oliveira na bateria.


O próprio nome da banda carrega uma forte identidade conceitual. Inspirado no universo distópico do filme Equilibrium, Lybrian deriva da palavra "Librian", utilizada para representar os cidadãos de uma sociedade que reprime emoções, arte e individualidade em nome do controle absoluto. A proposta dialoga diretamente com clássicos literários como "Nineteen Eighty-Four", "Fahrenheit 451" e "Brave New World", refletindo o contraste entre repressão e liberdade, conceito que se conecta diretamente às temáticas emocionais e existenciais abordadas pela banda em sua nova fase.


A capa de "Labyrinth of Dreams" foi criada pelo baterista João Oliveira. O álbum foi gravado por Lee Shade e David Thomazone, que também assinam a produção, direção artística e o processo de mixagem e masterização, realizado por Lee Shade com cooperação de David Thomazone. As letras foram escritas por Lee Shade e David Thomazone, com exceção de "Only My Dreams", escrita por Marc Maximo, e "Gates of Underworld", assinada por Ghostwriter.


Saiba mais sobre a Lybrian e acompanhe todos os seus lançamentos, novidades e agenda de shows em @lybrianmetalband no Instagram, ou por meio de sua Assessoria de Imprensa, Hell Yeah Music Company. Tenha acesso a mais informações sobre a banda também em https://sandwiche.me/lybrian-metal-band.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Ready To Be Hated - The Game Of Us - 2025 - Download

 

Gênero: Progressive Metal, Power Metal

1. The One
2. Something to Say
3. Forgettable
4. The Old Becomes the New
5. For the Truth!
6. The Game of Us
9. The Great Gift of Now

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Terra que se tornou ainda mais fértil nos últimos anos, o Shamangraverso rendeu mais uma banda: Ready to Be Hated, união que parecia improvável até pouco tempo atrás. De um jeito ou de outro, todos os integrantes — Thiago Bianchi (voz), Fernando Quesada (guitarra), Luís Mariutti (baixo) e Rodrigo Oliveira (bateria) — têm relação com o Shaman, banda formada na virada do século por dissidentes do Angra. Um deles, Luís, pertenceu à formação original, completa por seu irmão, o guitarrista Hugo Mariutti, e outra dupla recém-rompida do grupo anterior: o vocalista Andre Matos e o baterista Ricardo Confessori. O então novo projeto também se dissolveu em 2006, e no ano seguinte Confessori o retomou e o reformulou. Bianchi e Quesada, à época no baixo, foram trazidos para esta segunda fase, que durou até 2013.


O Shaman original se reuniu em 2018, mas Andre faleceu no ano seguinte. Confessori e os irmãos Mariutti seguiram com outro vocalista, Alírio Netto, até 2023, quando conflitos internos explodiram após o baterista desrespeitar um fã nas redes em meio a uma discussão sobre política. O último show, no Summer Breeze Brasil, aconteceu com Rodrigo na vaga deixada por Ricardo. Mais tarde naquele mesmo ano, Luís e Thiago, representantes de fases distintas do Shaman, se uniram em duas iniciativas: o acústico Finally Home, em que integrantes da segunda era do grupo contaram com a participação do baixista durante show acústico, e o revivalista Shamangra, que estrearia — e acabaria — em 2024. Paralelamente, o Sinistra, do baixista, e o Noturnall, do vocalista, se mantiveram ativos. Mas por que não unir duas pontas do mencionado Shamangraverso?


Nasceu daí o Ready to Be Hated, de nome sugestivo por seus integrantes terem convivido com diversas críticas online — Bianchi e Quesada em especial, visto que o Shaman “reborn” de 2007 a 2013 nunca foi unanimidade. Se a alcunha sugeria algo agressivo e disruptivo, o que se ouve no álbum de estreia “The Game of Us”, lançado nesta sexta-feira (30), segue por um caminho mais contemplativo da trajetória dos envolvidos; para o bem, na maioria do tempo, ou, de vez em quando, para o mal.


Quase todas as nove faixas do disco trazem algum tipo de referência à obra passada dos envolvidos: trecho de influência da chamada world music em “The One”, uma espécie de baião em “Something to Say” (cujo título inegavelmente brinca com “Nothing to Say”, do Angra, mas nada soa como ela), um instrumental à la Dream Theater no fim de “Forgettable”, um início vocal que chega a emular Andre Matos em “The Old Becomes the New”, a abertura meio folk/mística de “The Great Gift of Now”… tais menções às vezes parecem até premeditadas, como se estivessem ali para forçar uma conexão. Representam, no fim das contas, uma abordagem comedida, de um grupo que parece ainda receoso de mostrar mais de sua própria identidade.


Nem precisa ser assim. Os momentos mais interessantes do álbum chegam justamente quando o quarteto visa quebrar as correntes do Shamangraverso. A saber: A já citada “Forgettable”, por exemplo, agrada mais em seu miolo “reto”, ancorado em bons riffs e grooves; “For the Truth”, um dos destaques do tracklist, surpreende com seu desenvolvimento: começa balada, vira um power metal ao estilo Shaman — meio dark, mas com refrão “aberto” — e, após o solo, deságua em uma melodia orquestral desacelerada pra lá de surpreendente; A faixa-título “The Game of Us” contraria a estética power metal ao aderir desde guturais a guitarras com whammy, enquanto “Us Against Them”, letra rasa à parte, vai de uma introdução bluesy metal a versos que agregam uma espécie de órgão de igreja ao fundo — esta, diga-se, poderia estar até em algum disco do Sinistra; Até “Searching for Answers”, de longe a mais curta e “diferentona” do play, chama atenção por sua pegada quase inclinada ao rock alternativo — será uma cortesia de Hugo Mariutti, que coassina a produção?


Por se tratar de um quarteto, cada integrante conseguiu destaque de modo mais orgânico. Thiago Bianchi mostrou seguir como uma das vozes de maior alcance da música pesada brasileira, indo desde seus agudos já conhecidos até uma espécie de gutural na faixa-título, mas adotou — e acertou ao seguir o caminho de — uma abordagem mais direta em comparação aos trabalhos recentes com o Noturnall. Fernando Quesada, talvez a grande surpresa por pouco se saber de sua performance na guitarra, tem desempenho similar: deixa de fritar para privilegiar linhas mais simplificadas, com foco em riffs pesados e uso de solos não como obrigação, mas sim recurso para engrandecer as músicas. Luís Mariutti tem, talvez, a performance de maior destaque em sua carreira, pois frequentemente assume a dianteira para solar e confirmar sua posição como um gigante, por vezes até subestimado, do instrumento. Como cereja do bolo, Rodrigo Oliveira oferece o que as canções pedem, e às vezes não é pouco, tendo em vista a variedade de ritmos explorada ao longo do tracklist.


Se não tem o que dizer da performance de cada integrante, há ressalvas em relação ao trabalho de produção. Por vezes, os vocais ficam soterrados na mix — como no refrão de “Something to Say” e em “Searching for Answers” —, que também privilegia os médios até em faixas onde os graves deveriam ser mais proeminentes. Nada, contudo, que atrapalhe a experiência de modo destacado, especialmente porque esta mesma produção também elevou várias passagens instrumentais complexas.


Se estava pronto para ser odiado, o Ready to Be Hated provavelmente receberá admiração de quem parar e ouvir “The Game of Us” com a devida atenção. Mesmo com a vasta experiência dos envolvidos, ainda se trata de uma banda em maturação. Quando — ou se — desgarrar-se dos dilemas estéticos do Shamangraverso para brilhar de modo mais autônomo, privilegiando uma originalidade que começou a surgir neste álbum de estreia, pode oferecer algo ainda mais interessante ao heavy metal brasileiro. Por ora, contudo, temos à disposição um bom disco.

Cavalera - Schizophrenia - 2024 - Download

 

Gênero: Thrash Metal, Death Metal

1. Intro
2. From the Past Comes the Storms
3. To the Wall
4. Escape to the Void
5. Inquisition Symphony
6. Screams Behind the Shadows
7. Septic Schizo
8. The Abyss
9. R.I.P. (Rest in Pain)
10. Nightmares of Delirium

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Um ano após terem regravado os clássicos “Bestial Devastation” e “Morbid Visions“, os irmãos Max e Iggor Cavalera estão de volta, regravando “Schizophrenia“, que à exemplo dos outros dois, só sairá na gringa, via “Nuclear Blast“. As razões, já sabemos, são os direitos autorais, pertencentes à Cogumelo e a Shinigami, que comumente lança em versão nacional as bolachas que saem pela NB, não vai comprar essa briga. Uma pena, quem sai perdendo é o fã.


Os irmãos estão na companhia do filho de Max, Igor Amadeus, que assumiu o baixo e na guitarra solo está o baixista do Pig Destroyer, Travis Stone. A receita é a mesma dos lançamentos anteriores: regravar faixa a faixa, com direito a uma nova composição como bônus: e ao contrário das outras duas regravações, quando as faixas extras são composições em língua portuguesa, aqui eles se voltaram ao idioma de Shakespeare, com a inédita “Nightmares of Dellirium“.


Igualmente como nos lançamentos anteriores, eles respeitaram a arte da capa, desenhada novamente pelo artista Eliran Kantor. A ordem das faixas também foi mantida como no lançamento original e o que temos aqui é um ganho em relação a qualidade de gravação. Em 1987, o Brasil não era a referência que é hoje em termos de estúdio e de pessoas qualificadas para produzir  álbuns de Heavy Metal e por isso a necessidade de repaginar a obra. “Schizophrenia” pode ser considerado verdadeiramente o primeiro  álbum do Sepultura e foi a partir deste, e com a entrada de Andreas Kisser, que os brasileiros se tornaram conhecidos mundo afora. Claro que muitos, puramente por conservadorismo, terão repulsa por essa regravação, mas ela não anula o que foi feito, há 37 anos atrás, ao contrário, traz uma perspectiva melhor e mais moderna para as  músicas que já demonstravam um poder letal, mas que não pôde ser bem compreendida naquele  álbum lançado sob o nome Sepultura. E para corroborar essa afirmação, basta o ouvinte escutar o  CD, caso tenha, e compare as  músicas tocadas, com a bônus track, “Troops of Doom“, que entrou na prensagem feita pela Roadrunner. Há diferença. E não querer aceitar isso é puramente ser cabeça fechada.


Grandes clássicos escritos pelos irmãos, como “From the Past Come the Storms“, “To The Wall“, “Escape to the Void“, “Inquisition Symphony“, “Septic Schizo“, entre outras, ganharam uma robustez que não seria imaginável no lançamento original. O “Schizophrenia” de Max e Iggor não vai apagar o “Schizophrenia” lançado anteriormente pelo Sepultura, mas é uma maneira de resgatar o passado, que hoje, Andreas tanto tenta se desgarrar, mas que os shows não deixam, já que as  músicas que levantam mesmo o público são as a da formação clássica.


Apesar da resistência enorme por alguns, e honestamente, incompreensível, porque reviver o passado é resgatar a memória dos primórdios, lembrar do que eles eram antes de se tornar esse grande nome que se tornaram da  música pesada, ainda mais em um país onde o Heavy Metal está longe de ser uma  música popularesca. Os irmãos acertaram em cheio ao regravar esse clássico do Thrash Metal oitentista. Continua old-school, pesado e intenso. Mas o headbanger conservador (duas palavras que não cabem na mesma frase) vai torcer o nariz. Azar o deles.

domingo, 5 de abril de 2026

Nervosa - Slave Machine - 2026 - Download

 

Gênero: Thrash Metal

4. Beast Of Burden
5. You Are Not A Hero
6. Hate
7. The New Empire
8. 30 Seconds
9. Crawling For Your Pride
10. Learn Or Repeat
11. The Call
12. Speak In Fire

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A Nervosa lançou nesta sexta-feira, 3, “Slave Machine“, o sexto álbum da banda capitaneada pela guitarrista/ vocalista Prika Amaral, que está tocando sua carreira na Europa, deixando alguns de nos brasileiros, bastante orgulhosos.  A bolacha saiu pela Napalm Records, e o melhor, vai ganhar uma versão brasileira através da Shinigami, selo que está sempre lançando o que tem de melhor na música pesada. A Nervosa apresenta sua nova formação, com duas baixistas, marcando a estreia de uma delas, a neerlandesa Emmelie Herwegh. 


Gravado durante o ano de 2025 no Persephonic Studios, mais uma vez produzido por Martin Furia, que também é guitarrista do Destruction, e desta vez teve colaboração das guitarristas Prika Amaral e Helena Kotina. A mixagem e masterização ficaram também por conta de Martin Furia e aconteceram no Jurassic Recordings.  A arte da capa, belíssima, por sinal, foi mais uma vez assinada pelo brasileiro Alcides Burn, sendo o seu terceiro trabalho em sequência para a Nervosa. Ele que já havia feito capas para bandas como Claustrofobia, Eskrota, Funeratus, Headhunter D.C., Imago Mortis, NervoChaos, entre tantos outros nomes relevantes da cena brasileira. 


Se em “Jailbreak“, havia uma incerteza sobre a capacidade de Prika Amaral, que se aventurava pela primeira vez no vocal, aqui em “Slave Machine“, a certeza é de que ela fez o certo em acumular as funções. Seus riffs continuam certeiros e o vocal melhorou muito em relação ao álbum anterior, não que fosse ruim, ao contrário, mas ela parece mais à vontade.  Dando play na bolacha, “Slave Machine” traz a Nervosa ainda mais pesada e brutal, mas abrindo espaço para influências modernas, não deixando a sonoridade ficar datada. Em alguns momentos, as guitarras trazem elementos melódicos, fazendo a banda lembrar o Arch Enemy, como na faixa “30 Seconds“, mas sem deixar de soar natural e pesada como a banda sempre foi, apesar das constantes mudanças na formação, principalmente depois que Fernanda Lira e Luana Dametto saíram para formar a Crypta. 


O álbum tem doze petardos e duração de 43 minutos. O início pode causar um pouco de estranheza com a faixa “Impending Doom“, que é bem atmosférica e densa, mas logo a faixa-título coloca as coisas de volta em seu devido lugar. Outros bons momentos do álbum merecem destaques, como as músicas “The Call“, “Beast of Burden“, “Hate” e “The New Empire“, que são impiedosas, bem como o álbum de maneira geral. 


Prika Amaral fez o certo em deixar o Brasil e apostar suas fichas em uma carreira baseada na Europa. Apesar de nosso país ser um celeiro de bandas de Metal, está sempre revelando nomes relevantes na cena, se ficasse no Brasil, a banda provavelmente seria condenada a permanecer no underground. E aqui, a música pesada não é valorizada como deveria, o grande público prefere ritmos nos quais a sonoridade da Nervosa não combina, para a nossa felicidade. “Slave Machine” é sem sombra de dúvidas, o melhor álbum da carreira da banda. E com o selo de Made in Brazil. Altamente recomendado a quem não curte som pesado.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Terno Rei - Nenhuma Estrela - 2025 - Download

 

Gênero: Alternative Rock, Indie Rock

1. Peito
2. Nada Igual
3. Nenhuma Estrela
4. Próxima Parada
5. Casa Vazia
6. Relógio (feat. Lô Borges)
7. Pega
8. Programação Normal
9. 32
10. Coração Partido
11. Tempo
12. Viver de Amor
13. Acordo

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Poucas bandas alcançam um equilíbrio tão refinado entre amadurecimento e frescor criativo quanto a Terno Rei faz em Nenhuma Estrela (2025), seu quinto álbum de estúdio. O trabalho será lançado hoje, 15 de abril, às 21 horas, via Balaclava Records e reúne 13 faixas inéditas, marcando a fase mais madura do grupo paulistano – e o ápice de sua discografia.


Com produção assinada por Gustavo Schirmer – também presente nas apresentações ao vivo da banda – e mixagem de Nicolas Vernhes, conhecido por seus trabalhos com bandas como Animal Collective e The War on Drugs, o resultado é um álbum coeso e envolvente, no qual cada detalhe é milimetricamente desenhado para emocionar — mas sem excessos.


Desde a virada criativa com Violeta (2019), que revelou hits como “São Paulo” e “Luzes de Natal”, o quarteto formado por Ale Sater (voz e baixo), Bruno Paschoal (guitarra e sintetizadores), Greg Maya (guitarra) e Luis Cardoso (bateria) vem lapidando uma sonoridade que trafega entre o dream pop, o pós-punk e o indie rock brasileiro. Nenhuma Estrela sintetiza esse processo com sofisticação, equilibrando melancolia, romantismo e texturas sonoras que remetem tanto aos anos 1980 quanto ao presente.


Os singles “Nada Igual”, “Próxima Parada” e “Nenhuma Estrela” já davam pistas do que vinha por aí: refrães fortes, ambientações nostálgicas e letras confessionais – marca registrada da banda. Faixas como “Casa Vazia”, “Acordo” e “Programação Normal” reforçam esse olhar introspectivo sobre relações, tempo e memória.


Mas há também surpresas: a dançante “Tempo”, com participação especial de Clara Borges (Paira), traz um groove sutil e moderno, enquanto “32” oferece reflexões sobre amadurecimento e passagem do tempo. Em “Relógio”, a presença de Lô Borges conecta o disco ao legado mineiro do Clube da Esquina, fundindo passado e presente em uma faixa de beleza delicada e atemporal.


Segundo Ale, este é “o disco preferido da banda”. O processo criativo, feito com calma e carinho, transparece na precisão das composições e arranjos robustos. “Acho que estamos na nossa melhor fase. A gente se conhece há muito tempo, e mantemos uma força criativa, então as coisas saem muito fácil”, afirmou. Sater completou, em entrevista com o TMDQA! que será disponibilizada na íntegra em breve: “Eu acho que é um disco que reflete uma maturidade nossa como grupo e como músicos, e eu tô muito feliz pelo lançamento.”


Responsáveis por uma chama que enche a música independente contemporânea brasileira, é inegável a sutileza do Terno Rei em uma trajetória de 15 anos. Nenhuma Estrela é, enfim, o melhor dos dois mundos do Terno Rei: a melancolia urbana e elegante que os consagrou, e um novo sopro de ousadia estética que os posiciona entre os nomes mais relevantes da música alternativa brasileira atual. Um álbum para ouvir com fones de ouvido em um quarto escuro — ou cantar em coro com o público de um festival. Um disco vívido e atemporal, clássico instantâneo.


Com muitas novidades para celebrar esta era, a banda já anunciou as primeiras datas da turnê Nenhuma Estrela, que teve seu pontapé inicial num show emocionante no palco do Lollapalooza Brasil – onde estivemos presentes como parceiros editoriais do festival. Ingressos e mais informações podem ser conferidos aqui.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Deguella - Headshot - 2014 - Download

 

Gênero: Thrash Metal, Hardcore

1 Auto Destruição
Headshot
Hiena
Corrente da Escravidão
Estorvo
Mosca Azul
Álcool
Destruído
Transtorno
10 Criando Regras
11 Breaking All (Bônus)
12 Nada a Perder (Bônus)

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Da capital do Piauí - Teresina - no ano de 2007, uma galera começou a realizar a junção de Heavy Metal com o estilo Industrial, mas transitando pelo Hardcore, assim surgiu a banda Deguella, que em pouco tempo lançou o álbum Nada a Perder, que garantiu à banda muitos shows e uma boa exposição no cenário Underground do nordeste. Depois, Fábio Gomes e Pádua Belo nas guitarras, Fernando Castelo Branco no baixo, Delson Gomes na bateria e Leopoldo Jr. nos vocais 'deram um tempo' no Deguella para se dedicarem aos seus projetos particulares.


Eles retomaram as atividades em 2013, quando começaram os processos de composição do seu segundo álbum de estúdio, que recebeu o título de Headshot com letras agressivas cantadas em português. As gravações, mixagem e masterização deste novo cd foram realizadas pelo guitarrista Fábio Gomes no D´Records Studio entre janeiro a junho de 2013 e a capa e encartes assinados por Assis Machado.  


Com efeitos um tanto que sombrios de água e o Hardcore do quinteto começa com a agressiva Autodestruição, que apresenta um andamento cadenciado de guitarras pesadas e vocais raivosos, mas isso, até que eles acelerem e aumentem o caos da composição, onde sente-se a necessidade de abrir rodas. A faixa que intitula o cd é a segunda e Headshot entra com um violento ritmo, que é vociferado com muita cólera por Leopoldo Jr. O Deguella demonstra um poderio de fogo muito grande também na parte instrumental, que agradará fãs de um Thrash Metal.


Com várias risadas em meio a um veloz andamento furioso, Hiena avança feito um trem desgovernado com vocais raivosos e os caras deixam claro na sua letra toda sua imensa revolta. Em Corrente da Escravidão, as guitarras de Pádua e Fábio exibem belas evoluções durante as caóticas linhas de baixo feitas por Fernando Castelo Branco e bateria, na cortesia de Delson Gomes, de forma que não reste outra alternativa senão sair cantando com muita cólera cada verso com o vocalista da banda.


Com várias distorções em meio a riffs de guitarras, Estorvo eclode com todo o ódio que Leopoldo Jr. desejou passar, e aí tome seus fortes berros e isso, rolando em um ritmo instrumental cheio de peso e atitude, que quando recebe mais velocidade me levou a imaginar a destruição que será promovida nas suas execuções ao vivo. Cadenciada e agressiva nos vocais, mas bastante violenta no jeito de ser conduzida... assim é Mosca Azul, a sexta de Headshot que recebe uma virada que multiplica o potencial de ataque da canção do jeito que o fã gosta, porém, nesta acontece de surpresa


Com uma exposição de muita ferocidade em seus selvagens versos, que trazem a participação de Petillo do Intomorphim nos vocais, Álcool ganha seu destaque não pelo peso que possui em quase sua totalidade, mas sim pelos teclados, que foram incluídos em alguns trechos, afinal, o estilo proposto não deveria em tese fornecer espaço para isso, mas aí reside um diferencial da banda.



E o Deguella continua socando a cara com a porrada Destruído, que exibe solos de guitarras matadores, além de uma eficiente e forte atuação do baixista Fernando Castelo Branco e também muita ira em seus versos. Com Transtorno, o quinteto novamente vem disposto a arrebentar com tudo em um andamento instrumental, que exala violência em cada instante, onde mais uma vez reparamos que o baixista meteu a mão sem dó e produziu notas estralhaçadoras junto aos solos de guitarras e o massacre que ouvimos na bateria de Delson Gomes. Criando Regras rompe com uma linha de guitarras raivosas de Fábio Gomes e Pádua Belo, que edificam os odiosos vocais de Leopoldo Jr. em uma letra real e verdadeira. Headshot conta com duas músicas bônus e a primeira é a rápida e matadora Breaking All, que passa a ideia de um som aniquilador e intenso. Depois temos Nada a Perder, que exibe índices de violência ainda mais altos, seja nos vocais ou na dilacerante parte de guitarras, bateria e baixo, que sofrem algumas modificações no seu andamento com solos um tanto melodiosos, o que é bem interessante.


Do começo ao fim, Headshot não economiza no tanto de pancadas que exibe em seus poucos mais de trinta minutos e deixa claro que este quinteto do Piauí está pronto para se juntar aos grandes representantes do Hardcore nacional. Não foi por acaso que o Deguella despertou o interesse da MS Metal Records para lançar este álbum, que além da porradaria que possui, nos mostra também algumas surpresas que farão fãs de nomes como Machine Head, Korn e Ratos de Porão bater muito a cabeça.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Insanidade - Enough To Be A Loser - 2024 - Download

 

Gênero: Hard Rock

1. Get out of My Way
2 Dead City
3 Bad Boys
4 Girls from Nowhere
5 Black Thunder
6 Easy Living
7 Suicide Rockers
8 Just Fell the End
9 Looks That Kill

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A banda goiana Insanidade lançou seu quarto álbum de estúdio, “Enough to be a Loser”, um trabalho que marca um novo patamar na trajetória do grupo. Considerado o disco mais pesado de sua carreira, o lançamento evidencia uma evolução sonora clara e consolida a banda como um dos nomes mais consistentes do hard rock e heavy metal no cenário underground brasileiro.


Com nove faixas — oito autorais e um cover de “Looks That Kill”, clássico do Mötley Crüe — o álbum mergulha de vez na energia crua do Hard n’ Heavy dos anos 70 e 80, trazendo influências diretas de Motörhead, AC/DC, Guns N’ Roses e The Hellacopters, sem abrir mão de uma identidade própria e atual. Riffs potentes, batidas marcantes e letras carregadas de atitude reforçam a essência rebelde do rock’n’roll que sempre acompanhou a Insanidade.


Formada atualmente por Lucas Tamandaré (vocais), Luis Maldonalle (guitarra), Gustavo Vasquez (baixo) e Rodrigo Miranda (bateria), a banda mostra neste novo trabalho um espírito ainda mais colaborativo e maduro. Disponível nas plataformas digitais e com versões físicas em CD e vinil a caminho, “Enough to be a Loser” reafirma o peso, a entrega e a relevância da Insanidade. A seguir, o grupo fala sobre o processo criativo do álbum, suas influências, a cena underground e os próximos passos da carreira.


Vocês lançaram Enough to be a Loser, o quarto álbum da carreira. Como foi o processo criativo desse trabalho e o que o torna diferente dos anteriores? “Enough to be a Loser” é um álbum feito por oito mãos, foi o primeiro álbum em que todos os membros participaram ativamente, tanto em melodias, arranjos e artisticamente. Então foi um álbum bastante cooperativo e queríamos soar cada vez mais com o Hard n Heavy.


O álbum traz oito faixas autorais e um cover de “Looks That Kill”, clássico do Mötley Crüe. Por que escolheram essa música especificamente? Motley Crüe é uma grande influência e inspiração para todos nós. Crescemos escutando Crüe e é uma das maiores bandas dos anos 80 e transmite todo o espírito de LA oitentista. E “Looks That Kill” é um clássico do Hard Rock, com um riff animal e um refrão pegajoso. Influência pura para nós.


A cena underground brasileira vem se fortalecendo nos últimos anos. Onde vocês veem a Insanidade dentro desse cenário? A Insanidade sempre foi uma banda bastante ativa na cena. Sempre participativa e atuante. E queremos estar cada vez mais inseridos nesse meio, tanto em shows, festivais, entrevistas, rádios, TV e destacando sempre também as bandas da cena. O que os fãs podem esperar dos próximos passos da banda? Já estamos preparando o “Enough to be a Loser II” e provavelmente sai no primeiro semestre de 2026. E novamente vai contar com um cover sensacional de uma outra banda que nos influenciou muito. Vão ser 10 faixas sendo 9 autorais e um cover.

domingo, 25 de janeiro de 2026

Tokyo Drive - Burn Out Season - 2025 - Download

 

Gênero: Alternative Metal

2. Steal My Thunder
3. Reason
4. All I've Got (Have It All)
5. Those Days Are Over
6. You Will Know
7. Empty Spaces
8. Sweet Delusion

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Audiomack | AppleMusic | Spotify | Deezer | YouTube



A banda Tokyo Drive está pronta para dar um passo marcante em sua trajetória com o lançamento de “Burnout Season”, seu aguardado álbum de estreia, que chega nesta sexta-feira (30) a todos os aplicativos de música via Marã Música. Com oito faixas que transbordam energia, emoção e versatilidade, o disco nasce de um longo processo de amadurecimento artístico e pessoal dos integrantes, consolidando o som potente e autêntico da banda porto-alegrense, que em 2022 já havia mostrado sua força ao abrir o show do Guns n' Roses na capital gaúcha.


Gravado entre os estúdios Dry House e Black Stork, e produzido por Renato Osorio, “Burnout Season” mergulha nas camadas mais densas e também mais resilientes da experiência humana. “O disco fala de tudo um pouco: relacionamentos quebrados, inveja, cansaço, desilusão, mas também de amor, crescimento e superação”, conta a banda. “Poderíamos dizer que é um disco sobre sentimentos humanos, e o título vem dessa exaustão generalizada que se impõe na nossa rotina e na sociedade.” Com uma sonoridade que transita entre o rock alternativo, nuances de metal e baladas cruas como Sweet Delusion, a banda mantém sua identidade plural, fugindo de rótulos e desafiando expectativas. “Nosso foco foi fazer cada faixa como se fosse um single, com refrãos marcantes, daqueles que são feitos para serem cantados em uníssono nos shows.”


O álbum começou a ser composto ainda em 2020, em plena pandemia, após o fim traumático de uma banda anterior. O isolamento, as emoções à flor da pele e o desejo de recomeçar se transformaram em combustível criativo. “Começamos a compor sem pretensão, só pra colocar os sentimentos pra fora. Aos poucos, as músicas foram ganhando forma, e a própria narrativa do álbum se construiu sozinha”, explicam. O resultado é um disco direto, forte e acessível, pensado para causar impacto e deixar aquele famoso “gostinho de quero mais”. Composto por Marcelo Peters Melo (guitarras e vocais), Murilo Bittencourt (guitarras), Leonardo Melo (baixo e vocais) e Chantós Mariani (bateria e piano), o Tokyo Drive conta ainda com teclados de Vinícius Möller na faixa Sweet Delusion, masterização de Benhur Lima e capa assinada por Gabriel Costa Ijuí.


“Burnout Season” chega com a força de quem sabe o que quer: “Estamos muito orgulhosos do nosso debut. Apesar de ser o primeiro disco do Tokyo Drive, todos nós temos estrada com outras bandas, e trouxemos toda essa bagagem para criar o melhor trabalho que já fizemos”, finalizam.

The Lab Experience - The Lab Experience - 2025 - Download

 

Gênero: Progressive Rock

1 A Long Time Ago
2 M.a.r.i.k
3 Parallel Dimensions
4 The Mind
5 Future Dreaminess
6 Astral Zenith
7 The End

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A banda The LAB Experience, liderada pelo tecladista Luiz Alvim, lançou seu primeiro álbum autointitulado, com uma proposta curiosa que dispensa guitarras e foca nos teclados como elemento principal. Criado em Niterói/RJ, o projeto “one man band” surgiu em 2025 como uma evolução do trabalho solo de Alvim, que anteriormente explorava música instrumental e fusion, adaptando suas composições para um estilo sem guitarra. O primeiro single - uma versão apenas com piano de “The Dance of Eternity”, do Dream Theater - já está nas plataformas para aquecer os fãs.


"Estou muito feliz com este álbum. Decidi não usar guitarras e focar nos teclados, que são meu instrumento principal, para explorar novas possibilidades e criar algo diferente no metal progressivo. Além disso, resolvi chamar convidados especiais para cada música, trazendo músicos talentosos para contribuir com suas interpretações e enriquecer ainda mais o resultado final”, disse Alvim.


O álbum reúne faixas autorais e uma releitura, com Alvim assumindo o baixo em algumas músicas e contando com participações especiais. Explorando as faixas, “A Long Time Ago” nasceu durante a pandemia e contou com o baixista Paulo Gustavo além do baterista norueguês Arild Brøter. “M.A.R.I.K.” tem Rafael Marcolino na bateria, com Alvim também no baixo. Já “Parallel Dimensions” traz uma releitura de um trabalho antigo do Sleepwalker Sun, com Jorge Mathias no baixo e Rodrigo Martinho na bateria. 


“The Mind”, único cover do álbum, é uma adaptação de uma música do Sequaz, banda do baterista Alex Curi, que também participa da faixa. “Astral Zenith” mistura elementos de rock clássico com a bateria de Enrico Rossetti e o baixo de Alvim. Fechando o álbum, “The End” apresenta uma balada introspectiva, concluindo o trabalho com melodia e peso equilibrados.

Deathraiser - Forged In Hatred - 2026 - Download

 

Gênero: Thrash Metal 

1. Severe Atrocity
2. Primitive Medicine
3. Everything Dies
4. Corporation Parasite
5. Empire of Ignorance
6. Symphony of Violence - Instrumental
7. Toxic Legacy
8. One Step to the Grave
9. Dead Generation

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Quando o Thrash Metal surgiu no início dos anos 1980, com bandas pioneiras como Metallica, Slayer, Exodus e Kreator, o ouvinte de Metal mais convencional foi apresentado a um novo patamar de agressão sonora. Naquele momento, o gênero representava o ápice da brutalidade musical e, com o passar dos anos, passou por um processo natural de lapidação. Diversos grupos incorporaram novas camadas sonoras, adicionaram técnica e, consequentemente, aprenderam a produzir discos mais bem acabados, tornando-os mais acessíveis a um público mais amplo.


Ainda assim, apesar de alguns poucos seguirem empunhando a bandeira da música rápida, suja, ríspida, cortante e visceral, durante os anos 1990 grande parte dos nomes seminais suavizou suas propostas. Como resultado, o estilo enfrentou quase uma década de declínio. O Thrash Metal só voltou a impactar de forma realmente contundente com a chegada dos anos 2000. Nesse período, uma nova geração se misturou à velha guarda, promovendo uma renovação significativa. Já em 2026, o cenário se mostra forte, porém repleto de bandas que apostam em um Thrash permeado por influências modernas.


É justamente na contramão dessa tendência que o Deathraiser se posiciona. Lançado em 22 de janeiro pela Xtreem Music, “Forged In Hatred” surge como um resgate visceral da essência furiosa dos anos dourados. Sem concessões ou artifícios contemporâneos, o segundo álbum de estúdio do quarteto de Leopoldina (MG) apresenta produção analógica e nove faixas que funcionam como um ataque direto e impiedoso aos ouvidos menos preparados.


Um retorno honesto as origens do Thrash
Com apenas 34 minutos de duração e absolutamente nenhum espaço para trégua, o novo registro promove um retorno honesto às origens do Thrash Metal. As composições soam cruas e diretas, sustentadas por riffs imponentes, linhas vocais raivosas e um constante senso de urgência, capaz de transportar o ouvinte diretamente para algum ponto entre 1983 e 1989.


Em diversos momentos, surgem referências claras ao Sepultura da fase “Beneath The Remains” (1989), ao Dark Angel do clássico “Darkness Descends” (1986) e, em outros trechos, ao Kreator dos álbuns “Pleasure To Kill” (1986) e “Terrible Certainty” (1987). Ainda assim, o Deathraiser consegue imprimir sua própria identidade ao trabalho, evitando que essas influências transformem o disco em uma simples coleção de clichês.


O tracklist enxuto apresenta destaques imediatos, começando pela impiedosa faixa de abertura “Severe Atrocity”, que evidencia a precisão da cozinha formada por William, nas baquetas, e Junior, no baixo. Em seguida, “Primitive Medicine” dá continuidade à devastação sonora e soa como um híbrido feroz entre “Schizophrenia” e “Persecution Mania”. Já “Everything Dies” aposta em um riff inicial extremamente pesado e em um andamento mais cadenciado nos primeiros momentos. Aqui, a influência de “Beneath The Remains” se torna ainda mais perceptível e, somada à identidade da banda, resulta em um dos grandes pontos altos do álbum.


Tracklist irretocável
“Corporation Parasite” e “Empire Of Ignorance” ocupam com inteligência o miolo do disco, permitindo que o álbum avance sem perder intensidade, ao mesmo tempo em que mantém o ouvinte completamente envolvido. As guitarras da dupla Ramon/Thiago despejam riffs afiados e demonstram competência tanto na construção das bases quanto nos solos, que, embora diretos, cumprem sua função com extrema eficiência. Essa característica se torna ainda mais evidente na instrumental “Symphony Of Violence”, cujo título já entrega boa parte das influências. Os solos remetem quase diretamente à performance de Andreas Kisser em “Iquisition Symphony”, enquanto a composição preserva o caos característico do Kreator em seus primeiros anos.


Na sequência, “Toxic Legacy” surge como mais uma arauta do caos, entregando exatamente tudo aquilo que o fã de Thrash Metal old school espera ouvir. O encerramento fica por conta da poderosa dobradinha “One Step To The Grave” e “Dead Generation”, que, diga-se de passagem, representa um dos momentos mais altos da audição, senão o mais impactante. O final da primeira praticamente se funde ao início da segunda e, apesar de serem faixas distintas, a sensação é de completa complementaridade. Um desfecho arrebatador para um álbum irretocável.


De Minas Gerais para o mundo
Vale destacar que a proposta do Deathraiser não passa por reinventar a roda. O objetivo aqui consiste em proporcionar ao fã de Thrash Metal contemporâneo uma verdadeira experiência de imersão em uma época em que o gênero buscava apenas ser brutal, rápido e impactante. Não há espaço para modismos, modernidades forçadas ou misturas enfadonhas em “Forged In Hatred”. O álbum funciona quase como uma cartilha sonora para a nova geração.


Mais de quatro décadas depois, a cena mineira continua exportando suas joias para o Brasil e — quem sabe — para o mundo. Além disso, passados mais de dez anos desde o disco de estreia “Violent Aggression” (2011), o Deathraiser se mostra afiadíssimo e pronto para ocupar a linha de frente do campo de batalha do Metal. Resta torcer para que o grupo não demore tanto para lançar o próximo trabalho e mantenha o nível elevado apresentado aqui.

Nite Stinger - What The Nite Is All About - 2026 - Download

 

Gênero: Hard Rock

1. You Know Why
2. Your Own Way To Be
3. The Night Is Never Over
4. Love & Freedom
6. Fantasy
7. What The Night Is All About
8. High Above
9. Highway Bound
10. All The Love That You Need
11. Reach The Sky

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Se tem uma banda que me surpreendeu (e continua surpreendendo) nos últimos anos é o Nite Stinger. Fundada em 2019 pelo baixista Bento Mello ao lado do vocalista Jack Fahrer, o grupo prova que o hard rock continua mais vivo do que nunca. Isso ficou evidente com o lançamento de seu homônimo álbum de estreia, em 2021, que já figura no panteão dos melhores discos do estilo no país. Desde então, a banda vem abrindo shows para vários nomes importantes dessa esfera musical, o que deixa clara sua ascensão como um dos principais expoentes do hard rock nacional.


"What The Nite Is All About", segundo e aguardado novo álbum, mantém a marcha engatada na quinta, ou seja, no mais alto pico. Se o debut já havia sido muito bem recebido, este novo trabalho tende a repetir — ou até superar — o feito. O hard rock oitentista, fortemente influenciado pela cena americana da Sunset Strip, permanece intacto, mas agora ganha uma dose extra de efervescência, diversão e empolgação. Tudo isso é regado a boa música, atitude e a atmosfera noturna que o próprio título do álbum sugere.


A produção, assinada pelo competente Henrique Baboom, extrai de cada membro o que eles têm de melhor. Jack Fahrer entrega dinamismo aos vocais, alternando entre interpretações mais envolventes e agressivas, conforme cada música pede. As guitarras, comandadas por Bruno Marx e pelo estreante Ivan Landgraf, são a cereja do álbum, trazendo riffs e solos de arrancar aplausos. O timbre alcançado pela dupla é realmente assombroso, já que são poucas as bandas hoje no planeta que conseguem resgatar com tanta propriedade o revival oitentista nas guitarras. A cozinha, formada pelo baixista Bento Mello e pelo baterista Leandro Araújo (outro estreante), é responsável por manter o coração do álbum pulsando. Dito tudo isso, não há por que não querer ouvir What The Nite Is All About.


Em seus 40 minutos, What The Nite Is All About traz composições que exalam vigor e intensidade, algo que já fica evidente na explosiva “You Know Why”. Mas o melhor vem na sequência com “Your Own Way To Be” (trazendo um riff que remete a “Miracle Man”, de Ozzy Osbourne) e “The Night Is Never Over”, cujos refrões, por sinal memoráveis, são daqueles feitos para cantar junto e que dificilmente saem da cabeça de quem ouve pela primeira vez. O mesmo vale para “Love Freedom”, uma das melhores desse início, mostrando que é possível unir peso e partes melódicas em uma única música.  Já “Only You”, primeiro single, segue a mesma proposta, porém de maneira mais lúgubre, mas nada aflitivo; pelo contrário, soa mais bucólica, algo que casa muito bem com o título da faixa. Só por essas músicas, o álbum já valeria a audição, mas calma que há mais destaques pela frente.


A Dokkenana "Fantasy", a pesada faixa-título que conta com a participação do lendário vocalista Stevie Rachelle (Tüff, Tales From The Porn), a brilhante "High Above" e a hardzante "Highway Bound" conseguem atingir o fulgor criativo da banda e definir perfeitamente como é o álbum: pesado, coeso e incalculavelmente formidável. Dando uma acalmada nos ânimos, ainda temos a linda balada "All The Love That You Need", antes de encerrar com a cadenciada "Reach the Sky". Se fosse definir em palavras, What The Nite Is All About é um álbum dinamite, perigoso e peçonhento, pois, uma vez que você o escuta, a vontade de ouvir novamente surge de imediato, de tão bom que é. Sim, 2026 já tem um forte candidato a melhor disco do ano.

sábado, 24 de janeiro de 2026

Sunroad - Sunesthesia Tour - 2025 - Download

 

Gênero: Progressive Metal, Christian Metal

01 White Eclipse
02 Into The City Lights
03 Crawling Back and Ahead
04 Silence Erupting Inside
05 Living In A Dream
06 Hit and Run
07 Drown
08 Sink Your Dirty Teeth Into Me
09 Midwest Sand
10 The Mess And Its Key
11 In The Sand
12 Master Of Disaster

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A banda goiana Sunroad, uma das grandes representantes do Hard Rock brasileiro, anuncia o lançamento de seu mais novo álbum ao vivo, “Sunesthesia Tour 2024”, que estará disponível em todas as plataformas digitais no dia 5 de janeiro de 2025. O disco, gravado em julho de 2024 durante um show especial no Bolshoi Pub, em Goiânia, conta com 12 faixas que revisitam os momentos mais marcantes da trajetória da banda. A apresentação aconteceu ao lado da banda holandesa Cobra Spell e capturou a essência do Hard Rock e do Heavy Metal com a energia característica da Sunroad.


O álbum reúne músicas que percorrem toda a carreira do grupo, desde o álbum de estreia, “Arena of Aliens” (2003), até o oitavo e mais recente trabalho de estúdio, “Sunesthesia” (2023). Para promover o lançamento, já está disponível no YouTube a performance ao vivo de “In The Sand”, que pode ser conferida no link: https://youtu.be/uRhbmk7LJXA


Fred Mika, baterista e membro fundador da banda, explica que a decisão de gravar o show foi tomada de forma espontânea, com a intenção inicial de compartilhar nas redes sociais. No entanto, a qualidade do material surpreendeu a banda, levando à decisão de lançá-lo oficialmente. Segundo ele, o projeto reflete o entrosamento da formação atual e supera até os desafios técnicos enfrentados no dia da gravação. Para essa apresentação, a Sunroad contou com a participação do músico convidado Maurício Lavenere, que adicionou guitarras e teclados, criando uma formação única e ainda mais rica.


“Vale lembrar que o vocalista e tecladista francês Steph Honde também faz parte da formação da banda, mas atua apenas em estúdio e em alguns shows maiores. Por isso, para esse novo trabalho ao vivo, reduzimos a formação para um quarteto, o que nos permitiu contar com Maurício Lavanere como convidado na segunda guitarra e nos teclados. Estamos muito felizes com o resultado e ansiosos para compartilhar esse material executado com uma formação única! Os fãs do bom e velho Hard Rock, assim como do Heavy Metal, vão curtir. Tenho certeza!”, comentou Fred Mika.


Além do lançamento do álbum, a banda prepara o videoclipe ao vivo de “Master of Disaster”, uma das músicas mais marcantes do repertório, originalmente lançada no álbum “Carved in Time” (2013). A nova versão traz arranjos atualizados e uma energia renovada que promete agradar aos fãs de longa data e conquistar novos admiradores. O clipe foi gravado com imagens captadas no show no Bolshoi Pub e será o primeiro registro oficial em vídeo dessa música, que é um clássico do setlist da banda.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Silver - Turn Around - 2025 (EP) - Download

 

Gênero: Alternative Metal
2. What Is Right
5. Sun over Hills

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Silver, projeto criado pelo guitarrista Felipe Machado (Viper) e o vocalista Rodrigo Cerveira, lançou o EP de estreia Turn Around. A proposta da dupla é apresentar um rock contemporâneo que dialoga com a tradição do rock dos anos 1990. As composições e arranjos carregam um frescor moderno, sem deixar de lado o peso característico do gênero. Turn Around é um lançamento Wikimetal Music.


Produzido por Val Santos, o trabalho traz cinco músicas autorais, que soam como se tivessem aberto um portal para a época áurea do rock, de onde vêm suas principais influências. Como soaria o grunge em 2025? Provavelmente como o Silver. Um riff zeppeliniano dá o tom na faixa-título, que navega entre a energia pesada da banda de Page, Plant, Jones e Bonham, e a sonoridade dos novos tempos. Em What is Right, o destaque é a versatilidade de Cerveira no microfone, com o timbre bem equilibrado entre a potência e a pegada intimista.


Como todo bom “disco dos anos 90”, não podia faltar a power ballad: Love is Rage tem uma bela introdução de piano até que a guitarra, baixo e bateria se juntam à melodia para criar um dos melhores momentos do EP. A canção conta com a participação especial de Giovanna Cerveira, cuja voz forte e delicada brilha como prata – com o perdão do trocadilho em relação ao nome do projeto. Na reta final, Hard Times e Sun Over Hills surgem com riffs extraídos de uma Sunset Strip imaginária que conecta Los Angeles e São Paulo, assim como tem acontecido nos diversos renascimentos do movimento roqueiro, ao longo das últimas décadas.


A música vive de ondas. Das ruas surgem as maiores, que acabam dominando a cena. Foi assim com o rock nos anos 60, o punk nos 70, o pop e o hip hop nos anos seguintes. O rock voltou com força nos anos 90, mas, desde então, parecia ter perdido espaço para os beats eletrônicos e os MCs. É por isso que o primeiro EP do SILVER é uma ótima notícia. Ele nos faz lembrar, com felicidade, que Rock é Rock Mesmo, como dizia a tradução do filme do Led Zeppelin, The Song Remains the Same.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Psycho Decadence - Sic Transit Gloria Mundi - 2025 - Download

 

Gênero: Deathcore

1 – Through The Void
2 – When The Pendulum Swings Back
3 – In The Sand We Step
4 – I Could Not
5 – Sunrise
6 – Projections I: A Prophet Said
7 – Projections II: Some Things We’ve Lost in the Dark
8 – Driedwomb
9 – Scadu
10 – And The Flames Wept

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Após dois anos de intensa composição e um ano inteiro dedicado às gravações, a banda gaúcha PSYCHO DECADENCE anuncia o lançamento do seu primeiro álbum de estúdio, “Sic Transit Gloria Mundi”, pelo selo e laboratório criativo Heavy.Future. Com 10 faixas que somam cerca de 52 minutos, o trabalho marca um divisor de águas na trajetória do quinteto, materializando sua identidade sonora e ampliando a fusão de influências que vão do Deathcore mais brutal ao Black Metal, passando por nuances de Djent, Thall e atmosferas que passeiam por diversas ambientações. Trata-se de um trabalho focado no Metal moderno e com características próprias.


Diferente do EP “Nosebleed” (2022), que trazia cinco faixas, o novo álbum expande horizontes e mergulha mais fundo em uma proposta ousada: cada música carrega a essência individual de Pedro Moutinho (vocal), Nathan Alano e Diego Marinho (guitarras), Edu Borges (baixo) e Gabriel Martens (bateria), refletindo suas diferentes visões e sentimentos. Isso resulta em um disco diverso e imprevisível — com faixas extremamente pesadas, diretas e repletas de breakdowns, contrastando com passagens atmosféricas, complexas e de longa narrativa.


Antes do lançamento completo, a banda já havia apresentado ao público diversos singles, incluindo “Sunrise”, “When the Pendulum Swings Back” e “Driedwomb”, antecipando a sonoridade do álbum. Além disso, o grupo conquistou destaque ao participar da trilha sonora do jogo “Raining Blood: Hellfire”, com as faixas “In the Sand We Step” e “Sunrise”, ampliando sua presença no cenário cultural e no entretenimento digital.


Um exemplo da pluralidade do álbum está na obra em duas partes “Projections I: A Prophet Said” e “Projections II: Some Things We’ve Lost in the Dark”, que funcionam como capítulos conectados dentro da temática do disco. Nas letras, a primeira parte mergulha na introspecção, refletindo sobre a consciência, a transitoriedade da vida e a busca por compreender emoções e experiências, enquanto a segunda parte explora a perda e a libertação de elementos que permanecem nas sombras, um contraste poético entre introspecção profunda e libertação interior. As demais faixas transitam entre ataques sonoros extremos misturados a passagens etéreas, compondo um trabalho que exige ser ouvido do início ao fim e que demonstra a versatilidade e ousadia do grupo. Quase uma “Deathcore Opera”.


O título do álbum, “Sic Transit Gloria Mundi”, expressão em latim que significa “Assim passa a glória do mundo”, traduz o conceito do trabalho: a ideia de que tudo é transitório — poder, beleza, dor, grandeza e até a própria existência. Essa reflexão permeia tanto as letras quanto a sonoridade, em sintonia com a intensidade lírica e musical que a banda construiu desde seus primeiros lançamentos. Para celebrar o lançamento, o Psycho Decadence inicia em setembro uma série de shows especiais, levando as músicas do álbum diretamente aos palcos.