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terça-feira, 7 de março de 2017

Trump x Obama

Donald Trump ainda acusando Obama de espionagem: De acordo com os tuites de Trump, Obama mandou o serviço de inteligência grampear toda a Trump Tower antes das eleições. Obama e sua equipe negam, afirmando que as acusações de Trump são falsas. 

Quem lembra das escutas telefônicas dos EUA plantadas até na sede do nosso governo, sabe que podemos esperar qualquer coisa quando se trata dos Estados Unidos, e é claro que o serviço de inteligência sempre vai negar. 

O que incomoda muito Obama é a amizade entre Trump e Putin, mesmo sendo do conhecimento de todos que Putin também afirma ter material incriminador contra Trump. Enfim, essas farpas ainda vão durar. Esses laços entre a Casa Branca, Republicanos, Democratas, Obama, Trump e Putin são muito complexos. E os EUA e a Rússia estão envolvidos de forma direta ou indireta em todos os conflitos do mundo. Essas pequenas guerras por poder dentro dos Estados Unidos acabarão "respingando" pelo resto do mundo. 

É complicado viver em um mundo onde temos vários malucos portando maletas nucleares...

sábado, 28 de janeiro de 2017

Estado Islâmico e Osama Bin Laden

Você sabia que o próprio Osama demonstrava preocupação com o Estado Islâmico? Ele criticava um avanço muito forte contra os inimigos da causa islâmica, alertando que isso poderia arrastá-los para uma guerra.

Osama também criticava as táticas violentas e a impaciência do grupo Estado Islâmico, e se preocupava com o enfraquecimento da Al-Qaeda.

Essas críticas e preocupações estavam registradas em documentos - a maioria datada de 2010 - encontrados na casa de Osama pelos Navy Seals quando invadiram o Paquistão e o mataram.

Osama Bin Laden pedia a seus seguidores que focassem o combate contra os EUA, considerando este país como "o tronco da árvore perversa".

Terrorismo é sempre terrorismo. O que me incomoda é o fato de os EUA sempre criarem uma cobra em seu seio para depois lutar contra ela. Treinaram o próprio Osama na guerra contra o Afeganistão e "criaram" o Estado Islâmico quando tiraram Sadam do poder e deixaram o Iraque entregue ao caos. Colhemos o que plantamos.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Obama passa a "Bola Nuclear" para Trump

Na sexta-feira dia 20 de janeiro, um assessor militar acompanhou Obama à cerimônia de posse de Donald Trump. Este assessor carregava uma maleta onde há um aparelho digital conhecido como "o biscoito". Este aparato contem os códigos de lançamento de armas nucleares que podem provocar a morte de milhões de pessoas em várias partes do planeta. 

Essa cerimônia de transição da maleta é parte comum da posse de cada novo presidente que assume o controle dos EUA. O que preocupa agora é saber que a maleta está em poder de um homem como Trump, que tem sérios problemas de julgamento de situações, pouquíssima diplomacia e, além disso, tem afirmado sempre que os Estados Unidos devem "fortalecer e expandir" suas capacidades nucleares.

Mas voltando ao funcionamento da "bola nuclear", dentro dela está um "livro negro" com opções de ataque (provavelmente uma lista de países que os EUA não conseguiram dominar totalmente ou dos quais sentem medo). Depois de confirmar sua identificação com um cartão plástico especial, o presidente seleciona uma opção. Então a ordem é passada pelo presidente do Grupo de Chefes de Gabinete para o Pentágono, e daí para o Quartel General do Comando Estratégico dos Estados Unidos na base da força aérea de Offutt, em Nebrasca. 

Mais do que nunca, precisamos nos tempos atuais de um "mal necessário", um país poderoso que faça frente às loucuras dos EUA e de seu presidente sem escrúpulos, ou corremos o risco de ver o céu queimar e a humanidade chegar a um fim.

(foto BBC)

domingo, 27 de novembro de 2016

Morre Fidel Castro, líder cubano

Antes que comecem a me criticar - pois já fui chamado de petista, comunista, socialista e etc - quero lembrar que não sou da turma do "morreu, virou santo". Fidel era um ditador comunista e como todo ditador que se preze, matou muita gente, torturou muita gente, censurou a imprensa e mentiu muito (o que políticos de direita também fazem muito bem).

Ele nasceu em 13 de agosto de 1926 em Birán e morreu em Havana na noite de 25 de novembro deste ano. Admirava Marx e Lênin e acabou com a ditadura do Batista, que fugiu em 1º de janeiro de 1959. Interessante lembrar que Fulgêncio Batista era apoiado pelo governo americano, e por isso estava "tudo certo". Fidel tomou o poder, nacionalizou as indústrias, eliminou as dissidências e instalou um governo socialista autoritário unipartidário. Criou novas leis, dentre elas a lei da reforma agrária, melhorou a saúde e a educação, enfim, fez coisas que capitalistas não gostam.

Cubanos nos EUA comemoraram a morte de Fidel. Não sabem eles como Trump os ama. Brasileiros de esquerda elogiam Fidel. Brasileiros de direita comemoram sua morte. Vejo a morte de um líder, um líder cruel, um ditador comunista, mas um líder. Já fui criticado no twitter por chamá-lo de líder, mas estou avaliando-o não como exemplo de ser humano, mas como LÍDER.

Li em alguns sites listas de crimes de Fidel, e - por mais absurdo que isto seja - incluíram em seus crimes o fato de " tornar Cuba uma colônia da Rússia" e "quase causar uma guerra mundial nuclear". O mais triste é que o autor da matéria é um historiador. Gostar da Rússia agora é crime? Vejo o governo russo como um mal necessário, alguém que freia os EUA em sua ambição desmedida. O governo americano mete o bedelho em todos os países do mundo. Agentes dos EUA influenciam, torturam, matam, mentem, espalham boatos, criam protestos, derrubam governos e mandam nos países pobres, e ninguém chama isso de autoritarismo. Até a campanha para desacreditar Getúlio Vargas, o que culminou em sua morte, foi influenciada pela CIA. Os EUA quase causaram guerras mundiais nucleares em vários lugares do mundo (sem falar de Hiroshima e Nagasaki). Há postos militares americanos em todos os cantos do planeta, mas isso ninguém percebe. Se a Rússia não existisse, imagina quão maior seria a influência dos EUA em seu imperialismo econômico, cultural e político.

Fidel nos tempos da guerrilha

O mundo não estava preocupado com quem Fidel torturou ou matou. O mundo estava preocupado com o fato de Fidel ser um amigo da Rússia e estar ali na porta dos fundos dos EUA. Ouvi líderes de países dizendo que o socialismo não funcionou em Cuba. E o capitalismo funciona no mundo? Para a minoria rica e proprietária dos grandes conglomerados funciona. Para a classe média iludida com carros do ano funciona. Para os jovens que chamam de "objetivo de vida" uma existência baseada em aparência e status, funciona. Eu gostaria de saber quem se importa com a mão de obra praticamente escrava que produz a tecnologia do mundo, quem se importa com os braços cansados que produzem nossos alimentos numa terra que não é sua. Quem se importa? Alguém se importa com as crianças feitas soldados nas guerras civis da África? Com o refugiados árabes? Com as minorias étnicas? Alguém se importa? É ignorância pensar que o capitalismo funciona. Aceitamos e vivemos num mundo capitalista porque não temos escolha, não mandamos no mundo, não mandamos sequer em nossas vidas e nunca mandaremos. O socialismo não funcionou. O comunismo não funcionou. Talvez, se fosse feito exatamente o que Marx pensou, teríamos um mundo diferente, mas ninguém compreendeu. E não são os sistemas econômicos o problema, mas os seres humanos gananciosos que comandam os países.

Fidel morreu, e com ele morreu uma era de lutas contra o imperialismo americano. Um líder, um criminoso, um lutador, um ditador assassino. Sem ele, Cuba seria hoje um outro Haiti, uma colônia americana produtora de açúcar, destruída pelo tráfico de drogas. Alguém se importa com o Haiti? Há muitos ditadores por aí, eles apenas não usam esse título. Há muitos assassinos que usam a mão de agentes secretos para cometerem seus crimes. Há muitos criminosos comandando países poderosos, eles usam terno e gravata em lugar de uniformes militares.

sábado, 12 de dezembro de 2015

CBSNews apresenta Entrevista com Putin - parte 3

Esta é a última parte da entrevista com o presidente Putin. Mesmo sendo um pouco evasivo em suas opiniões sobre os EUA e o presidente Obama, Putin fala sobre a influência que os EUA tem no mundo, na economia e na política. 

domingo, 8 de novembro de 2015

CBSNews apresenta Entrevista com Putin - parte 1

Em tempos onde estamos à beira da Terceira Guerra Mundial, é bom saber o que pensa o líder da maior potência militar do planeta.

domingo, 4 de outubro de 2015

Rússia Ataca Estado Islâmico

No dia 30 de setembro a Rússia deu início aos ataques contra o Estado Islâmico, bombardeando alvos estratégicos onde haviam arsenais e instalações militares. A alta tecnologia russa é impressionante, os mísseis são lançados de aviões, mas tem seu curso corrigido por um sistema via satélite, melhorando o alcance e a precisão.

Em apenas 72 horas a Rússia efetuou 60 ataques contra os terroristas, e vem sendo duramente criticada pelos EUA e pela comunidade europeia.

O problema resume-se ao fato de que a Rússia apoia o regime dominante na Síria, do presidente Assad, e os EUA apoiam os rebeldes que fazem oposição ao presidente. A Rússia diz ter atacado o Estado Islâmico, e os EUA dizem que a Rússia atacou os grupos rebeldes treinados pela CIA.


A velha discussão. Ambos, EUA e Rússia, dizem combater o Estado Islâmico, mas com visões diferentes, interesses diferentes e objetivos diferentes. O mundo corre o risco de uma nova guerra mundial. 

O fato irônico é que após os EUA criticarem os ataques russos, acusando-os de matarem civis, o exército americano acabou bombardeando um hospital... ataque "cirúrgico"? Piadas à parte, não defendo nem o Obama e nem o Putin. A única diferença é que o Obama esconde suas intenções sempre. A bagunça é tão grande, e envolve tantos povos diferentes - curdos, árabes, sírios, russos, americanos, ingleses, franceses, judeus - que precisamos mesmo torcer para que tudo se resolva sem maiores estragos.

sexta-feira, 28 de março de 2014

O Plebiscito da Criméia

No dia 16 de março, 1,2 milhão de eleitores na Criméia - o que representa 98% da população eleitoral - votaram pela anexação ao país vizinho, a Rússia. Vladimir provou que Obama estava enganado, e que o povo da Criméia sente-se seguro fazendo parte da Rússia.
Obama conversou com o presidente russo poucas horas antes da votação, ameaçando a Rússia com sanções, e afirmando que a presença do exército russo na região em conflito apenas aumenta a tensão. O presidente americano torna-se hipócrita ao afirmar que a Rússia está violando o Direito Internacional. Vladimir Putin desconsiderou as ameaças do governo americano, pois percebe que os EUA já não tem a força de antes - e mesmo quando eram fortes militarmente não tinham a coragem necessária para bater de frente com a Rússia - e suas ameaças já não causam o efeito esperado. Putin prometeu resolver os problemas legais o mais rápido possível para que a Grande Mãe Rússia possa abraçar seus filhos da Criméia.
Enquanto Obama resmungava como criança teimosa, os cidadãos da Criméia gritavam nas ruas: "Vamos voltar para casa!"

Leia também A GUERRA FRIA NUNCA ACABOU.

(foto: contextolivre.com.br)

sábado, 4 de maio de 2013

#365Livros - #Livro124 - A ESTRATÉGIA DE BARACK OBAMA (Marvin)





A Estratégia de Barack Obama
Barry Libert e Rick Faulk

Um livro pertencente à área de administração estratégica. Mas diferente dos tão conhecidos teóricos da administração, Obama nos mostrou na prática como utilizar o tempo, o dinheiro, e até mesmo as redes sociais para conseguir uma vitória que era improvável. Ninguém descobriu tão rápido e utilizou de maneira tão eficiente o poder das redes sociais como facebook e twitter. Uma aula completa sobre gestão de risco, gerenciamento estratégico e marketing social que marcou a América e o mundo, elegendo o primeiro presidente afro-descendente da história dos EUA.