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sábado, 28 de janeiro de 2017

Estado Islâmico e Osama Bin Laden

Você sabia que o próprio Osama demonstrava preocupação com o Estado Islâmico? Ele criticava um avanço muito forte contra os inimigos da causa islâmica, alertando que isso poderia arrastá-los para uma guerra.

Osama também criticava as táticas violentas e a impaciência do grupo Estado Islâmico, e se preocupava com o enfraquecimento da Al-Qaeda.

Essas críticas e preocupações estavam registradas em documentos - a maioria datada de 2010 - encontrados na casa de Osama pelos Navy Seals quando invadiram o Paquistão e o mataram.

Osama Bin Laden pedia a seus seguidores que focassem o combate contra os EUA, considerando este país como "o tronco da árvore perversa".

Terrorismo é sempre terrorismo. O que me incomoda é o fato de os EUA sempre criarem uma cobra em seu seio para depois lutar contra ela. Treinaram o próprio Osama na guerra contra o Afeganistão e "criaram" o Estado Islâmico quando tiraram Sadam do poder e deixaram o Iraque entregue ao caos. Colhemos o que plantamos.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Mossul livre

A segunda maior cidade do Iraque, Mossul, fica próxima da Síria e é muito rica em petróleo. Foi tomada pelo Estado Islâmico em 2014, pelo seu valor estratégico e simbólico. Foi ali que Abu Bakr al-Baghdadi proclamou seu califado.

Uma coalizão formada por soldados iraquianos, curdos, milícias sunitas e paramilitares xiitas, todos liderados pelos EUA (quem mais?) estão retomando a cidade.  O governo do primeiro ministro iraquiano, Haider al-Abadi tem financiado e treinado forças militares para resgatarem Mossul. Os EUA por sua vez, financiaram US$ 415 milhões para o pagamento de soldados e combustível. 

As forças do Estado Islâmico na cidade são aproximadamente oito mil homens, e a resistência começou a cair. Essa ofensiva dos aliados contra o ISIS em uma cidade tão importante pode causar ações desesperadas pelos terroristas, o que tem deixado países da Europa e também os EUA preocupados. Bagdá também tem sido vítima de atentados terroristas numa escala bem maior desde que os planos da retomada de Mossul começaram a ser traçados.

Mossul tem dois milhões de habitantes, e precisa ser liberta.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

O Terrorismo Merece Resposta

O jornalista americano James Foley foi sequestrado em novembro de 2012 por jihadistas de um movimento islâmico, o ISIS (Islamic State in Iraq and Syria). Em novembro de 2013 a família do jornalista recebeu uma mensagem dos sequestradores, que exigiam 100 milhões de euros para libertar Foley.
Infelizmente, no dia 19 de agosto, foi publicado o vídeo onde o jornalista se despede de sua família, acusa o governo americano por suas ações no Iraque e é decapitado em seguida por um carrasco britânico (sim, há cidadãos britânicos e americanos apoiando os terroristas).

(bandeira do ISIS)

Os EUA haviam enviado uma força tarefa à Síria para libertar Foley e outros jornalistas no começo de julho, mas a operação falhou, pois o comando enganou-se quanto à localização do ataque, e os reféns não foram encontrados.

O grupo conhecido como Estado Islâmico pretende criar um estado sunita na fronteira do Iraque com a Síria. Geralmente os sunitas são moderados e conservadores na interpretação de suas leis, mas estes sunitas tem se mostrado radicais e violentos, desde o fim do governo sunita no Iraque com a invasão americana. Com a queda de Saddam Hussein, subiu ao poder um governo xiita apoiado pelos EUA, despertando o ódio do grupo sunita.

(militantes do ISIS)

O grupo ISIS já escolheu um califa (sucessor de Maomé) como líder do futuro estado islâmico: Abu Bakr al-Bagdadi, nascido em 1971, participante da insurreição do Iraque pouco após a invasão americana, tende a tornar-se um dos nomes mais influentes do jihadismo. Sua influência é tanta que há milhares de jihadistas sunitas vindo de todas as partes do Oriente Médio, da Europa e outros locais do mundo para unir-se a ele contra os “infiéis”.

(Foley antes da execução)

Decisão difícil a ser tomada pelo presidente Obama, mas esperamos que as próximas operações contra os terroristas tenham êxito, pois o mundo está abalado com a execução de James Foley, e o terrorismo merece resposta.

domingo, 18 de março de 2012

Um dia eles aprendem

                         Eu estava relendo ainda semana passada uma SUPERINTERESSANTE (que já não é tão interessante assim) de novembro de 2008, e havia um “infográfico” (agora é moda) mostrando como aconteciam as emboscadas aos soldados americanos no Iraque. Parei pra pensar: Quando a Guerra no Golfo começou, o exército americano foi capa de várias revistas, tenho até hoje uma VEJA mostrando helicópteros na capa, cuja matéria principal era a operação americana, a tecnologia e a parafernália que aqueles soldados carregavam para o outro lado do mundo numa guerra que parecia já estar decidida. Mas o que aconteceu foi exatamente o contrário: O invencível exército americano perdeu para homens montados em camelos, usando Kalashnikovs. Enforcaram Saddam, mas a guerra não foi vencida. Depois veio o Afeganistão, e a caça ao Bin Laden, que foi morto ano passado, mas ninguém viu prova do fato até hoje. E o controle militar no oriente continua, mesmo com os cofres públicos quebrados. Um sargento veterano com anos de combate dia desses abriu a boca e falou que os coronéis e comandantes mentem em seus relatórios sobre o Afeganistão. Ele afirma que o que ocorre lá é muito diferente do que chega aos ouvidos da Casa Branca. O exército americano entrou na toca do tigre e não consegue sair, esta é a verdade. A história não muda. Se um império torna-se invencível, e nenhum outro o substitui, ele mesmo encontra uma maneira de destruir-se.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Jardins Suspensos da Babilônia

Os Jardins Suspensos da Babilônia foram uma das sete maravilhas do mundo antigo. É talvez uma das maravilhas relatadas sobre que menos se sabe. Muito se especula sobre suas possíveis formas e dimensões, mas nenhuma descrição detalhada ou vestígio arqueológico foi encontrada, exceto um poço fora do comum que parece ter sido usado para bombear água. Seis montes de terra artificiais, com terraços arborizados, apoiados em colunas de 25 a 100 metros de altura, construídos pelo rei Nabucodonosor, para agradar e consolar sua esposa preferida Amitis, que nascera na Média, um reino vizinho, e vivia com saudades dos campos e florestas de sua terra. Chegava-se a eles por uma escada de mármore. Também chamados de Jardins Suspensos de Semiramis, foram construídos no século VI a.C., no sul da Mesopotâmia, na Babilônia. Os terraços foram construídos um em cima do outro e eram irrigados pela água bombeada do rio Eufrates. Nesses terraços estavam plantadas árvores e flores tropicais e alamedas de altas palmeiras. Dos jardins podia-se ver as belezas da cidade abaixo. Não se sabe quando foram destruídos. Suspeita-se que sua destruição tenha ocorrido na mesma época da destruição do palácio de Nabucodonosor, pois há boatos de que os jardins foram construídos sobre seu palácio.


Nabucodonosor - rei da Babilônia (630 a.C.?-562 a.C.). Durante seu governo a Babilônia atinge o auge de sua prosperidade e hegemonia, sendo conhecida como "Rainha da Ásia". Nabucodonosor II, filho do general Nabopolassar, fundador da dinastia caldéia, sobe ao trono em 605 a.C., depois da morte do pai. Transforma a cidade babilônica em centro cultural, comercial e financeiro do mundo antigo. A maior realização de seu reinado é um conjunto arquitetônico para proteger a cidade de invasões. Compreende a Torre de Babel, com 250 m de altura, os Jardins Suspensos e um canal de defesa ligando os rios Tigre e Eufrates, a 40 km da Babilônia, cercado por um muro em toda a sua extensão (o Muro dos Medas). Líder militar de grande energia e crueldade, aniquila os fenícios, derrota os egípcios e obtém a hegemonia no Oriente Médio. Estende o Império Babilônico até o Mar Mediterrâneo. Em 598 a.C., conquista Jerusalém e realiza a primeira deportação de judeus para a Mesopotâmia, episódio conhecido como "O Cativeiro da Babilônia". Com a sua morte e sem um sucessor com a mesma força, os babilônios caem diante dos exércitos persas, na noite de 5/6 de outubro de 539 a.C. pelo Rei Ciro da Pérsia, que desviou o curso do rio Eufrates para poder penetrar na cidade. Nessa noite, uma festa estava sendo dada em honra de Belsazar, Rei de Babilónia em exercício.

Os Jardins e Sadam Hussein

Saddam Hussein, um antigo presidente do Iraque, quando em vida ofereceu uma recompensa de milhões de dólares para quem pudesse apresentar uma explicação plausível de como os Jardins Suspensos eram irrigados. As condições de vitória eram que não se poderia utilizar quaisquer métodos modernos, como computadores, e calculadoras para calcular a hipótese.


Fonte: pt.wikipedia.org