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terça-feira, 23 de julho de 2013

#365Livros - #Livro204 - A REVOLUÇÃO DOS BICHOS

A revolução dos bichos
George Orwell

Só a mente afiada e rasteira de George Orwell poderia criar uma fábula tão ácida e real como A Revolução dos Bichos. Uma obra prima de choque de realidade. Os animais de uma fazenda revoltam-se contra seu dono. No entanto, ao correr do tempo, a revolução dos bichos mostra-se muito mais tirana do que a dos humanos. Mas o pulo do gato dessa história é outro. O romance é uma alegoria perfeita do regime socialista da URSS, em plena guerra fria, onde os animais simbolizam Stálin, Trotsky e outros símbolos da supremacia socialista soviética. As potencias ocidentais, em certo momento, chegaram a usar o livro como arma contra o socialismo, o que deixou Orwell extremamente irritado, afinal, sua obra é uma crítica social, não uma propaganda política. De qualquer forma, A revolução dos bichos atravessou o tempo, e é considerado um dos melhores livros da língua inglesa de todos os tempos.

sábado, 5 de janeiro de 2013

#365Livros - #Livro5 - 1984




1984
George Orwell

 O que mais eu posso falar da obra prima do século XX?

Crescemos e trabalhamos sem um fim específico, sem um objetivo que valha a pena. Passamos o domingo, nosso dia de descanso, na frente de uma tv, ou em um bar enchendo a cara com “amigos”. Preocupamo-nos com coisas fúteis e aparentes, mas não sabemos o que se passa na alma do país, e não nos importamos com isso. Acomodamo-nos e nos acostumamos com a vida medíocre que levamos, mesmo sabendo que para os que estão na cúpula, não temos valor nenhum. Somos a massa, que precisa ser entretida com pão e circo e manipulada com mentiras para o bem de uma minoria. Acreditamos que a vida é esta: Crescer, estudar e obter uma educação medíocre, casar e ter alguns filhos, e tentar viver até auqe a morte chegue. Acreditamos que não há mudança. Os pobres acostumam-se a viver recebendo favores do Governo. A classe média acostuma-se a viver de aparência e a classe alta vive sem se importar com quem está abaixo. Mas todos somos engrenagens de uma mesma máquina de mentiras e engodos que alimenta o sistema.” (Marvin).

1984 é uma distopia – uma utopia negativa, caracterizada em geral pelo controle opressivo da sociedade - que mostra esta vivendo num regime totalmente totalitário, onde tudo é regido pelo e para o Estado. Parece o Comunismo, mas é muito além. É uma sociedade que não apresenta nenhuma perspectiva de futuro ou vida fora daquele sistema. Tudo e todos são vigiados. O Grande Irmão é a personificação dessa vigilância, dessa opressão, que insiste em dizer que zela por ti, mas te aprisiona e escraviza. A Sociedade modificou-se de uma maneira que todos utilizam uniforme, todos falam a Novilíngua, o idioma criado pelo Partido. Você se enquadra em uma das categorias: ou você é da elite do Partido, que sempre é negada mas nunca deixará de existir, ou você da base do partido, ou você é Proleta, ou seja, você é menos do que nada.

“Impressiona-me a semelhança deste romance com nossa atual situação. É isso que vivemos. Orwell nos fala até da política, explicando que os da classe média sobem ao poder (quando sobem) com o apoio dos da classe baixa, usando promessas como liberdade, justiça e fraternidade, mas quando chegam lá em cima, empurram os da classe baixa de volta, e instalam uma nova tirania no lugar da que foi derrubada. Somos manipulados e acreditamos que aqueles que estão numa posição de poder importam-se conosco, mas não é verdade. Eles precisam de nós para manter-se no poder, mas nós, na verdade, não precisamos deles. Infelizmente não vemos isso, e nos contentamos com nossa vida medíocre, com uma cerveja após o trabalho, programas de auditório no domingo, um churrasco ao meio dia, um trabalho qualquer... Como Orwell dizia, “a massa nem sequer se dá conta de sua opressão”. O povo brasileiro além de corrupto, é acomodado por natureza. Nada vai mudar, porque não nos importamos com educação, somos o cavalo dos poderosos, e somos um cavalo feliz.” (Marvin).

1984 deveria ser leitura obrigatória nas escolas. Fundamental para revelarmos a burrice e a dominação de massa que vivemos no mundo. Parece uma realidade tão fantasiosa e exagerada. De modo algum. O mundo onde vivemos é 1984. As cores, o dinheiro, a fachada de liberdade servem apenas para açucarar a corrupção de inteligência e moral que já se instalou na sociedade onde vivemos.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Classes sociais e manipulação de massa

Novamente estive pensando sobre o livro 1984, de George Orwell. É difícil falar sobre manipulação de massa sem falar de classes sociais, ou vice-versa. Você já parou para pensar que a classe baixa (eu não gosto dessa definição) é que move o mundo financeiro? É o trabalho deles, o esforço deles, o resultado deles - que obtém este resultado muitas vezes sem entendê-lo muito bem, ou sem compreender o que estão fazendo – que faz com que a economia gire. É triste, mas é a realidade.
 
Assim que a Idade Média acabou, e os senhores feudais se foram, uma nova forma de economia e classificação social entrou em vigor: havia os nobres, os burgueses e a classe operária. O nobre era assim chamado não apenas por seu dinheiro e bens, mas por sua origem, seu nome, sua família, sua influência na sociedade da época. Os burgueses lá estavam apenas por seu dinheiro e seu comércio. E a classe operária fazia o trabalho que era necessário para que tudo funcionasse. Sendo assim, era impossível um burguês se tornar nobre, ou um operário se tornar nobre. Havia um abismo entre a nobreza e o resto do povo. Um burguês poderia perder seu dinheiro e seu negócio e se tornar um pobre operário. Um operário poderia receber um bom dinheiro, ou economizar, ou se associar com outros operários e se tornar burguês. Mas nenhum dos dois chegaria a ser um nobre. NUNCA.
Hoje, nos consideramos libertos desta distinção social. Ou pelo menos alguém nos disse que somos iguais. A nossa Constituição afirma isso. A Igreja afirma isso. Mas somos realmente iguais? Estamos realmente livres da distinção social? Não esqueça que estamos falando de ECONOMIA, DINHEIRO, PODER. Somos iguais como seres humanos, e uns são melhores que outros em conhecimento, inteligência e capacidade. Mas na sociedade, há um abismo entre nós e os poderosos. E o pior, é que os pequenos fazem a roda girar para manter a riqueza dos grandes. Isso é assim em todo lugar.
Exemplo: Um poderoso homem de negócios quer enriquecer ainda mais, e faz uma reunião com os CEOs de suas empresas, pedindo mais lucro, mais desenvolvimento, mais retorno. Cada CEO chega em sua empresa e reúne-se com seus gerentes de setor, traçando um plano de vendas ou produção para aumentar os ganhos da empresa. Cada gerente repassa as cobranças aos supervisores de sua área pedindo retorno. Os supervisores implantam o novo plano, e exigem dos TRABALHADORES o retorno esperado: MAIS PRODUÇÃO, MAIS VENDA, MAIS CLIENTES. E quando a classe operária realiza o que foi exigido, muitas vezes por medo de demissão ou de avaliações comprometedoras, o retorno que é obtido atinge quem? O HOMEM DE NEGÓCIOS, e, no máximo, os CEOs. É assim que funciona. E o país caminha da mesma forma. O “povão” é necessário. E quanto mais ignorantes, melhor.
Um povo ignorante não reclama! Um povo ignorante se contenta com churrascos aos domingos, cerveja e mulheres gostosas na TV! Um povo ignorante acha que a vida está ótima quando pode comprar um carro parcelado em 60 vezes e uma geladeira nova parcelada em 12 vezes! Um povo ignorante canta frases repetitivas que falam de sexo e bebedeira, e PENSA que é feliz! E “a nobreza” quer mantê-los assim. Cantando e trabalhando. Enquanto a classe operária puder ter na carteira meia dúzia de cartões de crédito e um carro novo na garagem, está tudo bem. Evitam-se os livros com a televisão, onde políticos falam que o Brasil é agora uma “potência mundial”, e o povo bate palma.
Somos pobres ignorantes, mas ficamos bravos e magoados quando alguém como o Ziraldo se levanta e afirma que somos pobres ignorantes! Não dá pra entender. Nem precisamos de um Grande Irmão, já estamos manipulados, já somos, como diz Zé Ramalho, “povo marcado, povo feliz”! E isso não vai mudar enquanto a “classe baixa” não estiver disposta a abandonar o lixo que chama de cultura, e estudar, progredir, cobrando para si um retorno real, e não um carro parcelado em 60 vezes. A nobreza, a classe alta, quer nos dar um FALSO STATUS, mantendo-nos presos a coisas que compramos sem precisar. Sabem como pensamos, e sabem que, infelizmente, vivemos de aparência. E pra haver uma igualdade de classes, precisamos deixar a aparência de lado, e cobrar o que é nosso. Não precisamos ser milionários, mas queremos apenas o que é nosso por direito, e que no papel é um texto muito bonito, pena que não é verdade.
 
(Mafalda - Quino)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Desumanização

Às vezes durante o trabalho me pego a pensar a respeito da visão que as empresas (leia-se empresários) têm de nós, colaboradores. Você não é um ser humano que sai de casa, deixando a família, os filhos, o conforto de sua casa para ir trabalhar e ganhar o seu pão de cada dia. Não, você é um número no cadastro de RH da empresa. Você é um registro no ERP. Você é uma engrenagem na grande máquina que é a empresa onde você trabalha. E quando esta engrenagem não servir mais, não desempenhar mais a sua função como deve, será trocada. Ninguém pergunta a uma peça porque ela não está mais funcionando corretamente. Ninguém se preocupa com os problemas que tornaram esta peça defeituosa. Simplesmente é trocada por uma melhor, que faça o trabalho da maneira como deve ser feito. Esse papo todo de valorização do colaborador e humanização do ambiente de trabalho não funciona como deveria. Lembrei-me de uma citação de Erich Fromm, que comentou o livro 1984 de George Orwell, e que mostra claramente como funciona isso, nos alertando:
“Orwell sugere que a nova forma de industrialismo gerencial, na qual o homem constrói máquinas que agem como homens e desenvolve homens que agem como máquinas, conduz a uma era de desumanização e completa alienação, na qual homens são transformados em coisas e se tornam apêndices do processo de produção e consumo. Orwell (...) não é um profeta do desastre. Ele deseja nos alertar e nos acordar. O livro 1984 não é apenas um romance, mas refere-se também a nós.” (Erich Fromm - 1961)

sábado, 28 de janeiro de 2012

1984 (Marvin)

Acabei de ler o romance “1984” de George Orwell. Interessante como o autor previu a realidade em que vivemos. Claro, não temos ainda um “Grande Irmão” controlando tudo e apagando fatos históricos ou reescrevendo-os de acordo com seus interesses. Não temos ainda uma “Polícia das Ideias” investigando, prendendo, torturando e vaporizando qualquer um que não concorde com a realidade. Mas a manipulação é a mesma. A vida dos “proletas” que George Orwell descreveu é a nossa vida, a vida da maioria dos brasileiros, que não conseguem ver que são manipulados e enganados por uma classe dominante, e além disso, aceitam esta vida como se tudo estivesse bem.

“’Os proletas não são seres humanos’, disse, despreocupado. ‘Lá por 2050 – ou antes, talvez – todo conhecimento real de Velhafala terá desaparecido. Toda a literatura do passado terá sido destruída. Chaucer, Shakespeare, Milton, Byron existirão somente em suas versões em Novafala, em que, além de transformados em algo diferente, estarão transformados em algo contraditório com o que eram antes. A literatura do Partido será outra. Os slogans serão outros. Como podemos ter um slogan como ‘Liberdade é escravidão’ quando o conceito de liberdade foi abolido? Todo o clima de pensamento será diferente. Na realidade não haverá pensamento tal como o entendemos hoje. Ortodoxia significa não pensar – não ter necessidade de pensar. Ortodoxia é inconsciência.’”

E o que vemos hoje, especialmente no Brasil? O povo brasileiro já é acomodado por natureza. Sempre comento com a Larissa que talvez se o Brasil tivesse enfrentado alguma guerra, ou peste ou outra grande calamidade como a Europa enfrentou, fossemos um país melhor. Mas somos comodistas, preguiçosos, preferimos não pensar. Preferimos aceitar a opinião pronta que nos é empurrada goela abaixo pelas emissoras de TV. Muitos de nós vivemos numa situação de pobreza, mas não querem sair dela (isso mesmo), pois é cômodo viver recebendo ajuda do Governo, é cômodo viver como alvo da bondade de outras pessoas. Reclamamos que não temos leite em casa, mas nunca deixamos de beber cerveja na sexta-feira. Reclamamos por não ter carne no prato todos os dias, mas temos um cigarro entre os dedos a todo instante. Reclamamos dos bandidos e ladrões que vivem à solta, mas não temos pulso pra dizer não aos nossos filhos enquanto são pequenos. Reclamamos da corrupção dos políticos, mas exultamos quando alguém se engana no troco e nos devolve dinheiro a mais. Ficamos preocupados porque o país não se classificou na Copa, mas não nos importamos em saber que a educação em nosso país é uma das piores do mundo. Reclamamos, mas no íntimo dizemos “Assim está bom.”

“Se é que há esperança, escreveu Winston, a esperança está nos proletas.”

“Enquanto não se conscientizarem, não serão rebeldes autênticos e, enquanto não se rebelarem, não têm como se conscientizarem.”

“Na realidade, pouco se sabia sobre os proletas. Não era necessário saber grande coisa. Desde que continuassem trabalhando e procriando, suas outras atividades careciam de importância. Abandonados a si mesmos, tal como o gado solto nos pampas argentinos, haviam regredido ao estilo de vida que lhes parecia natural – uma espécie de modelo ancestral. Nasciam, cresciam pelas sarjetas, começavam a trabalhar aos doze anos, aos trinta chegavam à meia-idade, em geral morriam aos sessenta. Trabalho físico pesado, cuidados com a casa e os filhos, disputas menores com os vizinhos, filmes, futebol, cerveja e, antes de mais nada, jogos de azar, preenchiam o horizonte de suas mentes. Não era difícil mantê-los sob controle. Alguns representantes da Polícia das Ideias circulavam entre eles, espalhando boatos falsos e identificando e eliminando os raros indivíduos considerados capazes de vir a ser perigosos; mas não era fita nenhuma tentativa no sentido de doutrina-los com a ideologia do Partido. Não era desejável que os proletas tivessem ideias políticas sólidas. Deles só se exigia um patriotismo primitivo, que podia ser invocado sempre que fosse necessário fazê-los aceitar horários de trabalho mais longos ou rações mais reduzidas. E mesmo quando eles ficavam insatisfeitos, como às vezes acontecia, sua insatisfação não levava a lugar nenhum, porque, desprovidos de ideias gerais como eram, só conseguiam fixar-se em queixas específicas e menores. Os grandes males invariavelmente escapavam a sua atenção. A vasta maioria dos proletas não tinha nem sequer uma teletela em casa. Até mesmo a polícia civil pouco se interessava por eles. Londres era assolada pela criminalidade, um verdadeiro mundo paralelo de ladrões, bandidos, prostitutas, traficantes de drogas e trambiqueiros de todos os tipos; mas como tudo isso acontecia entre os próprios proletas, não fazia a menor diferença. Em todas as questões morais, nada os impedia de adotar seu código ancestral. (...) Como afirmava o slogan do Partido: ‘Proletas e animais são livres’”.

Incrível este texto! É a nossa realidade! A nossa vida. Crescemos e trabalhamos sem um fim específico, sem um objetivo que valha a pena. Passamos o domingo, nosso dia de descanso, na frente de uma tv, ou em um bar enchendo a cara com “amigos”. Preocupamo-nos com coisas fúteis e aparentes, mas não sabemos o que se passa na alma do país, e não nos importamos com isso. Acomodamo-nos e nos acostumamos com a vida medíocre que levamos, mesmo sabendo que para os que estão na cúpula, não temos valor nenhum. Somos a massa, que precisa ser entretida com pão e circo e manipulada com mentiras para o bem de uma minoria. Acreditamos que a vida é esta: Crescer, estudar e obter uma educação medíocre, casar e ter alguns filhos, e tentar viver até auqe a morte chegue. Acreditamos que não há mudança. Os pobres acostumam-se a viver recebendo favores do Governo. A classe média acostuma-se a viver de aparência e a classe alta vive sem se importar com quem está abaixo. Mas todos somos engrenagens de uma mesma máquina de mentiras e engodos que alimenta o sistema.

No mundo criado por George Orwell até mesmo o que parecia ser contra a lei era manipulado pela lei, e o Partido fazia com que as pessoas pensassem que estavam burlando o sistema, mas elas não sabiam que continuavam sendo manipuladas.

“...Pornodiv, divisão do Departamento de Ficção encarregada de produzir pornografia barata para distribuir entre os proletas. A divisão recebera o apelido de Casa da Nojeira, dado pelas pessoas que trabalhavam lá, explicou (Julia). Ficara lá durante um ano, ajudando a produzir opúsculos em pacotes lacrados com títulos como ‘Casos de espancamento’ ou ‘Uma noite num internato de garotas’, que seriam comprados furtivamente por jovens proletários convencidos de que estavam adquirindo algo ilegal.”

George Orwell tinha uma visão tão ampla da sociedade que conseguiu, contando a história fictícia em seu livro, falar das diferenças sociais que afetam a sociedade humana, e vemos que é exatamente assim que acontece em nossos dias:

“Porque se lazer e segurança fossem desfrutados por todos igualmente, a grande massa de seres humanos que costuma ser embrutecida pela pobreza se alfabetizaria e aprenderia a pensar por si; e depois que isso acontecesse, mais cedo ou mais tarde essa massa se daria conta de que a minoria privilegiada não tinha função nenhuma e acabaria com ela. A longo termo, uma sociedade hierárquica só era possível num mundo de pobreza e ignorância.”

Impressiona-me a semelhança deste romance com nossa atual situação. É isso que vivemos. Orwell nos fala até da política, explicando que os da classe média sobem ao poder (quando sobem) com o apoio dos da classe baixa, usando promessas como liberdade, justiça e fraternidade, mas quando chegam lá em cima, empurram os da classe baixa de volta, e instalam uma nova tirania no lugar da que foi derrubada. Somos manipulados e acreditamos que aqueles que estão numa posição de poder importam-se conosco, mas não é verdade. Eles precisam de nós para manter-se no poder, mas nós, na verdade, não precisamos deles. Infelizmente não vemos isso, e nos contentamos com nossa vida medíocre, com uma cerveja após o trabalho, programas de auditório no domingo, um churrasco ao meio dia, um trabalho qualquer... Como Orwell dizia, “a massa nem sequer se dá conta de sua opressão”. O povo brasileiro além de corrupto, é acomodado por natureza. Nada vai mudar, porque não nos importamos com educação, somos o cavalo dos poderosos, e somos um cavalo feliz.