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sábado, 16 de julho de 2016

Nossa realidade é mesmo "Real"?

De onde viemos? Para onde vamos? Alguém nos criou? Nos desenvolvemos sozinhos? Há alguns milhões de anos atrás éramos nada mais que algo parecido com uma ameba? Algumas pessoas ainda são? 

Essas perguntas são velhas, e alguns afirmam já ter a resposta, outros não. Eu faço parte do segundo grupo. Mas entre tantas teorias, surgiu algo interessante: a civilização humana pode ser uma realidade virtual, uma espécie de videogame desenvolvida por seres superiores. Desde a estreia de Matrix em 1999 essa ideia vem perturbando alguns seres humanos, e fazendo com que alguns "Neos" tentem descobrir como tudo funciona realmente.
Alguns cientistas tem pensado a respeito, entre eles Richard Terrile, da NASA, que afirma que somos uma realidade virtual controlada por humanoides do futuro. Ele também afirma que em 50 anos há grande probabilidade de a própria NASA tentar criar  um mundo paralelo para entender melhor a nossa situação.

Até Elon Musk, o gênio dos transportes futuristas, fundador da Tesla Motors e SpaceX, afirmou em entrevista que a probabilidade de NÃO fazermos parte de um simulador alienígena é de UMA EM UM BILHÃO.

Mesmo no caso de quem acredita que fomos criados por Deus, que Ele fez um mundo e nos colocou aqui, para cumprir alguns mandamentos e fazermos o bem ao próximo, onde aqueles que são bons serão recompensados com o céu, e aqueles que são maus terão apenas um "game over", não seria isso apenas uma realidade virtual? É algo para se pensar.


"O que é real? Como você define o 'real'? Se você está falando sobre o que você pode sentir, o que você pode cheirar, o que você pode saborear e ver, o real são simplesmente sinais elétricos interpretados pelo seu cérebro." (Morpheus - Matrix)

"Já teve algum sonho do qual estivesse certo que fosse real? E se você fosse incapaz de acordar desse sonho? Como conseguiria distinguir a diferença entre o mundo do sonho e o mundo real?" (Morpheus - Matrix)

quinta-feira, 28 de março de 2013

#365Livros - #Livro87 - HARRY POTTER OU O ANTI PETER PAN



Harry Potter, ou o anti Peter Pan
Isabelle Cani

ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS DE HP 3, HP 4, HP 6 E HP 7.

Peter Pan é um livro patético de um garoto que não quer crescer nunca. É fácil viver quando se é criança, é fácil escrever sobre crianças porque a vida delas é simples e livre de jugos, porque não existe preconceito em seus corações e são a própria liberdade, ainda que a maioria das pessoas pense exatamente o contrário. Difícil é ver que o tempo passa, a vida bate na sua porta e você precisa crescer mesmo se não quiser. J K. Rowling mostrou isso magistralmente bem em sua série e a professora francesa Isabelle Cani faz essa análise com muita propriedade, colocando frente a frente essas duas obras sobre crianças tão diferentes, dissecando todas as mensagens de Harry Potter, e demonstrando que a maior grandeza desta obra está numa coisa bem simples: a frieza da realidade.
(sobre HP e o Cálice de Fogo): “O que induz ao erro, antes de tudo, é certamente a analogia. Temos a sensação de reviver o ano anterior, e mesmo de vivê-la melhor, com um Snape mais cabisbaixo e lamentável, um coadjuvante mais cúmplice e amigável. Seria necessário um leitor bem perspicaz para reparar imediatamente que falta o essencial, ou seja, a emoção de Lupin diante do mapa que ele reconhece, a difícil decisão que ele toma em um instante, antes de apoiar Harry. Com o falso Moody, tudo é fácil, justamente porque seus sentimentos não são comprometidos, pois ele interpreta um papel para conquistar a confiança de Harry. A semelhança não passa de uma farsa, as duas cenas são diametralmente opostas. A lição da segunda é que na vida, nada recomeça de forma idêntica: acreditar e querer reviver o que já foi vivido é cair na armadilha da magia negra”.
“Agir é ter de sujar as mãos O adulto é aquele que abre mão de seu imaginar inocente, que assume sua parte de culpa, preço que se paga por ser lúcido”.
(sobre Severo Snape): “Snape é o grão de areia de um amor sincero que se introduz na engrenagem do assassinato e acaba fazendo tudo derrapar [...] Snape é também o meio pelo qual Rowling mostra que a penúltima verdade descoberta por aquele que se acha esperto pode levar a uma interpretação totalmente errônea: supor a partir de um fragmento, por mais precioso e verídico que seja, às vezes é pior do que estar mergulhado na ignorância completa”.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Frase do ano

"No futuro, tudo ficará bem. Eis a nossa esperança. Hoje, está tudo bem. Eis a nossa ilusão"

(Voltaire)