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domingo, 25 de setembro de 2016

Privacidade zero

Você sabia que cobrir as câmeras de notebooks e desktops é um costume comum nos escritórios do Governo dos Estados Unidos? Pois é: se quem entende do assunto quando se trata de espionagem tem esse costume, imagina-se que não seja um mito. As câmeras podem ser invadidas, controladas, ter sua posição alterada via sistema (quando móveis), e você pode ter a intimidade de sua casa gravada por estranhos. 

James Comey, diretor do FBI, afirmou que as câmeras sobre a tela utilizada nos escritórios do FBI são cobertas para que estranhos não verifiquem o que não é de sua alçada. "Se você tem um carro, espera-se que você o tranque", afirmou James. É uma boa lógica.

A privacidade está cada vez menor. Nós fazemos escolhas que envolvem privacidade em vários momentos do dia, e às vezes não nos damos conta de que somos vigiados a cada instante. A desculpa de "é para nossa segurança" nem sempre é válida. Quando o governo, ou mesmo a empresa onde você trabalha diz que está tentando te manter seguro, na verdade está tentando te controlar.
Atualmente postamos nossa opinião em comentários nos sites, publicamos fotos e vídeos em redes sociais, e fazemos tudo isso sem perceber que estamos entrando numa era de controle de massa e privacidade zero. Seja um hacker ou seja o governo, qualquer um deles pode acessar nossa vida, literalmente, e na maioria das vezes, sem percebermos.

O mundo caminha para o controle total, e a maioria das pessoas só vai acreditar nisso depois que acontecer.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

#365Livros - #Livro93 - ADMIRÁVEL MUNDO NOVO




Admirável Mundo Novo
Aldous Huxley

No ano de 632 d.F (depois de Ford, aquele mesmo, da linha de produção), mais ou menos 2540 depois de Cristo, não há mais fome, guerra, desemprego, pobreza... e a sociedade vive em suposta harmonia. Mas esta sociedade imaginada por Huxley não é uma utopia, e sim, uma distopia. Os seres humanos são produzidos em incubadoras, e programados para uma determinada função e posição social. Não há mais casamentos, mas o sexo com vários parceiros é livre. A felicidade é imperativa, e quem, por algum motivo, não é feliz, pode fazer uso livre da droga Soma, que traz contentamento imediato. A sátira de Huxley mostra os perigos da interação entre tecnologia e regimes totalitários que surgiram no século XX. Talvez uma profecia de um futuro não muito distante.

sexta-feira, 5 de março de 2010

O Novo Império Romano (continuação)

                    O Império Romano tinha uma forma interessante de conquistar os povos ao seu redor, alegando que eram  bárbaros, sem cultura, e que Roma era a luz para os povos, e iria levar civilização e liberdade a eles. Mas a verdade é que sempre houve interesse comercial ou militar por trás de todas suas conquistas. Cartago, por exemplo, dominava o comércio da época, e por isso havia interesse romano em dominar aquela região. Veja esse texto que retirei de "www.historianet.com.br": 

"Roma interessava-se pelo controle sobre a Sicília, grande produtora de trigo; terras da península Ibérica, produtora de prata e pelo controle do comércio que estava nas mãos dos cartagineses. Cartago pretendia aumentar seu raio de dominação econômica, desalojando os comerciantes gregos do Mediterrâneo. Os romanos venceram a Primeira Guerra Púnica (264 -- 241 a.C.) e passaram a dominar a Sicília, a Sardenha e a Córsega. No final do século venceram uma segunda Guerra Púnica ( 218 -- 201 a.C.) quando as tropas de Cipião, o africano derrotaram Aníbal, famoso general cartaginês, obrigando os derrotados a entregar sua frota de navios e a Espanha. Estava dominado o Mediterrâneo ocidental.
O exército fortaleceu-se, o comércio desenvolveu-se e gerou riquezas para Roma, que passou a atacar os estados Helenísticos do Mediterrâneo Oriental, aos poucos conquistados durante o século II a.C. A terceira Guerra Púnica (149 -- 146 a.C.) teve como pretexto o conflito entre os Cartago e a Numídia, aliada de Roma, foi responsável pela derrota definitiva de Cartago, e completamente arrasada pelos romanos, que passaram a dominar o Norte da África e escravizaram cerca de 40 mil homens." 


                    A idéia que prevalecia em Roma era uma idéia expansionista, "um imperador para um único império", império esse que deveria abranger todo o mundo conhecido da época. Os povos ao redor lutaram por sua liberdade, mas nunca puderam fazer frente ao poderio romano, ao exército profissional de Roma, que foi o primeiro exército treinado com disciplina e lealdade aos seus generais. Isso lembra muito um certo país... (continua...)