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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

A Imposição da "Democracia" Norte Americana.

Você já percebeu como os norte americanos são preocupados com a democracia em outros países? Sempre que há um "ditador" comandando algum país, logo os EUA começam a impor sanções com a desculpa de derrubar governos mal intencionados, "comunistas". E assim que o país está quebrado economicamente, as tropas norte americanas invadem com para "derrubar o ditador" e "impor a democracia". Que povo maravilhoso, que se preocupa com as nações que sofrem, não? 

NÃO!

O governo norte americano não está preocupado com nenhum outro povo, e às vezes não se preocupa nem mesmo com seu próprio povo, pois envia jovens para a morte em vários lugares do planeta.

O governo norte americano não se importa se um país é regido por uma ditadura ou por um governo democrático. Não se importa se as pessoas estão sem emprego ou com fome. Não se importa se o governo é comunista, fascista, de direita, esquerda, centro ou de qualquer outra ideologia. O governo norte americano se importa com DINHEIRO, PETRÓLEO, RECURSOS MINERAIS E NATURAIS. 

Trump alega querer ajudar a Venezuela, enquanto barra a entrada de alimentos  e remédios. Se ele quisesse mesmo ajudar o povo venezuelano, enviaria remédios e alimentos. Mas ao contrário disso, os norte americanos querem quebrar a Venezuela para depois tomar-lhes o petróleo. Eles invadem com a desculpa de derrubar o governo de Maduro, criam um governo provisório, mandam suas empreiteiras reconstruírem o que eles mesmo destruíram, e roubam o petróleo com alguma desculpa esfarrapada. Foi assim no Iraque, exatamente assim. Não havia armas de destruição em massa. Nunca houve.

Em 1846, os EUA invadiram o México e anexaram o Texas, por causa do ouro que havia lá.

Em 1906, os EUA invadiram CUBA para combater o povo, durante as eleições.

Em 1912, os EUA invadiram a Nicarágua com a desculpa de combater guerrilheiros e ficaram no país por 20 anos.

Em 1915 tropas norte americanas invadiram o Haiti e transformaram o país numa colônia por 19 anos, esgotando seus recursos. A pobreza que se vê hoje no Haiti é culpa dos norte americanos.

Em 1919, os EUA invadiram Honduras, colocando no poder um governo fantoche.

Em 1925, os EUA invadiram o Panamá para combater uma greve de trabalhadores.

Em 1954 os EUA invadiram a Guatemala, derrubaram o governo de Jacobo Arbenz, eleito democraticamente, e impuseram uma ditadura militar a seu serviço.

Em 1961 invadiram novamente Cuba, mas aí foram rechaçados.

E houveram outras invasões nestes mesmos países por vários anos, e também em outros lugares, como El Salvador, Porto Rico, Granada, Bolívia, Hawaí, Paraguai, Chile, Venezuela, Equador, BRASIL (através da CIA, os EUA apoiaram o golpe de Castelo Branco), isso sem falar  no Oriente Médio, no Vietnã, e tantos outros lugares. E em todos estes lugares os EUA exploraram o povo e roubaram recursos com desculpas esfarrapadas.

Entrar em um país e sequestrar seu presidente conduzindo-o à forca ou à prisão é crime contra a soberania do país. Se ilude quem acha que os Estados Unidos estão preocupados com os demais países. Tudo é interesse e ambição. E se for preciso matar uma população inteira para extrair recursos, os norte americanos farão isso.

terça-feira, 5 de março de 2013

Adiós, Chávez

Às 16h25 locais (17h55 de Brasília) desta terça-feira, dia 05 de março de 2013, faleceu Hugo Chávez, o presidente da Venezuela. Morreu aos 58 anos na capital Caracas.
 
Pessoas gritavam, o trânsito se tornou um caos, se ouviam buzinas  e cornetas, sem saber se isto significava desespero ou outro sentimento qualquer. A oposição levanta as mãos para o céu. Grande parte do povo teme pelo futuro. Não sei o que dizer de Chávez. Por alguns, considerado ditador. Por mim, considerado um perigoso líder armamentista com más intenções na América Latrina – perdão – Latina.
O vice-presidente Nicolás Maduro fala em conspiração americana contra o regime, e desestabilização do poder da Venezuela pelos americanos. Como se isso fosse novidade: Qual o país do mundo onde os Estados Unidos não se metem? Talvez na Rússia eles não se metam, porque sabem que os russos vão até o final se alguém apelar para a guerra. Você já ouviu falar em “Destruição Mútua Assegurada”? Se nunca ouviu falar, nem procure saber a respeito, pois vai ficar várias noites sem dormir...
 
O que mais me irrita sobre este fato não é a questão de Chávez ser ou não um ditador, afinal de contas, se era a vontade da maioria do povo ser governada por um ditador, o que nós, brasileiros, temos a ver com isso? Mas o que me irrita é a falta de noção e fingimento do governo brasileiro, que discordava em quase tudo de Chávez, e estava se armando até os dentes por sentir um certo “medinho” do ditador (concordo que o Exército Brasileiro precisa se equipar, mas não como se estivesse competindo com alguém) e agora vem se pronunciar afirmando que “...reconhecemos nele uma grande liderança, uma perda irreparável e sobretudo, um amigo do Brasil, um amigo do povo brasileiro”. Amigo do povo brasileiro? O que você andou bebendo, Dilma???
 
Obama, apesar do sentimento colonialista que ainda apresenta levemente (como todo presidente americano) ao menos foi sincero, dizendo que “Nesse momento desafiador da morte do presidente Hugo Chávez, os Estados Unidos reafirmam seu apoio ao povo venezuelano e seu interesse em construir um relacionamento construtivo..." e que “...os Estados Unidos estão interessados em começar um NOVO RELACIONAMENTO com a Venezuela APÓS  a morte do presidente Hugo Chávez”. Resumindo a intenção americana: QUEREMOS COLOCAR UM FANTOCHE NA PRESIDÊNCIA DA VENEZUELA E FAZER DESTE PAÍS MAIS UMA COLÔNIA AMERICANA.
 
 
Talvez não tenhamos o direito de criticar ou chamar Chávez de ditador, pois afinal de contas, um dos grandes “democratas” da história tornou-se sequestrador de seus desafetos, distribuindo seus prisioneiros pelas prisões secretas espalhadas no mundo, como Guantánamo, Abu Ghraib ou Camp Bucca,  invadindo países atrás de petróleo, alegando uma falsa democracia e civilização, e causando chacinas mundo afora, visando apenas aumento do poder econômico americano. Seu nome? George Walker Bush.
 
Adiós, comandante! Mais vale um ditador sincero morto que um democrata falso vivo.