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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Cumulus Nimbus, o Terror dos Céus

Nos meses mais quentes, ventos ascendentes ricos em vapor de água formam nuvens grandes e altas, em forma de bigorna. Em seu interior, os ventos podem chegar até 150 km por hora, e essas nuvens possuem grande poder elétrico, devido ao atrito entre as partículas de gelo em seu interior.

Uma nuvem assim é chamada de cumulus nimbus, e pode se formar em apenas vinte minutos, chegando a 17 km de altura, e a tempestade causada por ela pode durar até uma hora. A chuva que vem do centro da nuvem é torrencial, enquanto as gotas que caem das extremidades evaporam-se mesmo antes de chegar ao solo.

As cumulus nimbus são gigantes elétricos, e bloqueiam a luz solar, o que explica seu centro escuro. Podem causar grandes estragos em aviões, pois o granizo movimenta-se em seu interior em grande velocidade, o que pode danificar a fuselagem do avião. 

São lindas, e ao mesmo tempo, terríveis.




No dia 17 de março de 2014, esta "gigante" formou-se sobre a cidade de Lages, SC, e foi fotografada por Patricia Guedes:



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Prefeito de Petrópolis (RJ) cobra imposto de quem perdeu a casa na enchente


Quando estudamos administração, aprendemos que o gestor de qualquer empreendimento deve conhecer o negócio em que está atuando, compreender os processos que fazem parte de toda a operação da empresa, conhecer seus clientes internos e externos, e os problemas que ameaçam ou afetam seu empreendimento. Até os vendedores são instruídos a conhecer os clientes e seus anseios, desejos e expectativas.
Então eu me pergunto porque os prefeitos (e governadores e presidentes) não são instruídos a conhecer os problemas da região que governam? Na verdade, eles são administradores que estão a nosso serviço, nós os colocamos lá e esperamos que façam um bom trabalho. Quero parabenizar o prefeito de Petrópolis (RJ) pela falta de conhecimento dos problemas que têm afetado aquela região. Parabéns, prefeito, por não saber que o seu povo foi vítima das chuvas que levaram suas casas e demais bens. Parabéns, por desconhecer o fato de que ainda há muitos desabrigados morando em casas de parentes e amigos. Parabéns pela sua gestão, que não permite que você veja os lotes vazios – pois as casas foram levadas pela enchente – mas permite que você emita CARNÊS DO IPTU, cobrando imposto predial de casas que não existem, e cujos moradores sequer receberam apoio da prefeitura.
Somos em parte culpados pelos nossos governantes, mas o problema é que, às vezes, não acreditamos que uma pessoa possa chegar a um nível tão alto de ignorância a ponto de não se importar com os problemas daqueles que os elegeram. Prefeito, você chegou onde está graças a esse povo que você ignora, pois você já mostrou que pelo seu “conhecimento e disposição” você não estaria aí. Agora, por favor, tente ao menos reparar o estrago e o descaso de sua parte, e ajude esta gente a recuperar suas casas, suas vidas. Então, depois que o povo tiver um lugar decente pra morar, e um emprego pra se sustentar, eles pagarão o imposto pra manter você aí, pode ter certeza.

(região de Petrópolis destruída pela chuva)

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Extra! Extra! Corra que a Sandy vem aí...

Esta Sandy?
 
(imagem: Jotablog)
 
 
Não, graças a Deus é esta aqui:
 
(imagem do satélite NOAA - foto AP)
 
O furacão Sandy em formação, com ventos de até 150 Km/h, assusta os americanos. Uma amiga comentou: "Numa hora dessas, dou graças à Deus por morar no Brasil." Eu respondí: "Numa hora dessas, eu ainda preferia morar nos EUA."
Lá ainda é possível RECOMEÇAR, aqui no Brasil, depois de uma tragédia, não temos mais chance. E há no Brasil outros furacões piores, como a ignorância, o comodismo, a corrupção, a falta de bom gosto, a cultura lixo de massa e a mania de viver de aparências...
 
Mas voltando ao assunto, Sandy tocou o solo em New York, ao sul de Atlantic City há poucas horas. Uma confusão de árvores e destroços voava pelas ruas da metrópole. O caminho do furacão inclui importantes centros populacionais, como Washington, Baltimore e Filadelfia. Órgãos Públicos, escolas e até a Bolsa de Valores - que só fechou nos atentados de 11 de setembro -  estão fechados. Dois milhões de pessoas já estão sem energia elétrica e mais de um milhão de pessoas receberam ordens para deixar suas casas. O medo tomou conta da população e até a campanha eleitoral foi adiada. A previsão dos prejuízos é de vinte bilhões de dólares.
 
(imagem: Blogcitário)

domingo, 10 de junho de 2012

Xote ecológico - Luiz Gonzaga



Mesmo quem não gosta de música nordestina - eu, por exemplo - consegue perceber claramente a diferença entre grupos e cantores da atualidade e antigos cantores, como Luiz Gonzaga, regionalista de verdade.
Agradecimentos: Vander

sábado, 26 de março de 2011

Como ocorre um terremoto

O terremoto é uma oscilação rápida e freqüentemente violenta da superfície da Terra (do solo ou do fundo do oceano) provocada pela fricção interna das partes móveis da crosta terrestre. Enquanto os tremores suaves podem ocorrer em qualquer região do globo, os grandes terremotos geralmente ocorrem perto das bordas das principais placas que constituem a crosta e ao longo das elevações no meio do oceano, onde uma nova crosta está em formação.

imagem: revistaescola.abril.com.br


O alcance e o impacto dos terremotos depende da energia que liberam; seu ponto de origem está geralmente localizado em uma profundidade não superior a 30 km, sendo denominado foco. O epicentro é o ponto da superfície terrestre localizado verticalmente acima do foco.
São vários os tipos de ondas que resultam de um terremoto. O primeiro é o das ondas superficiais, muito fortes perto do epicentro e responsáveis pelos maiores danos de um terremoto. Como sua intensidade se reduz muito rapidamente, torna-se impossível detectá-las, em regra, a uns 320 quilômetros do epicentro, embora as ondas longas, muito mais fracas, possam percorrer grandes distâncias. Mas, a uma certa distância do epicentro, as ondas observadas geralmente percorrem o próprio interior da Terra, recebendo a denominação de ondas primárias e ondas secundárias. Por se deslocarem com maior velocidade, as ondas primárias chegam antes ao observatório. Além disso, as ondas secundárias praticamente não conseguem atravessar as massas líquidas.


imagem: zerohora.clicrbs.com.br

A escala Richter

Os abalos sísmicos são classificados de acordo com a energia mecânica, ou onda de choque, que liberam. A convenção usada para medí-la segundo uma simples pontuação é a escala Richter, introduzida em 1935 pelo sismólogo americano Charles Francis Richter (1900 - 1985). Ele pretendia empregá-la apenas para avaliar a intensidade de terremotos no sul da Califórnia, detectados por um sismógrafo. A partir dessas primeiras experiências de Richter, os abalos mais fracos receberam valores próximos de zero e a escala foi construída de forma que o acréscimo de cada ponto ou unidade representasse um aumento equivalente a 10 vezes na magnitude do terremoto. Pela convenção, o zero eqüivale aproximadamente ao choque produzido no chão por um homem que salta de uma cadeira. Devido a seu método objetivo de avaliação, a escala Richter foi adotada como padrão universal.


Sismógrafos

Os aparelhos destinados ao registro dos terremotos, denominados sismógrafos, se baseiam na obtenção de um ponto relativamente fixo, o qual, enquanto a Terra se move conserva, por assim dizer a mesma posição no espaço. Para registrar os movimentos verticais, utiliza-se uma massa suspensa de uma mola em espiral que está presa a um suporte. Essa massa é provida de um estilete cuja extremidade roça suavemente um cilindro arrastado por um movimento de relojoaria e no qual está fixado um papel recoberto de negro de fuligem. Enquanto a crosta se encontra em repouso, o estilete marca no cilindro uma linha horizontal, porém, ao se produzir uma sacudidela vertical, a massa oscila e o estilete vai traçando uma linha mais ou menos ondulada, segundo a intensidade do movimento.
Os sismógrafos para o registro dos movimentos horizontais têm a massa colocada no extremo de uma vareta horizontal, suspensa por um fio cujo extremo se encontra na mesma vertical. O estilete da massa vai marcando sobre o cilindro a linha sinuosa das oscilações a que está submetido a massa do aparelho como resultado dos movimentos horizontais do solo.
Os sismógrafos mais modernos são eletromagnéticos, feitos de material eletricamente indutivos e dotados de uma bobina, com que se produz uma corrente elétrica ao se mover o pêndulo. O amortecimento também é eletromagnético. De alta sensibilidade, o aparelho possui uma saída para o computador, para análise da informação.


imagem: spb.fotolog.com


texto: Marcio Morais, do site http://www.tutomania.com.br/