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sábado, 9 de novembro de 2019

30 Anos da Queda do Muro de Berlim

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha - bem como o mundo todo - foi dividida em zonas de influência soviéticas e americanas. Comunismo e Capitalismo. Havia a República Democrática Alemã, pertencente aos russos, e a República Federal da Alemanha, pertencente ao bloco Ocidental. O problema é que Berlim ficava na parte oriental da Alemanha, que coube aos soviéticos...

Para resolver a questão, e evitar o contato entre capitalismo e socialismo, os líderes Walter Ulbricht e Nikita Kruschev construíram um muro dividindo Berlim. A construção começou em 1961, e ficou pronto em dois anos.

Uma curiosidade: o presidente russo, Vladimir Putin, na época era um oficial da KGB e trabalhava na Alemanha Oriental.

Com a mudança do modelo econômico na URSS a partir de 1980, e a falha das medidas econômicas conhecidas como Glasnost e Perestroika, o modelo comunista começou a desmoronar, e a queda foi inevitável.

Junto com a velha URSS, caiu também o muro. Na verdade, foi derrubado: em 09 de novembro de 1989, cidadãos de ambos os lados de Berlim, munidos de martelos e outras ferramentas, puseram abaixo várias partes do muro. No ano seguinte, ocorreu a reunificação da Alemanha, e a divisão acabou.

(algumas partes do muro ainda são mantidas em pé, como memorial histórico)

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

A Revolução dos Bichos - George Orwell

Terminei de ler este livro, que foi publicado em 1945 no Reino Unido. Uma crítica ao totalitarismo da União Soviética de Stalin, e atualmente, ainda é válida como um alerta a qualquer tipo de governo autoritário e hipócrita, seja ele de direita ou esquerda.

A fábula mostra perfeitamente como os ideais de uma sociedade justa - por mais bem intencionados que sejam - podem tornar-se uma ameaça quando impostas por um líder autoritário. 

A ignorância e a exploração dos trabalhadores - que desconhecem o seu poder e importância como geradores de riqueza - são o combustível para a manutenção da elite. Um líder autoritário, como o porco Napoleão da fábula, pode distorcer os ideais, manipular a história, e fazer alianças justamente com quem tratava antes como inimigo. Não há preocupação com os menos favorecidos, há somente interesse próprio.

O socialismo falhou, e a ditadura de Stalin matou milhões de pessoas, matou mais que o nazismo. O capitalismo também falhou, e somente permanece porque é o modelo econômico que favorece a elite. Se houvesse justa divisão de renda, o capitalismo seria viável, pois o único problema deste modelo econômico é que após a geração de lucro pelo trabalhador, este fica com a menor fatia, não há justa divisão. E se considerarmos todas as pessoas mortas em guerras por petróleo e território, e todas as pessoas que morrem de fome devido à exploração, o capitalismo matou muito mais que Stalin.

Em tempos de falsos leões (que na verdade também são porcos), o livro de George Orwell é uma obra que indico a todos. Juntamente com "1984", do mesmo autor, "Fahrenheit 451" de Ray Bradbury, "Admirável Mundo Novo" de Aldous Huxley e "Laranja Mecânica" de Anthony Burgess formam uma biblioteca indispensável de alerta sobre os perigos da desinformação, da manipulação de ideias e fatos, da perda de liberdade em prol de segurança, da falta de consciência de classe e da falsa esperança de que líderes autoritários são a solução para países em desenvolvimento.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Trump e suas "revisões"

Novamente o presidente americano resolveu "revisar" acordos comerciais. O alvo agora é Cuba, e como Trump não sabe fazer nada de bom, resolveu estragar o que Obama fez. Em um pronunciamento em Miami, afirmou que a Casa Branca vai reverter parte da abertura nas relações com Cuba, cancelando alguns acordos e retomando algumas restrições contra a ilha de Castro.

Durante o discurso, o presidente chegou a afirmar que os americanos não se calarão diante da opressão comunista... Em que ano esse maluco acha que está? Alguém da Casa Branca, por favor, dê um calendário pra ele! A Guerra fria acabou!

Tanta coisa pra consertar internamente, e Trump prefere estragar o que Obama fez, e alfinetar países que ele considera como ameaças. Ele poderia muito bem utilizar seu tempo para reformar política e economicamente seu país, ou até mesmo pagar suas dívidas pessoais, que - de acordo com um relatório de 98 páginas divulgado pelo Escritório de Ética Governamental dos EUA - chegam a 315 milhões de dólares para credores alemães, americanos e de outras nacionalidades...

quarta-feira, 17 de maio de 2017

O Keynesianismo

Todos sabemos - creio eu - que há duas principais teorias econômicas que influenciam e moldam o mundo em que vivemos: O Socialismo e o Capitalismo.

O Socialismo, que deveria ser um caminho para o Comunismo, foi teorizado mais profundamente por Karl Marx. É o fim da propriedade privada. É a valorização total do trabalhador. Infelizmente, por culpa do ser humano, o Socialismo não funcionou conforme foi teorizado, pois o homem em sua astúcia sempre quer tirar proveito de tudo, sempre corrompe o sistema, por melhor que o sistema seja.

Já o Capitalismo é a desvalorização do trabalhador. O endeusamento do capital, a sujeição do ser humano à categoria de engrenagem de uma máquina alimentada por suor, que gera lucro para o empregador. E o mais interessante sobre o Capitalismo é que este sistema também não funciona, mas pela influência da mídia paga pelos empresários, e pela manipulação das massas por aqueles que detém o poder econômico, o povo ignorante pensa que o sistema funciona, e se submete à desvalorização de seu próprio esforço de trabalho em troca de um fim de semana de descanso, futebol na TV, algumas cervejas e um churrasco...

Mas lá no começo do século XX um inteligente economista inglês chamado John Maynard Keynes propôs uma nova organização político-econômica que colocava o Estado como agente indispensável na Economia. Keynes afirmava que a Economia não se regula sozinha, conforme o pensamento dos Capitalistas, mas que o Estado deve intervir para proporcionar condições iguais a todos os envolvidos no sistema. Foi o Keynesianismo que salvou os Estados Unidos da crise de 1929, através do New Deal, Roosevelt trouxe o Estado de volta ao crescimento da economia e isso foi condição indispensável para a recuperação do país.

O modelo de Keynes não é a Estatização da Economia - como fizeram algumas potências comunistas -  mas o Estado assume um papel de regulamentação, intervindo na Economia sempre que a ambição desmedida do empregador se esquece das necessidades do trabalhador. Nos países da Europa Setentrional, as ideias de Keynes foram bem aceitas, e geraram o que se chama hoje de Estado do Bem-Estar Social.

No modelo de Keynes, o Estado deve:

- Intervir na Economia, atuando em áreas onde a iniciativa privada não quer ou não tem capacidade para atuar;

- Criar ações politicas voltadas para o protecionismo econômico;

- Parar o Liberalismo Econômico;

- Criar medidas que levem ao pleno emprego, equilibrando a capacidade de demanda e produção, indiferente à ganância dos empregadores;

- Estimular a Economia em momentos de crise;

- Criar políticas fiscais evitando o descontrole da inflação.

Essa interessante teoria - que já se provou excelente na recuperação de países após grandes crises e até mesmo após a Segunda Guerra Mundial - vem sendo barrada pelo Liberalismo Econômico, pelo Capitalismo, pela ganância de empregadores que se dizem "preocupados" com os trabalhadores, mas na verdade só se preocupam com seu bolso. Se você quer conhecer mais sobre o modelo Keynesiano, procure o livro A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, publicado pela primeira vez em 1936 por John Maynard Keynes.

domingo, 27 de novembro de 2016

Morre Fidel Castro, líder cubano

Antes que comecem a me criticar - pois já fui chamado de petista, comunista, socialista e etc - quero lembrar que não sou da turma do "morreu, virou santo". Fidel era um ditador comunista e como todo ditador que se preze, matou muita gente, torturou muita gente, censurou a imprensa e mentiu muito (o que políticos de direita também fazem muito bem).

Ele nasceu em 13 de agosto de 1926 em Birán e morreu em Havana na noite de 25 de novembro deste ano. Admirava Marx e Lênin e acabou com a ditadura do Batista, que fugiu em 1º de janeiro de 1959. Interessante lembrar que Fulgêncio Batista era apoiado pelo governo americano, e por isso estava "tudo certo". Fidel tomou o poder, nacionalizou as indústrias, eliminou as dissidências e instalou um governo socialista autoritário unipartidário. Criou novas leis, dentre elas a lei da reforma agrária, melhorou a saúde e a educação, enfim, fez coisas que capitalistas não gostam.

Cubanos nos EUA comemoraram a morte de Fidel. Não sabem eles como Trump os ama. Brasileiros de esquerda elogiam Fidel. Brasileiros de direita comemoram sua morte. Vejo a morte de um líder, um líder cruel, um ditador comunista, mas um líder. Já fui criticado no twitter por chamá-lo de líder, mas estou avaliando-o não como exemplo de ser humano, mas como LÍDER.

Li em alguns sites listas de crimes de Fidel, e - por mais absurdo que isto seja - incluíram em seus crimes o fato de " tornar Cuba uma colônia da Rússia" e "quase causar uma guerra mundial nuclear". O mais triste é que o autor da matéria é um historiador. Gostar da Rússia agora é crime? Vejo o governo russo como um mal necessário, alguém que freia os EUA em sua ambição desmedida. O governo americano mete o bedelho em todos os países do mundo. Agentes dos EUA influenciam, torturam, matam, mentem, espalham boatos, criam protestos, derrubam governos e mandam nos países pobres, e ninguém chama isso de autoritarismo. Até a campanha para desacreditar Getúlio Vargas, o que culminou em sua morte, foi influenciada pela CIA. Os EUA quase causaram guerras mundiais nucleares em vários lugares do mundo (sem falar de Hiroshima e Nagasaki). Há postos militares americanos em todos os cantos do planeta, mas isso ninguém percebe. Se a Rússia não existisse, imagina quão maior seria a influência dos EUA em seu imperialismo econômico, cultural e político.

Fidel nos tempos da guerrilha

O mundo não estava preocupado com quem Fidel torturou ou matou. O mundo estava preocupado com o fato de Fidel ser um amigo da Rússia e estar ali na porta dos fundos dos EUA. Ouvi líderes de países dizendo que o socialismo não funcionou em Cuba. E o capitalismo funciona no mundo? Para a minoria rica e proprietária dos grandes conglomerados funciona. Para a classe média iludida com carros do ano funciona. Para os jovens que chamam de "objetivo de vida" uma existência baseada em aparência e status, funciona. Eu gostaria de saber quem se importa com a mão de obra praticamente escrava que produz a tecnologia do mundo, quem se importa com os braços cansados que produzem nossos alimentos numa terra que não é sua. Quem se importa? Alguém se importa com as crianças feitas soldados nas guerras civis da África? Com o refugiados árabes? Com as minorias étnicas? Alguém se importa? É ignorância pensar que o capitalismo funciona. Aceitamos e vivemos num mundo capitalista porque não temos escolha, não mandamos no mundo, não mandamos sequer em nossas vidas e nunca mandaremos. O socialismo não funcionou. O comunismo não funcionou. Talvez, se fosse feito exatamente o que Marx pensou, teríamos um mundo diferente, mas ninguém compreendeu. E não são os sistemas econômicos o problema, mas os seres humanos gananciosos que comandam os países.

Fidel morreu, e com ele morreu uma era de lutas contra o imperialismo americano. Um líder, um criminoso, um lutador, um ditador assassino. Sem ele, Cuba seria hoje um outro Haiti, uma colônia americana produtora de açúcar, destruída pelo tráfico de drogas. Alguém se importa com o Haiti? Há muitos ditadores por aí, eles apenas não usam esse título. Há muitos assassinos que usam a mão de agentes secretos para cometerem seus crimes. Há muitos criminosos comandando países poderosos, eles usam terno e gravata em lugar de uniformes militares.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

#365Livros - #Livro200 - A RESPOSTA À BIBLIA DE MOSCOU




A Resposta à Bíblia de Moscou
Richard Wurmbrand

Diante de tamanha força de vontade, minha abalada fé se sente envergonhada. Deus não dá a ninguém uma cruz mais pesada do que o que se possa carregar. Mas que Deus é esse que sabe o que você vai passar, mas fica alheio à maldade do mundo, à crueza do ser humano? Será ele capaz de condicionar sua salvação à sua sorte de ter tido, em vida, a oportunidade de conhecer um homem chamado Jesus?
Uma música evangélica diz que ou você questiona, ou você adora. Eu acho isso uma palhaçada enorme, porque se Ele existe, foi ele próprio que me deu inteligência. Foi ele quem deu o start no mundo, até chegarmos onde estamos. O próprio Jesus questionou, mas também foi obediente.
Assim, também o foi Richard Wurmbrand. Perseguido pelo comunismo, por traz da cortina de ferro, Richard foi torturado, perdeu a família, perdeu a dignidade humana, mas não perdeu a fé. Porque se submeter a tanta atrocidade por um Deus que nem olha por você, que não faz nada para te salvar? Eu não sei. Eu perdi a minha fé. Talvez depois de falar isso o Marvin nem olhe mais na minha cara... mas eu não posso mentir para mim mesma, até porque se Ele existe, saberá que estou mentindo.
Então, não sei qual o propósito de tanto sofrimento para um ser indiferente. Os crentes bitolados vão dizer que Ele não é indiferente, eu que sou indiferente, eu que não sou obediente... eu quero crer nisso, que Ele não é indiferente, que Ele tem o bastão da justiça, e que assim como o Sr. Wurmbrand conseguiu sua recompensa depois de se manter firme na sua fé, aqueles que andam pelos caminhos corretos também terão sua recompensa. Eu quero crer nisso.
Mas é difícil.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

#365Livros - #Livro172 - O MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA (MARVIN)



O Manifesto do Partido Comunista
Friedrich Engels e Karl Marx

“A história de toda a sociedade até hoje é a história de luta de classes. Homens livres e escravos, patrícios e plebeus, barões e servos, mestres e companheiros, opressores e oprimidos, sempre estiveram em guerra, numa luta que sempre terminou com uma transformação revolucionária de toda a sociedade ou com o declínio comum das classes em luta.”
Comunistas de várias nacionalidades reuniram-se em Londres e esboçaram o manifesto comunista, manual do comunismo que, infelizmente, foi mal administrado e distorcido, tornando-se como um espectro a rondar a Europa e o resto do mundo, um fantasma a ser caçado pelas nações ditas “civilizadas”. Este livro é um resumo dos ideais, do modo de ver, dos objetivos e tendências comunistas, opondo-se à lenda do espectro, mostrando o que deveria ter sido o comunismo pensado por Marx e Engels.

terça-feira, 16 de abril de 2013

#365Livros - #Livro106 - O CAPITAL (Marvin)



O Capital (Das Kapital)
Karl Marx
Crítica ao capitalismo e à economia política desenvolvida por um alemão descendente de judeus. Marx foi um intelectual e revolucionário, além de economista, filósofo, historiador, teórico politico e jornalista. Obra de extrema importância para quem deseja entender os fundamentos do socialismo como Marx o pensou. É a origem do pensamento socialista marxista, e explica muitas ações da velha Rússia. Dividido em três tomos, um lançado em vida, os outros dois são obras póstumas. Alguns afirmam que o último foi escrito por Engels, amigo de Marx. Em 1872, quando a censura russa liberou aquele livro enorme escrito em alemão por achar que era muito complexo para ser perigoso, não sabia o que estava fazendo. Algum tempo depois, perceberam o poder das ideias socialista de Marx, que influenciaram áreas como Filosofia, Geografia, História, Direito, Sociologia, Literatura, Pedagogia, Ciência Política, Antropologia, Biologia, Psicologia, Economia, Teologia, Comunicação, Administração e Design. Por esses motivos, podemos avaliar o poder de uma ideia, quando bem desenvolvida.

sábado, 5 de maio de 2012

Isso era Humor Inteligente

Jô Soares fazendo piada sobre Ilhas Malvinas, segregação racial, rixa esportiva entre Brasil e Argentina, comunismo e outras cositas mas... Muito bom. Isso era humor inteligente.