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sábado, 11 de março de 2017

Reuniões de escola

Reuniões de escola, além de serem importantes para o bom andamento de um grupo escolar que se preze, é sempre interessante. Há sempre aqueles pais que estão ali para obterem informações a respeito do comportamento de seus filhos, e sabemos que essa categoria de pais educam seus filhos e os "mantém na linha".

Mas há também uma outra categoria: aquela que pensa equivocadamente que os professores são pagos para fazer o que eles não fazem. Pensam que  seus filhos devem ser educados na escola, quando a educação deve vir de casa. Os professores estão lá para instruir nossos filhos, mas a educação somos nós quem devemos dar.

É tão difícil deixarmos de lado as redes sociais e outros afazeres inúteis e darmos um pouco de atenção às nossas crianças? Ouvi pais pedindo que os professores incentivassem seus filhos à leitura... mas esses mesmos pais não gostam de ler! O melhor incentivo para que uma criança leia é ver seus pais lendo nas horas vagas!

Não criamos nossos filhos para nós, e não devemos criar nossos filhos para serem fracos ou idiotas. Estamos colocando nossas crianças acima das regras, acima do bom senso, estamos estragando sua moral fazendo-os pensar que são importantes demais. Queremos que nossas crianças sejam educadas, mas não gostamos quando um professor exerce sua autoridade em sala de aula. Queremos que sejam responsáveis mas não gostamos quando a diretora não permite a entrada de uma criança que chegou atrasada sem justificativas.

Precisamos valorizar mais os bons professores, e precisamos ser um pouco mais duros com nossos filhos. Já fazemos parte de um povo "complicado", se não criarmos bons cidadãos, não haverá um futuro decente neste país.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Seja um Fracassado (Gustavo Reis)

O professor Gustavo Reis teve coragem para ser aquilo que realmente gosta de ser: um professor de matemática. Em todos os casos, para todas as pessoas, a vida deveria ser sempre mais importante que o trabalho, pois amar o que faz é essencial para o ser humano.

Ganhar pouco pode ser visto pelos outros como sinônimo de fracasso, mas se mesmo ganhando pouco nos sentimos bem onde trabalhamos, isso pode ser a nossa felicidade.

Em poucos minutos, Gustavo convida os demais professores a fazer algo que talvez nunca fizeram em suas vidas: ENSINAR DE VERDADE ALGUMA COISA A ALGUÉM.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Estágio: ao Mestre com carinho



Gostaria de abrir meu coração hoje... faço faculdade de licenciatura em Ciências Biológicas, e iniciei uma etapa muito importante dos meus estudos em agosto do ano passado: o estágio. Como acadêmica de licenciatura, preciso obrigatoriamente fazer o estágio na área da educação. No ano passado, encerrei o primeiro estágio, mas preciso fazer mais dois até o final do ano, e é a partir do segundo que inicia a parte mais hardcore do estágio, a regência, ou seja, PRECISO DAR AULA.

Mas você não está fazendo faculdade para dar aula? Então, tem que dar aula!

Sim, é claro que eu sei disso, mas isso não é impeditivo de sentir calafrios, paranoias, vergonha de falar em público, medo de se perder nas explicações, e todas as angústias que um calouro na vida docente tem. Além disso, eu não pretendo lecionar, pretendo trabalhar como bióloga, não como professora. Eu faço licenciatura porque na minha cidade não tem bacharel, e o Conselho de Biologia permite que um licenciado tenha registro, assim como o bacharel.

Iniciei esta segunda etapa agora, no início de março. Se tudo ocorrer sem imprevistos, minhas regências serão no início de abril. Já tenho muitas ideias, mas também medo de não dar conta, medo de me perder no conteúdo, além da vergonha de falar para os alunos. Tudo isso infelizmente é normal, apesar de gostar muito do que estudo, nunca lecionei, será uma experiência muito nova. Minha sorte é que já trabalho em uma escola, conheço bem sua dinâmica e conheço um pouquinho da dinâmica da sala de aula.

Neste mês de março, farei apenas as observações da sala, acompanhando a professora titular. Já conheço a turma do ano passado, é um 7° ano muito bom – embora um pouco mais agitado do que os deixei no ano anterior...... estou tentando me preparar, estudá-los bem, para fazer o melhor que puder.

A verdadeira casta superior é a dos professores, e não falo isso por causa de minhas colegas professoras. Infelizmente, há muito professor que não faz jus a sua nobre tarefa. Sem um professor, ninguém aprende. Ele é o pai e a mãe de todas as outras carreiras. Ele é o exemplo do estudante, o guia, o amigo.  Acompanhar a rotina de uma escola já me fez perceber o significado dessa profissão, e meu estágio me fez e faz redescobrir isso. Espero responder à altura, embora me sinta bastante constrangida para dar aula. Não tenho vocação para esta profissão, e é justamente por isso que admiro tanto os professores.

Boa sorte para mim..........

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Ao mestre com carinho

Um ano, oito meses e treze dias após ter entrado no mundo da educação como profissional, pela primeira vez me "toco" de que Joanne Rowling, a autora de Harry Potter, é professora, de língua inglesa. Rowling, inclusive, viveu um tempo em Portugal, trabalhando como professora. Anexo a isto, me lembro das dificuldades financeiras pelas quais ela passou na época em que sua mãe faleceu e ela começara a esboçar o primeiro livro, A Pedra Filosofal, isso nos idos de 1991, 1992 e adjacências. Rowling criou sua história dentro de um colégio interno, e parecia transpirar, em suas palavras, o carinho que um professor - um professor de verdade - tem com seus pupilos. Sentia-me, como todos os fãs, quase pertencente a Hogwarts, sentia a lástima de saber que aquela escola não existia nesse detestável mundo real.

Hogwarts só era esse oásis de paz por causa do jeito acolhedor de Rowling - uma professora - escrever, em primeiríssimo lugar. Derivado disso,  pelos personagens que ela criou, os protagonistas que amamos, as aventuras que viveram, e, lá no fundinho, os professores. Uma Minerva McGonagall da vida e assustadora para um calouro de primeiro ano, uma criança de onze anos que tira meleca do nariz com os dedos, mas, ao final do sétimo livro e da última batalha, é a guerreira que nos encheu de orgulho por ser tão rígida quando necessário, mas acima de tudo justa. Todos os outros professores, amados em maiores ou menores graus, significaram muito para leitores e alunos. Por fim, não preciso falar o que representa Alvo Dumbledore, e Snape.... ah, Snape.....


Na vida real não é diferente. Eu não sou professora nem aluna, eu tenho uma posição singular dentro da escola, e percebo que os professores tem seus alunos amados e odiados, da mesma forma que os alunos tem seus sentimentos variados pelos professores. E esses são amados, são exemplos, são aqueles professores queridos, que movem as lágrimas dos alunos na formatura. E eu mesma, mesmo sem ser professora, percebo o carinho destes alunos. Hoje mesmo, pela manhã, encontrei três alunas, e elas te cumprimentam, te chamam de professora, mesmo você não sendo, e esse carinho é genuíno. É perceptível quando eles te odeia, da mesma forma que é perceptível quando eles te amam.

Quando são os pequenos, então, aqueles que ainda estão engatinhando, aprendendo a falar, sendo "alfabetados" - essa pérola saiu da sala do Pré I, semana passada - o carinho é definitivamente autêntico e gratificante. E sei que quando sair desse emprego, será o que mais doerá em meu coração, esse carinho, essa proximidade, de família, jamais encontrarei em nenhum outro emprego, essa força que te move a ir trabalhar, quando sua vontade é nunca mais sair de casa, existe somente em uma escola.

Essa é minha visão, alguém que não é nem professora nem aluna, alguém que vive a força no fogo cruzado do administrativo escolar. Mas já fui aluna, tive professores horríveis mas tive professores maravilhosos, que me motivaram e que nunca esquecerei. Hoje, na faculdade, também sou aluna, e aluna da Camila, uma pessoa forte, inteligente, que me motiva a vier mesmo quando eu não quero. E sou aluna na vida. Nesta, meus maiores professores são minha mãe, que, na sua ignorância, me ensina a ser grande e forte, com sua humildade, e meu colega de blog, o Marvin, minha fonte de alegria e inspiração, alguém que literalmente me ergue quando caio, alguém que me aceitou como sou, e me aceita. Vocês não são professores ao pé da letra - o Marvin já foi, e quer voltar a ser - mas me ensinam a viver. A vocês, à Camila, a todos os mestres que me motivaram, muito obrigada por tudo. E a professora Rowling, obrigada pelo Harry. E por tudo. 




segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Dia do mestre


Eu vivo uma situação ímpar. Eu trabalho em uma escola. Mas eu não sou professora. Eu passo 90% do meu dia dentro da secretaria, e 80% desse tempo na frente do computador. No entanto, meus momentos mais felizes são quando preciso ir no berçário, ou maternal, ou qualquer sala com crianças pequenas. Em geral, professores com especialização – ou seja, os professores de disciplinas, português, matemática, história... – tentam fugir das crianças menores. Eu me sinto realizada quando entro na sala dos pequenos. Eles gostam de você de verdade. Se não gostam, não fingem que gostam, e se gostam, gostam mesmo. São gratificantes demais esses momentos com os pequenos, e mesmo eu, que não sou professora, me emociono.
Quero parabenizar esses professores que assumem a responsabilidade gigante de ensinar crianças, agüentar a bagunça, o gritaria, as perguntas capciosas, e tentam garantir um futuro para seus alunos, através da educação. Mas não só meus quase colegas de alfabetização, mas a todos os professores, todos. Ensinar é a mais nobre das artes. É uma arte sim, enfrentar o desafio de uma sala cheia de crianças, ou de adolescentes fervendo, com suas risadinhas irritantes e sua inacreditável falta de atenção e vontade para assistir as aulas. É uma arte, um desafio, que aqueles que aceitam e cumprem com honra, merecem nossa admiração sempre. Como eu os “invejo”. Quem sabe um dia eu consiga fazer parte desse nobre rol.
A meus colegas de trabalho, em particular, meu abraço, meu carinho, e minha admiração.



Professora Rafaela, melhor professora de história depois do Marvin, e os alunos prodígio Lucas e Eduardo.

Dia do estudante.


Dia das mães.
 
Idem.

Festa junina (meus amores do 2° ano).


Professora Cláudia, ciências, o gestor e Crislaine, 9° ano 2, recebendo o trofeu de escola protetora do meio ambiente, na última quarta, 10/10/2012.