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segunda-feira, 22 de maio de 2023

Realidades Paralelas

Em meio a tanta discussão sobre realidades paralelas, simulação e multiversos, eu gosto de pensar nos outros "eus" que estão em algum lugar vivendo uma vida diferente da minha. E gasto um bom tempo pensando em como eles reagem à sua existência, se estão melhores ou piores que eu.

Acredito que em algum lugar há um "eu" que foi pra Marinha aos dezessete anos, virou oficial, fez carreira, tem um bom apartamento próximo a uma das bases da Marinha. Viaja por aí, fala outros idiomas, tem uma família que reconhece seu esforço e o admira. 

Há também um outro eu que não entrou em uma grande empresa, mas trabalha num terminal rodoviário, e mora com sua esposa numa casinha de madeira numa rua esquecida e pouco movimentada atrás de uma serraria desativada, e é feliz.  

Há também (e aqui eu exagero) um "eu" que foi pra igreja católica, se tornou padre, aproveitou a oportunidade de conhecimento que a igreja pode oferecer, e estudou muito. Estudou filosofia, sociologia, teologia, história, hebraico, grego, e por seu conhecimento conseguiu trabalho em Roma. E vive lá, num apartamento pago pelo Vaticano, organizando arquivos e livros de uma biblioteca da igreja romana, e produzindo estudos sobre o cristianismo.

Há também um "eu" que se tornou professor. Um "eu" mais desinibido, com mais coragem de falar em público.

Seria bom vê-los em suas vidas, sem que soubessem. Conhecer seu dia a dia, seu trabalho, sua família, seus amigos. Será que estão contentes? Será que se tornaram arrogantes? Será que por terem vencido, vivem espalhando na internet esse discurso chato e insuportável de "cheguei aqui porque me esforcei"?

A vida é boa ou ruim? O esforço é válido? Quem venceu, se esforçou? Ou foi somente um golpe de sorte? A vida é justa? 

Se essas perguntas fossem respondidas, acredito que muita coisa se esclareceria. E talvez não precisássemos de universos paralelos para que, em um deles ao menos, pudessemos vencer.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Planeta dos Macacos: O Confronto

Pra quem achou chato o primeiro filme, que falava sobre o surgimento de Cesar, o macaco inteligente que foi a origem da história. Toma!!!

Excelente produção. Veja o desfecho de tudo.

Dirigido por Matt Reeves.

Estreia em 24 de julho.

Eu torço pelos macacos.


terça-feira, 5 de novembro de 2013

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

#365Livros - #Livro291 - FILHOS DO FIM DO MUNDO


Filhos do Fim do Mundo
Fabio Madrigal Barreto

Siga o caminho de um repórter dividido entre sua profissão e sua família, pois ele precisa proteger as pessoas que ama, e ao mesmo tempo, descobrir o que causou a morte de todas as crianças que nasceram nos últimos doze meses. Nesse caos, até filhotes e plantas novas morreram misteriosamente, e uma longa investigação é iniciada.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

#365Livros - #Livro21 - ESTE MUNDO TENEBROSO (1)


Este Mundo Tenebroso (1)
Frank E. Peretti

Os problemas, as angústias e tristezas enfrentados na Terra pelos humanos são apenas sombras de algo muito maior e mais poderoso, uma guerra espiritual travada incessantemente entre anjos e demônios. O objetivo desta guerra? A alma humana e o domínio da Terra. Um pastor de uma pequena igreja americana e um repórter que abandonou a vida estressante da cidade grande se vêem no meio deste fogo cruzado, buscando entender os acontecimentos e ao mesmo tempo salvar suas vidas e seus amigos.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Armadilha em Marte

2030. A nave viajara por oito meses, cobrindo os cerca de 60 milhões de quilômetros entre a Terra e Marte. Tudo correu tranquilamente durante a viagem. Desde a Curiosity em 2012, os sistemas de pouso foram bastante aperfeiçoados, e graças às fotos e informações coletadas, todos estavam tranquilos quanto ao desempenho da missão, e esperavam por um pouso sem problemas.

Uma emoção muito forte tomou conta dos quatro astronautas que agora se aproximavam de Marte, chegando cada vez mais perto do planeta vermelho nessa missão sem volta. Sem volta, sim, porque sabiam que ao menos por enquanto não havia tecnologia para promover uma decolagem em direção a Terra. Mas estavam felizes. Despediram-se de suas famílias com um aperto no peito, mas saíam do planeta Terra para entrarem na história. A expansão humana necessitava desse sacrifício.

Um americano, um inglês, um indiano e um russo: todos cientistas e pilotos, solteiros (de acordo com exigências do projeto), e dispostos a dar o máximo de si no desenvolvimento da primeira base humana em Marte.

Quando a nave já estava se aproximando da “janela” que tornaria possível sua chegada segura ao solo, uma luz fortíssima, como se fosse um flash gigante, cegou temporariamente os ocupantes da nave e desligou os motores e todo o sistema de navegação. O desespero tomou conta da tripulação, mas perceberam que a nave, embora totalmente desligada, não estava caindo, mas sim pousando vagarosamente.

O movimento cessou e tudo ficou quieto. Os tripulantes, já com seus equipamentos especiais para desbravarem Marte e sobreviverem à sua atmosfera, abriram a porta lateral da nave e desceram, mas não estavam pisando em areias vermelhas pela ação do óxido de ferro, e sim, num amplo e plano piso feito de placas que pareciam lava vulcânica petrificada. Olharam para cima e perceberam o teto, como vidro. O que houve com as imagens e os dados coletados em longos anos de pesquisa? Estariam sonhando?

Foi quando a voz soou. Não se propagou em ondas físicas, mas soou alto na mente de cada tripulante. Todos ouviram ao mesmo tempo, cada um ouviu em seu próprio idioma, e todos se desesperaram juntos, mas não havia mais volta, a armadilha funcionara. Calmamente e ao mesmo tempo terrível, a voz disse:

- Enfim vocês chegaram. E a maior prova de seu despreparo é acreditarem que são desbravadores, enquanto na verdade, são parte de um experimento. Foram enganados por seus sentidos, e aceitaram um convite a uma armadilha. Poderemos estudá-los com calma, afinal, ninguém espera pelo seu retorno.