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segunda-feira, 22 de maio de 2023

Realidades Paralelas

Em meio a tanta discussão sobre realidades paralelas, simulação e multiversos, eu gosto de pensar nos outros "eus" que estão em algum lugar vivendo uma vida diferente da minha. E gasto um bom tempo pensando em como eles reagem à sua existência, se estão melhores ou piores que eu.

Acredito que em algum lugar há um "eu" que foi pra Marinha aos dezessete anos, virou oficial, fez carreira, tem um bom apartamento próximo a uma das bases da Marinha. Viaja por aí, fala outros idiomas, tem uma família que reconhece seu esforço e o admira. 

Há também um outro eu que não entrou em uma grande empresa, mas trabalha num terminal rodoviário, e mora com sua esposa numa casinha de madeira numa rua esquecida e pouco movimentada atrás de uma serraria desativada, e é feliz.  

Há também (e aqui eu exagero) um "eu" que foi pra igreja católica, se tornou padre, aproveitou a oportunidade de conhecimento que a igreja pode oferecer, e estudou muito. Estudou filosofia, sociologia, teologia, história, hebraico, grego, e por seu conhecimento conseguiu trabalho em Roma. E vive lá, num apartamento pago pelo Vaticano, organizando arquivos e livros de uma biblioteca da igreja romana, e produzindo estudos sobre o cristianismo.

Há também um "eu" que se tornou professor. Um "eu" mais desinibido, com mais coragem de falar em público.

Seria bom vê-los em suas vidas, sem que soubessem. Conhecer seu dia a dia, seu trabalho, sua família, seus amigos. Será que estão contentes? Será que se tornaram arrogantes? Será que por terem vencido, vivem espalhando na internet esse discurso chato e insuportável de "cheguei aqui porque me esforcei"?

A vida é boa ou ruim? O esforço é válido? Quem venceu, se esforçou? Ou foi somente um golpe de sorte? A vida é justa? 

Se essas perguntas fossem respondidas, acredito que muita coisa se esclareceria. E talvez não precisássemos de universos paralelos para que, em um deles ao menos, pudessemos vencer.

quinta-feira, 11 de maio de 2023

Distorcendo Valores

As coisas que acontecem na sociedade humana, que se considera evoluída e superior, têm me perturbado. É surpreendente observar até onde chegamos com nossas novas manias e tendências. A constante inversão de valores em relação às coisas e às pessoas é algo preocupante e me leva a questionar: até quando isso vai?

Vivemos em uma era em que os avanços tecnológicos e o progresso material têm ocupado um lugar central em nossas vidas. No entanto, nessa busca incessante por conquistas e acumulação de bens materiais, muitas vezes esquecemos do verdadeiro valor que as pessoas ao nosso redor possuem.

É triste constatar que o ser humano parece ter dificuldade em reconhecer a importância das relações interpessoais e o impacto que elas têm em nossas vidas. Estamos mergulhados em uma cultura do individualismo, em que o egoísmo muitas vezes é confundido com uma doença social.

Esquecemos que são as pessoas que nos rodeiam, nossos familiares, que nos oferecem suporte, no entanto, trocamos as relações pessoais por objetos, metas, pets (sim, tudo que é demais prejudica), ou qualquer outra coisa, negligenciando as relações familiares!

É necessário um despertar do cultivo de relações saudáveis. Devemos lembrar que somos seres sociais e que nosso bem-estar está diretamente ligado à qualidade dos laços que estabelecemos com as pessoas ao nosso redor.

Precisamos repensar nossas prioridades e colocar em prática uma cultura baseada na empatia, solidariedade e respeito mútuo. Somente assim poderemos construir uma sociedade mais humana, na qual as pessoas sejam valorizadas pelo que são.

É fundamental reconhecer que nada deve sobrepor-se à importância das relações humanas.

Portanto, cabe a cada um de nós refletir sobre nossas ações e escolhas, buscando priorizar o que realmente importa: as pessoas que nos rodeiam. É através do reconhecimento do valor humano e do fortalecimento dos vínculos interpessoais que poderemos construir uma sociedade mais justa, equilibrada e verdadeiramente evoluída.

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Favela Gótica - de Fabio Shiva

Acho válido divulgar este livro que é um abrir de olhos. Fabio Shiva foi fundo na ferida social: políticos que são vampiros, policiais que são lobisomens. A droga e o efeito que ela causa em suas vítimas.

O livro é distópico e ao mesmo tempo é real. Vivemos entre monstros e somos monstros. A metrópole parece uma selva, onde se deve lutar a cada dia pela sobrevivência.

E em meio a esta guerra diária, vemos uma personagem que também é vítima do mal que há em todo canto: Liana, que é jovem, que também sofre, que também é "zumbi", que também tenta enfrentar a cada dia a existência.

Liana vai, como o próprio livro informa, "das trevas para a luz", se conhecendo aos poucos e tentando se libertar através deste conhecimento. Liana vive numa "divina comédia" particular, e vamos junto com ela, às vezes nos apavorando diante de sua existência complicada, às vezes nos comovendo com as dificuldades por ela enfrentadas, e aprendemos junto com ela que "ser normal é só a maneira mais ordinária de ser monstruoso."

sábado, 4 de fevereiro de 2017

O discurso de Vladimir Putin

Esse discurso foi feito no Kremlin. Há muita gente analisando o conservadorismo de Putin, e muita gente criticando, chamando-o de falso conservador. Eu entendo que Putin é um líder que carrega em seus ombros a morte de centenas de milhares de pessoas (lembrando que os líderes das grandes potências concorrentes também não são santos), mas seu discurso, do meu ponto de vista, foi muito válido. 

Ele falou o que muita gente quer falar e não pode porque tem medo, porque não se pode mais criticar as coisas que não são naturais, porque a minoria está impondo à maioria "direitos" que eles exigem, nos tomando o nosso próprio direito de ter opinião.

Às vezes essas coisas acontecem, e o mundo precisa que um homem mau, mas poderoso, fale o que os homens bons têm medo de falar. 

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Chegou 2017

E o ano novo está aí! O tão esperado "tudo novo" começou, e antes do meio-dia percebi que nada vai mudar. Brasileiros lotaram as praias antes da meia-noite do dia 31 com promessas e esperanças de vida melhor, de um comportamento melhor, de amor ao próximo e tudo mais, mas o que sobrou pela manhã foi uma quantidade enorme de lixo: garrafas, copos plásticos, papel, embalagens, isopor, cartuchos de fogos de artifício, e toda sorte de porcarias que só os humanos produzem.

Acabamos de descobrir que 62 pessoas no mundo tem mais dinheiro que metade dos habitantes do planeta juntos. Alguém ainda acredita em divisão igualitária de renda?

O Brasil vê a maior revolta de prisioneiros desde o Carandiru, e alguns "humanistas" resolvem pôr a culpa na sociedade. Afinal os assassinos, estupradores e ladrões precisam ter condições boas de vida...

A cada dia que passa, a humanidade evolui em tecnologia, e regride em moral e ética. Cada geração torna-se pior que a anterior, com exceção de algumas poucas pessoas. O status substitui o caráter e o poder substitui a honestidade. 

Todos os dias acordo tentando ter esperanças em alguma mudança, mas quando olhamos para os lados, percebemos que está cada dia mais difícil viver em sociedade.

Deixamos de lado há muito tempo os valores morais e éticos, simplesmente porque não podemos comprar nada com eles. Somos consumistas a ponto de desprezarmos quem pensa diferente. Vivemos no mundo "global" mas nos escondemos atrás de nossas opiniões e odiamos quem discorda delas. Reclamamos dos políticos, mas repetimos seus erros numa escala menor. Perdemos a coragem de agir corretamente. 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Meritocracia é inviável no Brasil

Já gostei muito do Nerdcast. Até eles crescerem muito. Ouvi recentemente o NerdCast Empreendedor 17, falando sobre o livro "Sonho Grande" e meritocracia. Essa palavra tem me incomodado bastante. A autora do livro, Cristiane Correia, afirmou que "só critica a meritocracia quem não entrega resultados". Vivemos na era dos "empreendedores", da turma do "sonhe alto", do "pense grande", do "acredite", do "seja positivo", do "seja otimista". Eu vivo em outra realidade,mas fiquei feliz em pesquisar e descobrir que não estou sozinho. 

Meu ódio chega ao limite quando ouço empresários poderosos falando que "não vence na vida quem não quer", afirmando que chegaram onde estão por mérito próprio. E fico triste quando vejo pessoas que vieram da periferia, da favela, venceram na vida, e agora esquecem de onde vieram e julgam seus semelhantes, taxando-os de incompetentes. O ser humano é tão hipócrita e cruel a ponto de tornar-se desprezível. 

Será que é tão difícil perceber que em países como o Brasil não é possível aplicar a meritocracia? Não funciona! Existe na maioria das empresas a "puxasacocracia", pois sempre vi em todos esses anos pessoas exercendo cargos importantes sem nem conhecer direito seu trabalho, e sem se importar com isso. Vi pessoas entrarem juntas em uma mesma empresa, e uma delas "crescer" rapidamente por motivo de "afinidade" com seus superiores, e a outra permanecer anos na mesma função. Isso acontece todos os dias! 

Eu nasci em uma família pobre, pai doente, mãe analfabeta. Estudei, meus pais me incentivaram. Cheguei onde cheguei (embora para muitos isso não signifique nada)  e me sinto contente, mas isso não me dá o direito de julgar outras pessoas que cresceram nas mesmas condições e não conseguiram algo melhor. Eu critico SOMENTE aqueles que NÃO QUEREM TRABALHAR, e isso é algo bem diferente do assunto tratado aqui. 
Ouvi um dos participantes do nerdcast dizer que foi expulso do colégio duas vezes, ele mesmo reconhecendo que isso não era um bom exemplo, e na hora foi repreendido pela Cristiane, que disse que "isso é outra coisa", ou seja, não é um problema. Uma meritocracia assim, não quero pra minha vida.


Há um cartaz espalhado pelas ruas da cidade onde moro que diz "Quantos pobres é preciso para fazer um rico?". Frase verdadeira. Querem um exemplo? O livro "Sonho Grande" - endeusando Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, donos da Ambev, da Heinz, Burguer King e mais meio mundo de empresas - relata suas estratégias de gestão, suas competências, seus milagres... mas me respondam: Quantas pessoas trabalham de verdade cujo trabalho sustenta este império? Quantos empregados destes três homens vendem suas horas de vida por quantias pequenas, sem saber que é o seu suor que mantém este império? Alguém vai escrever um livro sobre o funcionário da Ambev que levanta cedo, pega o ônibus, vai até a empresa e passa o dia engarrafando aquela porcaria para viciar outras pessoas? Não, ninguém vai. E sabem por que? Porque esse trabalho não é considerado importante... o atendente do Burguer King não é importante. O varredor de rua não é importante. O lixeiro não é importante. O carteiro não é importante. Quem tem valor são os "homens de negócio" que sobrevivem do suor alheio. E ainda tenho que ouvir a autora do livro afirmando que "homens como esses passam suas próprias camisas se for preciso"... Eu passo minha roupa há mais de vinte anos! Isso não tem valor?

A meritocracia não é válida no âmbito social. Falar em meritocracia no Brasil é como determinar o primeiro lugar numa corrida onde os corredores saíram em tempos diferentes e correram distâncias diferentes. Não há meritocracia sem igualdade de oportunidade. E enquanto houver a proteção de "conhecidos do meu pai" nas empresas, enquanto houver funcionárias que conquistam cargos indo para a cama com o superior, enquanto houver pessoas dispostas a puxar o tapete de outras, será impossível recompensar alguém por seus méritos. A meritocracia em si não é incorreta. Incorreto é usá-la de maneira hipócrita, num ambiente onde há um abismo entre classes sociais, onde há desigualdade de oportunidades e não existe capacitação.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Pokémon Go - Tudo que é demais...

Tentei, mas não consegui deixar de dar minha opinião sobre a febre do momento: Pokémon Go. Como sempre, a novidade criou polêmica e dividiu a opinião na internet. Muita gente criticando, afirmando que essa caça aos pokémons é para desocupado, muita gente defendendo, os famosos e influentes da internet postando suas defesas bem escritas a favor dos adoráveis bichinhos.

Ouvi depoimentos de avós que afirmam ter agora um motivo para sair com seus netos e se divertir. Li textos sobre pessoas depressivas que agora encontraram um motivo para viver. Assisti entrevistas sobre doentes em hospitais que agora caminham pelos corredores e pátios em busca de pokémons, pessoas com vida sedentária que agora suam como atletas olímpicos atrás de bichinhos imaginários, tudo isso muito bonito. 

Mas.

Isso mesmo, esse "mas" é tão sério que merece um parágrafo só para ele. Uma avó ou um avô que precisa de pokémons para ter um motivo para sair com seus netos não é um avô ou avó de verdade, não se dedica aos seus netos com amor. Isso vale também para os pais. Um "depressivo" que por causa de um simples pikachu está tendo um novo motivo para viver não estava realmente depressivo. A depressão não se cura com pokémons. Enfermeiros que arrastam doentes pelos corredores de hospitais por causa dos pokémons deveriam também se dedicar a conversar com os pacientes, ler um bom livro para eles, levá-los a caminhar pelo hospital, cantar com eles. Será que faziam isso antes da febre pokémon? Duvido!

Tudo que é demais é prejudicial (inclusive facebook e outras redes). Eu, por exemplo, gosto de ler. Gosto muito. mas se deixar de cuidar de minha filha, se deixar minhas responsabilidades de lado e apenas ficar em um sofá lendo, isso deixa de ser um bom hábito e torna-se um maldito vício. A menina corre a cidade inteira atrás de pokémons enquanto sua mãe - quem sabe idosa, ou sem tempo, ou doente - limpa a casa e lava a louça. O menino corre quarteirões caçando pokémons, mas não sabe quanto é três vezes sete, e nunca leu um bom livro. Isso é saudável? Não, não é.

Ainda me falam de interação social... eu mesmo sou antissocial, mas que tal tomar um café e rir com os amigos (verdadeiros), desligar todas as telas possíveis e abrir a mente, falar de coisas mais simples e sinceras. Que tal um almoço em família seguido de um jogo de tabuleiro? Que tal adotar um pobre animal de rua, em vez de caçar monstrinhos virtuais por aí?

Se sou antiquado, se sou alienado, se sou chato, tudo bem, entendo vocês. Mas prefiro ser alienado a ser obrigado a viver essas "modinhas" que o ser humano cria apenas para parecer "atual".

P.S. O valor de mercado da Nintendo passou de sete milhões para quinhentos milhões de dólares desde o lançamento do jogo. O aplicativo tem acesso a TODOS OS DADOS DE LOCALIZAÇÃO DE SEUS USUÁRIOS, e isso é um problema.

Vamos caçar pokémons?

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

O Jeitinho Brasileiro na Olimpíada 2016

Hoje é o grande dia! Abertura da tão sonhada Olimpíada no Brasil! Teremos samba, pagode, monossílabos cantados e atrizes globais enfeitando a cerimônia de abertura neste país maravilhoso. Richard Hinds, o jornalista do Daily Telegraph, viu nos Jogos Olímpicos deste ano uma boa oportunidade para que os visitantes conheçam o dia-a-dia da maioria dos brasileiros, sem água encanada e esgoto, como o prédio onde foi recepcionada a Delegação Olímpica Australiana. A Favela Olímpica, como chamou Richard, está pronta. Mas de acordo com o indivíduo que é prefeito do Rio, bastava colocar cangurus pulando em frente ao prédio para que os australianos se sentissem em casa. Espero que quando Eduardo Paes for visitar outros países, coloquem traficantes em seu quarto, para que ele se sinta em casa também... Incêndio, fiação exposta, teto caindo, salas inacabadas, dengue, mar poluído, tudo pronto para este maravilhoso evento. E o prefeito fazendo suas piadas.

O país precisa de políticos sérios, administradores sérios, líderes de verdade, gente disposta a trabalhar pra valer, resolvendo os problemas sem dar o "jeitinho brasileiro". Não podemos ignorar que há muita gente séria e competente no país, muitos profissionais bons em várias áreas, muita gente trabalhadora em meio ao povo. Mas há também essa "galera", essa fatia da população e dos políticos que estraga o resto, os malandros, a maçã podre. E isso prejudica muito nossa imagem.

E além de tudo isso, ainda há a ameaça terrorista. Militantes extremistas islâmicos já usam redes sociais para recrutar simpatizantes no Brasil, e tem até um manual em português para divulgação e orientação de atos terroristas! A especialista em anti-terrorismo norte-americana Rita Katz afirma que os terroristas têm um cronograma de ação para o evento. A ABIN - Agência Brasileira de Inteligência - afirma que está analisando as ameaças. E esperamos que a ABIN não tenha administradores com o humor de Eduardo Paes. Boa sorte, Brasil!

domingo, 27 de março de 2016

Sabedoria de Adam Smith para os dias atuais

O texto a seguir foi baseado na conclusão do compêndio "A Riqueza das Nações", de Adam Smith, traduzido e elaborado por Bento da Silva Lisboa, e, em tempos de crise política e econômica, nunca foi tão atual:

"Há três grandes ordens que constituem a sociedade:
- Os proprietários de terra que vivem de suas rendas (comerciantes e pequenos empresários de hoje);
- Os trabalhadores que vivem de seus salários;
- Os capitalistas que vivem do proveito de seus capitais (grandes empresários, multinacionais e investidores).

O interesse da primeira ordem é ligado com o interesse geral da nação, ligando-as. Quando se faz deliberação pública relativa a alguma regulação de comércio e política, os proprietários de terra que tiverem influência na legislação não se devem iludir, tendo em vista promover o interesse de sua ordem. Muitas vezes são destituídos de conhecimentos competentes por ser a única das três ordens cujo rendimento não lhes custa trabalho. A indolência, que é o natural efeito da fartura, também os faz muitas vezes não só ignorantes, mas até incapazes da aplicação de espírito que é necessária para prever e entender as consequências dos regulamentos públicos.

O interesse da segunda ordem também é ligado com o interesse da nação, pois o salário do trabalhador aumenta se há aumento na demanda de mão de obra. Quando a riqueza da nação é estacionária, o salário se reduz ao que apenas chega para poderem sustentar a família e FAZEREM CONTINUAR A RAÇA DE CADA SORTE DE OBREIROS NECESSÁRIA À NAÇÃO. Quando a riqueza declina, tais salários caem abaixo desta cota. É a ordem que mais padece com a declinação da riqueza nacional. Mesmo sendo seu interesse ligado com o interesse da nação, são incapazes de compreender tal interesse, pois sua condição não lhes deixa tempo para adquirir a instrução necessária, e sua educação é tão básica que os impede de julgar até mesmo o que conhecem do dia-a-dia. OS QUESTIONAMENTOS DA SEGUNDA ORDEM NUNCA SÃO OUVIDOS, EXCETO EM ALGUMAS OCASIÕES QUANDO O SEU CLAMOR É ANIMADO, INFLUÍDO E SUSTENTADO PELAS PESSOAS QUE OS EMPREGAM E NÃO PELO REAL INTERESSE DOS MESMOS TRABALHADORES.

A terceira ordem, que emprega o capital em proveito próprio, põe em movimento toda a nação. Os SEUS planos e projetos dirigem TODAS AS MAIS IMPORTANTES OPERAÇÕES DE TRABALHO e o fim que eles têm em vista é apenas SEU PRÓPRIO PROVEITO. Esse proveito é naturalmente baixo em países ricos, e muito alto em países pobres. E É SEMPRE MAIS ALTA NOS PAÍSES QUE CAEM RAPIDAMENTE NA RUÍNA. O INTERESSE DA TERCEIRA ORDEM, PORTANTO, NÃO É LIGADO DE MANEIRA NENHUMA COM O INTERESSE DA NAÇÃO, APENAS USANDO-A EM BENEFÍCIO PRÓPRIO. A terceira ordem tem mais inteligência e agudeza que as outras duas ordens e seu juízo diz respeito apenas ao que é conveniente a eles mesmos. Por isso, propostas de lei que vêm desta ordem devem ser atendidas com grande precaução, pois a terceira ordem tem apenas a intenção de ENGANAR E OPRIMIR AS DEMAIS, EM SEU PRÓPRIO PROVEITO."

Adam Smith

Coincidência com os dias atuais? Não acredito em coincidências.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Mad Max e a Cultura Medíocre do Brasil

Ano passado vimos no cinema a continuação de uma das obras clássicas do cinema mundial:  a saga de Mad Max, intitulada "Mad Max - Estrada da Fúria". Em um mundo pós apocalíptico onde a ganância humana já destruiu tudo o que conhecemos hoje como civilização, os sobreviventes se uniram em torno de líderes violentos, como tribos selvagens, que lutam por água, munição e combustível para seus carros de guerra.

Nesse mundo cruel e hostil, o louco Max foi capturado pelos homens do líder Immortan Joe, e está sendo usado como bolsa de sangue por um de seus homens. Durante a perseguição à Imperatriz Furiosa - uma das mulheres do líder, que planejava fugir de seu domínio com outras mulheres - Max escapa e junta-se a ela numa fuga sensacional e desesperada pelo deserto, em busca de vida e recomeço.

Mesmo quem não conhece as origens de Mad Max, a perda de sua mulher e seu filho e sua luta pela sobrevivência, apaixona-se pela obra e reconhece a genialidade de George Miller, o diretor, roteirista e produtor dos quatro filmes do personagem, que foi representado nos três primeiros filmes por Mel Gibson, e no último por Tom Hardy.
Aclamado universalmente pela crítica, descrito como obra-prima do cinema de ação, "Mad Max - Estrada da Fúria" foi indicado em 10 categorias no Oscar 2016 e recebeu numerosos prêmios, além de adjetivos como "notável" e "glorioso", e nas palavras de alguns críticos, "envergonhou todos os filmes de ação com enormes orçamentos na última década, superando-os".

Precisei expor toda a grandiosidade da obra para explicar o que vem acontecendo no Brasil: Algumas semanas atrás tive a decepção de ver uma entrevista onde o ator global Cauã Reymond apresenta o filme "Reza a Lenda", mais uma "grande produção das indústrias Globeleza", onde motoqueiros do sertão correm pela caatinga carregando uma santa na garupa - que deve usar capacete - enfrentando coronéis senhores de latifúndios e procurando um altar onde a santa deve ser colocada para que a chuva volte a cair no sertão... (como é fácil dar a sinopse desse filme). Mas, pior que a sinopse do filme é a declaração de Cauã, que afirmou descaradamente que o filme foi inspirado em Mad Max!!! Como assim??? A única coisa que foi inspirada pra fazer esse filme deve ter sido outra substância...

Além disso, durante o carnaval, tive o desprazer de ver o clipe Metralhadora, da Banda Vingadora. Durante a apresentação de mais um sucesso feito com monossílabos e batida de axé, ouço Thais Reis, o "gênio" por trás da "criação", dizer que o clipe foi inspirado em Mad Max!!! COMO ASSIM??? DE NOVO???

Queridos malucos brasileiros, atores globais e "músicos" do axé, se vocês querem continuar fazendo esse tipo de trabalho, tudo bem! Mas não façam qualquer coisa afirmando que foram inspirados por obras que são clássicos mundiais! Se vocês realmente se inspirassem na obra de George Miller, fariam coisas grandes! Essa "inspiração" da qual vocês falam soa como uma ofensa a esses clássicos. Nos poupem de tanta ignorância, já basta o tipo de música que ouvimos por aí todos os dias. Nos poupem! Produzam filmes bons, façam músicas de verdade, e não precisarão dizer que se inspiraram em nada. Façam coisas boas e serão reconhecidos. Dedico a vocês e suas produções a frase de Immortan Joe: MEDÍOCRE!

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Turma do Batman - Florianópolis SC: vale a pena divulgar

Um grupo de pessoas que se vestem como personagens da DC, mais especificamente do universo Batman, e fazem um trabalho social, visitando crianças em hospitais, apoiando campanhas de doações de agasalhos e alimentos, e outros eventos sociais. 
Usando fantasias de heróis fictícios, são heróis da vida real. 



terça-feira, 9 de junho de 2015

Babás também são gente

No dia 24 de maio, Marciléia Eunice Garcia e Francisca Clarice Canelo Mesquita tomaram um avião - por motivo de trabalho - que saiu da Fazenda Caiman, no Pantanal e acabou fazendo um pouso forçado a cerca de 30 Km de Campo Grande (MS).

Elas trabalham como babás, e estavam acompanhando uma família, cuidando dos três filhos do casal. Uma das babás ainda teve que ouvir reclamações dos pais por ter "apertado" muito a menina, filha do casal, durante a queda. A marca vermelha da pressão no corpo da menina fez os pais pensarem que ela havia se machucado na queda.

A imprensa não havia noticiado nada sobre as profissionais, não disse se elas estavam bem, se foram levadas ao hospital, se suas famílias foram informadas, se elas precisam de tratamento psicológico pós traumático (coisa que os seus "patrões" já estão fazendo). O G1 acabou informando o nome das babás após ver comentários no site e nas redes sociais que questionavam o posicionamento da imprensa sobre elas.

O motivo do descaso para com estas babás sem nome, sem voz, sem importância perante a sociedade, é que elas são "apenas" babás, e seus "patrões" são Luciano Huck e Angélica.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Agradecimento a Orlando Bloom

Quero agradecer aqui rapidamente ao meu amigo Orlando Bloom (afinal de contas, o inimigo do meu inimigo é meu amigo) por ter socado a cara feia do inútil conhecido como justin bieber.

Essa criança mimada é acostumada a agredir jornalistas e pichar locais públicos, e ainda é "admirado" por adolescentes idiotas como ele... Até que encontrou alguém que fez o que muita gente gostaria de fazer.

Parabéns, Orlando Bloom.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Quem quer respeito precisa antes respeitar-se.

Está rolando nas redes sociais uma polêmica sobre respeito às mulheres, e imagem das mulheres brasileiras, e estão na moda frases como "saia curta não estupra" e "mulheres podem andar nuas mas não merecem ser estupradas" e "mulheres devem ser respeitadas mesmo com roupas indecentes"... Eu concordo, só acho que isso não justifica a indecência, a futilidade e a vulgaridade. 

Quem quer respeito precisa antes se dar respeito. O Brasil criou esta merda de imagem de país do futebol, do carnaval e das mulheres lindas e nuas, do sexo fácil.... e depois querem respeito. Tem muita gente defendendo esta imagem, e querem respeito. Vamos mudar nossa imagem antes, parar com esta palhaçada de pais do futebol e do carnaval, parar de defender estas coisas inúteis, e depois poderemos cobrar nosso respeito. 

Deixo o comentário da Rachel, esta jornalista que fala o que muitos de nós gostaríamos de falar, eu penso exatamente assim, e não mudo minha opinião. Posso ser taxado de alienado e chato, mas não concordo com vulgaridade e malandragem, e não apoio esta merda de futebol e carnaval. Mulheres: Aprendam a se vestir com respeito próprio e decência, afinal, pra ser sensual não é preciso ser vulgar...


quarta-feira, 26 de março de 2014

"Estudantes" da UFSC se rebelam contra polícia

Um "estudante" de geografia da UFSC foi preso ontem pela PF portando cinco cigarros de maconha dentro do Campus da Trindade. Se achando donos da razão, os "estudantes" se revoltaram contra os agentes que efetuaram a prisão. A Tropa de Choque foi acionada, e o conflito começou. Uma viatura e um carro da segurança do Campus foram tombados pelos "estudantes". O que me revolta é que alguns ficam exibindo após o conflito as marcas de tiros de bala de borracha como se fossem vítimas e a polícia estivesse errada. 
"Estudam" de graça, com nossos impostos. Fumam maconha e ainda não querem polícia no campus. Por que não deixam a vaga pra quem quer realmente levar a vida a sério? 
Estudantes.  Na minha opinião, a definição deveria ser outra.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Quanto custa uma casa para 18 gatos?

TRINTA E CINCO MIL DÓLARES - Esta foi a quantia gasta por um morador da Califórnia, EUA, para que seus 18 gatos possam ter conforto e lazer. A quantia equivalente a pouco mais de OITENTA MIL REAIS foi utilizada para adaptar sua mansão, instalando pontes, rampas, passarelas, túneis, pequenas escadas, postes de arranhar, plantas, camas, estátuas, quadros, miniaturas de gatos e outros itens decorativos, além de um sistema de ventilação. Todas as modificações foram efetuadas pela Trillium Enterprises.







(fotos: The Daily Mail)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Porque todo mundo deveria lavar banheiros

Esse é um excelente texto que o Sérgio, assertivo como sempre, garimpou no excelente site Administradores. Para nos fazer refletir sobre o que é riqueza, o que é pobreza, e, acima de tudo, o que é bom senso.


http://www.muitochique.com/wp-content/uploads/2013/05/limpar-o-chao-600x282.jpg

Por mais modernos que queiramos parecer, nós brasileiros somos um povo conservador. Temos uma alma aristocrática que não exige corpo aristocrático para se incorporar. Da faxineira à socialite, do gari ao magnata, não é difícil encontrar quem sonhe ter (ou tenha) um (ou mais de um) empregado em tempo integral a seu dispor, para servir e cumprir as tarefas desagradáveis. Ter bens somente para ter e dizer que tem é normal. Ficar com o nome sujo no mercado para bancar uma vida que não pode pagar - mas impressiona no Instagram - também.


De tão cristalizada que essa visão está em nossa cultura, é difícil isso não soar como algo normal. Mas eu acredito, sinceramente, que seríamos uma sociedade melhor se executivos lavassem seus próprios banheiros e porteiros não precisassem olhar os moradores do condomínio de luxo de baixo para cima. 

Lendo coisas pela internet, encontrei um texto escrito por um brasileiro que mora na Holanda e publicado em seu blog, em janeiro de 2013, há cerca de um ano. Ele fala sobre isso e achei interessante compartilhar aqui com vocês. 

Da relação direta entre ter de limpar seu banheiro você mesmo e poder abrir sem medo um Mac Book no ônibus

Por Daniel Duclos
(Texto publicado sob a licença Creative-Commons/Não Comercial/ Atribuição/ Não derivativa 3.0)

A sociedade holandesa tem dois pilares muito claros: liberdade de expressão e igualdade. Claro, quando a teoria entra em prática, vários problemas acontecem, e há censura, e há desigualdade, em alguma medida, mas esses ideais servem como norte na bússola social holandesa.

Um porteiro aqui na Holanda não se acha inferior a um gerente. Um instalador de cortinas tem tanto valor quanto um professor doutor. Todos trabalham, levam suas vidas, e uma profissão é tão digna quanto outra. Fora do expediente, nada impede de sentarem-se todos no mesmo bar e tomarem suas Heinekens juntos. Ninguém olha pra baixo e ninguém olha por cima. A profissão não define o valor da pessoa – trabalho honesto e duro é trabalho honesto e duro, seja cavando fossas na rua, seja digitando numa planilha em um escritório com ar condicionado. Um precisa do outro e todos dependem de todos. Claro que profissões mais especializadas pagam mais. A questão não é essa. A questão é “você ganhar mais porque tem uma profissão especializada não te torna melhor que ninguém”.

Profissões especializadas pagam mais, mas não muito mais. Igualdade social significa menor distância social: todos se encontram no meio. Não há muito baixo, mas também não há muito alto. Um lixeiro não ganha muito menos do que um analista de sistemas. O salário mínimo é de 1300 euros/mês. Um bom salário de profissão especializada, é uns 3500, 4000 euros/mês. E ganhar mais do que alguém não torna o alguém teu subalterno: o porteiro não toma ordens de você só porque você é gerente de RH. Aliás, ordens são muito mal vistas. Chegar dando ordens abreviará seu comando. Todos ali estão em um time, do qual você faz parte tanto quanto os outros (mesmo que seu trabalho dentro do time seja de tomar decisões).

Esses conceitos são basicamente inversos aos conceitos da sociedade brasileira, fundada na profunda desigualdade. Entre brasileiros que aqui vêm para trabalhar e morar é comum – há exceções - estranharem serem olhados no nível dos olhos por todos – chefe não te olha de cima, o garçom não te olha de baixo. Quando dão ordens ou ignoram socialmente quem tem profissão menos especializadas do que a sua, ficam confusos ao encontrar de volta hostilidade em vez de subserviência. Ficam ainda mais confusos quando o chefe não dá ordens – o que fazer, agora?

Os salários pagos para profissão especializada no Brasil conseguem tranquilamente contratar ao menos uma faxineira diarista, quando não uma empregada full time. Os salários pagos à mesma profissão aqui não são suficientes pra esse luxo, e é preciso limpar o banheiro sem ajuda – e mesmo que pague (bem mais do que pagaria no Brasil) a um ajudante, ele não ficará o dia todo a te seguir limpando cada poerinha sua, servindo cafézinho. Eles vêm, dão uma ajeitada e vão-se a cuidar de suas vidas fora do trabalho, tanto quanto você. De repente, a ficha do que realmente significa igualdade cai: todos se encontram no meio, e pra quem estava no Brasil na parte de cima, encontrar-se no meio quer dizer descer de um pedestal que julgavam direito inquestionável (seja porque “estudaram mais” ou “meu pai trabalhou duro e saiu do nada” ou qualquer outra justificativa pra desigualdade).

Porém, a igualdade social holandesa tem um outro efeito que é muito atraente pra quem vem da sociedade profundamente desigual do Brasil: a relativa segurança. É inquestionável que a sociedade holandesa é menos violenta do que a brasileira. Claro que aqui há violência – pessoas são assassinadas, há roubos. Estou fazendo uma comparação, e menos violenta não quer dizer “não violenta”.

O curioso é que aqueles brasileiros que queixam-se amargamente de limpar o próprio banheiro, elogiam incansavelmente a possibilidade de andar à noite sem medo pelas ruas, sem enxergar a relação entre as duas coisas. Violência social não é fruto de pobreza. Violência social é fruto de desigualdade social. A sociedade holandesa é relativamente pacífica não porque é rica, não porque é “primeiro mundo”, não porque os holandeses tenham alguma superioridade moral, cultural ou genética sobre os brasileiros, mas porque a sociedade deles tem pouca desigualdade. Há uma relação direta entre a classe média holandesa limpar seu próprio banheiro e poder abrir um Mac Book de 1400 euros no ônibus sem medo.

Eu, pessoalmente, acho excelente os dois efeitos. Primeiro porque acredito firmemente que a profissão de alguém não tem qualquer relação com o valor pessoal. O fato de ter “estudado mais”, ter doutorado, ou gerenciar uma equipe não te torna pessoalmente melhor que ninguém, sinto muito. Não enxergo a superioridade moral de um trabalho honesto sobre outro, não importa qual seja. Por trabalho honesto não quero dizer “dentro da lei” - não considero honesto matar, roubar, espalhar veneno, explorar ingenuidade alheia, espalhar ódio e mentira, não me importa se seja legalizado ou não. O quanto você estudou pode te dar direito a um salário maior – mas não te torna superior a quem não tenha estudado (por opção, ou por falta dela). Quem seu pai é ou foi não quer dizer nada sobre quem você é. E nada, meu amigo, nada te dá o direito de ser cuzão. Um doutor que é arrogante e desonesto tem menos valor do que qualquer garçom que trata direito as pessoas e não trapaceia ninguém. Profissão não tem relação com valor pessoal.

Não gosto mais do que qualquer um de limpar banheiro. Ninguém gosta – nem as faxineiras no Brasil, obviamente. Também não gosto de ir ao médico fazer exames. Mas é parte da vida, e um preço que pago pela saúde. Limpar o banheiro é um preço a pagar pela saúde social. E um preço que acho bastante barato, na verdade.

PS. Ultimamente vem surgindo na sociedade holandesa um certo tipo particular de desigualdade, e esse crescimento de desigualdade tem sido acompanhado, previsivelmente, de um aumento respectivo e equivalente de violência social. A questão dos imigrantes islâmicos e seus descendentes é complexa, e ainda estou estudando sobre o assunto.

UPDATE: Muita gente tem lido este post como uma idealização da Holanda como um lugar paradisíaco. Nada mais longe da verdade. A Holanda não é nenhum paraíso e tem diversos problemas, muitos dos quais eu sinto na pele diariamente. O que pretendo fazer aqui é dizer duas coisas: a origem da violência no Brasil é a desigualdade social e 2, apesar da violência que gera, muita gente gosta dessa desigualdade e fica infeliz quando ela diminui, porque dela se beneficia e não enxerga a ligação desigualdade-violência. Por fim: esse post não é sobre a Holanda. A Holanda estar aqui é casual. Esse post é sobre o Brasil, minha pátria mãe.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Como Deveria ser o Hino Nacional

Nesses tempos de Copa, carnaval, eleições e tanta coisa mais, encontrei por aí esse vídeo que mostra como deveria ser o hino nacional. Excelente sugestão, já que o país é feito de "músicas" sem profundidade, monossílabos resmungados e gestos obscenos. País pentacampeão no futebol, mas 84º lugar na educação. País de economia emergente, mas com o dinheiro na mão de poucos, país do povo ignorante que acha que poder comprar um carro em 60 vezes é sinônimo de evolução econômica. País de alguns folgados, amparados em programas sociais que não ensinam a pescar, mas dão o peixe. País de corruptos, país de pessoas que acham que protestar é depredar o patrimônio alheio. País da baixaria, país da putaria, país da exportação de mulheres vulgares e sem cérebro. País da falta de bom senso, da ignorância coletiva. País do qual me envergonho. País do qual quero ter orgulho, mas não encontro ainda motivos pra isso. Brasil.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Humor - relembrando fatos recentes

Dois fatos recentes, que viraram brincadeira em montagem de photoshop, e apesar das piadinhas, não deixam de ter suas verdades...

a que pensa que é cantora...


e o fracote...

sábado, 4 de janeiro de 2014

Uma Retrospectiva Visual e Prática

Para começar o ano de 2014 bem informado, que tal uma retrospectiva visual, rápida e prática? Esta bela (e curiosa) ilustração resume os principais fatos, e olha que tem bastante coisa!