Mostrando postagens com marcador república. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador república. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de novembro de 2014

Onde Está Nossa República?

República, do latim Res publica, "coisa pública". Nessa forma de governo o chefe de estado é eleito pelos cidadãos, e tem seu poder por tempo limitado. 

Democracia é o regime de governo em que o poder de tomar as decisões e o rumo da nação está nas mãos do povo, de maneira direta ou indireta, através de seus representantes.

E o que vemos hoje no Brasil? Nem uma coisa, nem outra. Os chefes de estado são controlados por empresários que financiaram sua campanha em troca de favores, e o povo fica a ver navios. Os nossos representantes fazem tudo, menos nos representar. E quando o povo decide escolher um líder para lutar contra o governo, alegando opressão, perseguição, influências externas ou outra coisa qualquer, escolhem um roqueiro narcisista que pensa que vive na Guerra Fria... 

Onde vamos parar? O Brasil demonstra não ter crescido nada em conhecimento e julgamento. E quando parte do povo escolhe um lado, a outra parte cria uma realidade alternativa, com invasões, ditaduras, censuras e outras coisas que todo mundo fala sem conhecer, apenas porque se tornou "modinha". 

Hoje a nossa República está nas mãos de um bando de filhinhos de papai que querem sair às ruas reclamar da corrupção, mas esquecem que eles também são corruptos, quando não devolvem o troco errado na padaria. Vivemos a onda dos protestos sem noção, com líderes que no passado se orgulhavam de ser amigos de chefes do Comando Vermelho

A República proclamada pelo Marechal Manuel Deodoro da Fonseca em 15 de novembro de 1889 - que já começou de maneira errada, pois a proclamação não passou de um golpe militar - essa República que todos sonham, que todos anseiam tornou-se, nas palavras de Kiko Nogueira, "alarmismo, paranoia, golpismo barato, macartismo, anticomunismo de guerra fria, desinformação e má fé..."

O que nos resta? Aguardar, enquanto alguns milhares de incautos que acreditam em seus líderes pedem intervenção militar e se preparam para enfrentar a "invasão venezuelana" ou a "ditadura bolivariana", sendo que o que realmente precisamos é INTERVENÇÃO PSIQUIÁTRICA...

terça-feira, 8 de outubro de 2013

#365Livros - #Livro281 - 1889



1889
Laurentino Gomes

Em agosto de 2013, Laurentino Gomes fechou sua teoria da história do Brasil com 1889, a saga do teatro que foi a proclamação da república no Brasil. Dessa vez, os personagens são um imperador cansado, um marechal vaidoso e um professor injustiçado. O imperador? Dom Pedro II, um nerd simpático mas, na minha fecal opinião, sem vocação para o poder, simplesmente caiu de paraquedas na confusão que seu próprio pai fez. O marechal? Claro, Deodoro, primeiro presidente da história do Brasil, e abdicou alguns anos depois de ele próprio proclamar a república. O professor? Infelizmente, essa informação eu não encontrei. E confesso que me deixou com a pulga atrás da orelha. E qualquer forma, Gomes repete sua receita dos outros dois livros, sua pesquisa muito bem elaborada e sua capacidade de escrever de forma leve sobre um assunto que nem sempre ganha simpatia dos estudantes.... Agora é aguardar os próximos planos do jornalista. Segundo ele, algo relativo a outros episódios da história brasileira, como a Guerra do Paraguai  ou a Inconfidência Mineira. Bem que ele podia falar da compra do Acre...

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Viva a República!

Década de 20: O Brasil preparava-se para comemorar o Centenário da Independência. Epitácio Pessoa era o presidente da República, e engajava-se no esforço de embelezar o Rio de Janeiro para receber os visitantes desta festa que deveria ser cheia de pompa e grandeza. O mundo estava virado pelo avesso com a Guerra Mundial que varreu a Europa de 1914 a 1918, a questão social no Brasil estava sendo levantada, as greves surgiam junto com o Partido Comunista Brasileiro e em meio a tudo isso o Brasil queria comemorar sua independência.
 
Mas que país era este? Participamos da  Primeira Guerra Mundial e nos assentávamos na mesa da Conferência de Paz de Paris e na Liga das Nações. Vivíamos sob a chamada Primeira República (1889-1930), MAS ESTÁVAMOS REALMENTE NO NÍVEL DO MUNDO CIVILIZADO? Um exército fraco e uma economia mais fraca ainda, era isso que tínhamos. Mesmo assim, queríamos sediar a primeira das exposições universais do pós-guerra, e comemorarmos nossa "independência". A tensão política, as dívidas, a briga entre os tenentistas e a direita, a prisão do Marechal Hermes da Fonseca, tudo isso foi esquecido, ou ao menos abafado com o embelezamento do Rio de Janeiro para a recepção dos convidados da grande festa. E em setembro de 1922, mesmo sob estado de alerta, Epitácio Pessoa começou a receber seus ilustres visitantes para a Exposição Universal do Rio de Janeiro.
 
Hoje comemoramos a República, e novamente temos nossa cadeira no Conselho de Paz da ONU, e novamente pensamos que somos grande coisa, a oitava economia do mundo, uma potência emergente. E novamente nos preparamos para uma grande festa (déjà-vu?), que será a Copa do Mundo. E a mesma pergunta se repete: ESTAMOS REALMENTE NO NÍVEL DO MUNDO CIVILIZADO? Vivemos uma farsa, sendo nós a oitava economia do mundo e tendo grande parte da população abaixo da linha da pobreza. Somos a oitava economia do mundo, e pentacampeões no futebol, mas somos o OCTOGÉSIMO OITAVO LUGAR NO RANKING DA EDUCAÇÃO DA UNESCO! Isso mesmo, octogésimo oitavo (88º) lugar! Ou seja, existem 87 países melhores que nós em educação! Se o Brasil perde a Copa você fica maluco, mas se o seu filho reprova na escola, você dá pouca atenção. Vivemos uma guerra civil, enfrentando uma força paramilitar chamada PCC, mas ninguém admite isso, nem mesmo a polícia, que ganha a sua parte, junto com os políticos, que por isso talvez não tenham tanto interesse em combater o crime. Mas não importa, vamos, como antes, enfeitar o Brasil e preparar-nos para a festa, pois em ilusão nós somos especialistas. Viva a República.