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domingo, 30 de dezembro de 2018

Heróis Temporários

O pai é o herói do filho, não há filho pequeno que não se orgulhe de seu pai, que não o veja como um grande homem, corajoso, inteligente, rápido, engraçado - deixando de lado as exceções, claro.

Qual é o pai que nunca ouviu seu filho dizer "meu pai é o melhor pai do mundo". Qual pai que nunca foi recebido por seu filho ou filha quando chega do trabalho, e mesmo depois de um dia cansativo, o stress e o cansaço parecem desaparecer milagrosamente diante daqueles olhinhos e daquele sorriso sincero.

Muitas vezes eu ignorei o cansaço do dia e os problemas pra brincar com minha filha, ou pra ver um filme com ela, ou pra jogar aquele jogo que era tão importante pra ela naquele momento. E foi compensador.

Mas esta fase tão boa e importante vai se findando, e infelizmente se acaba. Quando a criança chega em seus oito ou nove anos, seus pensamentos e interesses começam a mudar, seus horizontes se ampliam, e aqueles que antes eram seus heróis vão perdendo a importância.

Dói um pouco. Em mim ao menos doeu. O fim da infância e a pré adolescência mudam rapidamente a maneira como nossos filhos vêem o mundo ao seu redor. O pai já não parece tão inteligente, nem sempre está com a razão, suas histórias já não são tão engraçadas e nem tão interessantes.

Dizem os mais velhos que esse desinteresse aumenta mais ainda com a juventude, quando os filhos se julgam mais inteligentes que seus pais e acreditam estar com a razão. Os pais ficam "ultrapassados".

Se você hoje vê seu filho ou filha te olhar com olhos de admiração, se quando você chega em casa ele te implora para brincar, se ela pede pra você levá-la naquele parquinho público onde vocês já foram centenas de vezes, FAÇA ISSO! Aproveite! Essa fase vai acabar, e vai chegar o momento em que você terá vontade de sair com seu filho, e ele não vai querer, pois vai sair com os amigos, ou vai preferir ficar em casa vendo uma série qualquer. 

Você, pai, é um herói temporário, com prazo de validade. Aproveite seus "superpoderes" antes que eles acabem.

domingo, 17 de setembro de 2017

Aos Pais

Esse texto é para você que é pai ou mãe, que tem filhos pequenos, dependentes e às vezes até um pouco chatos. Aquela criança que fica te chamando a todo tempo, te pedindo que brinque com ela, que lhe conte uma história, que a ajude a fazer algo que você sabe muito bem que ela consegue fazer sozinha. Aquela criança que vem exatamente na hora em que você está lendo, estudando, vendo alguma coisa na TV ou no computador. Essas atitudes não te irritam às vezes? Pois tenho algo a te contar.

Essa criança que te chama sempre, um dia não vai mais te chamar. Um dia você se perguntará onde ela anda, e ela estará com os amigos, e vai preferir continuar com eles. Um dia você a convidará para jogar algum jogo de tabuleiro contigo, tentando passar algum tempo com ela, mas ela dirá que não tem tempo, que vai sair, que vai estudar, que tem um compromisso.

Você terá histórias suas para contar, e tentará dividir com seus filhos, mas eles não acharão sua história interessante, e te deixarão de lado. Você perceberá que não é mais o super pai ou a super mãe que costumava ser, e que o papel de super herói foi substituído por outra pessoa. Você convidará seu filho para cozinhar contigo, ir ao mercado contigo, fazer qualquer atividade, na vã esperança de recuperar um pouco daquele tempo que você não deu quando eles precisavam, mas seus convites serão recusados com uma desculpa qualquer.

E isso será maldade da parte deles? Não. Eles crescem. O tempo passa e eles crescem. O tempo voa e a menina que adorava ir contigo à qualquer lugar sairá sozinha ou com os amigos. A vida avança e o menino que te considerava o melhor pai do mundo vai dizer que não pode sair com você porque combinou sair com os amigos. 

Então aproveite. Ouça seus filhos hoje, faça alguma coisa com eles hoje, brinque com eles, ri com eles, conte histórias, faça seu lanche predileto, escute eles contarem suas histórias. Um dia isso vai acabar, e esse dia chega rápido. Não queira se arrepender depois, você tem a oportunidade agora.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Dia das Crianças

Que tal trocar metade dos presentes - na maioria das vezes inúteis - que você dá a seus filhos por educação? E nem estou falando da educação formal, nas escolas ou universidades, estou falando da boa e velha educação familiar, aquela constituída não só de palavras, mas de ações e exemplos. Que tal ensinar seu filho a ser honesto, correto, responsável e sincero? 

As crianças não precisam de brinquedos caros, de luxo. Elas precisam de atenção, cuidado e carinho. Ziraldo já disse que estamos criando uma geração de idiotas... vamos tentar evitar isso? Vale a pena o esforço. No fim das contas, estamos criando outros seres humanos, que terão vida própria, que tomarão suas próprias decisões, e um dia, também vão educar outras pessoas. Se pensarmos dessa forma, poderemos ver o tamanho da responsabilidade que nos é imposta quando nos tornamos pais ou mães. 

Vamos fazer um esforço? Há tantas crianças passando fome e sofrendo. Há tantos adultos cruéis, que se tornaram assassinos e ladrões. Há tantas pessoas deprimidas e tristes, com medo no coração. E a culpa disso tudo - talvez não em sua totalidade, mas oitenta por cento - é dos pais. As crianças percebem nossa indecisão, nossas atitudes, as palavras que falamos, as coisas que fazemos no dia-a-dia. Limite-se, cuide de si mesmo, dê um bom exemplo em atitudes e palavras, e você vai proporcionar um feliz dia das crianças aos seus filhos não apenas hoje, mas todos os dias.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Turma do Batman - Florianópolis SC: vale a pena divulgar

Um grupo de pessoas que se vestem como personagens da DC, mais especificamente do universo Batman, e fazem um trabalho social, visitando crianças em hospitais, apoiando campanhas de doações de agasalhos e alimentos, e outros eventos sociais. 
Usando fantasias de heróis fictícios, são heróis da vida real. 



sexta-feira, 26 de junho de 2015

Apenas brincando

Uma mensagem incrível, de Anita Wadley, sobre o que significa a infância.


Quando estou construindo com blocos no quarto de brinquedos,
Por favor, não diga que estou apenas brincando.
Porque enquanto brinco estou aprendendo
Sobre equilíbrio e formas.
Quando estou me fantasiando,
Arrumando a mesa e cuidando das bonecas,
Por favor, não fique com a ideia que estou apenas brincando.
Porque enquanto brinco estou aprendendo.
Eu posso ser mãe ou pai algum dia.
Quando estou pintado até os cotovelos,
Ou de pé diante do cavalete ou modelando argila,
Por favor, não me deixe ouvir você dizer: ele está apenas brincando.
Porque enquanto brinco estou aprendendo.
Estou me expressando e criando.
Eu posso ser um artista ou um inventor algum dia.
Quando você me vê sentado numa cadeira
Lendo para uma plateia imaginária,
Por favor, não ria e pense que eu estou apenas brincando
Porque enquanto brinco estou aprendendo.
Eu posso ser um professor algum dia.
Quando você me vê procurando insetos nos arbustos,
Ou enchendo meus bolsos com todas as coisas que encontro,
Não jogue fora como se eu estivesse apenas brincando
Porque enquanto brinco estou aprendendo.
Eu posso ser um cientista algum dia

Quando estou entretido com um quebra-cabeça,
Ou com algum brinquedo na minha escola,
Por favor, não sinta que é um tempo perdido com brincadeiras
Porque enquanto brinco estou aprendendo
Estou aprendendo a me concentrar e resolver problemas.
Eu posso estar numa empresa algum dia.
Quando você me vê cozinhando ou experimentando alimentos,
Por favor, não pense que porque me divirto, é apenas uma brincadeira.
Eu estou aprendendo a seguir instruções e perceber diferenças.
Eu posso ser um “chef” algum dia.
Quando você me vê aprendendo a pular, saltar,
Correr e movimentar meu corpo,
Por favor, não diga que estou apenas brincando
Eu estou aprendendo como meu corpo funciona.
Eu posso ser um médico, enfermeiro ou um atleta algum dia.
Quando você me pergunta o que eu fiz na escola hoje,
E eu digo, eu brinquei,
Por favor, não me entenda mal.
Porque enquanto eu brinco estou aprendendo.
Estou aprendendo a ter prazer e ser bem sucedido no trabalho.
Eu estou me preparando para amanha.
Hoje, eu sou uma criança e meu trabalho é brincar.


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Seja bem vinda, Gisele!

Que notícia boa! Achei que eles só sabiam jogar videogame... Vem aí a mais nova integrante da família Jovem Nerd!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Maldição



Era ela. Sempre ela a me perseguir.

De todos os tamanhos, estava em todos os lugares: na sala de aula, nos livros, na lousa, nos cadernos... na minha vida. Quem foi que inventou essa coisa horrorosa e inútil?

Deixe-me explicar: tem uma hora em que você é obrigado a se encontrar com ela. Você pode fugir, fingir que não é com você, inventar uma história, passar mal, ir parar na psicopedagoga... mas vai ter um momento em que você vai dar de cara com ela, entendeu? 

E aí, não tem jeito: sua mão vai doer, sua cabeça vai esquentar, a borracha vai gastar até o fim, não vai ter lápis que dure nem apontador que aguente. É a maldição que chegou para ficar na sua vida.

Mas... ela é linda. Não pense que isso não existe, tem maldição linda, sim. Cheia de curvas, espaços claros, parece um desenho de fada! Você nem acredita quando lhe mostram pela primeira vez. Se eu desenho bem, fazer isso vai ser bico, você imagina, cheio de autoconfiança! Doce ilusão! Porque maldição que se preza é assim: parece uma benção, depois lhe pega e não larga nunca mais!

Se você está acostumado a desenhar muitas curvas, não ache que será mais fácil lidar com ela! As suas curvas são totalmente diferentes! Elas tem hora para começar e para terminar, as linhas são o limite, e, aí, quem é que da conta de fazer tantas curvas num espaço tão pequeno? É claro que elas quase sempre saem tremidas!

Por falar nas tais linhas, que pesadelo! Cada uma dessas criaturas de caber direitinho no meio delas! Para quem ensina, parece muito simples: como assim, menino, então não é mais fácil escrever no meio de um espaço todo certinho do que numa folhona sem começo nem meio nem fim? Dizia a vovó Kita, toda sabida, pois já tinha alfabetizado um tanto de crianças nos bancos da fazenda onde foi criada.

Para minha vó não tinha cabimento não gostar de fazer “letra de mão”: ela nasce com a gente, é só deixar o lápis correr solto, olhando a linha, que nos dá a medida da chegada, dizia ela. Algo absolutamente incompreensível para mim, pobre garoto do primeiro ano.

Não bastasse a gente ter de ir para a escola de uniforme, ter hora certa pra brincar – a tal “hora do recreio”, porque, pra mim, recreio tinha que ser toda hora, afinal, que graça tem ser criança se a gente tem de ter hora certa pra brincar? – e ter dever de casa pra fazer, no primeiro ano ainda tínhamos de nos virar com essa... Maldição!!!Não é justo, insistia eu, olhando nos olhos da minha professora.

Ah, a minha professora. Como eu gostava dela! Doce, paciente, linda como uma barra de chocolate! Seus cabelos enroladinhos, antes tão fascinantes para mim, agora me lembravam as tais curvas das infelizes “letras de mão”!

EU ODEIO LETRA CURSIVA!!!

Pronto! Falei o nome dela! Fim! Letra de mão, LETRA CURSIVA, letra infernal! Letra para o resto da vida, dizia a minha mãe, que jurava que ninguém no mundo iria me deixar escrever com letra bastão! Eu adorava a minha mãe, mas quando ela me disse isso, tive tanta raiva que me escondi embaixo da mesa da sala de jantar. Se aquela seria a letra que me faria ser “lido e compreendido para o resto da vida”, eu queria virar um código secreto! “Dava para ser indecifrável?”, eu quis saber.

Alias, o que eu não entendia de verdade é porque a gente já não aprendia a escrever direto no computador! Lá tem todas as letras, todos os tipos e tamanhos! Pra que ficar lutando com essa maldita letra cursiva? PRA QUE?????

Mas na escola era assim e ponto. Então...

Um dia sentei para fazer a lição de casa em letra cursiva com a maior calma. E boa vontade para acertar, caprichar, fazer as pazes com a maldição.

Minha mãe, com toda paciência que havia guardado no bolso do coração, preparou uma surpresa para mim: um quadro em que as tais letras cursivas eram figuras (animais, objetos). Segundo ela, aquelas ilustrações iam ajudar para que eu escrevesse as tais de um jeito mais fácil. “É gostoso!”, ela fez questão de salientar.

Vejam só o quadro que minha mãe desenhou para mim:


Comecei tentando escrever aquele “f” com lembrança de faca bem no meio das linhas. Tentei uma, o “f” entortou para a direita, tentei duas e a “barriga” debaixo dele ficou igual à de cima, o que mais lembrava um oito do que uma faca, e, por fim, tentei três, para chegar à conclusão de que aquele “f” jamais escreveria faca, no máximo daria conta de ser o buraco da agulha por onde a linha deveria passar!

Experimentei de novo, começando pelos buracos, já que tinha, a princípio, me dado bem com eles. Tentei o “b”, que era de “bolo”. Bolo bom, imaginei, já comendo com os olhos um delicioso bolo de cenoura com calda de chocolate. Pus-me a desenhar aquela curva que daria num buraco tal qual o da agulha, mas fui malsucedido no buraco menor, que deveria ser a “pequena barriga” do “b”. Não deu certo, a curva não se fazia, apenas enrolava, sem jeito. A menos que houvesse uma barriga completamente murcha e torta no “b”, aquilo seria o correto, mas eu desconfiava de que para o “b” esse tipo de barriga era inviável.

Simplesmente a mão não me obedecia! Tentei o “c”, que parecia mais simples, mas aquele caracol era rápido demais pra mim, não devia ser desse planeta, eu pensava. Aliás, o que eu gostei mesmo foi de desenhar as anteninhas da cabeça dele, que, percebi depois, não tinham nada a ver com a letra “c”! O mesmo ocorreu com o “s” que, tal como o sapo, pulava para cima e para baixo sem nunca conseguir ficar no meio daquelas mal traçadas linhas!

Pra não dizer que sou um cara que desiste fácil, tentei fazer todas as letras, fui até o “z”. para descobrir que tinha dado zebra mesmo. Que realmente a maldição da letra cursiva tinha vindo para ficar. Que eu não ia me livrar dela tendo apenas um quadro meio bobo como modelo...

Dia seguinte, levei o tal quadro para minha professora, ver, junto com todas as minhas tentativas malsucedidas. ela riu e me abraçou, explicando que eu, na verdade, estava indo muito bem, o quadro da minha mãe é que realmente não ajudava! A intenção foi boa, meu querido, mas não dá para associar esses bichos às letras! Até porque você viu quando fez o caracol como é mais fácil desenhar a figura do que escrever as letras né? Uma coisa não tem nada a ver com a outra! Que tal você ficar com os movimentos que a sua mão deve fazer para escrever cada letra? Acho que isso, sim, pode ajuda-lo a lidar com essa maldição!

Como sempre, minha professora tinha a palavra certa na hora certa. Fiquei mais calmo, o que não quis dizer que a maldição estava dominada. Na verdade, tive certeza, naquele momento, de que essas infames letras cursivas são donas da gente: não somos nós que as fazemos, elas é que nos fazem.

E assim seria ao longo de toda minha vida. Às vezes, escrevia torto, outras, na linha, misturaria a letra cursiva com a letra em bastão para me fazer entender. Mas jamais teria uma caligrafia bonita. A maldição da letra cursiva é eterna. Pelo menos para mim. Até porque se não fosse assim, não seria maldição, né?



Texto “A maldição da letra cursiva”, publicado na revista “Carta Fundamental” do mês de setembro de 2013. Escrito pela Jornalista Januária Cristina Alvesibi, inspirada por seu filho de 6 anos, que também acha que a letra cursiva é uma “maldição”! É uma história infantil, mas serve para todos nós. Não acho que a pessoa precisa ter a linda letra cursiva para ter uma letra linda. Pelo contrário, você, em primeiro lugar, tem que ter uma letra legível, a capacidade de se fazer entender. Talvez as escolas se concentrem tanto em ensinar a letra cursiva - o que é importante, sim - mas acabam superestimando-a demais......

sábado, 16 de março de 2013

#365Livros - #Livro75 - O MENINO MALUQUINHO








O menino maluquinho
Ziraldo

Apesar de eu considerar “oficialmente” aquele lixo de livro chamado Dom Casmurro como o primeiro livro que eu li, na verdade, foi O Menino Maluquinho a minha primeira grande experiência literária. Ziraldo mostrou o mundo de uma criança de verdade, no ápice de sua infância, com perfeição e divertimento. Com desenhos, poesia, rimas, rabiscos em simulações de cadernos, Ziraldo cria um mundo mágico, uma leitura indispensável para nossas crianças, mas para os adultos também.  Tirava dez em todas as matérias, e zero em comportamento. Jogava batalha naval consigo mesmo e declarava seu amor para as meninas, que suspiravam pelo maluquinho. Ele foi um menino feliz, até que aconteceu com ele o que sempre acontece nas nossas vidas. Ele cresceu.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Natal

Vejo tanta gente nas ruas. Beijos, abraços, pessoas que se odeiam se abraçando e desejando feliz natal e ano novo... mudança? Não, fingimento mesmo, na maioria das vezes. Presentes, presentes e presentes. O natal se traduz em uma palavra: CONSUMISMO.
Sabemos que passam as festas, e todos se voltam para seu mundinho, olhando o resto do ano para seu próprio umbigo, esquecendo das crianças nas ruas e da falta de amor. Se existisse metade desse amor que é demonstrado falsamente, o mundo seria um paraíso.
 
O NATAL NÃO PRECISA SER MÁGICO. PRECISA SER VERDADEIRO!

Desejo a todos os leitores que o Natal seja realmente compreendido em seus corações, e que o aniversariante faça morada em sua vida. Feliz Natal, de verdade!
 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Dia do mestre


Eu vivo uma situação ímpar. Eu trabalho em uma escola. Mas eu não sou professora. Eu passo 90% do meu dia dentro da secretaria, e 80% desse tempo na frente do computador. No entanto, meus momentos mais felizes são quando preciso ir no berçário, ou maternal, ou qualquer sala com crianças pequenas. Em geral, professores com especialização – ou seja, os professores de disciplinas, português, matemática, história... – tentam fugir das crianças menores. Eu me sinto realizada quando entro na sala dos pequenos. Eles gostam de você de verdade. Se não gostam, não fingem que gostam, e se gostam, gostam mesmo. São gratificantes demais esses momentos com os pequenos, e mesmo eu, que não sou professora, me emociono.
Quero parabenizar esses professores que assumem a responsabilidade gigante de ensinar crianças, agüentar a bagunça, o gritaria, as perguntas capciosas, e tentam garantir um futuro para seus alunos, através da educação. Mas não só meus quase colegas de alfabetização, mas a todos os professores, todos. Ensinar é a mais nobre das artes. É uma arte sim, enfrentar o desafio de uma sala cheia de crianças, ou de adolescentes fervendo, com suas risadinhas irritantes e sua inacreditável falta de atenção e vontade para assistir as aulas. É uma arte, um desafio, que aqueles que aceitam e cumprem com honra, merecem nossa admiração sempre. Como eu os “invejo”. Quem sabe um dia eu consiga fazer parte desse nobre rol.
A meus colegas de trabalho, em particular, meu abraço, meu carinho, e minha admiração.



Professora Rafaela, melhor professora de história depois do Marvin, e os alunos prodígio Lucas e Eduardo.

Dia do estudante.


Dia das mães.
 
Idem.

Festa junina (meus amores do 2° ano).


Professora Cláudia, ciências, o gestor e Crislaine, 9° ano 2, recebendo o trofeu de escola protetora do meio ambiente, na última quarta, 10/10/2012.