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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Na Hora da Morte de JOSÉ NIZA (16/9/1938 - 23/9/2011)

Edição Original em LP Orfeu STAT 013 (1972)





tempo de poesia
***
todo o tempo é de poesia
desde a névoa da manhã
à névoa do outro dia
desde a quentura do ventre
à frigidez da agonia
entre bombas que deflagram
corolas que se desdobram
corpos que em sangue soçobram
vidas que a amar se consagram
sob a cúpula sombria
das mãos que pedem vingança
sob o arco da aliança
da celeste alegoria
todo o tempo é de poesia
desde a arrumação do caos
à confusão da harmonia
(RE-UPLOAD)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

PETER GREEN'S 1ST SOLO ALBUM

Original Released on LP Reprise RSLP 9006
(UK 1970, November 20)
Peter Green (Guitar)
Zoot Money (Piano)
Nick Buck (Organ, Electric Piano and Keyboards)
Alex Dmochowski (Guitar Bass)
Godfrey McLean (Drums and Percussion)
Recording Engineer: Martin Birch
Photography: KEYSTONE
Cover Design: ABRACADABRA
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This instrumental jam session is Peter Green's first release, after quitting Fleetwood Mac. It isn't the one to pick up if you are looking for Green's classic blues vocals and guitar. On the other hand, if you're up for a creative and different blues guitar ride, get on board. I've enjoyed this since the original vinyl and I hear different sounds with each listen. This one is nearly impossible to categorize or describe. Jazz rythms, percussion and wah-wah guitar elicit a true feeling of the joy of being a big cat, running through the jungle, chasing prey, contemplating your reflection in a still pool, preparing for sleep, and finally, achingly, being killed by a hunter. Peter Green doesn't just play music, he injects every piece of his heart and every part of his soul here and lays it all out for everyone to bear witness to. Listen, and appreciate the magic of Peter Green.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

"One I'm sure they wrote for you and me..."

Original Released on LP A&M SP 4327 (US, 1971)
Here Williams came into his own, writing the bulk of his material single-handedly. Just An Old Fashioned Love Song boasts "We've Only Just Begun" — one of his signature compositions — and finds him in wistful, melancholic form. The uncluttered arrangements, and the fact that Williams has learned to use his weak voice for emotional effect make his second album a comparative success. While it's not really right to assess him in singer/songwriterly terms (he never played piano, guitar, or indeed any instrument, and is more accurately termed an easy-listening tunesmith), Just an Old Fashioned Love Song is a worthy addition to the genre. "Waking Up Alone," "A Perfect Love," and "Gone Forever" form a touching triptych of moving, and surprisingly subtle love-gone-wrong songs. Each adequately displays Williams' growth as both a performer and composer.
(Charles Donovan in AllMusic)

quinta-feira, 17 de julho de 2008

PEOPLE LIKE THEM

Original Releases in LP:
US: ABC/Dunhill DSX 5016 (October 71)
UK: Probe SPB 1048 (November 71)

O meu querido amigo YéYé trouxe à baila este derradeiro album dos M & P num recente post do seu muito-in blog, conotando-o como um dos seus preferidos de sempre (nos comentários a esse mesmo post o Zeca do Rock chama-lhe maravilhoso...). Não vou cair nesses exageros mas sempre adianto que apesar de terem passado trinta e sete anos (foi editado em fins de 1971) continua a ouvir-se muito bem.
Numa altura em que as carreiras a solo dos diversos membros da banda se tornavam cada vez mais importantes do que o projecto-grupo, esta obrigação contratual com a editora Dunhill poderia ter descambado em algo chato e desinteressante. Não foi o caso. Os doze temas reflectem o bom gosto das composições de John Phillips (não será por acaso que apenas a pior faixa do album, “I Wanna Be a Star”, seja da autoria de Michelle Phillips) e como sempre a excelente interpretação vocal, bem secundada também por competentes músicos de estúdio.
“People Like Us”, produzido por John Phillips, foi na verdade um sentido adeus de uma das bandas mais mediáticas da década de 60, numa altura em que o brilho dos Deuses do Rock começava já a definhar.

terça-feira, 15 de abril de 2008

MOUSTAKI A BOBINO, 1970

Georges Moustaki regressa a Portugal no próximo mês de Maio para dois concertos: dia 17 na Casa da Música do Porto e dia 19 no CCB em Lisboa. O objectivo primeiro será a apresentação do último album, “Vagabond”, gravado em parte no Brasil com a chancela de Francis Hime. Mas como a edição deste album ocorreu já há quase três anos, em Setembro de 2005, é natural (e desejável) que este eterno viajante de 73 anos nos brinde com alguns dos seus temas mais carismáticos, como “Le métèque”, “Ma solitude”, “Joseph”, “Ma liberté”, “Chanson pour elle” e tantos outros. E, já que estará em Portugal, talvez nos recorde também a versão homónima que fez do tema de Chico Buarque e Ruy Guerra (na origem “Fado Tropical”) em 1974, a propósito da Revolução de Abril. E ainda porque estaremos em Maio espero que nos faça recuar 40 anos no tempo, até um outro Maio, o de 1968, durante o qual compôs uma das mais belas canções de amor de que tenho memória, a lindissima “Le Temps de Vivre” («...nous prendrons le temps de vivre / d’être libre mon amour / sans projects et sans habitudes / nous pourrons rêver notre vie»).
Aqui o Rato tenciona estar dia 19 nas primeiras filas do CCB a aplaudir ao vivo e pela primeira vez, este vagabundo da canção francesa. Até lá deixo-vos com este concerto no Bobino de Paris, gravado em 1970, quando o métèque tinha apenas 35 anos e acabara de ser finalmente reconhecido como intérprete, depois de mais de dez anos a compôr para outros grandes nomes da canção francesa: Piaf, Montand, Barbara, Regianni...

quinta-feira, 13 de março de 2008

"EM ÓRBITA": OS MELHORES DE 1970

Aqui se trancreve, com a devida vénia, a classificação e os respectivos comentários da equipa do programa “Em Órbita” para os 15 melhores temas de 1970. Como sempre é uma listagem que vale o que vale, onde algumas escolhas estarão a mais e onde, ao contrário, faltarão outros temas fundamentais daquele ano. Mas pelo menos o declarado “vencedor” coincide com a escolha do Rato que nessa altura o elegeu também como o melhor do ano, e, nos anos que se seguiram, como o melhor de sempre. Até hoje!
15 - “Nothing That I Didn’t Know” (Procol Harum)
Os Procol Harum perderam no ano transacto um dos mais fortes argumentos da sua personalidade aquando da saída de Matthew Fisher. A inclusão de “Nothing That I Didn’t Know” no número das melhores gravações de 1970 é contudo o reconhecer das inegáveis qualidades de um grupo intransigente que não tem cedido aos caprichos da moda. Uma gravação que denuncia o rigor de um conjunto de músicos que tem vindo a explorar até à exaustão um estilo muito próprio.

14 - “The Game Is Over” (John Denver)
Sem dispôr de uma capacidade inovadora fora do comum, John Denver conquistou-se, no decurso de 1970, para o grupo dos que melhor defendem as intenções deste programa. “The Game Is Over” vem reafirmar a crença numa música popular despida de artifícios falaciosos, cortina de espesso fumo deitada sobre a incapacidade de motivar o que é belo.

13 – “Peace Frog” (The Doors)
Os Doors continuam a compor um dos mais polémicos agrupamentos de hoje. Praticamente duma forma desencantada de música popular, amantes do desequilíbrio, da violência e da provocação, as suas criações assumem, desde os primeiros dias, as proporções dum interminável combate. “Peace Frog” é o mais representativo trabalho dos Doors do ano findo.

12 – “Lucretia Mac Evil” (Blood, Sweat And Tears)
Blood, Sweat and Tears, um grupo onde a justeza de execução se sobrepõe às demais qualidades. “Lucretia Mac Evil” exemplo das suas melhores produções, enferma do defeito único de se fechar num esquema formal onde as hipóteses de progresso são quase nulas. O futuro dos Blood, Sweat and Tears fecha-se nos limites do previsível. “Lucretia Mac Evil”: uma gravação perfeita saída do trabalho de músicos de craveira excepcional.

11 – “The Only Living Boy In New York” (Simon & Garfunkel)
Simon & Garfunkel, têm dado às histórias de “Em Órbita” muitos dos seus mais significativos momentos. “The Only Living Boy In New York” renova em cada uma das suas imagens o universo singular e actuante de Paul Simon, um criador de excepção. Estamos em presença de duas figuras que constituem, de facto, o mais definitivo argumento de qualidade da música popular dos nossos dias. “The Only Living Boy In New York” é um acto de bom gosto.

10 – “Make Me Smile” (Chicago)
Sem enfermar do senão apontado aos Blood, Sweat and Tears, o Chicago aparece-nos como um grupo versátil, na plena posse de um género que lhe pertence. “Make Me Smile” é um dos quantos exemplos que poderiam figurar nesta lista. Mostruário das suas potencialidades, é ainda o revelar de uma fé sem limites na música que praticam.

9 – “With You There To Help Me” (Jethro Tull)
Jethro Tull: quatro personalidades das mais fortes, juntas na prática duma forma única de música popular. “With You There To Help Me”, amostra impertinente do trabalho deste grupo, é bem a continuação lógica, mas não repetida, de tudo o que vinham prometendo. Executantes de grande brilho, constituem uma das mais categóricas afirmações de vanguarda de hoje. “With You There To Help Me”: um desafio de originalidade.

8 – “Crazy Man Michael” (Fairport Convention)
No sentir belo do que é frágil surpreendem-se as realizações de Sandy Denny. Ainda quando nos Fairport Convention, o aparecimento de “Crazy Man Michael” veio renovar as certezas já sentidas nesta intérprete. É uma canção feita de momentos livres, onde não se esconde o gosto por um tema de amor. “Crazy Man Michael” foi uma das melhores criações do agora decadente grupo Fairport Convention.

7 – “Curry Land” (Donovan)
Donovan continua a ascender em momentos de envolvente beleza. Dotado de uma sensabilidade fora do comum, todas as suas criações se revestem de uma ternura quase não possível. “Curry Land” é o continuar do que já fora contado em “Atlantis”. Cântico mágico, onde o sagrado e o profano se interpenetram na ânsia de um êxtase.

6 – “Friends” (Led Zeppelin)
Nas regiões mais remotas de insondáveis abismos se consome a força criadora dos Led Zeppelin. Profetas de futuras revoluções sonoras, eles celebram a mutação deste tempo. Os Led Zeppelin são atmosferas onde se respira o diabólico, o desconhecido, o estremecer sombrio das grandes trevas.

5 – “Sixty Years On” (Elton John)
“Sixty Years On” trouxe às histórias do ano findo, o nome de um intérprete seguro, empenhado no redescobrir de sonoridades tidas como ultrapassadas. Os temas de Elton John, saídos de uma concepção quase comum, mostram-se como reservas de inesgotável prazer auditivo. “Sixty Years On” é exemplo das intenções deste autor. Numa prolongada e dramática evocação de violencelos introduz-se um grupo de imagens rico de sugestões poéticas e sonoras, sabor amargo de um paraíso muito cedo perdido. “Sixty Years On” é uma das mais belas construções musicais do ano 1970.

4 – “The Way I Feel” (Fotheringay)
“The Way I Feel”, foi uma das mais saudáveis manifestações de juventude de 1970. Um registo cuidado onde tudo se articula na precisão dum mecanismo de vanguarda. Elaborado nas fronteiras que separam o tradicional do popular, “The Way I Feel” é um tema que cresce no estrépito dum galope arrebatador.

3 – “Almost Cut My Hair” (Crosby, Stills, Nash & Young)
“Almost Cut My Hair” prolonga a sobrevivência da sempre querida herança deixada pelos Byrds e Buffalo Springfield. Ecoar duma tradição ainda tida como presente, é o quebrar violento de uma tensão emocional há muito retida. Um tema de sugestões contraditórias, onde se confundem desespero, ternura e um mal explicado travo de angústia. Dave Crosby tem aqui a mais importante das suas criações.

2 – “Fire And Rain” (James Taylor)
“Fire and Rain” é um dos mais encontrados temas dos últimos anos. Proposto num esquema de extrema simplicidade, é contudo uma gravação repleta de pormenores de interesse, donde se liberta a frescura do gesto espontâneo.

1 – “Bridge Over Troubled Water” (Simon & Garfunkel)

A melhor gravação de 1970, apaixonada revisão de valores, é o desenterrar solene de um quase perdido sentido de pureza. Um desenho simples, esboço não acabado, recusa do sentimento subvertido ao desencanto. Atmosfera de rigor sagrado, memória distante transportada pelo eco dos abismos do tempo, revoar de asas mortas rejuvenescidas no Abrigo do Absoluto. Reencontro de emoções esquecidas, “Bridge Over Troubled Water”, é a melhor gravação de 1970.


Ainda segundo o programa “Em Órbita” “In The Summertime”, dos Mungo Jerry, foi considerada a pior gravação de 1970. E cito: «Uma completa manifestação de incapacidade criadora, que assume um carácter particularmente perigoso dada a forma quase científica como explora o instinto deseducado dos que não sabem tomar opções.»

Muito a propósito, descobri recentemente num velho alfarrábio, a minha própria classificação dos temas que mais gostei de ouvir nesse mesmo ano de 1970 e que transcrevo a seguir. Tem, claro, a grande virtude (ou desvantagem) de ter sido elaborada na época e de não ter sofrido portanto a clivagem do tempo:

1 – “Bridge Over Troubled Water” (Simon & Garfunkel)
2 – “Whole Lotta Love” (Led Zeppelin)
3- “Can’t Find My Way Home” (Blind Faith)
4 – “Instant Karma” (Plastic Ono Band)
5- “Let It Be” (The Beatles)
6 – “Immigrant Song” (Led Zeppelin)
7 – “Question” (The Moody Blues)
8 – “My Sweet Lord” (George Harrison)
9 – “Black Night” (Deep Purple)
10 – “Serenade” (Wallace Collection)
11 – “I’m A Man” (Chicago)
12 – “Wild World” (Jimmy Cliff)
13 – “Me And My Life” (The Tremeloes)
14 – “Magic Forest” (Fat Matress)
15 – “Hóspede” (José Almada)
16 – “All Right Now” (Free)
17 – “Marie Jolie” (Aphrodite’s Child)
18 – “Paranoid” (Black Sabbath)
19 – “Up On Creeple Creek” (The Band)
20 – “The Long and Winding Road” (The Beatles)
21 – “Wandrin’ Star” (Lee Marvin)
22 – “Solitary Man” (Neil Diamond)
23 – “Love Like A Man” (Ten Years After)
24 – “Lonely Days” (The Bee Gees)
25 – “Beaucoups of Blues” (Ringo Starr)
26 – “Teach Your Children” (Crosby, Stills,. Nash & Young)
27 – “Summertime Blues” (The Who)
28 – “See Me, Feel Mee” (The Who)
29 – “Je T’aime Normal” (Jean et Jeanette)
30 – “I Who Have Nothing” (Tom Jones)

Uma lista que mostra o gosto de um Rato com 17 aninhos, já muito eclético por sinal. Alguns dos temas foram editados ainda no fim dos anos 60, mas pelos vistos só se tornaram conhecidos em 1970. Curiosa a inclusão do “Hóspede” de José Almada a meio da tabela. Mas alguém me sabe informar que raio de tema é o “Je T’aime Normal” ??? É que eu próprio não faço a mínima ideia...

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

WELCOME TO THE CANTEEN

Original Released on LP Island ILPS 9166 (1971/09)

SOME REVIEWS:
How you react to this album will probably have more than a little to do with just how much of an original Traffic freak you are. And if you loved the Spencer Davis Group during its mid-Sixties coming-to-be, then you may also have your reservations. Oh, all the right personnel are on hand - Stevie Winwood, Jim Capaldi, Dave Mason and Chris Wood - but it's pretty hard to improve on perfection. So it sounds strangely hollow to hear these four, buttressed by the addition of Rick Grech (Family, Blind Faith), Kwaku Baah and Jim Gordon, serving up still another helping of "Medicated Goo," "40,000 Headmen," "Dear Mr. Fantasy" and "Gimme Some Lovin'." The whole thing was recorded at a live concert in Croydon and at the Oz Benefit Concert in London. Certainly the Oz fund could be considered a worthy cause, but since the profits from this record are going elsewhere, there's an element of rip-off to the proceedings. Still, if you're into nostalgia, or if you want to hear some fair to good live versions of what have already become rock classics, you might want to tune in on these tracks. But for the real thing, you still can't beat the originals!
(Circus, 1/72)
Former Traffic members get together for this live recording which shows off the tremendous instrumental and songwriting talents of the group. The band jams on a 14-minute "Dear Mr. Fantasy" and an extended version of the famous "Gimme Some Lovin'," Also included are Dave Mason songs, "Shouldn't Have Took More Than You Gave" and "Sad and Deep as You."
(Billboard, 1972)
Following the success of John Barleycorn Must Die, Traffic planned a concert album for the fall of 1970, and it got as far as a test pressing before being canceled. A recording was necessary to satisfy the terms of British label Island records' licensing deal with American label United Artists, which had provided for five albums, of which four had been delivered. With Island starting to release its own albums in the U.S., the UA contract had to be completed, and hopefully not with the potentially lucrative studio follow-up to John Barleycorn Must Die. Thus, Traffic tried again to come up with a live album by recording shows on a British tour in July 1971. Joining for six dates of the tour was twice-dismissed Traffic singer/guitarist Dave Mason, who had subsequently scored a solo success with his Alone Together album. The resulting collection, Welcome to the Canteen (which was technically credited to the seven individual musicians, not to Traffic), proved how good a contractual obligation album could be. Sound quality was not the best (and it still isn't on the 2002 remastered CD reissue, though it's better), with the vocals under-recorded and stray sounds honing in, but the playing was exemplary, and the set list was an excellent mixture of old Traffic songs and recent Mason favorites. Dear Mr. Fantasy got an extended workout, and the capper was a rearranged version of Steve Winwood's old Spencer Davis Group hit "Gimme Some Lovin'"
(All Music)

domingo, 6 de janeiro de 2008

TRAFFIC'S THIRD

Original Released on LP Island ILPS 9180
(November, 1971)
The album cover notwithstanding, Traffic didn’t cut any corners on their followup to John Barleycorn. The Low Spark of High Heeled Boys follows the same design: six tracks that wrap psychedelic/rock/folk sounds together into a rich musical landscape. The difference is a saturation in sound versus the dry Barleycorn, possible now that Traffic’s recent tour had left them swelled to a sextet. Jim Capaldi and Steve Winwood are still responsible for the bulk of the music, including such classics as the title track and the similar-sounding “Light Up Or Leave Me Alone.” On the 12-minute title track especially, Traffic was mesmerizing. It’s hard to say why; the music isn’t any more complicated or catchy than Chicago, but it has an unspoken stillness that commands attention. (Astute listeners may find a parallel between this track and David Bowie’s “Sweet Thing.”) Also popular is the funked up “Rock & Roll Stew,” another psychedelic cut that’s aged remarkably well, this time written by new members Rick Grech and Jim Gordon. It’s an atypical track for Traffic, but a great way to shake off some of the dust. The remaining songs are uniformly excellent, belonging to the same school as Barleycorn’s other bits. The pronounced folkiness of “Rainmaker” suggests the rustic school of Tull, while the bittersweet “Hidden Treasure” and “Many A Mile To Freedom” serve the same purpose as a “Freedom Rider” or “Stranger To Himself.” While the arrangements are richer, don’t expect a linear increase in complexity over Barleycorn; as Canteen showed, more players doesn’t necessarily equal more music. The percussion of Reebop Kwaku Baah is an added dimension, but Grech and Gordon don’t anything that a Winwood or Capaldi couldn’t have multitracked. Still, this is the richer album, trippy and vibrant where Barleycorn had a pronounced, brittle folkiness. If their last studio album went down smooth, you’ll get an even bigger charge out of Low Spark. (Dave Connolly)

Quality, brevity, pitch-perfect, beautiful english rock at another cutting edge in its time: Pure lyrics and musicianship - stark, memorable, strange, unpretentious yet full of poetry: Classy music, built to last forever!
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