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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

NOVIDADES EDITORIAIS (212)

O HEROÍSMO DE UMA VITÓRIA - Edição Âncora. Autor: José Ruy, com apoio especial do Instituto Açoriano de Cultura.
É a mais recente obra editada sob criação bem empenhada de mestre José Ruy.
Aqui se narra a bravura dos liberais (por D.Pedro IV e por D. Maria II) contra os absolutistas (por D. Miguel I), numa guerra civil que bem poderia ter sido evitada. Mas o destemido heroísmo está no povo da ilha Terceira dos Açores. Era preciso salvar a liberdade e os terceirenses liberais conseguiram-na.
Curioso e positivo, aqui se narra também uma outra heroicidade dos terceirenses, bons anos atrás, na Batalha da Salga, entre os portugueses (por D. António I, vulgo o "Prior do Crato" ou o "Rei Efémero") contra a ganância de Castela (pelo Filipe II... lá deles). Nos anos 80 do século passado, esta Batalha da Salga teve um álbum editado pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, elaborado pelo então ainda jovem terceirense Zé (ou José) Parreira, que veio gentilmente apresentá-lo na edição de 1984 dos salões-BD da Sobreda.
O imparável José Ruy tem-se dedicado aos Açores, pois já focou as ilhas do Faial, do Corvo e agora, foi a vez da Terceira. Bravo, mestre!


BOB MORANE, INTÉGRALE 16 - ​Edição Lombard. Autores: o argumentista belga Henri Vernes e o desenhista espanhol Felicisimo Coria.
Um álbum integral que, com uma boa dose de ficção-científica, nos entusiasma em pleno. No seu conjunto, quatro títulos agora reunidos: "L'Exterminateur", "Les Larmes du Soleil", "La Guerre du Pacific n'Aura pas Lieu" (que, na primeira edição, saiu com dois tomos) e "Les Berges du Temps".
São narrativas que bem nos agarram no respectivo decorrer, onde brilha em cheio, o belo traço de Coria.
Uma obra muito aconselhável para os fãs de Bob Morane e os respectivos coleccionadores.


TINTIN ET LE TRÉSOR DE LA PHILOSOPHIE - ​Edição Philosophie Magazine. Autores: apresentação de Sven Ortoli e fenomenais e conscientes estudos e interpretações de sete filósofos através das aventuras de Tintin: Manon Garcia, Felwine Saar, Laurence Devillairs, Alexis Lavis, Isabelle Sorente, Raphaël Enthoven e Jean-Luc Marion.
Esta obra é muito especial e põe-nos a par de todo qualquer aspecto filosófico (ele existe!) nos enredos, personagens e povos que se registaram para sempre, segundo Hergé, nestas aventuras inesquecíveis que se marcaram muito mais para além de uma leviana e fácil leitura.
Imperioso conhecer esta obra!


BELGIUM RHAPSODY - ​Edição Lombard. Autores: argumento de Benec, traço de Thomas Legrain e cores por Elvire De Cock e Marete Jepsen. Trata-se do décimo primeiro tomo da série "Sisco". 
Nem só do "divinizado" James Bond e parceiros paralelos funciona este tipo de aventuras. Pela França (e Bélgica associada), existe um destemido e rebelde herói: Sisco (aliás, Vincent Sisco-Castiglioni). Ele é um implacável (quase) agente secreto do governo francês. Atreve-se corajosamente às mais variadas complicações no combate a qualquer tipo de crime. Sofre as consequências, mas acaba por sair sempre triunfante, o que é natural nestas confusões...
Tem um senão, contra e/ou a favor dele próprio: não suporta ordens pouco sensatas e prefere agir, por norma, por sua própria vontade...
Cautela, Sisco!


A HERANÇA DAS CORES - Edição: FA. Autor: David Revoy. Adaptação: Flávio C. Almeida.
“A Herança das Cores” conta uma história através da perspectiva de uma criança que nos mostra como o mau ambiente em casa é impactante, transformando a vida num mundo monótono em tons de cinza, mas também como a esperança está sempre lá, nos pequenos aspectos quotidianos da vida, como o afecto de um animal de estimação ou o canto de um pássaro, transformando tudo numa história maravilhosa!
Um livro em banda desenhada com uma narrativa visual, para retratar a maneira como as crianças são afetadas por um ambiente negativo em casa, as dificuldades sociais e como suportam as consequências. Uma obra bonita, triste e alegre ao mesmo tempo.
Disponível em edição física e digital em www.fabd.pt
LB/CR

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

NOVIDADES EDITORIAIS (190)

BOB MORANE, INTÉGRALE 13 - Edição Lombard. Argumentos de Henri Vernes ​e arte de Felicisimo Coria.
​Continuam a ser reeditadas, via versão integral, as entusiasmantes aventuras de Bob Morane e seu amigo Bill Ballantine. Neste tomo, cinco narrativas: "Trois Petits Singes", "Le Jade de Séoul", "Le Tigre des Lagunes", "L'Arbre de l'Éden" e "Un Parfum d'Ylang-Ylang".
O veterano romancista belga Henri Vernes, sempre imparável nos seus escritos de ​aventuras, onde raros argumentos foram ​fracassos. No entanto, uma bizarra situação ​que também acontece com outros heróis de ​outros autores: neste caso, por exemplo, eles passam dias a fio ​em ambientes distantes e exóticos, muitas vezes em ​perigosas selvas (há outros como o Tex Willer, que ​se ensopam de suor e poeira pelas pradarias) e ​aparecem sempre bem barbeados, "fresquíssimos ​da Silva"!... Lapsos que tiram o realismo aos heróis.
​Mas, parece, era então moda. De qualquer modo, ​Morane e Ballantine, são bem homens feitos e ​de barba rija, ou serão "anormais"?

Outros tantos ​heróis, como Tarzan, Príncipe Valente, Cisco Kid, ​Luc Orient, Flash Gordon, Tomahwak Tom, Porto ​Bomvento, etc., por aqui se filiam numa irrealista ​galeria de faces de imberbes adolescentes!...
Mais ​autêntico, por exemplo, foi Henry Rider Haggard, que no seu célebre romance "As Minas do Rei ​Salomão", coloca o personagem "capitão John ​Good" a barbear-se em plena selva, quando ele ​e os seus companheiros são "capturados" pelos ​guerreiros kakuanas… Uma situação quase ​anedótica, mas bem mais autêntica. Ele há coisas!...


LE TOUR DU MONDE EN 80 JOURS - ​Edição Glénat. Segundo Jules Verne, tem argumento ​e arte de Chrys Millien e capa de Fred Vignaux, e ​pertence à série "Les Grands Classiques de la Littérature ​en Bande Dessinée".
​"A Volta ao Mundo em 80 Dias" é talvez, o mais famoso ​e popular livro de Jules Verne. Várias vezes adaptado à ​Banda Desenhada (donde também uma versão pelo ​nosso saudoso Fernando Bento, em 1942, para a revista ​"Diabrete", do n.º 76 ao 100), a seriados e ao Cinema.
​Pela 7.ª Arte, três realizações se destacam: a fantasiosa ​"Os Três Estarolas na Volta ao Mundo" (1963) por Norman Maurer; "A Volta ao Mundo em 80 Dias" (2004) por Frank Coraci… de certo modo, um "flop"; e com o mesmo título, ​a espectacular e bem conseguida realização de Michael Anderson e produção de Mike Todd, em 1956; nesta ambiciosa e conseguida versão, a força tremenda de um elenco de luxo: David Niven, Mário "Cantinflas" Moreno, Shirley MacLaine, Robert Newton, Charles Boyer, Martine Carol, Charles Coburn, Marlene Dietrich, John Gielgud, Buster "Pamplinas" Keaton, Peter Lorre, Frank Sinatra, ​Red Skelton, etc, etc.
​Aplaudimos esta versão cinematográfica, como, em ​pleno, também o fazemos para esta nova versão ​em Banda Desenhada.


FABRIQUÉ EN BELGIQUE - ​Edição Erika Nagy. Autores: argumento de György ​Smogyi e Iotván Bobó, traço de Szabolcs Tebeli, ​também responsável pelas cores, em parceria com ​Áron Bárány.
​Em edição em inglês, "Fabriqué en Belgique", é o ​primeiro tomo da série "Kittenberg", álbum que nos ​foi gentilmente enviado pelo nosso amigo (não ​propriamente um bedéfilo entusiasta) Zolt Szelenyi, ​residente em Budapeste, que conhece e ama o ​nosso País e que fala português.
​Uma interessante e movimentada narrativa que, curiosamente, se inicia em Luanda (Angola) em ​1907. Eis o ponto de partida…
​Os interessados deverão contactar para: kittenbergertenv@gmail.com
​A Banda Desenhada Húngara (Magiar Képregény) é ​quase nada conhecida em Portugal… infelizmente. No ​entanto também, na "Sobreda-BD/2001", com apoio ​do citado amigo Zsolt, houve exemplos expostos: Attila ​Fazekas, Erno Zorad, Marcell Jankoviks e o fenomenal ​Pál Kocmáros, pormenor este, focado no BDBD, na nossa ​rubrica "Pela BD dos Outros", a 15 de Dezembro/2014.
​Depois, o nosso BDBD, na rubrica "Talentos da Nossa Europa", demarcou os húngaros Attila Fazekas a 30 de Agosto/2016 e Attila Futaki a 7 de Julho/2019.
Aqui e agora, é a vez, pelo menos, do desenhista Szalbocs Tebeli.
​Sob o acompanhamento das fogosas, entusiasmantes e eternas Czardas, vamos olhar melhor por este belo exemplo (entre outros mais) da BD Húngara?


HISTÓRIA DA AMADORA - ​Edição Âncora. Autor: José Ruy.
Com o título "História da Amadora, Levem-me Nesse Novo Sonho", nesta "reedição" (seria assim tão urgente e necessária?!…), a vers​ão ​original foi remodelada e actualizada pelo autor, com ​os heróis "Zé Pacóvio" e "Grilinho", a fazerem de fio ​condutor desta toda narrativa… Alguém imagina que ele vai esgotar?!!!...
Aqui registamos a obra como "novidade" editorial...

LB

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

NOVIDADES EDITORIAIS (154)

ALEXANDRE LE GRAND - Edição Glénat / Fayard. Autores: argumento de David Goy e Luca Blengino; traço de Antonio Palma; cores de Flavio Dispenza; e o apoio do historiador Paulin Ismard.
Alexandre III da Macedónia, mais conhecido por Alexandre, o Grande ou Alexandre Magno, é um personagem valoroso e admirável da História. Conseguiu até à sua data, criar o maior império do mundo, que ia das margens (e não só) do
Mediterrâneo até à Índia.
Tinha como seu ídolo o valente e lendário Aquiles da “Ilíada” de Homero, tanto na bravura como no aspecto sentimental, no caso, Aquiles-Pátroclo, que ele marcava com o seu Heféstion.
Conseguiu convencer que era filho de Zeus e representante do deus egípcio Amon, pelo que foi também proclamado faraó do Egipto.
Por circunstâncias não clarificadas, pois os cronistas e historiadores não se entenderam em opiniões certas, Alexandre morreu na Babilónia a 10 de Junho de 323 AC, com 32 anos de idade.
Para além da misteriosa doença que o vitimou (tifo, malária, meningite...?), moralmente sofreu com a morte do seu cavalo Bucéfalo (de velhice) e com a do seu estimado companheiro Heféstion. No entanto, Alexandre casou três vezes com nobres persas (Roxana, Estativa e Parisátide).
Era muito viciado no alcoolismo. Toda a sua história ficou registada com factos reais e muitos pormenores de fantasia.
Como político e general, teve a absoluta admiração de vários imperadores e/ou césares da antiga Roma, nomeadamente, de Júlio César. Séculos mais tarde, também Napoleão Bonaparte o teve como inspirador modelo.
Este álbum é “narrado” por dois amigos que se reencontram e que haviam seguido e convivido com Alexandre. Pouco depois da sua morte, o magnífico império que havia construído, desagregou-se...


A ILHA DO CORVO QUE VENCEU OS PIRATAS - Edição Âncora / Governo dos Açores. Autor: José Ruy.
Aqui, pelo BDBD e sob autoria do próprio desenhista, fomos divulgando em várias crónicas, todo o empenho e a entusiasta elaboração desta belíssima obra de mestre José Ruy.
Esse cantinho português um tanto isolado, a ilha açoreana do Corvo, tem uma história heróica, onde se demarcam os dramas e a íntegra bravura dos corvinos, sobrevivendo e vencendo às investidas de corsários mouros.
José Ruy dedicou-se em pleno à feitura deste álbum, com o tão positivo apoio do Governo Regional dos Açores, bem como de outras específicas entidades, como o historiador Carlos Guilherme Riley, o arqueólogo José Neto e o linguista João Saramago. Mais ainda: com pleno empenho/colaboração, variadíssimos elementos da população local prestaram-se a servir de modelo para vários personagens desta tão conseguida narrativa que é digna de muitos aplausos.
Parabéns, mestre José Ruy! Parabéns, Ilha do Corvo!


TERRA 2.7 - Edição Escorpião Azul. Autor: MAF (Mário Ferreira).
É uma obra muito interessante, tanto mais que aborda uma vertente bem rara na BD Portuguesa: a Ficção-Científica.
O argumento faz propostas simpáticas, se bem que não totalmente “originais”, mas isto é um mal menor...
O que apontamos como erro, é o facto de, em muitas vinhetas, as legendas, em “côr branca”, estarem sobre um fundo cinzento, dificultando a devida e fácil leitura...
De qualquer modo, aconselhamos este álbum.
LB

segunda-feira, 4 de junho de 2018

NOVIDADES EDITORIAIS (148)

CARAVAGGIO - Edição La Gazzetta Dello Sport, com a colaboração de Corriere Della Sera e Panini Comics. Autor: Milo Manara.
Esta obra do “terrível” Milo Manara já tem, há algum tempo, uma apagada edição em português...
“Cravaggio, la Tavolezza e la Spada” é a primeira parte versando a vida de excessos, angústias, paixões e arte de Michellangelo Marisi da Caravaggio, uma das magistrais figuras da Pintura italiana.
Ninguém melhor que Milo Manara poderia agarrar este trabalho, tão encantador como deslumbrante. É uma edição muito bem cuidada, tendo no final algumas belas pinturas do próprio Manara, no melhor estilo de Caravaggio. Uma edição exemplar!
Ficamos à espera da continuação, ou seja, do segundo tomo...
Registamos já o nosso sincero agradecimento à nossa amiga Mary Bartolo Andreoti, de origem maltesa mas italiana por casamento, que é nossa correspondente do BDBD em Itália. Grazie mille, Mary!


CALDAS DA RAINHA EM BD - Edição: Âncora. Autor: José Ruy.
“Nascida das Águas e o 16 de Março de 1974” é a reedição da história da cidade das Caldas da Rainha (“Nascida das Águas”), agora com um devido acréscimo de mais dez pranchas, relatando o autor a intentona (que não triunfou e que apenas “adiou” por pouco tempo) militar contra a ditadura portuguesa e insuportável, a 16 de Março de 1974... Mas a 25 de Abril o gesto militar triunfou. Já era tempo de acontecer tal alegria aos Portugueses!
Obrigado, amigo José Ruy, por este registo histórico através da sua arte!


O ESPIÃO ACÁCIO - Edição Mundo Fantasma. Autor: Fernando Relvas (1954-2017). Este autor, tão admirado e com notável obra, faleceu antes do tempo, desafiando as “naturais regras cósmicas”... Terá sido ele próprio a “precipitar” esse seu fim, pois gostava de viver sem regras nem grilhetas. Viveu alguns anos na Croácia, onde casou. Sua viúva, Nina Govedarica, reside em Portugal e fala o nosso idioma quase sem sotaque.
Mas vamos lá a esta aplaudível obra, que foi lançada no Festival-BD de Beja-2018: o álbum “O Espião Acácio”, que compila (e muito bem) os episódios deste delicioso personagem, que Relvas em boa hora inventou. Esses episódios saíram na então edição portuguesa da revista “Tintin”. Agora, estão reunidos em álbum. Até que enfim!...


ZODIAKO - Edição Opera Graphiica Editora, com a bem atenta coordenação de Fábio Moraes. Autor: Jayme Cortez (1926-1987).
É muito difícil falar-se deste tremendamente belo álbum, “ZODIAKO Premium”, de tal modo se fica cilindrado e maravilhado ante a leitura consciente e atenta, perante esta espantosamente bela edição!...
Sem palavras ante este terrível encanto! - é mesmo o que, em plenitude sincera, se pode aqui confessar.
Amigo e “cúmplice” de outro grande mestre da 9.ª Arte portuguesa - Eduardo Teixeira Coelho -, por cá teve algumas “coisas” editadas mas, entretanto, em 1947, buscou novos rumos no belo, imenso e sedutor Brasil (onde terá também convivido com o nosso “Tio Tónio”...). Por essas distantes terras, aí se fez e aí foi evoluindo, revolucionando e apostando em invejáveis inovações. Foi, com toda a dignidade, premiado não só no seu adoptado Brasil como em Itália (no exigente Festival de Lucca), por exemplo. Em Portugal... nada!
Portugal que, apesar do 25 de Abril de 1974, continua a chafurdar em tonterias do “sebastianismo”, mais concretamente nas tibiezas do cardeal-rei Dom Henrique I e nas servis traições a Castela (vulgo Espanha) de Cristóvão de Moura e Miguel de Vasconcelos... Adiante!...
Jayme Cortez foi, e é, enorme na Banda Desenhada. No “seu” Brasil, onde criou, evoluiu e foi respeitável mestre. Deve-se a ele, a primeira exposição de Banda Desenhada no mundo, em 1951. Glória cultural imensa que Portugal desconhece, pois tal não dá votos aos imbecis carneiros dos nossos Partidos que só arrotam promessas nas campanhas eleitorais e o resto... ou é demência ou impotência!... Ora pois: se deixámos morrer Camões ou Bocage na mais repulsiva miséria, o que é que se espera agora?...
Na “outra sentida Pátria” de Jayme Cortez, ele criou obra invejável, da qual, alguma coisa (num estilo de incómodos espirros ocasionais) lá se editou efemeramente por terras nossas...
Em “Beja-BD/2018”,  graças a encontro com o amigão Fábio Moraes, assim nos deparámos com uma das mais importantes e ferventes obras do nosso Portugal e do nosso, em simbiose, Brasil...
Obrigado Jayme Cortez! Obrigado Brasil! Obrigado Fábio Moraes!
LB

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

NOVIDADES EDITORIAIS (112)

LA BOUE ET LE SANG - Edição Lombard.  Argumento de Yves H. e arte de Hermann.
Na linha western, “La Boue et le Sang”, é o primeiro tomo da série “Duke”.
Uma obra esmagadora que nos arrasta e envolve quase sem tempo para respirar. A arte plena dos Huppen numa série intensa, cruel e maravilhosamente sem contemplações. Sem as doces fantasias “made in Hollywwod”!...
Com a acção de Duke, aqui se revivem as fúrias, as ganâncias e os sofrimentos das gentes do lendário Oeste Norte-Americano.
O leitor quase se sente cilindrado com tamanha narrativa, mas vale bem a pena, não só pelo argumento de Yves, como também pela gigantesca e impecável arte de Hermann.

 
CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO - Edição Âncora. Autor: José Ruy.
Numa obra didáctica, mestre José Ruy revela-nos aqui a apaixonante biografia de Carolina Beatriz Ângelo, que foi a primeira mulher do nosso País a votar e também, a primeira mulher que, sendo médica, foi também a primeira a praticar cirurgias.
Corajosa na luta pelos justos direitos das mulheres, teve como suas principais colaboradoras, Ana de Castro Osório e Adelaide Cabete.
Nascida na Guarda, faleceu jovem, com apenas 33 anos, por falha súbita do seu coração em 1911.
Esta obra é uma notável e justa homenagem de José Ruy a uma das grandes portuguesas da nossa História.

MAORI BLUES - Edição Lombard. Argumento de Benec e traço de Thomas Legrain.
“Manon Blues”, décimo tomo da série “Sisco”, é a  segunda e última parte, concluindo o episódio (“Gold Black”) iniciado no tomo anterior.
Pela região da Nova Zelândia, vários países e diversos agentes secretos, andam envolvidos, sem qualquer escrúpulo, pela causa do danado do petróleo.
Sisco, agente secreto francês, e que se havia retirado, é-lhe imposto que torne ao activo, dê lá por onde der... E para o forçarem à acção, ele tem de se portar muito bem para salvaguardar a sua querida Manon, que está mais ou menos “cativa” no Uganda...
Sisco , por sua vez, está preso entre dois fogos: o dos franceses que lhe impõem o regresso e o dos agentes norte-americanos da famigerada CIA que o têm como muito incómodo...

 
LENDAS DO DISTRITO DA GUARDA - Fernando Santos Costa é o autor e editor, tendo tido neste aspecto, o apoio das Câmaras Municipais de Aguiar da Beira, Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda, Manteigas e Trancoso.
Este maravilhoso álbum, não sendo propriamente uma obra de Banda Desenhada, tem porém, por cada lenda, uma ilustração alusiva, por Santos Costa.
Para além das terras já citadas, há também lendas de Fornos de Algodres, Gouveia Mêda, Pinhel, Sabugal, Seia e Vila Nova de Foz Côa.
Curioso: numa das lendas de Figueira de Castelo Rodrigo, há também uma bela moira Salúquia, mas esta com um final bem mais feliz que a sua homónima da Cidade de Moura (que, pelos Romanos se chamou Arucci e/ou Civitas Aruccitana, e pelos Árabes, era Al-Manijah).
Os interessados em ter este precioso álbum, deverão contactar com um dos sete Municípios acima citados. Ate lá, parabéns Santos Costa!
LB

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

NOVIDADES EDITORIAIS (101)

LES TROIS PERLES DE SA-SKYA - Edição Lombard. Argumento de Jean Van Hamme, traço de Christophe Simon e cores de Alexandre Carpentier, segundo a obra original de Paul Cuvelier (1923-1978), ou seja, a encantadora série “Corentin”.
Vários anos volvidos, neste 2016, Corentin faz 70 anos, pois nasceu a 26 de Setembro de 1946, com argumento de Jacques Van Melkebeke.
As Éditions du Lombard (Bélgica) resolveram, e muito bem, homenagear o herói com um novo álbum, o oitavo: “Les Trois Perles de Sa-Skya”.
O garoto órfão Corentin Feldoé, foge da Bretanha aos maus tratos de seu tio e embarca clandestinamente num veleiro. Este naufraga nas costas indianas e o adolescente escapa-se e aí encontra três fiéis companheiros: o gorila Belzébuth, o tigre Moloch e o jovem indiano Kim. E também índia, exótica e perigosa, se torna amigo da princesa Sa-Skya e do rajá seu pai, que o protege...
Neste álbum, Corentin, já não é um garoto astuto e temerário, mas um rapagão, sempre corajoso e leal e, talvez casadoiro... Não se vai livrar de angustiantes situações até que tudo se resolva em final feliz.
Salienta-se em especial, o magnífico traço de Christophe Simon, que foi um aplicado discípulo de mestre Jacques Martin.

 
HISTÓRIAS DE VALDEVEZ - Edição Âncora. Autor: José Ruy.
É um feliz álbum pelo talento de mestre José Ruy que, como sempre, bem se esmerou em trabalhar na história desta famosa região minhota.
É o álbum que comemora os 500 anos do Foral outorgado por El-Rei D. Manuel I.
Mas, pela narrativa, muitos aspectos curiosos e históricos, nos são revelados ou recordados, como por exemplo, as origens do nome de Valdevez (e depois e porquê, Arcos de Valdevez), como Dom Afonso Henriques confirmou que tal região era de Portugal (ainda a nascer...) e não dos reinos unidos de Leão e Castela, e por aí adiante...
“Histórias de Valdevez” é um álbum que merece atenta leitura. Por ele, estão de parabéns, José Ruy, a Âncora Editora e o Município de Arcos de Valdevez.

LES ONZE MILLE VIERGES - Edição Glénat. Autor: Ralf König.
A história de Santa Úrsula e as Onze Mil Virgens é uma lenda muito antiga e muito conveniente à Igreja Católica. Mas tudo isso não passará do lendário maravilhoso...
O atento e genialmente sarcástico alemão Ralf König deslumbra-nos com esta grande paródia onde desmantela toda a hipocrisia e castidades das beatices...
Uma loucura hilariante para leitores capazes, salvo aqueles que, por demência ou ingenuidade, ainda “acreditam no Pai Natal”...
Bravo, Ralf König!
LB

terça-feira, 27 de outubro de 2015

NOVIDADES EDITORIAIS (81)

PEREGRINAÇÃO - Edição Âncora. Autor: José Ruy, segundo os relatos das aventuras “vividas” por Fernão Mendes Pinto (1510-1583).
Trata-se da 4.ª edição desta obra-BD que se encontrava esgotada há alguns anos e que era procurada por muitos bedéfilos. É também uma das criações mais notáveis de mestre José Ruy.
Fernão Mendes Pinto registou, de um modo autobiográfico, a sua agitada e aventurosa vida por terras e mares da Ásia em “Peregrinação”, obra mais do que famosa da nossa Literatura.
Mas, o que ele narra, foi tudo autêntico? Ou há um excesso de fantasias? Ou há uma mistura das duas vertentes? Em qualquer dos pontos de vista, é uma obra para ser lida e admirada por todos nós.
E José Ruy, com o seu entusiasmo, deu-lhe toda a força na adaptação que, com mestria, fez da “Peregrinação” para a Banda Desenhada.
Esta versão em BD foi inicialmente publicada no “Cavaleiro Andante” (1956-1957) do n.º 249 ao 308, contendo 75 pranchas.

BELLE DE NUIT - Edição Delcourt. Autor: Horacio Altuna.
A magnífica ousadia gráfica, sobretudo no aspecto erótico, do argentino Horacio Altuna (que foi homenageado ao vivo no salão Sobreda-BD /1996), volta a brilhar com este álbum, “Belle de Nuit”.
Em Nova Iorque, a bela Jessica Hampton, leva uma vida dupla. De dia, é uma ingénua e acertada menina, filha de uma rica e conservadora família da alta burguesia. À noite... é um ver se te avias, sempre desejosa de sexo.
Ela é insaciável e evita comprometer-se. Apanha o que quer e depois desaparece sem olhar para trás, pela noite negra. Na verdade, ela é irresistível e muito bela... É a bela da noite!

OPTIONS SUR LA GUERRE - Edição Lombard. Autores: o argumentista Stephen Desberg e, no grafismo, Daniel Koller e Bernard Vrancken.
“Options sur la Guerre” é o 16.º tomo da série “I.R.$.“.
O agente do fisco, Larry B. Max, está agora apanhado numa aventura que se escapa da linha normal que tem enfrentado.
Agora, no cenário africano sempre turbulento, ele vai investigar um caso de trafico de armas que, ao fim e o cabo, são dadas como desaparecidas, porém vendidas a ambas as facções da guerrilha por um general... norte-americano

ENFANTS DES ABYSSES - Edição Lombard. Autora: Hélène V. (aliás, Hélène Vandenbussche).
“Enfants des Abysses” é o primeiro tomo da série “La Fille des Cendres” e recebeu em 2014 o “Prix Raymond Leblanc de la Jeune Création”.
O mar foi sempre sedutor, irresistivelmente sedutor... Na sua beleza e na sua maravilha, encerrando também grandes e estranhos mistérios.
Harriet Ashtray, corajosa e enigmática, pertence a uma família ligada ao mar. Melancólica, dentro dela há um estranho poder que a queima e que ela dissimula. E um dia, o mar lança-lhe um apelo...
Interessante registar que o argumento, o traço e as cores, são da autoria de Hélène V., um novo e prometedor valor da Banda Desenhada Francesa.
LB

sábado, 6 de setembro de 2014

BREVES (4)

João Amaral
NOVO ÁLBUM DE JOÃO AMARAL
Foi elaborado exaustivamente e quase em rigoroso segredo. Comporta pouco mais de cem pranchas e será lançado e posto no mercado após o programado Festival da Amadora, ou seja, nos fins de Novembro ou primeiros dias de Dezembro.
Trata-se de "A Viagem do Elefante", adaptação do romance homónimo de José Saramago.
O álbum tem a chancela da Porto Editora. E cá se fica à espera desta novidade...


ÁLBUM DE JOSÉ RUY NAS LIVRARIAS EM SETEMBRO

José Ruy, outro autor português em grande actividade, vai ver reeditada, 18 anos depois, a obra "O Juiz de Soajo", conforme nos dá conta esta nota de imprensa:

"A propósito da comemoração dos 500 anos do Foral de Soajo, assinalados no passado dia 16 de Agosto, a Âncora Editora reedita a obra de banda desenhada O Juiz de Soajo, de José Ruy, em que o autor de BD com mais álbuns publicados retrata a história, os costumes e as tradições da vila de Soajo, em Arcos de Valdevez.
Editada pela primeira vez em 1996, pela antiga Editorial Notícias, a obra regressa às livrarias durante o mês de Setembro, preservando o registo do rico património cultural, paisagístico e patrimonial desta aldeia singular, outrora sede de concelho."


BATMAN EM VISEU
O GICAV (Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu) que este ano está a festejar o seu 25.º aniversário, se para este 2014 não programou o seu Salão-BD, por outro lado, nas suas acções pela Banda Desenhada arregaçou as mangas e "atirou-se" a três exposições comemorativas. Ah, valentes!
Assim:
- De 9 de Agosto e até 14 de Setembro, comemora Mafalda, pelos seus 50 anos.
- A 4 de Outubro (devendo abranger todo este mês), acontece a exposição comemorativa do 1.º centenário do nascimento do grande mestre belga Jijé (Joseph Gillain). Esta expo, que já esteve patente em Moura (de 24 de Junho a 21 de Julho), é uma co-produção do GICAV e da Câmara Municipal de Moura.
- Pois ainda no decorrer deste 2014, uma terceira exposição, com datas concretas a indicar, se anuncia já. Será sobre os 75 anos do tão popular super-herói Batman (Homem-Morcego). Voltaremos a falar deste assunto.
Para já, parabéns GICAV! Força, GICAV!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

NOVIDADES EDITORIAIS (40)

JOÃO DE DEUS, A MAGIA DAS LETRAS - Edição Âncora. Autor: José Ruy. 
Álbum muito bem conseguido que narra a biografia de João de Deus, notável pedagogo, poeta e humanista da nossa Pátria. Merecia bem uma obra como esta e o nosso imparável mestre José Ruy ousou (e muito bem!) levar esta ideia para diante. Pela sua força didáctica, é uma obra para figurar e ser lida, pelo menos, em todas as escolas de Portugal. Já existe, também, uma edição em mirandês. 


LE SECRET DU BONHEUR - Edição Lombard. Com argumento de Stephen Desberg e arte gráfica  de Dan Panosian, "Le Secret du Bonheur" é o primeiro tomo da série "John Tiffany". Este, é um aventureiro rico e audacioso que tem como profissão ser caçador de prémios. Vivos ou mortos, apanha sempre qualquer tipo de meliante. Em todo o caso, não se livra, também ele, de ter a cabeça a prémio. Obra com muita acção e com bastante erotismo.


 
LA FLEUR DU SOUVENIR - Edição Lombard. Argumento de Serge Le Tendre, traço de Jérôme Lereculey e cores de Stambecco. É o segundo tomo da série "Golias".
Ficcionada algures pela Gécia Clássica, o príncipe Golias, traído pelo seu sinistro tio Polynos, vai tentar encontrar a rara "flor da recordação" para salvar seu pai, o rei Farstal, devendo ainda livrar-se dos instintos cruéis do usurpador e proteger a sua irmã Aerénea. Nesta epopeia, Golias é acompanhado pelo seu amigo de infância Konios, o velho mago Sarhan e a sua própria irmã que também terá perdido a memória...
Frisa-se aqui, a bela arte gráfica.


 
LE TEMPS DU DESERT - Edição Casterman. Criação de Denis Barjam, com momentos gráficos bem espectaculares, "Le Temps du Desert", é o primeiro tomo da série "Universal War Two", agora no segundo e autónomo ciclo.
Lá muito para diante do nosso actual tempo, quase já não há vida na Terra. No sistema solar, é em Marte que reside uma certa humanidade - humanidade esta que é descendente de populações terráqueas. Mas o Sol está a apagar-se e coisas terríveis e misteriosas estão assustadoramente a acontecer no Cosmos...

SOUVENIRS DE FUTURS - Edição Dargaud. Autores: Pierrre Christin (texto) e Jean-Claude Mézières no grafismo. Este álbum da série "Valérian", é uma recapitulação dos grande momentos das aventuras de Laureline e Valérian. Os episódios são recordados pelos dois principais heróis da série e ainda, pelos três desastrados passarocos, os Shingouz. Notável: as aguarelas de Mézières, de duas páginas ou página e meia, que intercalam os episódios recordados.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

ENTREVISTAS (5) - BAPTISTA MENDES

De seu nome completo Carlos Fernando da Silva Baptista Mendes, nasceu na capital angolana, Luanda, a 4 de Março de 1937. Com pouco mais de dez anos, veio com a família para Lisboa, onde estudou no Liceu Gil Vicente.
Estreou-se como banda desenhista em 1959, na 2ª fase da revista "Camarada". Colaborou depois para diversas publicações, como por exemplo "Cavaleiro Andante",  "Pim-Pam-Pum", "Falcão", "Mundo de Aventuras", "Revista da Armada", "Jornal do Exército", "Alentejo Popular", "Anim'arte", etc. Tem vários álbuns editados, donde se salientam os títulos  "Por Mares Nunca Dantes Navegados" (esgotado), "O Infante Dom Henrique", "História de Penamacor", "História de Trancoso" e ainda participou no álbum colectivo "Salúquia: A Lenda de Moura em Banda Desenhada".
Foi homenageado ao vivo nos Salões da Sobreda (1992) e de Moura (1996).
De há uns tempos para cá, tudo fazia crer que tinha abdicado da sua carreira. Foi rebate falso! Para além de muitas criações suas "na gaveta", esteve a preparar dois álbuns que já deviam estar impressos, mas que ainda não estão!... Isto levou-nos a desafiá-lo para a breve entrevista que se segue:

BDBD - Constava que estavas parado, mas afinal tens dois álbuns prontos a ser editados...
Baptista Mendes (BM) - Sim. Um é "A Vida de Luiz Vaz de Camões", que há muitos anos saiu nas páginas centrais do "Jornal do Exército". Agora será um álbum com uma nova planificação e nova paginação.
Pranchas 13 e 37 de "A Vida de Luis Vaz de Camões", por Baptista Mendes
BDBD - E o outro?
BM - O outro é "Guimarães", que era para sair no início de 2012, mas tive um problema com a vista que me obrigou a parar, donde até, o ter sido operado. Mas ficou pronto e desde Abril que está entregue na editora, que é a Âncora Editora.
Capa e prancha 1 de "Guimarães", por Baptista Mendes
BDBD - Mas são ou não são editados?
BM - Eu estou à espera que sim. Só a minha lealdade com a Âncora é que me tem feito esperar.

BDBD - E a BD de ficção, não a fazes?
BM - Agora, neste altura, não estou a pensar nisso, pois nem sei se teria saída. Interessa-me mais o campo das biografias históricas, estando até a documentar-me na figura do Marquês de Pombal. Vamos a ver...

BDBD - Que pensas dos novos da nossa Banda Desenhada?
BM - Como sempre e em qualquer geração, há gente com valor e que triunfa, como há aqueles que desistem...

E ficámos por aqui, com um apelo à Âncora Editora para que não tarde em publicar este dois anunciados álbuns de Baptista Mendes.
LB
Capa do álbum "A Vida de Luis Vaz de Camões", por Baptista Mendes

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

NOVIDADES EDITORIAIS (16)


LE JUGEMENT DE LA BALANCE - E a muito interessante série "Zodiaque", pelas Editions Delcourt, já chegou ao sétimo tomo: "Le Jugement de la Balance". Tem argumento de Corbeyran, capa de Thomas Ehretsmann, traço de Ullcer e cores de Jérôme Brizard.
Até agora, é um dos mais sedutores álbuns desta bela série plena de mistérios. Narra-nos a história que o "procurador Benjamin Brass, por ser bruxo ou feiticeiro, de modo algum tal o afasta do fascínio pelo mal, antes pelo contrário. Graças ao seu talento, ele vai ao ponto de neutralizar as cinco grandes famílias que estão à cabeça do crime organizado em Nova Iorque.
Mas o inevitável regresso do equilíbrio de forças antagonistas vai confundi-lo e pôr em causa as suas mais firmes convicções"...



AU PREMIER SANG VERSÉ... - Com edição Lombard, "Au Premier Sang Versé...", é o primeiro tomo, da série de quatro, "Duelliste".
Para os amantes (que não são nada poucos) das histórias de capa-e-espada, aqui temos uma fascinante série digna de uma entusiasmante leitura. Tem argumento de Emmanuel Herzet (fervoroso admirador da obra dos romancistas Paul Féval, Alexandre Dumas e Miguel Zevaco), cores firmes de Vyacheslav Panarin e o brioso traço, tão elegante quão vigoroso, de Alessio Coppola.
Tudo envolve, nos tempos de Louis XIV de França, a vivência de um tal Antoine Velayne, um exímio espadachim que é sempre contratado pelos grandes senhores, cobardes por natureza, para ele os substituir nos duelos. E Velayne sai sempre vitorioso. Mas uma vez, o nobre que o contratou, enganou-o. E Velayne reza para que o vencido não morra... E aparece também um estranho e geral fenómeno alquímico que pode vir a complicar todo o sistema...



LEONARDO COIMBRA - Publicação da Âncora Editora, com autoria de José Ruy, nosso incansável autor-artista da Banda Desenhada.
"Leonardo Coimbra e os Livros Infinitos", relata-nos a vida desse grande filósofo, político e pensador português, Leonardo Coimbra, natural da zona de Felgueiras. A obra tem interesse na sua função didáctica, mas este é um género que não deve ser abusado na Banda Desenhada. Que a 9.ª Arte vive e vibra sempre com ficção e aventura. E, em certos casos, com fino humor.
Onde está o estimado José Ruy de obras como "Peregrinação", "A Mensagem", "Porque Não Hei-de Acreditar na Felicidade?", "Os Lusíadas"?...



LE GANG KENNEDY - A narrativa desenrola-se na América do Norte por volta de 1947. Mas, tal como maravilhosamente a série (de álbuns autónomos) "Jour J" sempre nos propõe, tudo é uma barafunda, atendendo ao sentido das hipóteses
do que teriam sido as situações se a História não tivesse singrado pelas vias que hoje se registam...
E, por todo o aspecto dramático das narrativas, sempre deparamos com uma fina e indelével ironia.
"Le Gang Kennedy" é o décimo tomo da série, com edição Delcourt, guião de Fred Duval e Jean-Pierre Pécau e o firme traço do neo-zelandês Colin Wilson.



LE  LABYRINTHE - Com edição Delcourt, é o segundo tomo da série "La Grande Évasion", também composta por álbuns autónomos ou, o que soe dizer-se, álbuns únicos. "Le Labyrinthe" tem guião de Mathieu Gabella e grafismo de
Stefano Palumbo.
Uma vasta equipa de ténicos ousados (arqueólogos, espeleólogos, matemáticos, psiquiatras, etc.) mergulham no subsolo da ilha grega de Creta, para descobrir o túmulo de Dédalo, o criador do famoso e lendário labirinto, onde o mítico e tenebroso Minotauro executava e se alimentava das ofertas humanas que lhe eram sacrificadas.
Mas toda esta intrigante e espantosa narrativa, leva-nos a outras "descobertas", ou seja, a bem estranhas teorias...