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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

BREVES (122)

Arlindo Fagundes (1945-2025)
PITANGA FICOU ÓRFÃO...

Arlindo
Terra Fagundes, conceituado ceramista, ilustrador e banda desenhista, faleceu no passado dia 9 de Janeiro, deixando órfão o seu icónico personagem "Pitanga".
Arlindo Fagundes nasceu em Ovar, a 3 de Julho de 1945, tendo frequentado a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. 
Diplomou-se como realizador de Cinema, em França, para onde se exilou, de 1967 a 1974. Aí aderiu ao Partido Comunista Português, em 1968.
Regressado a Portugal, após a Revolução dos Cravos, iniciou-se na cerâmica em 1975 na oficina que instalou em Prado (Vila Verde), onde produziu os simpáticos e irónicos bonecos de barro que lhe deram notoriedade como artesão. Participou como formador ou coordenador em numerosas ações de formação profissional, nomeadamente em Barcelos, Guimarães e Vila Nova de Cerveira, sendo convidado pelo World Craft Council para dirigir a oficina de cerâmica tradicional a funcionar em Barcelos, integrada na Conferência Europeia do Artesanato de 1987. 
Nesse mesmo ano, recebeu o «1.º Prémio de Design Artesanal de Vila Nova de Cerveira».
Arlindo Fagundes, um nome de referência da banda desenhada e do cartoon nacional era, desde o primeiro volume, o ilustrador dos livros da conhecida coleção "Uma Aventura", publicada pela Editorial Caminho.
Leccionou na Escola Profissional de Braga e na Escola Calouste Gulbenkian.
Fez exposições de Pintura, individuais e colectivas, em Braga, Fafe, Lisboa e outras.
Foi homenageado pelo conjunto da sua obra no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (em 2003), onde recebeu o "Troféu Zé Pacóvio e Grilinho", e nas Jornadas da Sobreda/BD (em 2004), onde recebeu o "Troféu Sobredão".
Arlindo concedeu-nos uma breve entrevista em 2014 que pode reler aqui. Na altura estava na forja um terceiro álbum do Pitanga, entretanto publicado (com cores de José Pedro Costa), ao contrário dos anteriores, ambos a preto e branco, um estilo recorrente na obra do autor.
Arlindo Fagundes faleceu em Braga, onde residia e foi cremado.
Que descanse em paz.


MOURA, VISEU E CPBD RELEMBRAM CAMÕES...

Ilustração de José Baptista (Jobat)
Está confirmado! Este ano o tema da exposição a produzir por Moura, GICAV e CPBD terá como tema "Camões na Banda Desenhada", aproveitando as comemorações mais ou menos consensuais (e prolongadas até 2025) do quinto centenário do seu nascimento.
Serão cerca de quatro dezenas de versões (talvez o tema da nossa História mais trabalhado por autores nacionais), nos mais diferentes estilos e técnicas.
Desde autores consagrados mas já desaparecidos como José Ruy, José Garcês, Artur Correia, Fernando Bento, Eugénio Silva ou Carlos Alberto Santos, passando por uma nova ordem de desenhadores como Jorge Miguel e Luís Afonso, sem esquecer algumas versões estrangeiras (produzidas na Bélgica, no Brasil e no México), esta é uma mostra diversificada e abrangente, nunca antes produzida e levada ao público. 
De referir que Moura editará uma brochura, com texto de João Manuel Mimoso, acerca de Camões na obra de Carlos Alberto Santos. A não perder pelos coleccionadores...
A exposição inaugura dia 25 de Maio, em Moura, inserida na Feira do Livro daquela cidade. Seguirá depois para Viseu onde estará patente na Feira de São Mateus, em Agosto. Posteriormente será exposta na sede do Clube Português de Banda Desenhada, na Amadora, em data a anunciar.
Voltaremos a este assunto logo que haja mais novidades...

sábado, 8 de julho de 2023

HOMENAGEM A BAPTISTA MENDES: A REPORTAGEM

Entre 31 de Maio e 11 de Junho últimos, ocorreu em Moura, inserida na 42ª edição da Feira do Livro daquela cidade, a exposição "Baptista Mendes: a História em Quadrinhos".
A mostra era composta por cerca de uma vintena de painéis com algumas das muitas BD's que Baptista Mendes publicou no "Jornal do Exército", durante mais de duas décadas, na sua maioria biografias e episódios da nossa História de Portugal. 
A 10 de Junho - penúltimo dia do evento - aconteceu uma justa e sentida homenagem a Baptista Mendes, autor com vastíssima obra quer em revistas ("Jornal do Exército", "Camarada", "Cavaleiro Andante", "O Falcão", "Pim-Pam-Pum", "O Pardal", "Mundo de Aventuras"...) quer em álbuns, individuais ou colectivos ("Grandes Portugueses", "Por Mares Nunca Dantes Navegados", "Infante D. Henrique", "Salúquia, a Lenda de Moura em banda desenhada", "Portugueses na Grande Guerra: 1914-1918"...).
Amélia e Carlos Baptista Mendes

Álvaro Azedo, o Presidente da Câmara de Moura, deu as boas-vindas aos presentes, salientado a aposta que o município mourense tem mantido na Banda Desenhada enquanto forma de Arte e de Cultura e reforçou o apoio que continuará a dar a estas iniciativas. Na sua intervenção houve também uma calorosa referência aos parceiros que, com a Câmara de Moura, co-produziram esta exposição/homenagem a Baptista Mendes: o Gicav (Carlos Almeida e Luís Filipe Mendes) e o Clube Português de Banda Desenhada (Carlos Gonçalves e Carlos Moreno) sem esquecer evidentemente Luiz Beira, o comissário da exposição e "velho" aliado destas iniciativas desde há mais de três décadas. 
Álvaro Azedo dando as boas-vindas ao público presente
A sessão decorreu perante um público atento e conhecedor da obra de Baptista Mendes

Luís Filipe Mendes, Luiz Beira e Maria Fernanda Pinto,
folheando o Caderno Moura BD dedicado a Baptista Mendes

Em seguida, foi a vez de João-Manuel Mimoso fazer uma breve e emotiva intervenção, contando dois episódios curiosos sobre Baptista Mendes. 
O primeiro deles, culminou com uma mensagem em vídeo enviada por uma admiradora ucraniana da obra de Baptista Mendes que aprendeu português, enquanto estudava no nosso país, lendo muito, em especial algumas bandas desenhadas deste autor.

O segundo episódio, deixou o público com um sorriso nos lábios quando, de forma absolutamente inesperada, João-Manuel Mimoso ofertou a Baptista Mendes o original da primeira prancha de banda desenhada que este autor publicou (quando ainda assinava "Carlos Fernando").
Trata-se de uma curta biografia com o título "Fernão de Magalhães, o Teimoso" (publicada em 1959 no álbum "Grandes Portugueses"#1, da revista "Camarada"), que Mimoso descobriu 
 e resgatou  por acaso, num alfarrabista lisboeta. Um momento incrível, que, só por si, valeu uma boa parte da sessão.
João-Manuel Mimoso mostrando o original da primeira prancha publicada
por Baptista Mendes, antes de a oferecer ao autor
O primeiro original que Baptista Mendes publicou
(assinando como "Carlos Fernando")

Dando seguimento ao programa da sessão, apresentou-se o #12 da colecção "Cadernos Moura BD" (que inclui "A Vida de Luís Vaz de Camões", uma história publicada anteriormente no Jornal do Exército, a preto e branco e em continuidade, mas que foi totalmente remontada e colorida pelo autor, tendo legendagem de Catherine Labey).
Este era um trabalho que aguardava na gaveta por uma eventual edição, há muitos anos. Demasiados anos. 
Para alegria de Baptista Mendes - e nossa também, evidentemente - chegou, por fim, o dia em que os leitores puderam desfrutar desta nova versão a cores do "Camões", autêntica peça de coleccionador, que mais enriquece ainda esta colecção de referência. 
Carlos Rico apresentando mais um número dos "Cadernos Moura BD"...
...e o público presente, com rostos bem conhecidos do panorama bedéfilo nacional.

Foi depois a vez de Carlos Moreno (representante do CPBD) e Carlos Almeida (representando o Gicav) terem a palavra e darem conta de que esta parceria (agora alargada a três, depois do CPBD se juntar a Moura e Viseu) é para continuar e será motivo para outras exposições e homenagens a autores portugueses.

Carlos Moreno no uso da palavra. Esta exposição chegará à sede do Clube em datas a anunciar muito em breve...
Carlos Almeida convidou todos a visitarem esta exposição em Viseu,
em Agosto próximo, durante a Feira de São Mateus...


Finalmente, juntou-se ao grupo Lurdes Balola, Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Moura, que, em simultâneo com os representantes do CPBD e do Gicav, ofertaram a Baptista Mendes um troféu alusivo a esta bonita homenagem.
Batista Mendes, agradecendo, emocionado, a homenagem de que foi alvo

Baptista Mendes com o troféu nas mãos


O troféu: frente e verso

Por fim, Baptista Mendes autografou alguns Cadernos Moura BD, com notável felicidade estampada no rosto. Afinal, esta história de Camões era um desejo adiado e que finalmente pode ser apreciado pelo público bedéfilo.
Rui Domingues e Pedro Bouça foram os primeiros da fila

O Presidente Álvaro Azedo também pediu o autógrafo da ordem.

A boa disposição entre o público e o autor foi uma constante. 


O colega Pedro Massano pedindo um autógrafo ao colega Baptista Mendes.  

José Menezes (que se estreou nas visitas BD a Moura)
aguardando pelo autógrafo de Baptista Mendes

A sessão terminou pouco depois mas alguns convidados ainda jantaram e pernoitaram em Moura, como é tradição.
No dia seguinte, pela manhã, houve tempo para um relaxante passeio ao Jardim Dr. Santiago, para fugir ao calor abrasador.
Luiz Beira, Baptista Mendes, Carlos Rico e Carlos Almeida
Irene Rico, Amélia Baptista Mendes, Manu e Maria Fernanda Pinto 

Cerca do meio-dia, o pequeno grupo de resistentes rumou até Pias (que dista cerca de 14 Km de Moura) para almoçar e conviver mais umas horas. Paulo Monteiro, o director da Bedeteca de Beja, muito atarefado com o salão bejense (que decorria por esta altura) não conseguiu visitar a exposição mas deslocou-se a Pias só para cumprimentar o homenageado Baptista Mendes.
Tal qual como nos tempos do salão "Moura BD", a tradição
voltou a cumprir-se: o almoço de Domingo foi em Pias
Da esquerda para a direita: Luiz Beira, Carlos Almeida, Manu, Irene Rico, Maria Fernanda Pinto, Carlos Rico, Amélia e Carlos Baptista Mendes. Faltou o Paulo Monteiro que desapareceu rapidamente e não deu tempo de lhe tirarmos uma "chapa".

E, por fim, foi hora das despedidas, com a promessa de nos voltarmos a rever em Viseu, onde a exposição/homenagem a Baptista Mendes ficará patente a partir do próximo dia 10 de Agosto, na Feira de São Mateus.

Resta acrescentar que os Cadernos Moura BD (este #12 e outros números mais antigos) podem ser adquiridos contactando o seguinte e-mail: carlosxrico@gmail.com. 

Nota: as fotos desta reportagem foram-nos cedidas pelo Arquivo Fotográfico da CM Moura (Fabio Moreira), Manu, Carlos Almeida e Irene Rico, a quem agradecemos a gentileza. 
CR

terça-feira, 23 de maio de 2023

BAPTISTA MENDES - A HISTÓRIA EM QUADRINHOS

Entre os próximos dias 31 de Maio e 11 de Junho, ficará patente no Castelo de Moura uma exposição de banda desenhada com trabalhos de Carlos Baptista Mendes, inserida na 42ª edição da Feira do Livro.
A mostra tem como título “Baptista Mendes: a História em Quadrinhos” e revisita alguns dos muitos trabalhos que este autor publicou, durante mais de duas décadas, no Jornal do Exército. São histórias curtas (em duas pranchas, na sua grande maioria) versando acontecimentos ou biografias de personagens famosos da História de Portugal.
Trata-se de uma produção conjunta entre a Câmara Municipal de Moura, o Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu e o Clube Português de Banda Desenhada, que este ano se junta à habitual parceria entre Moura e Viseu.
"A Vida de Luís Vaz de Camões", uma história anteriormente publicada, em continuação e a preto e branco, no Jornal do Exército, foi totalmente repaginada e colorida por Baptista Mendes e será incluída em mais um número da colecção "Cadernos Moura BD", a lançar simbolicamente no próximo dia... 10 de Junho, pelas 17h30, com a presença do autor.
A exposição poderá ser, posteriormente, visitada nas cidades-parceiras de Amadora (na sede do CPBD) e Viseu (na Feira de São Mateus), entrando, depois, em digressão por diversas escolas e bibliotecas do país.

Capa do #12 dos "Cadernos Moura BD"


Baptista Mendes - biografia
Carlos Fernando da Silva Baptista Mendes nasceu em Luanda, a 4 de Março de 1937.
No Liceu Gil Vicente ilustrava jornais de parede, tendo cedo começado a sua actividade na publicidade, no desenho comercial e em anedotas na “Flama”. Em 1959, estreou-se nas histórias aos quadradinhos na 2.ª série do “Camarada” (assinando Carlos Fernando, ou Carlos Fernando da Silva), publicando depois em “Cavaleiro Andante”, “O Falcão”, “O Pardal”, “Pim-Pam-Pum!”, “Encontro Infantil”, “Revista da Armada” e, mais tarde, no “Mundo de Aventuras” (5.ª série).
De 1960 a 1983, publicou regularmente biografias de figuras históricas portuguesas no “Jornal do Exército”.
Participou nos dois álbuns colectivos “Grandes Portugueses”, editados pelo “Camarada” no início dos anos 60.
Publicou, também, “Por Mares Nunca Dantes Navegados…”, reedição de antigos trabalhos, na Antologia da BD Portuguesa, da Editorial Futura, em 1983, e “Infante D. Henrique”, na Asa, em 1989, com argumento de Margarida Brandão.
Realizou uma pequena publicidade em banda desenhada publicada na revista Pato Donald, da Editora Abril.
Nos anos 90, foi um dos participantes na história colectiva “Maria Jornalista”, com duas pranchas por autor, no Notícias Magazine do Diário de Notícias e Jornal de Notícias.
Manteve uma actividade regular na área de decoração de embalagens e em publicidade variada.
Em 1992, foi homenageado durante a 11.ª Sobreda/BD, onde lhe foi atribuído o Troféu Sobredão e publicada "A Lenda de Gaia" (com argumento de Jorge Magalhães) no #9 dos Cadernos Sobreda BD.
No mesmo ano, durante o XII Festival BD de Lisboa (iniciativa do Clube Português de Banda Desenhada), os Prémios O Mosquito distinguem Baptista Mendes pelo conjunto da sua obra.
Em 1996, foi a vez do 6.º Salão Moura BD lhe outorgar o Troféu Balanito de Honra.
Baptista Mendes homenageado durante o Moura BD 1996

Em 2009, participou com uma história em três pranchas no álbum colectivo “Salúquia: a Lenda de Moura em Banda Desenhada”, editado pelo município mourense.
Em 2014, foi a vez do AmadoraBD reconhecer a obra de Baptista Mendes, atribuindo-lhe o Troféu Zé Pacóvio e Grilinho, o galardão máximo do festival.
Nesse mesmo ano, a Arcádia editou-lhe o álbum “Portugueses na Grande Guerra (1914-1918)”, onde recuperou uma série de pequenas histórias anteriormente publicadas no Jornal do Exército, com excepção de duas (“O Soldado Milhões” e “José Hermano Baptista”) que o autor desenhou propositadamente para esta edição.
Em 2016, o Gicav atribuiu-lhe o Troféu Anim’Arte para BD 2015 (ex aequo com José Ruy) e lançou o álbum “Infante Dom Henrique”, reeditando duas histórias – uma de cada autor – publicadas nos anos 60.
Entretanto, concluiu dois álbuns que, durante anos, aguardaram na gaveta uma eventual publicação. Um deles (“Guimarães: Crónica da sua Fundação e do Nascimento do Reino de Portugal”) mantém-se, até hoje, inédito. O outro (“A Vida de Luís Vaz de Camões”) é uma história já publicada no Jornal do Exército, nos anos 80, a preto e branco e ao ritmo de duas pranchas mensais, mas que o autor, entretanto, remontou por completo e coloriu (e Catherine Labey legendou). É esta nova versão que será incluída no #12 da colecção “Cadernos Moura BD”, sob edição da Câmara Municipal de Moura.


Biografia extraída, com a devida vénia, do “Dicionário de Autores de Banda Desenhada e Cartoon em Portugal”, de A. Dias de Deus e Leonardo De Sá - Edições Época d’Ouro (1999).
As actualizações são da nossa responsabilidade.

CR

sexta-feira, 15 de abril de 2016

OBRAS RARAS (5)

Vítor Péon
A CASA DA AZENHA
Quando, pelo ano de 1949, o híper activo criador de Banda Desenhada (e não só) Vítor Péon (aliás, Vítor Amadeu Batista Péon Mourão, nascido em Luanda a 3 de Abril de 1923 e falecido em Carnaxide a 5 de Novembro de 1991) criou o vigoroso personagem-detective Ted Kirk para a revista “O Mosquito”, foi um choque que sacudiu os bedéfilos de então. Um safanão aliás bem positivo e aplaudido.
Foi com a narrativa “A Casa da Azenha” (iniciada no #1027 e concluída no #1085), então já, uma banda desenhada bem para o leitor adulto.
Houve apenas mais uma segunda aventura de Kirk, "Tormenta" (recuperada no #16 de “Cadernos Sobreda-BD”, em 2001). No entanto, é “A Casa da Azenha” que se demarca como uma das obras mais importantes da nossa Banda Desenhada. Com cores de Catherine Labey, esta narrativa foi finalmente reeditada, agora na versão álbum (esgotado) pelas edições Asa, em 1994.
Na bela e extensa bibliografia de Péon, contam-se títulos como: “Tomahwak Tom” (série), “A Reconquista de Angola”, “João Davus”, “A Palavra de Egas Moniz”, “Gesta Heróica” (dois tomos), “O Buda de Marfim”, “Yataca” (série publicada em França), “A Vingança do Jaguar”, etc.






Carlos Alberto Santos
CAMÕES 
Carlos Alberto (aliás, Carlos Alberto Ferreira dos Santos, nascido em Lisboa a 18 de Julho de 1933), se bem que mais admirado pela magnificência da sua Pintura, tem também uma relevante obra pela Banda Desenhada, embora curta.
É das suas criações pela 9.ª Arte que se destaca, com toda a força, “Camões, Sua Vida Aventurosa”, que, em 1972, a hoje extinta Agência Portuguesa de Revistas editou como um mini-álbum especial do “Mundo de Aventuras”. Raríssimo
de se encontrar!
Com texto de José de Oliveira Cosme, esta narrativa foi reeditada a cores (é álbum também esgotado) em 1990, sob edição Asa. De qualquer modo, é bem preferível a primeira edição, a preto-e-branco... Opiniões!
Da bibliografia de Carlos Alberto destacam-se títulos como: “História Maravilhosa de João dos Mares”, “Ousadia Triunfante”, “Os Fidalgos da Casa Mourisca”, “O Capitão Bravo”, “O Santo Condestável”, “O Combate de Pembe”, “O Infante Santo”, “A Espada Nazarena”, “O Almirante das Naus da Índia”, “Em Busca de Provas” ,etc.




Eugénio Silva
INÊS DE CASTRO 
“Inês de Castro” é um maravilhoso álbum e uma indiscutível glória para o seu autor, Eugénio Silva (aliás, Eugénio Rafael Pepe da Silva, nascido, onde reside, no Barreiro a 25 de Fevereiro de 1937).
Este álbum, correcta e belissimamente elaborado, foi publicado pela Meribérica em 1994. Estranha-se bem que esteja considerado esgotado e que ainda não tenha sido reeditado! Ai, que há para aí editoras-BD que são ceguetas!...
Da bibliografia de Eugénio Silva, já a salientámos quando anteriormente nos referimos a outra obra sua, “Matias Sándor”.
LB