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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

BADEN-POWELL NA BANDA DESENHADA

Baden-Powell (1857-1941)
Cidadão inglês, nasceu em Londres a 22 de Fevereiro de 1857 e faleceu em Nyeri (Quénia) a 8 de Janeiro de 1941, onde por sua vontade está enterrado.
É um personagem universal, pela sua obra, mensagem, expansão de fraternidade e pelo amor à Natureza.
De seu nome completo Robert Stenphenson Smyth Baden-Powell, na sua infância e adolescência foi um caprichoso e desafiador atrevido (e divertido) ante regras, normas e disciplinas...
Teve uma carreira militar brilhante (inclusivé como espião), tendo recebido a patente final de tenente-general.
Esteve na Índia e pelas zonas do centro e do sul de África, onde marcou bem o seu furor militar e patriótico pela Inglaterra de então.
Registou o seu exemplar humanismo na sua obra “Escotismo Para Rapazes”. Dos livros que escreveu, este é de leitura obrigatória, seja-se ou não escoteiro. Este livro é um farol, iluminando a juventude (seja ela capaz de o seguir...) para enfrentar o mundo escuro e tenebroso que vai por aí...
Neste seu livro, a capa e as mais diversas ilustrações são dele próprio, que também tinha uma inclinação para o Desenho.
O lema era, e é, “Sempre Alerta!”, pois escoteiro uma vez, escoteiro para sempre...
Baden-Powell está na Filatelia de todo o mundo (com Portugal incluído) e na Escultura.

E agora chegamos a Baden-Powell na Banda Desenhada, da qual citamos alguns notórios exemplos:

BADEN-POWELL, por Jijé (Bélgica), foi publicada originalmente na revista "Spirou" (entre 1948 e 1950), e existe em dois tomos pelas Éditions Dupuis.
"Baden-Powell", por Jijé (texto e desenhos), in Colecção "L´Histoire en Bandes Dessinées" #9 e #10,
Editions Dupuis (Bélgica) (1981) 

Esta longa e bela narrativa também foi publicada semanalmente na nossa saudosa revista “Cavaleiro Andante” (1956/1957).
"Baden-Powell", por Jijé, in "Cavaleiro Andante" #210 a #297 (1956/57)

IMPEESA, por Ivo Milazzo, com argumento de Paolo Fizzarotti e edição Lizard (Roma).
 
"Impeesa" por Ivo Milazzo (desenho) e Paolo Fizzarotti (texto), Lizard Edizioni (Itália) (2007)

KANTANKYE, com capa e quatro pranchas, publicada nas edições francófonas da revista “Tintin”, com a firme arte do francês Raymond Reding. Foi publicada em Portugal no “Cavaleiro Andante”.
"Kantankye" por Raymond Reding, in "Cavaleiro Andante" #152 (1954)

BADEN POWELL, por Fernando Bento, numa versão resumida, no “Cavaleiro Andante”.
"Baden-Powell", por Fernando Bento (texto e desenhos), in "Cavaleiro Andante" #534 (1962)

No lusófono Brasil, na revista”" “Epopéia” da EBAL, duas edições com a sua biografia. Primeiro em 1959 e depois, em reedição, em 1991.
Tratava-se de "HISTÓRIA DE BADEN-POWELL", trabalho de Alan Janson e Norman Williams anteriormente publicado a cores na revista inglesa "Eagle"...

"A História de Baden-Powell" por Alan Janson e Norman Williams, in "Epopéia - Edição Especial" #82,
EBAL (Brasil) (Maio de 1959)

Na reedição de 1991, o esmerado autor da capa foi o ítalo-brasileiro Eugênio Colonnese.
"A História de Baden-Powell", in "Epopéia Edição Especial", com capa de Eugênio Colonnese.
EBAL (Brasil) (1991) 
A seguir vemos uma versão a cores desta mesma história, numa edição em espanhol. Repare-se nos nomes dos autores, bem destacados na primeira vinheta, mas que foram suprimidos na versão brasileira da EBAL que mostrámos acima...
"La Historia de Baden-Powell", por Alan Janson e Norman Williams

E ainda: “A VIDA DE BADEN-POWELL por Keneth Brooks e Roy Burnham, da qual só temos imagens da capa.
"A Vida de Baden-Powell" por Roy Burnham (texto) e Keneth Brooks (desenhos)
“EL JOVEN BADEN-POWELL” por Jordi Bayarri e Dani Seijas...
"El Joven Baden-Powell" por Jordi Bayarri e Dani Seijas
Edição Jordi Bayarri Dolz (2016)
...e “LA VIE ILLUSTRÉE DE LORD BADEN-POWELL” pelo anglo-francês Christopher e o francês Benoît Marchon.
"La Vie Illustrée de Lord Baden-Powell" por Benoît Marchon (texto) e Christopher (desenhos)

Caricaturas e cartunes alusivos, espalham-se pelo mundo imenso.
Cartune de Clive Goddard
Tira-cartune de Adam e Lisa Murphy
Finalmente, como nota de rodapé, Adolfo Simões Müller escreveu e Fernando Bento ilustrou "A Pista do Tesouro: Baden-Powell e o Escutismo", n.º 14 da bela colecção "Gente Grande para Gente Pequena".
"A Pista do Tesouro: Baden-Powell e o Escutismo",
por Adolfo Simões Müller (texto) e Fernando Bento (ilustrações),
Colecção "Gente Grande para Gente Pequena" #14, Ed. Livraria Tavares Martins (Porto) (1975)

Agradecemos o apoio prestado por Carlos Gonçalves.
Sempre Alerta!Baden-Powell!
LB

terça-feira, 1 de maio de 2018

NOVIDADES EDITORIAIS (146)

VALHARDI, L'INTÉGRALE 4 - Edição Dupuis. Autores: Jijé, Jean-Michel Charlier e Philip Gillain.
Depois de dez anos “em férias” deste herói, Jean Valhardi, em 1956 Jijé (Joseph Gillain), este mágico da BD, retomou a série que, posteriormente, foi magnificamente continuada por Eddy Paape, por decisão do próprio Jijé.
Jean Valhardi, quase sempre acompanhado pelo jovem repórter fotográfico Gègène (que bem nos lembra um outro jovem repórter fotográfico, Marc Dacier, criação de Paape), volta agora mais graficamente apurado...
São as quatro primeiras aventuras desta retoma que se incluem neste quarto volume integral desses episódios: “Valhardi Contre le Soleil Noir” (publicado no “Cavaleiro Andante”, em 1961), “Le Gang du Diamant “ (com argumento de Jean-Michel Charlier, publicado na revista “Zorro”, em 1963), “L’Affaire Barnes” e “Le Mauvais Oeil” (com argumento de Philip Gillain, filho de Jijé).
Depois de Jerry Spring pelo “western”, é este herói detective, Jean Valhardi, o outro herói-série por excelência, segundo Jijé.
Finalmente, graças à belga Éditions Dupuis, lá vamos descobrindo, lendo ou relendo, as suas vigorosas aventuras.
Merci bien,  Éditions Dupuis!


CADERNOS MOURABD #10 - Edição da Câmara Municipal de Moura, sob coordenação de Carlos Rico.
Esta maravilhosa publicação já estava prevista, tal como a exposição sobre o autor, mestre Artur Correia, que entretanto faleceu pouco tempo antes, a 1 de Março.
Assim, infelizmente, pois, já ninguém poderá ter o sentimental autógrafo nos próprios exemplares.
Este Caderno - prefiro chamar-lhe Mini-Álbum, porque é um termo mais justo - engloba duas (de entre outras mais) belíssimas histórias inéditas de mestre Artur Correia: “Donzela Que Vai à Guerra” e “A Nau Catrineta”.
São dois poemas tradicionais portugueses que Almeida Garrett recolheu e registou na sua obra “Cancioneiro”. Atribui-se (sem qualquer garantia) que “A Nau Catrineta” é da autoria do próprio Garrett. Existe porém, uma curta-metragem (Cinema) deste poema, com a voz do actor Alves da Costa, mas da qual desconhecemos quem foi o realizador, em 1955...
Para já, estão de parabéns por esta edição a Câmara Municipal de Moura e o meu parceiro neste blogue, o Carlos Rico e, lógico, o meu e nosso muito obrigado pelas obras, ao impecável Artur Correia.
Os interessados neste exemplar, devem contactar a Câmara Municipal de Moura ou, então, para: carlos.rico@cm-moura.pt


CELUI QUI TUE - Edição Lombard. Autores: Yves H. (argumento) e Hermann (arte gráfica).
Tão violento, espectacular e entusiasmante, como sempre, “Celui Qui Tue”, é o segundo tomo da série, na linha western, “Duke”.
Uma  bela e hercúlea série a não perder, pois traz a incontestável marca da família Huppen: Hermann (pai) e Yves (filho).
Aplausos plenos aos Huppen!
LB

sábado, 16 de setembro de 2017

OBRAS RARAS (10)

Leo (1944)
GANDHI - Com edição Astrapi e autoria de Leo (aliás, Luís Eduardo Oliveira), este álbum, “Gandhi, le Pélerin de la Paix”, foi editado em França em 1989. Tem argumento de Benoît Marchon.
Da parte dos autores, é uma bela homenagem a uma das mais gratas figuras do século XX: o advogado, político e filósofo pacifista, o indiano Mohandas Karamchand Gandhi (1869-1914), mais conhecido por Mahatma Gandhi.
Estudou em Inglaterra e viveu vários anos, bem conturbados, na que é hoje a Republica da África do Sul, onde foi preso diversas vezes. Enquanto encarcerado, travou correspondência com o escritor russo Leon Tolstoi, que muito admirava.
As suas ideias galvanizaram os povos indo-paquistaneses que eram “amaldiçoados” pelos colonialistas ingleses.
Por cinco vezes, foi candidato ao Prémio Nobel da Paz, que nunca recebeu.
Foi assassinado a tiro, em Nova Deli, a 13 de Janeiro de 1948, por Nathuram Godse, um fanático um tanto tresloucado.
Em 1982, Richard Attenborough realizou o belíssimo filme “Gandhi” com Sir Ben Kingsley a interpretar magnificamente o personagem principal.
Uma famosa frase de Gandhi: “Olho por olho, e o mundo acabará cego”.


Tom of Finland
(1920-1991)
KAKE - Com edição Taschen, em 2008 foi editado este respeitável volume que reúne o fundamental da principal obra - a série “Kake” - do finlandês Touko Valio Laaaksonen (1920-1991), mais célebre pelo seu pseudónimo, Tom of Finland: 
“The Complete Kake Comics”. 
Tom, homossexual assumidíssimo, na sua obra, choca e chocará as mentes falsas e/ou mal formadas. Mas é isso mesmo que Tom quis: denunciar as hipocrisias, sobretudo as sexuais. Escabroso?... De modo algum! Exagerado, isso talvez...
Não se esqueça que através da sua arrojada obra, há sempre a linha do seu aguçado sarcasmo.
Tinha um estranho fascínio contraditório: tanto adorava as fardas, como elas lhe causavam uma bizarra repulsa!... Isto percebe-se bem em “Kake”.
Em 1979, Tom fundou a Sociedade Tom of Finland, para juntar e comercializar a sua obra. Esta sociedade continua e evoluiu para uma fundação sem fins lucrativos, orientada para a conservação e exposição de obras de arte homoeróticas.
Em 2017, o cineasta finlandês Dome Karukoski, realizou a longa-metragem “Tom of Finland”, supostamente biográfica, com o actor Pekka Strang no principal papel. No entanto, o filme terá desiludido a Crítica, que o considerou demasiado “conservador” e “inofensivo”...



Jijé (1914-1980)
DON  BOSCO - Belíssima criação de mestre Jijé, esta obra teve a sua primeira edição em 1950, pelas belgas Éditions Dupuis. Em 2015 ou 2016, as Editions du Triomphe reeditaram esta obra.
Italiano, Giovanni Melchior Bosco, dito Don Bosco e santo pela Igreja Católica desde Abril de 1934, nasceu em Castelnuovo d’Asti a 16 de Agosto de 1815 e faleceu em Turim, a 31 de Janeiro de 1888. É o padroeiro dos  editores, dos aprendizes e dos prestiditadores.
Dedicou a sua vida à educação de jovens desfavorecidos e fundou em 1850 a Sociedade de S.Francisco de Sales, mais conhecida como a Ordem dos Salesianos.
Sempre sofredor pelas misérias materiais e espirituais, foi um educador exemplar.
O seu nome, através do mundo, foi dado a ruas, escolas e igrejas, sendo também um dos padroeiros de Brasília, a capital do Brasil.
O Cinema já efectuou três filmes sobre a sua vida e obra: em 1988, com realização de Leandro Castellani e o actor Ben Gazzara; em 2004, a mini-série dirigida por Ludovico Gasparini, com o actor Flavio Insinna; e, em 2012, com realização de Jean-Michel Irsch, no Cinema de Animação.
LB