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quinta-feira, 12 de agosto de 2021

​CAPAS (24) - ENRICO MARINI

Enrico Marini
​Fabuloso! É simplesmente fabuloso na sua arte que cativa qualquer um. Felizmente, tem alguma obra sua editada em português.
Muito gentil, aceitou conceder uma breve entrevista para o BDBD, a 11 de Julho de 2012, tendo sido a primeira entrevista publicada neste blogue.
Enrico Marini nasceu a 13 de Agosto de 1969, em Liestal (Suíça), mas mantém a nacionalidade italiana, que é a de seus pais. Estudou na Escola de Belas Artes de Basileia. O seu traço tem alguma influência da dos seus colegas preferidos: Hermann, Bernet, Giraud, Alex Toth e Otomo. 
O seu belo e firme grafismo cedo foi reparado por quem de direito e, quase num instante,
foi "seduzido" para criar-BD e ser editado. 
E nasceu uma admirável carreira!
Estreou-se com a série "Les Dossiers de Olivier Varèse" (4 tomos) em 1990. O primeiro, com argumento de Marelle, seguido de dois com argumento de Thierry Smolderen e o último (1993) com texto de Georges Pop.
Mas ainda em 1993, encetou a série "Gipsy" (6 tomos), todos com argumento de Smolderen. 
Em 1996, com argumentos de Stephen Desberg, criou "L'Étoile du Desert", um "western" em quatro tomos.
Em 1998, com argumento de Exem, fez o álbum único "Les Héritiers du Serpent". É neste mesmo ano que, com argumentos de Jean Dufaux, aparece a série "Rapaces" (4 tomos).
Imparável, de novo com argumentos de Desbeg, nasce em 2000 a série "Le Scorpion" (13 tomos) e em 2017 "Les Aigles de Rome" (5 álbuns), onde Marini é autor total.
Desafiado pela norte-americana DC Comics e pela francesa Dargaud, experimentou reinventar "Batman" para dois tomos (2017/2018)...
Aqui registamos algumas capas da sua encantadora obra, ficando à espera de "novidades" da sua autoria.
Bravo e bravo, Enrico Marini!

LB

segunda-feira, 25 de junho de 2018

BREVES (59)

100 ANOS DE FASCÍCULOS DE AVENTURAS EM PORTUGAL

Inaugurou a 4 deste mês, na Biblioteca Nacional (Amadora) a exposição "Três Vinténs: 100 Anos de Fascículos de Aventuras em Portugal", numa parceria entre a própria Biblioteca Nacional e o Clube Português de Banda Desenhada
A mostra - comissariada por Carlos Gonçalves, Joel Lima e Paulo Cambraia - pretende dar a conhecer um pouco da história dum género de literatura popular (cujos títulos mais emblemáticos foram o Capitão Morgan ou Texas Jack) que chegou a ter uma popularidade equivalente à que hoje detêm o cinema e a televisão.
As obras expostas são pertença da Biblioteca Nacional e das colecções particulares de Américo Coelho, Aurélio Lousada, Carlos Gonçalves e Joel Lima.
Mais informação pode ser consultada aqui.



O Batman de Marini
BATMAN, SEGUNDO ENRICO MARINI

Aplaudido e admirado por multidões de bedéfilos, o italiano Enrico Marini, criador de séries famosas como “Gipsy”, “Predadores”, “O Escorpião” (que vai continuar) e “As Águias de Roma” (também em continuação), abraçou, em 2017, o herói Batman (Homem-Morcego), que já vai no segundo e triunfal tomo.
Marini, que apesar de nascido e residente na Suíça mantém a nacionalidade de seus pais, a italiana, continua imparável e, com o seu talento, a dar muito boa conta de várias séries que tanto entusiasmam os leitores. Bravo, Enrico Marini!



William Vance (1935-2018)
VANCE POR VANCE

A revista mensal francesa “Casemate”, no seu exemplar deste Junho, publica uma “especial” entrevista-autoretrato do genial autor belga William Vance (1935-2018), sob coordenação de Jean-Marc Vidal, director desta citada revista.
Um belo registo a ler, onde Vance (falecido este ano, a 14 de Maio) citou (ou... cita): “Sou um pequeno autor que gosta de arranhar, de especular com as coisas”.
Ah, e como ele tão bem nos arranha com a sua inimitável Arte!...



Júlio Ribera (1927-2018)
FALECEU JÚLIO RIBERA

Júlio Ribera, nascido em Espanha, em 1927, refugiou-se e estabeleceu-se em França (escapando-se à ditadura do general Franco), onde faleceu, a 27 de Maio último, com 91 anos.
Tem vasta e admirada obra, como “Capitaine Tempête”, “Dracurella”, “Je Suis un Monstre”, “Montserrat”, “Tony Sextante”, “Viva Maria e, sobretudo, a conhecida série “O Vagabundo dos Limbos” (com argumento de Godard), que também foi editada em Portugal, pela Bertrand.
Colaborou igualmente para “Histoire de France en Bandes Dessinées”.



ANIVERSÁRIOS EM JULHO

Dia 03 - Arlindo Fagundes
Dia 06 - Mário Correia
Dia 07 - Ionut Popescu (romeno)
Dia 10 - Juan Espallardo (espanhol)
Dia 11 - João Mascarenhas
Dia 12 - Ricardo Cabrita
Dia 15 - Yorgos Botsos (grego)
Dia 16 - Hugues Barthe (francês) e Miguelanxo Prado (espanhol)
Dia 17 - Hermann (belga)
Dia 19 - Rui Mendes e Jordi Planellas (andorrano)
Dia 23 - José Garcês
Dia 25 - Attila Fazekas (húngaro)
Dia 27 - André Carrilho
Dia 31 - António Lança Guerreiro

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

NOVIDADES EDITORIAIS (109)

PROMÉTHÉE ET LA BOÎTE DE PANDORE - Edição Glénat. Da magnífica série “La Sagesse des Mythes”, concebida e escrita por Luc Ferry, este tomo, vigorosamente apaixonante, tem argumento de Clotilde Bruneau, traço de Giuseppe Baiguera, cores de Simon Champelovier e capa de Fred Vignaux.
As belas narrativas da histórico-lendária Mitologia da Grécia Clássica nunca deixaram de nos deslumbrar. Por questão de absoluta Cultura, tomba-nos agora a encantadora e obrigatória apreciação das versões em Banda Desenhada,
deste tema.
Maravilhosa e espectacular série! Urgente lê-la!

 
OS ENIGMAS DE BLAKE E MORTIMER - Edição Asa. Autor: Bernard Myers.
É um álbum muito especial e desafiador aos cérebros perspicazes, sobretudo aos dos tantos e tantos admiradores da série “Blake e Mortimer”, sob criação do saudoso mestre Edgar-Pierre Jacobs.
Sem ser um álbum-BD, todos os enigmas e códigos desta incontornável série são aqui apontados e postos à prova das capacidades mentais de cada um, na forma de adivinhas...
Mas não se aflijam! Nas páginas finais, estão indicadas as devidas soluções.
By Jove!”, está pronto a entrar no jogo?

KLAUS - Edição Polvo. Autor: Felipe Nunes.
Brasileiro, nascido no Estado de S. Paulo em 1995, este jovem autor lusófono, é argumentista e desenhista. Com esta sua obra, “Klaus”, Felipe Nunes recebeu em 2015 o prestigiado prémio do seu país, o HQ Mix, na categoria de “Novo Talento-Desenhista”.
Se o traço é muito correcto, o enredo é estranho e bem achado, pois localiza-se na lenda dos mundos paralelos. O jovem Klaus vive angustiado na busca de saber a verdade das suas origens e o que aconteceu aos seus pais autênticos...
Um pormenor que nos parece “negativo”: indica-se que ele tem 14 anos de idade, mas pelo seu “retrato”, parece-nos que é um pouco mais fedelho.

 
AS ÁGUIAS DE ROMA / 5 - Edição Asa. Autor: Enrico Marini.
Até que enfim, o quinto tomo desta série avassaladora!
Mantém-se a guerra sem tréguas entre Romanos (hoje, Italianos) e Germanos (hoje, Alemães). Os heróis são, o germano Ermanamer (Armínio, por designação latina) e o romano Marco.
Toda esta série, “As Águias de Roma”, é espantosamente bela e de alta qualidade em todas as suas vertentes, graças ao genial talento do italiano (embora nascido e residente na Suíça italianófona) Enrico Marini.
De álbum para álbum, Marini, esmera-se sempre mais. Um estonteamento de beleza rara na 9.ª Arte!
Claro que a série não termina neste tomo... mas, oh bedéfilos, é “pecado” ignorá-la. A bom entendedor...
LB

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

NOVIDADES EDITORIAIS (45)

AS ÁGUIAS DE ROMA / 4 - Edição Asa. Autor: Enrico Marini.
Esta magnífica série focando as lutas da Germânia (mais ou menos com os vários povos unidos pelo valoroso Ermanamer ou Arminius) contra o Império Romano, está cada vez mais deslumbrante. E neste quarto tomo, Enrico Marini esmerou-se nas espectaculares cenas de batalhas e no ilustrar sem qualquer reserva, momentos violentos e típicos dessas épocas.
Praticamente em simultâneo com esta publicação em português, editou-se a versão francesa, "Les Aigles de Rome / Livre IV", pela Dargaud Éditeur.

 
DRACULEA - Edição Casterman. Autores: Jerry Frissen e Jean-Luc Cornette como co-argumentistas, traço de Jean Pleyers e cores por Corinne Pleyers.
"Draculea" é o 14.º tomo da série "Jhen", que teve início sob a parceria Jacques Martin-Jean Pleyers. O argumento deste tomo narra a deslocação do jovem e destemido arquitecto Jhen Roque até à Valáquia, região do histórico e lendário Drácula.
Nada indica aqui o mito do vampirismo, mas apenas sobeja crueldade, muito sangue e dementes paixões incontroladas. Não deixa de ser um álbum de aplauso.
Nota: a série "Jhen" continua inédita em português!...

 
LE ROI POURRI - Edição Delcourt. Argumento de Thierry Gloris e arte gráfica de Joël Mouclier.
"Le Roi Pourri" é o terceiro e último tomo da exuberante e escaldante série "Merídia", com momentos bem insólitos e uma alta e atrevida licenciosidade no que toca ao erotismo. Claro que tem cenas chocantes, mas para mentes apardaladas e falsamente moralistas. 
Aplausos plenos!

 
L'ONDE SEPTIMUS - Edição Dargaud / Blake et Mortimer. Continuando a série "Blake e Mortimer" criada por Edgar-Pierre Jacobs, este é o 22.º tomo, com argumento de Jean Dufaux, traço de Antoine Aubin e Étienne Schréder e cores de Laurence Croix.
É como que uma continuação do famoso tomo "A Marca Amarela", que se registou como o melhor de toda a série. E Jean Dufaux agarrou bem esta ideia.
Um pequeno grupo de admiradores e saudosistas do diabólico Prof. Jonathan Septimus, tenta avançar com as pesquisas deste, enquanto que, por sua vez, o Prof. Mortimer, procura o mesmo... São audácias de avanço muito perigosas. O fantasma de Septimus entra em cena e desdobra-se assustadoramente, em busca da sua cobaia por excelência, "Guinea Pig", ou seja, o sinistro coronel Olrik. E por todo este desenrolar, Francis Blake, descobre no subsolo londrino uma grande e enigmática astronave...
Este álbum foi também logo editado em português pela Asa.

MASSALIA! MARSEILLE - Edição Casterman. Continuando a série "Les Voyages d'Alix" de Jacques Martin, Gilbert Bouchard ilustra profusamente a história da cidade de Marselha (França), desde a sua fundação pelos fenícios, que lhe deram o nome de Massália, até à sua conquista por Júlio César, tendo a  cidade tomado então o nome de Massília.
Interessante e didáctico, o prefácio assinado pelo arqueólogo Manuel Moliner.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

ENTREVISTAS (1) - ENRICO MARINI

Enrico Marini

Digamos que é quase "uma lança em África" termos conseguido uma entrevista, se bem que necessariamente curta, com o extraordinário e magnífico criador de Banda Desenhada que é Enrico Marini. Não porque ele se faça difícil ou vaidoso, mas porque está sempre tão ocupado que quase não lhe sobra tempo para as conversas. Propusemos-lhe apenas meia dúzia de questões e ele, bem gentil, foi rápido a responder.
Ora digamos: Enrico Marini é cidadão italiano nascido em Liestal (Suíça) a 13 de Agosto de 1969. Cursou Artes Gráficas na Escola de Belas Artes de Basileia. Aos catorze anos já participava em vários concursos de BD. Em 1987, no Festival de Banda Desenhada de Sierre, é bem notado e logo contratado pelas Éditions Alpen.
E a sua carreira sobe à vontade, com firmeza, com as séries: "Os Dossiês de Olivier Varèse" (1990), "Gipsy" (1993), "A Estrela do Deserto" (1996), "Rapaces" (1998) e "O Escorpião" (2000), onde emparceirou com os argumentistas Thierry Smolderen, Stephen Desberg e Jean Dufaux. Em 2007, como autor absoluto, inicia a avassaladora série "As Águias de Roma". Com "um estilo próprio, rico e realista", como cita o crítico Laurent Turpin, a obra de Marini está quase toda traduzida e editada em Portugal.
E vamos à entrevista que nos honrou conceder :

BDBD - No mundo da BD, como se considera o artista Enrico Marini? Melhor: quem é o artista Enrico Marini?
Enrico Marini (EM) - Gosto que me contem histórias e gosto de contar histórias. Faço-o principalmente através da Banda Desenhada, que é para mim um meio quase perfeito entre o filme e o livro. Sou um apaixonado pelo Cinema e por livros: policiais, romances históricos e biografias. Tenho uma grande biblioteca e uma data de DVD's em casa.
BDBD - Resides na Suíça, onde nasceste. Neste caso, é difícil para ti trabalhar para editoras francesas?
EM - Não, de modo algum. Há, na verdade, o constrangimento de não ver, com mais frequência, o editor, o argumentista ou os colegas mas hoje, com a Internet, isso não é grande problema.
BDBD - És fortemente admirado e popular em Portugal. Quando virás tu a Portugal, ao menos para um salão BD?
EM - Assim que o meu tempo de trabalho tal permita. Há muito que desejo visitar o vosso país. Infelizmente, estou sempre em atraso com o meu trabalho, sobretudo desde que a minha família aumentou.
BDBD - Das tuas obras, sempre magníficas, qual é a tua série preferida?
EM - Em especial, não tenho uma série preferida, mas estou muito agarrado ao personagem "Gipsy", série que está agora em "stand by". E estou muito orgulhoso por ter encetado "As Águias de Roma", meu bebé de sorte, um projecto muito apaixonante a realizar.




BDBD - E depois desta grandiosa série, "As Águias de Roma", já tens outra obra projectada?
EM - Tenho em mente um policial situado nos anos quarenta. Sou um tanto nostálgico, enquanto o contemporâneo e o futuro me inspiram menos.
BDBD - Que palavras queres aqui deixar para os teus imensos admiradores portugueses?
EM - Espero que tenham ainda um pouco de paciência, mas conto bem ir ver-vos um dia, enfim, o mais cedo possível.

Muito obrigado, Enrico, pela gentileza desta entrevista. Força!