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domingo, 22 de agosto de 2021

NOVIDADES EDITORIAIS (222)

O FOGO SAGRADO - Edição Ala dos Livros. Autor: Vicente Segrelles.
Quando, neste nosso/vosso blogue, a 10 de Maio e a propósito das "Capas" pelo catalão Vicente Segrelles, sugerimos a necessária reedição da maravilhosa série "O Mercenário", estávamos bem longe de imaginar que a atenta Ala dos Livros já a estava a preparar... Que bela aposta!
E já aí está o primeiro tomo, "O Fogo Sagrado". Parabéns, Ala dos Livros!
Que os nossos autênticos bedéfilos se desafiem agora na "ressureição" do heróico "Mercenário"... 
E atenção absoluta ao dossiê que encerra este tomo.


BOB MORANE, INTÉGRALE 17 - ​Edição Lombard. Autores: argumentos de Henri Vernes e arte de Felicisimo Coria.
Nesta imperdível série de integrais de Bob Morane", juntam-se agora quatro tomos que foram editados, a seu tempo e isoladamente: "Les Dents du Tigre" (partes 1 e 2), "El Matador" e "Sur la Piste de Fawcett".
Tudo bem? Então toca a ler e a coleccionar com entusiasmo estas belas reedições.


NOTRE DAME DE PARIS - ​Edição Levoir/RTP, Autores, segundo Victor Hugo, tem adaptação e guião de Claude Carré e arte de Jean-Marie Michaut. Tradução de Pedro Cleto.
"Notre Dame de Paris " (Nossa Senhora de Paris), tem a celebridade de ser considerada a maior obra deste grande escritor francês, o senhor Vicror Hugo ("Ignez de Castro", "O Último Dia de um Condenado à Morte", "Hernani", "Ruy Blas", "O Homem Que Ri", "Os Miseráveis", "Lucrécia Bórgia", etc).
"Nossa Senhora de Paris", que em certas versões na BD e no Cinema leva o título de "O Corcunda de Notre Dame", é uma belíssima novela romântica, porem bem amarga e trágica. Nos amores sofridos que aqui se desenrolam, conta-se com a bela e sensual cigana "Esmeralda" e o disforme "Quasimodo"...
Victor Hugo foi genial nesta obra, mas esta versão-BD, digamos, é apenas aceitável.


A ARANHA - ​Edição Escorpião Azul. Autor: Carlos Pais.
"A Aranha" é uma estranha (e assustadora ?) narrativa, com dois bizarros personagens: o jovem inquieto "Pigmalião" e uma misteriosa aranha, que também vive sozinha e se interroga...
É toda uma invulgar fábula, toda marcada numa linha simbólica, com poucas palavras, mas muitas interrogações.
Dir-se-ia que tudo é docemente assustador, como as aranhas são bem assustadoras para muito boa gente...
O bedéfilo corajoso que se aventure nesta leitura.
LB

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

NOVIDADES EDITORIAIS (212)

O HEROÍSMO DE UMA VITÓRIA - Edição Âncora. Autor: José Ruy, com apoio especial do Instituto Açoriano de Cultura.
É a mais recente obra editada sob criação bem empenhada de mestre José Ruy.
Aqui se narra a bravura dos liberais (por D.Pedro IV e por D. Maria II) contra os absolutistas (por D. Miguel I), numa guerra civil que bem poderia ter sido evitada. Mas o destemido heroísmo está no povo da ilha Terceira dos Açores. Era preciso salvar a liberdade e os terceirenses liberais conseguiram-na.
Curioso e positivo, aqui se narra também uma outra heroicidade dos terceirenses, bons anos atrás, na Batalha da Salga, entre os portugueses (por D. António I, vulgo o "Prior do Crato" ou o "Rei Efémero") contra a ganância de Castela (pelo Filipe II... lá deles). Nos anos 80 do século passado, esta Batalha da Salga teve um álbum editado pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, elaborado pelo então ainda jovem terceirense Zé (ou José) Parreira, que veio gentilmente apresentá-lo na edição de 1984 dos salões-BD da Sobreda.
O imparável José Ruy tem-se dedicado aos Açores, pois já focou as ilhas do Faial, do Corvo e agora, foi a vez da Terceira. Bravo, mestre!


BOB MORANE, INTÉGRALE 16 - ​Edição Lombard. Autores: o argumentista belga Henri Vernes e o desenhista espanhol Felicisimo Coria.
Um álbum integral que, com uma boa dose de ficção-científica, nos entusiasma em pleno. No seu conjunto, quatro títulos agora reunidos: "L'Exterminateur", "Les Larmes du Soleil", "La Guerre du Pacific n'Aura pas Lieu" (que, na primeira edição, saiu com dois tomos) e "Les Berges du Temps".
São narrativas que bem nos agarram no respectivo decorrer, onde brilha em cheio, o belo traço de Coria.
Uma obra muito aconselhável para os fãs de Bob Morane e os respectivos coleccionadores.


TINTIN ET LE TRÉSOR DE LA PHILOSOPHIE - ​Edição Philosophie Magazine. Autores: apresentação de Sven Ortoli e fenomenais e conscientes estudos e interpretações de sete filósofos através das aventuras de Tintin: Manon Garcia, Felwine Saar, Laurence Devillairs, Alexis Lavis, Isabelle Sorente, Raphaël Enthoven e Jean-Luc Marion.
Esta obra é muito especial e põe-nos a par de todo qualquer aspecto filosófico (ele existe!) nos enredos, personagens e povos que se registaram para sempre, segundo Hergé, nestas aventuras inesquecíveis que se marcaram muito mais para além de uma leviana e fácil leitura.
Imperioso conhecer esta obra!


BELGIUM RHAPSODY - ​Edição Lombard. Autores: argumento de Benec, traço de Thomas Legrain e cores por Elvire De Cock e Marete Jepsen. Trata-se do décimo primeiro tomo da série "Sisco". 
Nem só do "divinizado" James Bond e parceiros paralelos funciona este tipo de aventuras. Pela França (e Bélgica associada), existe um destemido e rebelde herói: Sisco (aliás, Vincent Sisco-Castiglioni). Ele é um implacável (quase) agente secreto do governo francês. Atreve-se corajosamente às mais variadas complicações no combate a qualquer tipo de crime. Sofre as consequências, mas acaba por sair sempre triunfante, o que é natural nestas confusões...
Tem um senão, contra e/ou a favor dele próprio: não suporta ordens pouco sensatas e prefere agir, por norma, por sua própria vontade...
Cautela, Sisco!


A HERANÇA DAS CORES - Edição: FA. Autor: David Revoy. Adaptação: Flávio C. Almeida.
“A Herança das Cores” conta uma história através da perspectiva de uma criança que nos mostra como o mau ambiente em casa é impactante, transformando a vida num mundo monótono em tons de cinza, mas também como a esperança está sempre lá, nos pequenos aspectos quotidianos da vida, como o afecto de um animal de estimação ou o canto de um pássaro, transformando tudo numa história maravilhosa!
Um livro em banda desenhada com uma narrativa visual, para retratar a maneira como as crianças são afetadas por um ambiente negativo em casa, as dificuldades sociais e como suportam as consequências. Uma obra bonita, triste e alegre ao mesmo tempo.
Disponível em edição física e digital em www.fabd.pt
LB/CR

sábado, 10 de outubro de 2020

NOVIDADES EDITORIAIS (204)

A BATALHA DE TRANCOSO - Edição Município de Trancoso. Autor: Santos Costa. E prefácio de Amílcar José Salvador, Presidente da ​Câmara Municipal de Trancoso.
Pelas refregas de Portugal contra Castela na Guerra da Independência, quatro batalhas foram notáveis para glória da nossa Pátria: Atoleiros (6 de Abril de 1384), Trancoso (29 de Maio de 1385), Aljubarrota (14 de Agosto de 1385) e Valverde (14 de Outubro de 1385), esta já em território castelhano.
A de Trancoso foi a única onde não participou D. Nuno Álvares Pereira. As forças portuguesas eram comandadas por Gonçalo Vasques Coutinho (pai do famoso "O Magriço"), João Fernandes Pacheco e Martim Vasques da Cunha.
Em boa hora, Fernando Santos Costa, que reside nesta urbe, teve o bom senso e o entusiasmo de registar em Banda Desenhada, a história desta refrega. E os tais "nuestros hermanos"(?!...) lá fugiram com "as calças nas mãos", como nas batalhas seguintes. "Hermanos, hermanos", teimam em não nos devolver Olivença!...Querem Gibraltar (com toda justiça) que os ingleses abarbataram, mas, hipocritamente, não devolvem a Portugal o território que nos é devido. Que cinismo!
Adiante!... Fiquemo-nos, por agora, por este álbum tão histórico como didáctico, de Santos Costa. Quem o desejar, deve solicitá-lo para: 
Câmara Municipal de Trancoso - Praça do Município - 6420.107 TRANCOSO,
​ou via e-mail para: geral@cm-trancoso.pt

BOB MORANE, INTÉGRALE 15 - Edição Lombard. Autores: textos de Henri Vernes e arte de Felicisimo Coria. Neste "Integral", constam as seguintes cinco narrativas: "Yang-Yin", "Le Pharaon de Venise", "L'Oeil de l'Iguanodon", "Les Deserts de l'Amazonie" e "La Panthère des Hauts Plateaux". 
Ambos os autores merecem o nosso pleno aplauso!
As aventuras mágicas que nos aliviam do cinzento quotidiano não acontecem apenas na Literatura e no Cinema. Também se afirmam na Banda Desenhada. 
Pela Banda Desenhada, Bob Morane e o seu quase inseparável Bill Ballantine, são pilares de uma série de luxo, menos em Portugal, onde a série é pavorosamente ignorada!...
Neste 15.º integral, curiosamente, o heróico e sarcástico Bill Ballantine está ausente em quatro das cinco narrativas acima citadas, só figurando em "Les Deserts de l'Amazonie", aliás, um bem actual e inquietante tema.
Um álbum a ler com todo o bom gosto pelas belas aventuras.


HAVERÁ UM AMANHÃ?! - Edição Escorpião Azul. Autor: Véte, pseudónimo de Silvestre Augusto da Rosa Francisco, nascido e residente em Beja. 
É um dos já notáveis valores de uma nova geração de desenhistas portugueses. Sendo também um dos elementos fundadores do famoso Grupo Toupeira, tem exposto em diversas localidades, incluindo no estrangeiro. 
Colaborou para diversos fanzines de Portugal, Espanha, México e Estados Unidos.
Com este álbum, "Haverá um Amanhã ?", somos agradavelmente levados para um enredo insólito e inquietante, com a arte vigorosa e ao mesmo tempo elegante, de Véte. Obra a ler com entusiasmo, e os nossos aplausos plenos ao autor e à editora.


OS RAPAZES ZOMBIES - Edição Asa. Autores: argumento de Greg Pak, traço de Valeria Favoccia, cores de Dan Jackson e tradução de Luís Santos.
Numa ficção especulativa pelo mundo do susto e do terror, a narrativa é medíocre, roçando pelo pseudo-humor e pela ingenuidade. Desta vez, não é possível sermos benevolentes e não podemos felicitar a editora que já tem publicado tão boas obras-BD. Temos pena...
E se a Asa/Leya aplicasse, do seu orçamento, verbas para séries de prestígio (Luc Orient, Jhen, Bob Morane, Valhardi, Jeremiah, Chevalier Blanc, Chevalier Ardent, etc) e/ou a recuperar com a devida dignidade, obras de grandes e inolvidáveis talentos portugueses, como Fernando Bento, Vítor Péon, Fernandes Silva, José Antunes, Baptista Mendes, José Pires, etc?... 
Fica-nos a positiva e sensata sugestão, valeu?


HOMEM-GRILO - Edição FA. Autores: Cadú Simões (texto) e Ricardo Marcelino e Alex Rodrigues (ilustrações). 
Carlos Parducci era um jovem como outro qualquer até ser mordido por um grilo radioativo (se é que os grilos mordem) e receber habilidades proporcionais às desse inseto, além do sensacional sentido de grilo (que ele não sabe para que serve, mas tudo bem). Carlos, então, resolveu fazer bom uso dos seus novos poderes e, assumindo o nome de Homem-Grilo, começou a combater o crime e a proteger os fracos e indefesos em Osasco City. Mas para ele, mais do que uma grande responsabilidade, ser o Homem-Grilo é uma grande diversão, principalmente quando se tem a oportunidade de chutar no rabo vilões megalomaníacos que querem dominar o mundo (e está cheio deles por aí, mas... onde é que eu já ouvi isto tudo antes?!).
Criação do argumentista Cadu Simões, o Homem-Grilo, a princípio, estava destinada a ser um super-herói sério com aventuras on-line. No entanto, o bom-senso venceu e o herói com aspeto cómico prevaleceu. O Homem-Grilo fez a sua estreia em 2000, assinalando este ano os 20 anos da sua criação, estando esta publicação disponível em www.fabd.pt e em várias plataformas on-line.
LB/CR

terça-feira, 15 de setembro de 2020

NOVIDADES EDITORIAIS (201)

O MALHADINHAS - ​Edição Gicav/Município de Viseu/Viseu Marca. Autores: Aquilino Ribeiro (texto) e Santos Costa (arte gráfica). É um arrojado álbum de 170 páginas, que só merece o nosso carinho e o nosso aplauso.
​O romancista (e não só) Aquilino Ribeiro tem obra vastíssima, abrangendo biografias, contos, romances, memórias, História, literatura infantil e traduções. Nasceu em Tabosa do Carregal, no distrito de Viseu, a 13 de Setembro de 1885 e faleceu em Lisboa a 27 de Maio de 1963, onde foi sepultado no Cemitério dos Prazeres, mas em 2007, os seus restos mortais foram transladados para o Panteão Nacional.
Da sua Prosa, constam títulos, para além de "O Malhadinhas" (agora adaptado à BD por Santos Costa), "Romance da Raposa" (adaptado à BD e ao Cinema de Animação, por Artur Correia e Ricardo Neto), "O Homem Que Matou o Diabo" (adaptado ao Cinema/Televisão em 1979), "Quando os Lobos Uivam" (adaptado ao Cinema em 2008), "Andam Faunos Pelo Bosque", "Príncipes de Portugal, Suas Grandezas e Misérias", "Terras do Demo", "As Três Mulheres de Sansão", "A Casa Grande de Romarigães", etc. 
Tem uma Casa Museu /Biblioteca em Soutosa (Moimenta da Beira).
Há que conhecer melhor a sua biografia e a sua obra...
No entanto, bem ainda na sua juventude, esteve ligado aos anarquistas/carbonária do nosso País, que programavam assassinar El-Rei D. Carlos I (e família), mas cedo se afastou por não concordar com tão horrendo crime, o que é relatado no filme "O Dia do Regicídio" (2008) com realização de Fernando Vendrell e o actor Pedro Carmo como Aquilino Ribeiro.


VIRIATUS / 1 - ​Eis um novo e corajoso fanzine com produção GICAV e coordenação de Carlos Almeida. Foi lançado a 22 de Agosto e teve bem positivas opiniões de muito boa gente. Ainda bem!
A capa é de Dani Almeida, talvez um tanto confusa... Com dezasseis páginas, neste primeiro número, colaboram: Agostinho Pereira, José Pires, João Manuel Mimoso, Rafael Sales, João Amaral, o Clube Tex, Luiz Beira, Carlos Ferreira, Carlos Santos e, a finalizar, a reprodução da BD em quatro pranchas, de "A Morte do Lidador", pelo já saudoso mestre José Garcês, segundo um texto do historiador Alexandre
Herculano.
"Viriatus" é um fanzine que glorifica a sua natal Viseu e que tem pernas para andar, pelo que fazemos votos plenos que seja de mais constante publicação.
Parabéns Viseu, parabéns GICAV, parabéns Carlos Almeida!

Nota: os pedidos para se obter "O Malhadinhas" e "Viriatus", devem se endereçados para: GICAV - Rua João Mendes, n.º 51 - 3500.142 Viseu


​​BOB MORANE, INTÉGRALE 14 - ​Edição Lombard. Autores: o incansável Henri Vernes nos argumentos, e arte gráfica do espanhol Felicisimo Coria e ainda, um dossiê prévio por Jacques Pessis.
As Editions du Lombard (Bélgica), prosseguindo com a reedição em versão integral da série "Bob Morane", neste tomo 14, inserem-se cinco narrativas escaldantes, a saber: "Alias M.D.O.", "L'Anneau de Salomon", "La Vallée des Brontosaures", "La Revanche de l'Ombre Jaune" e "Le Châtiment de l'Ombre Jaune". Será que este patifório, inimigo de Bob e de Bill desta vez, morreu mesmo?!...
Como é grato e maravilhoso saber-se que na prática, pelo menos as editoras bedistas de França e da Bélgica, não atiram para o lixo e o esquecimento, as grandes séries clássicas, sempre a recordar e sempre a descobrir...
LB

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

NOVIDADES EDITORIAIS (191)

O PACTO DA LETARGIA - ​Edição Ala dos Livros. Autor: Migelanxo Prado; ​Tradução de Ricardo M. Pereira.
​Que encanto reencontrar, com nova obra, o ​talento esmerado do grande artista galego ​Miguelanxo Prado! Com "O Pacto da Letargia" ("El Pacto del Letargo", ​no original), todo o tema é estranho, porém, ​sedutoramente insólito e apaixonante.
Na confusa ​fragilidade entre o Homem e a Natureza, Prado põe-nos ​a assistir a uma eterna briga: há duas forças, ditas ​"ocultas", que se opõem: os prepotentes Demónios ​(que querem aniquilar a Humanidade) e os Puros (que ​protegem a deambulante e tonta Humanidade em ​questão). E por aqui um bizarro objecto, o tríscelo, ​que tem forças mágicas poderosas, que, entretanto, foi misteriosamente roubado, e que Demónios e ​Puros tanto desejam encontrar (ou recuperar)…
​há ainda um jovem investigador universitário que ​mergulha destemidamente nesta embrulhada…
​O resto… por favor, leiam esta tão espantosa e ​bela narrativa!


TOMBÉ POUR LA FRANCE - ​Edição Lombard. Autores (segundo Tibet e Duchâteau): ​argumento de Zidrou, traço de Van Liemt e cores de ​Cerminaro.
​Agora com os continuadores da série original, aqui ​temos o famoso jornalista e investigador Ric Hochet ​em recente narrativa.
​Este episódio, como sempre na linha de "difíceis" ​enigmas, está pleno de acção, mas também a usar ​um bem achado humor.
​Tem um inesperado ponto de partida: a Imprensa, de ​repente e no mesmo dia, divulga em primeira página, ​que Ric Hochet é de falsa integridade, pois se persegue ​a bandidagem, por outro lado, protege seu pai ​Richard, que é um famoso golpista… A polícia vai ​buscá-lo a casa donde, algemado, vai a julgamento.
​Razão um tanto incrível: o nosso herói é preso ​porque faltou ao serviço militar obrigatório e, por ​isso, é considerado desertor!... Se a França estivesse ​em tempo de guerra, seria logo fuzilado; em tempo ​de paz, não escaparia a um prolongado tempo de ​cárcere. Mas os benévolos juízes decretam-lhe uma ​"pena leve": dezasseis meses de serviço militar!... Em ​que grande alhada se foi esparramar este herói?!… Tudo isto onde todos os personagens da série, incluindo o gato (ou gata?) Nadar, entram em ​em cena… Não faltam as divertidas cenas na caserna ​e as insinuadas cenas eróticas de Ric com Nadine...



MES ANNÉES HÉTÉRO - ​Editions  Delcourt. Autor: Hugues Barthe.
​Este relativamente jovem francês, criador de BD, ​sempre nos tem surpreendido positivamente com ​a sua obra frontal, seja com ironia ou com um certo ​"suave" drama, obra esta por norma conotada com ​as complexidades e ambiguidades sexuais de cada ​um… Pois é preciso ter essa coragem!... E Barthe tem-na em pleno! Esta obra é densa e complexa, obrigando-nos a uma boa, vertical e sincera leitura. Topam?...
Já é notável e bem considerável a lista das obras de Hugues Barthe publicadas em França… Uma certa editora portuguesa quis publicar-lhe alguns títulos, mas ficou-se num sonho de promessas e de um real vazio… Que pena.
Hugues Barthe veio, até agora, apenas uma vez ao nosso país, para o Salão MouraBD, em 2013, onde foi bem aplaudido, tendo então recebido o Troféu Balanito. Sempre muito gentil, ficou-lhe na memória o seu grato e constante carinho pelo nosso País.


OS TIGRES - Edições FA; Autor: Flávio C. Almeida.
Depois de "Os Vigilantes - a equipa lusa de Super-heróis" e de "Um só", Flávio Almeida apresenta-nos o seu terceiro trabalho, "Os Tigres".
"Os Tigres" são um grupo de oito amigos que gostam de aventuras. Por isso estão sempre a meter-se em sarilhos mas, com amizade, conseguem ultrapassar as dificuldades e acabar o dia sempre em grande! Numa aventura “aérea”, vão ter que utilizar todo o seu engenho para ultrapassar este desafio.
Em distribuição nas principais e em outras várias lojas e livrarias especializadas online, também em formatos digitais.
FA é o selo editorial do autor mourense Flávio Almeida, em “edição de autor”, cuja página pode ser consultada clicando em www.fa.bdcomics.pt

LB/CR

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

NOVIDADES EDITORIAIS (190)

BOB MORANE, INTÉGRALE 13 - Edição Lombard. Argumentos de Henri Vernes ​e arte de Felicisimo Coria.
​Continuam a ser reeditadas, via versão integral, as entusiasmantes aventuras de Bob Morane e seu amigo Bill Ballantine. Neste tomo, cinco narrativas: "Trois Petits Singes", "Le Jade de Séoul", "Le Tigre des Lagunes", "L'Arbre de l'Éden" e "Un Parfum d'Ylang-Ylang".
O veterano romancista belga Henri Vernes, sempre imparável nos seus escritos de ​aventuras, onde raros argumentos foram ​fracassos. No entanto, uma bizarra situação ​que também acontece com outros heróis de ​outros autores: neste caso, por exemplo, eles passam dias a fio ​em ambientes distantes e exóticos, muitas vezes em ​perigosas selvas (há outros como o Tex Willer, que ​se ensopam de suor e poeira pelas pradarias) e ​aparecem sempre bem barbeados, "fresquíssimos ​da Silva"!... Lapsos que tiram o realismo aos heróis.
​Mas, parece, era então moda. De qualquer modo, ​Morane e Ballantine, são bem homens feitos e ​de barba rija, ou serão "anormais"?

Outros tantos ​heróis, como Tarzan, Príncipe Valente, Cisco Kid, ​Luc Orient, Flash Gordon, Tomahwak Tom, Porto ​Bomvento, etc., por aqui se filiam numa irrealista ​galeria de faces de imberbes adolescentes!...
Mais ​autêntico, por exemplo, foi Henry Rider Haggard, que no seu célebre romance "As Minas do Rei ​Salomão", coloca o personagem "capitão John ​Good" a barbear-se em plena selva, quando ele ​e os seus companheiros são "capturados" pelos ​guerreiros kakuanas… Uma situação quase ​anedótica, mas bem mais autêntica. Ele há coisas!...


LE TOUR DU MONDE EN 80 JOURS - ​Edição Glénat. Segundo Jules Verne, tem argumento ​e arte de Chrys Millien e capa de Fred Vignaux, e ​pertence à série "Les Grands Classiques de la Littérature ​en Bande Dessinée".
​"A Volta ao Mundo em 80 Dias" é talvez, o mais famoso ​e popular livro de Jules Verne. Várias vezes adaptado à ​Banda Desenhada (donde também uma versão pelo ​nosso saudoso Fernando Bento, em 1942, para a revista ​"Diabrete", do n.º 76 ao 100), a seriados e ao Cinema.
​Pela 7.ª Arte, três realizações se destacam: a fantasiosa ​"Os Três Estarolas na Volta ao Mundo" (1963) por Norman Maurer; "A Volta ao Mundo em 80 Dias" (2004) por Frank Coraci… de certo modo, um "flop"; e com o mesmo título, ​a espectacular e bem conseguida realização de Michael Anderson e produção de Mike Todd, em 1956; nesta ambiciosa e conseguida versão, a força tremenda de um elenco de luxo: David Niven, Mário "Cantinflas" Moreno, Shirley MacLaine, Robert Newton, Charles Boyer, Martine Carol, Charles Coburn, Marlene Dietrich, John Gielgud, Buster "Pamplinas" Keaton, Peter Lorre, Frank Sinatra, ​Red Skelton, etc, etc.
​Aplaudimos esta versão cinematográfica, como, em ​pleno, também o fazemos para esta nova versão ​em Banda Desenhada.


FABRIQUÉ EN BELGIQUE - ​Edição Erika Nagy. Autores: argumento de György ​Smogyi e Iotván Bobó, traço de Szabolcs Tebeli, ​também responsável pelas cores, em parceria com ​Áron Bárány.
​Em edição em inglês, "Fabriqué en Belgique", é o ​primeiro tomo da série "Kittenberg", álbum que nos ​foi gentilmente enviado pelo nosso amigo (não ​propriamente um bedéfilo entusiasta) Zolt Szelenyi, ​residente em Budapeste, que conhece e ama o ​nosso País e que fala português.
​Uma interessante e movimentada narrativa que, curiosamente, se inicia em Luanda (Angola) em ​1907. Eis o ponto de partida…
​Os interessados deverão contactar para: kittenbergertenv@gmail.com
​A Banda Desenhada Húngara (Magiar Képregény) é ​quase nada conhecida em Portugal… infelizmente. No ​entanto também, na "Sobreda-BD/2001", com apoio ​do citado amigo Zsolt, houve exemplos expostos: Attila ​Fazekas, Erno Zorad, Marcell Jankoviks e o fenomenal ​Pál Kocmáros, pormenor este, focado no BDBD, na nossa ​rubrica "Pela BD dos Outros", a 15 de Dezembro/2014.
​Depois, o nosso BDBD, na rubrica "Talentos da Nossa Europa", demarcou os húngaros Attila Fazekas a 30 de Agosto/2016 e Attila Futaki a 7 de Julho/2019.
Aqui e agora, é a vez, pelo menos, do desenhista Szalbocs Tebeli.
​Sob o acompanhamento das fogosas, entusiasmantes e eternas Czardas, vamos olhar melhor por este belo exemplo (entre outros mais) da BD Húngara?


HISTÓRIA DA AMADORA - ​Edição Âncora. Autor: José Ruy.
Com o título "História da Amadora, Levem-me Nesse Novo Sonho", nesta "reedição" (seria assim tão urgente e necessária?!…), a vers​ão ​original foi remodelada e actualizada pelo autor, com ​os heróis "Zé Pacóvio" e "Grilinho", a fazerem de fio ​condutor desta toda narrativa… Alguém imagina que ele vai esgotar?!!!...
Aqui registamos a obra como "novidade" editorial...

LB

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

NOVIDADES EDITORIAIS (187)

BLACK PROGRAM - ​Edição Lombard. Autores, segundo Louis Albert (dito, ​Greg; 1931-1999) e William Vance (1935-2018): ​Laurent-Frédéric Bollée (argumento), Phillipe Aymond (traço) e Didier Ray (cores).
É o regresso tão esperado de ​Bruno Brazil, agora em novas aventuras com este primeiro ​tomo, "Black Program". Aos originais criadores belgas, ​sucedem agora os franceses.
​Numa certa época passada, e não muito distante, pela ​"escola franco-belga" surgiu uma bela fornada de heróis ​que entusiasmou uma imensidão de bedéfilos: Bob ​Morane, Jean Valhardi, Bernard Prince, Bruno Brazil, Luc ​Orient e, até certo ponto, o "italiano" Corto Maltese.
Com ​continuadores, prosseguem as aventuras de Morane e de ​Maltese. Hermann ainda agarrou para um álbum, o seu Prince… 
Brazil, Orient e Valhardi, ficaram "arrumados".
​Ficaram mesmo?!…
​Em relação a Bruno Brazil e o seu famoso "Comando Caimão", houve uma constante avalanche de pedidos ​para que a série não terminasse.

Pois ela aí está, bem ​reaparecida e em tempos mais recentes.
​Do "Comando Caimão", três elementos faleceram em álbuns anteriores: Big Boy Lafayette, Billy Brazil e Texas Bronco (pois, os heróis também morrem…). Dois ​estão agora seriamente acidentados: Whip Rafale ​(paraplégica) e Tony Nomade (neozelandês, com uma ​prótese numa das pernas e que, numa vida de estranha ​ladroagem, adoptou pinturas e trajos do povo maori). Por ​sua vez, o garoto órfão tailandês, Maí, adoptado pelo casal Gina-Bruno, é agora um adolescente com as suas ​incómodas modernices… Intactos da equipa famosa, apenas Bruno Brazil e Gaúcho Morales. Por insistência ​do Coronel L., Brazil recupera os acidentados Whip ​Rafale e Tony Nomade, para uma "ressureição" do "Comando Caimão"...
​A situação está violenta e inquietante, num enredo ​agitado através da espionagem, do policial e da ​ficção-científica. Tudo bem, excepto no traço de ​Aymond que, se bem que aceitável, está longe do ​belo estilo de Vance.
​Recorde-se que da série "Bruno Brazil", William Vance ​desenhou dez grandes narrativas (só três com álbuns ​em português!...) e cinco curtas, tendo deixado uma ​história inacabada, "La Chaine Rouge".
​Vamos aplaudir o regresso de Bruno Brazil? Claro!



HUMANUS - ​Edição Escorpião Azul. Autores: é um colectivo que ​engloba trinta e sete autores.
Um álbum terrível na ​corajosa aposta da editora em questão.
Um notável ​panorama da nova Banda Desenhada nacional (e não só).
Uma força exemplar na divulgação da 9.ª Arte!
​Diverso e atento aos mais variados estilos, nele figuram, ​entre muitos outros, valores como Rui Lacas, Agonia Sampaio, Rafael Sales, Lança Guerreiro, Paulo Monteiro, João Vasconcelos, Jorge Deodato (ele próprio, que é o coordenador desta editora), Álvaro, Derradé, Mário Teixeira, Sharon Mendes, Patrick Caetano… e por aí adiante.
​Indignações, insólitos, ternuras, ironias e tudo mais, tudo aqui nos deslumbra.
Um álbum a descobrir e a ler!


O PISTOLEIRO DO FUTURO - ​Edição Escorpião Azul. Autor: Pedro Lopes.
​É uma obra surpresa, nossa e na vertente western, num só tomo! Com a sátira bem camuflada, registe-se.
​E está lá toda a poeirada, toda a pistolada e todos os ambientes e situações que normalmente vemos, isoladamente, na BD, no Cinema e na Televisão.
Pedro Lopes (é mesmo nascido nos Açores?...) marca aqui bem a sua interessante "doideira", onde, para quem o entender, se afirma num certo e subentendido ​sarcasmo em todas essas fantasiosas demonstrações de ​"heroísmos" que têm o fedor dos bisontes, quadrúpedes ​tão sacrificados (tal como os tais "índios"), que nada têm ​a ver connosco. As lezírias ribatejanas, seus toiros e seus garbosos campinos, nada têm a ver, com essa aberração de nação convencida que tem a capital na cidade de Washington.





O NOSSO MUNDO ESTÁ A ARDER - ​Edição Oficina do Livro (grupo Leya). Autora: Jeanette Winter.
Seguindo a justa onda de acusações da adolescente sueca (já passou fugazmente por Lisboa) Greta Thunberg, esta não é bem uma publicação de Banda Desenhada, mas está bem perto, daí que, seja seriamente aconselhada a sua atenta leitura.

LB

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

NOVIDADES EDITORIAIS (186)

LES HELVÈTES - ​Edição Casterman. Autores, segundo Jacques Martin: ​argumento de Mathieu Breda e arte de Marc Jailloux.
​Em vida, mestre Jacques Martin, já tinha uma sinopse para esta narrativa, mas não a desenvolveu. Coube agora aos autores deste 38.º tomo da série ​"Alix", o resultado de "Les Helvètes" (Os Helvécios, ​ou Os Suíços). Uma aventura bem conseguida em ​todos os planos.
​Alix e o seu inseparável Enak, são enviados por Júlio ​César, até aos Helvécios, a fim de juntar esses povos ​à causa romana. Na comitiva, seguem também Audania, filha de um druída favorável aos Romanos, e o jovem Lucius, que não suporta ​Alix, uma vez que este é gaulês e não romano...
​No entanto, da antiga Guerra das Gálias, os velhos ​rancores e os fantasmas do passado, não estão, de ​modo algum, esquecidos e as novas alianças são ​postas em perigo.


JOSÉ DA SILVA CARVALHO: UM LÍDER NO LIBERALISMO - ​Edição: Município de Santa Comba Dão. Autores: ​António Neves (argumento) e Santos Costa (arte).
​"José da Silva Carvalho, um Líder no Liberalismo" relata com plena força didáctica a vida heróica, sofrida e patriótica deste grande português, natural da região beirã de Santa Comba Dão.
Viveu os pânicos das Invasões Francesas, depois a prepotência dos Ingleses que iam transformando Portugal numa colónia britânica e, depois, os abusos ferozes do absolutismo de D. Miguel I... E muito e muito mais.
Exaustivamente documentada, esta obra merece o nosso aplauso, sobretudo pela sua força instrutiva. E é uma salutar mensagem para que os Portugueses não esqueçam a figura e obra deste nosso grande compatriota.


DOMINOS - ​Edição Lombard. Autores: Emmanuel Herzet (argumento), Alain Queireix (traço) e Didier Ray (cores).
Da série "Alpha", criada orginalmente por Renard e Jigunov, este é o 14.º tomo, o quarto e último da "segunda temporada" desta mesma série (a terceira, já se anuncia).
De aventura em aventura, a vida de Dwight Delano Tyler, aliás Alfa, tem-se degradado perigosamente.
Mais do que nunca, ele tem de justiciar sozinho, pois todas as frentes estão contra ele, armadilhando-lhe a existência sem qualquer condescendência.
Alfa, tudo e todos terá de enfrentar, mesmo com algumas atitudes e/ou acções um tanto obscuras, para salvar a sua vida e limpar o seu nome e a sua honra, conspurcados pela veleidade sinistra da política... Mas ele é corajoso e destemido.



O FILHO DO FÜHRER - ​Edição Escorpião Azul. Autor: João Gordinho.
Este jovem lisboeta é um talento já marcante da novíssima geração da Banda Desenhada Portuguesa. Ousado e talvez controverso, está num muito bom caminho.
Neste álbum, "O Filho do Führer", num correcto preto-e-branco, ele vai para um tema inquietante, mas também muito interessante: à paranóia das ambições de Adolfo Hitler (de péssima memória), ele junta uma certa ficção-cientìfica com uns perigosos extraterrestres... Como?... Ora façam o favor de ler este álbum, que foi lançado no Festival AmadoraBD 2019.
Parabéns, João Gordinho! Parabéns, editora Escorpião Azul!

LB

terça-feira, 27 de agosto de 2019

NOVIDADES EDITORIAIS (178)

LES SPECTRES DE ROME - ​Edição Casterman. Autores, segundo Jacques Martin: ​argumento de Valérie Mangin, traço de Thierry Démarez ​e cores de Jean-Jacques Chagnaud. É o nono tomo da ​série "Alix Senator".
​Um imenso clima de pavor assola Roma, onde enigmáticos assassínios, quase em massa, são executados pela ​calada da noite. Quem são estes sanguinários predadores ​que parecem fantasmas? Há quem insinue que são os ​leprosos; há quem diga que são gente do Médio Oriente…
​Só o prepotente imperador Augusto tem outra ideia, talvez mais sensata, se bem que terrível: tudo se deve às radiações ​do venenoso oricalco que se espalharam devido à queda ​de um meteorito.
​Alix, seu filho Titus, o amigo Enak e o rei oriental Syllaios, vão tentar desvendar este sinistro mistério, com arriscada coragem, pois quem é contaminado dificilmente escapa ​à morte…


BOB MORANE, INTÉGRALE/12 - ​Edição Lombard. Autores: argumentos de Henri Vernes e ​arte gráfica de Felicisimo Coria. E Jacques Pessis, autor ​do dossiê de abertura.
​Este Integral reúne as seguintes cinco aventuras: "Les Otages de l'Ombre Jaune", "Le Tigre des Lagunes", "Le Temple des Crocodiles", "Le Masque de Jade" e "Snake".
Apenas dois reparos: em "Le Masque de Jade", o vigoroso e divertido companheiro de Morane, o escocês Bill Ballantine, não é tido nem achado. Está completamente ausente.
"Snake", é uma intrigante aventura, pesada e muito venenosa (pois lá figuram as tenebrosas serpentes cobra-coral, mamba e surucucu), mas muito mal explicada… Há deturpadas cerimónias mais ou menos de vudu em honra da deusa Cobra de Bonze, mas no final, fica-se sem se saber o que o demente Hixe iria confessar à polícia e tão pouco se define quem era mesmo a bela e perigosa haitiana Benedicité Snake, que se escapa não se sabe para onde… Voltará em episódio futuro?


O OUTRO LADO - ​Edição Asa. Autores principais: argumento de Jody Houser, traço de Stefano Martino e cores de Lauren Affe. Tradução de Luís Santos.
O adolescente Will Byers não sabe bem onde foi parar!... Está só e num "outro lado", num autêntico "mundo invertido" e assustador, que só seria visível em delírios psíquicos e em terríveis pesadelos… De resto, à sua volta, tudo é silêncio, escuro e frio. Há ainda um estranho monstro que por aí assombra cada recanto.
Will Byers quer, desesperado, tornar ao seu real ambiente, onde estão a família e os amigos. Mas como?...
Para quem gosta de histórias de terror, esta é uma obra-BD devidamente aconselhada.
LB

terça-feira, 6 de agosto de 2019

NOVIDADES EDITORIAIS (175)

Mais um impagável NAB - Edição Bamboo. Autores: argumentos de Patrick Goulesque e arte gráfica de Roger Widenlocher.
É o terceiro tomo da série "Les Nouvelles Aventures Apeuprehistoriques de Nabuchodinosaure". E chega esta edição em muito boa ocasião para nos refrescar as ideias neste tempo de prováveis canículas.
Com Nab (nome reduzido para os amigos), há sempre um hilariante festival de situações "doidas" a convidar-nos para a risota. E ainda bem!...
É muito salutar e positivo contra as nossas angústias do quotidiano, viajarmos em leitura pelas trapalhadas deste bizarro bicharoco que "existiu" na Terra, antes do Homem…
Toca a rir, pessoal!


BOB MORANE, INTÉGRALE 11 - ​Edição Lombard. Autores: argumentos de Henri Vernes e arte gráfica de Felicísimo Coria. Neste sistema de integrais, está de felicitações a Lombard, que não esquece o tão popular Bob Morane.
Neste tomo, conjugam-se os episódios "La Guerre des Baleines", "Le Réveil du Mamantu", "Les Fourmis de l'Ombre Jaune", "Le Dragon des Fenstone" e "Un Collier
Pas Comme les Autres" (que é uma história mais pequena).
A iniciar o álbum, um esclarecedor dossiê por Jacques Pessis.


VIRAVOLTA, L'ORCHIDÉE NOIRE - Edição Glénat. Autores: argumento de Arnaud Delalade, grafismo de Éric Lambert e cores de Filippo Rizzu.
O herói chama-se Pietro Viravolta, mas nas suas acções "clandestinas", tal como Zorro ou Batman, é o Orquídea Negra, funcionando como detective, agente secreto e justiceiro. Tudo no século XVIII…
Sendo veneziano, é oficialmente convidado para Paris, e para aqui se abala com a família e um fiel criado. Na capital francesa, reencontra o seu amigo, o famoso libertino Giacomo Casanova, então liberto das prisões de Veneza.
Arnaud Delalande, normalmente apenas romancista, já tinha usado este seu personagem favorito em livros. Agora, ambos se estreiam, e muito bem, na Banda Desenhada.
Todavia, o nosso especial aplauso vai para o desenhista Éric Lambert, que retrata em pleno, esse século XVIII de França, sob o reinado do monarca Louis XV. Bravo!
LB