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quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

CRUEL 2022

Eugénio Silva (1937-2022)
Foi um ano desalmado que levou para o desconhecido Além tantos valores portugueses, desde políticos, actores, pintores, cineastas, futebolistas, cantores, etc. 
Foi um ano revoltante e mais devorador ávido que um buraco negro!...
No que toca aos nossos grandes artistas de Banda Desenhada, o 2022 arrebatou-nos José Pires, em Julho, e José Ruy, em Novembro. E como se estas mágoas não bastassem, no penúltimo dia do ano, foi a vez de Eugénio Silva.
E ficamos sem mais palavras, mas com uma tristeza infinita e dolorosa. 
Até que, de repente, chegará a nossa vez...
LB

quinta-feira, 29 de julho de 2021

BREVES (96)

LAMIRÉS E ZUNZUNS
EUGÉNIO SILVA vai ser reeditado. De fonte fidedigna, soubemos que a Câmara Municipal do Seixal está em negociações com este desenhista para lhe reeditar o álbum "A História do Seixal em Banda Desenhada", que está esgotado. Aproveitando esta boa onda, fazemos votos para que alguma atenta e sensível das nossas editoras lhe reedite os álbuns "Inês de Castro" e "Matias Sandór", também esgotados. Será?

Consta que JOSÉ PIRES está a acertar com a Âncora para a edição em álbum de alguns dos seus trabalhos que têm saído no "Fandaventuras". Oxalá!...

​Em Viseu, talvez lá para Novembro, deverá haver uma exposição e a merecida homenagem pública, referente a LUÍS LOURO. Até que enfim!


CARLOS ALMEIDA ESTREOU-SE NO ROMANCE
Carlos Alberto Almeida é um dos enérgicos fundadores do GICAV (Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu). Além de professor, é também poeta, pintor, cronista e, ainda, um entusiasta pela Banda Desenhada e pelo Teatro de Marionetas.
Com edição do próprio, estreou-se agora numa corajosa aposta no romance histórico: "Lafões, o Despontar de um Reino".
Um belíssimo trabalho, onde junta a lenda com uma intensa pesquisa histórica. Uma obra que merece bons aplausos e que, pelos leitores, certamente suscitará algumas salutares divergências.
A capa do livro é da autoria de seu filho Dani Almeida, por norma, ilustrador e desenhista-BD. A ambos, pai e filho, as nossas plenas felicitações.


ANIVERSÁRIOS EM AGOSTO


Dia 01 - Andrei Ariniuchkine (bielorrusso)

Dia 03 - Miguel Montenegro
Dia 06 - Manuel Caldas
Dia 08 - Derib (suíço), Lu Ming (mongol)
Rolf König (alemão)
Dia 10 - João Neves e Chistophe Blain (francês)
Dia 13 - Enrico Marini (italiano)
Dia 15 - Tozé Simões e Pedro Massano
Dia 17 - Álvaro
Dia 18 - Xabel Areces (espanhol)
Dia 27 - Nuno Saraiva
Dia 28 - Joann Sfar (francês)
LB

sábado, 23 de maio de 2020

CAPAS (2) - EUGÉNIO SILVA


ALGUMAS CAPAS POR EUGÉNIO SILVA
Eugénio Silva
​​O barreirense Eugénio Silva é outro dos encantadores desenhistas da nossa 9.ª Arte. Prosseguindo esta nossa rubrica, ocasional, sobre belas capas de álbuns e/ou mini-álbuns, aqui registamos algumas delas nascidas sob o talento de Eugénio Silva.
Na que toca a "Contos das Ilhas", um projecto colectivo onde também participam Catherine Labey, Carlos Alberto Santos e José Garcês (como desenhadores) e Jorge Magalhães (como argumentista), a capa refere-se ao conto "O Coelho Branco", do álbum em questão.
"Amoni", narrativa publicada em 1965 no suplemento do matutino "Diário de Notícias", "A Nau Catrineta", quando recuperado na íntegra em 1996 no n.º 11 de "Cadernos Sobreda-BD", ganhou direito a capa por gentileza expressa de Eugénio Silva.
Aqui vão as onze belas capas que bem merecem aplausos.
LB

quinta-feira, 19 de março de 2020

NOVIDADES EDITORIAIS (194)

ZÉ DO TELHADO - ​Edição Calçada das Letras. Autor: Eugénio Silva.
Aí está, finalmente, o tão desejado e esperado "Zé do Telhado, de Lanceiro a Salteador"!...
Foi, por diversas e desnorteantes circunstâncias, um "parto" difícil e arrastado… O impecável autor levou largo tempo para terminar esta obra, pois volta não volta, esmorecia e quase desistia dela. Não lhe faltaram insistentes incentivos de minha parte (LB), para além de colegas seus, como o argumentista Jorge Magalhães e os desenhistas José Antunes, Artur Correia, Baptista Mendes, Vassalo de Miranda, João Amaral...
Lá terminou, mas após isso, não acertava nas negociações com várias editoras…
Por fim, belo milagre surgiu com a editora Calçada das Letras…

Eugénio tem vivido e sofrido injustas situações que atentam amargamente contra o seu talento, e aí está agora com uma bem merecida vitória.
Sabemos que Eugénio Silva é um esmerado artista e muito exigente, a começar por ele próprio, em relação ​às suas criações. Ele aposta em si próprio, investiga ao máximo tudo e mais tudo…
​Maravilhoso e raro exemplar na sua (e nossa) 9.ª Arte, Eugénio, estamos contigo!
​Um caloroso aplauso a Eugénio Silva, à corajosa editora Calçada das Letras e ainda, ao sensato apoio que foi por aqui prestado, pela Câmara Municipal de Penafiel.
Alegrem-se pois, bedéfilos portugueses, que a tão almejada obra aí existe!...




UN HOMME QUI PASSE - ​Edição Dupuis. Autores: Daniel Lapière (argumento) ​e na arte. Dany (alias, Daniel Henrotin).
​Que obra tão maravilhosa, seja qual for a interpretação que se lhe dê, pois, como diz o povo, "cada cabeça sua "sentença"...
De Daniel Lapière, ​já conhecíamos alguns argumentos ​de alto valor… em parceria com outros valorosos desenhistas. Aqui e agora, apostou-se em alta força.
Quanto a Dany, o assunto fia agora mais fino e mais grandioso. Ele, volta n​ão volta, surpreende-nos com a ​sua arte tão cativante. Na sua bibliografia, constam ​alguns títulos, alguns infelizmente não editados em ​português, como a belíssima série "Olivier Rameau" (apenas editada na revista Tintin).
​Agora, cilindra-nos com este belo tomo único, "Un ​Homme Qui Passe". Bravo!
​Um homem maduro, pintor e somador de aventuras ​sexuais, Paul, e uma jovem, Kristen, "conhecem-se" ​sob uma terrível e assustadora tempestade, nas ​perigosas margens de uma ilha da Bretanha (França).
​É um encontro fabuloso em que, de certo modo, ambos tentam explicar-se e justificar os seus actos… Um ​encanto de argumento de Lapière, muito bem ​marcado pela arte de Dany. Tudo numa atmosfera bem ​dramática, quase violenta.
​Conselho: a ler sem perda de tempo em francês, ou talvez em necessária edição portuguesa.


COMANCHE, INTEGRAL/3 - ​Edição Ala dos Livros. Autores: Greg (1931-1999) no ​argumento, e arte de Hermann.
​Esta novel editora-BD nacional tem força e atenção ​bem apostada. Bem-haja!
​Desta vez, comemorando os 50 anos da vigorosa ​série "Comanche", a editora apostou com toda a ​consciência e galhardia, em reeditar integralmente em ​três tomos, a dita cuja série. Deste terceiro e último ​tomo (com alguns episódios inéditos), constam: "E o ​Diabo Gritou de Alegria", "O Corpo de Algernon ​Brown", "O Prisioneiro", "Lembra-te, Kentucky…", ​"O Palomino" e duas histórias em prancha única: ​"Falta de Respeito" e "Casamento Cor-de-Rosa".
​E mais: a ideia ultra positiva de reproduzirem estas narrativas de Hermann no fascinante preto-e-branco, ​donde o melhor e válido sistema de se apreciar ​devidamente o traço do desenhista, sem as fantasias ​ofuscantes de hollywoodescas cores…
​Sinceros e emotivos parabéns à Ala dos Livros!


​​​O NASCIMENTO DOS DEUSES - ​Edição Gradiva. Sob orientação do historiador Luc ​Ferry, tem guião de Clotilde Bruneau, arte de Dim D., ​Federico Santagati e Scarlett Smulkowski, capa de ​Fred Vignaux e tradução de Maria de Fátima Carmo.
​Devia ser por este tomo, mesmo no original em francês, ​que esta magnífica série devia ter começado, pois é ​a Origem. Não foi assim em França nem em Portugal, o ​que não implica que qualquer um não saiba, com o ​tempo, ordenar os tomos na sua estante…
​Muitas vezes, desde a nossa apardalada infância, que ​se aprendia que "no princípio era o Verbo" na linguagem judaico-cristã, mas lá se foi corrigindo esta tonteria para ​"no princípio era o Caos"... Pois, pois!... As prepotências religiosas, praticamente todas, coincidem de um modo ​mais ou menos fantasista e conveniente num determinado ​plano…
​Por este pertinente tomo da série "A Sabedoria dos Mitos", ou seja, "O Nascimento dos Deuses", a narrativa apaixonante ​vai do Caos até à tomada do poder no lendário Monte ​Olimpo, de Zeus (ainda relativamente jovem), como deus ​dos deuses…

Uma pergunta intrigante se impõe: se no ​princípio era o Caos, quem criou esse dito cujo Caos?!...
LB

quinta-feira, 4 de julho de 2019

OS ÁLBUNS "ENCALHADOS" (2)... E NÃO SÓ!

​A 12 de Janeiro de 2018, aqui editamos o post OS ÁLBUNS "ENCALHADOS", que agitou um pouco ​certas águas estranhamente adormecidas e plácidas…
​Mas foi dando alguns resultados positivos:
​Ainda em Abril desse ano, a Câmara Municipal de Moura (com a coordenação de Carlos Rico) editou ​o "Cadernos Moura BD" n.º 10, com duas histórias ​inéditas do nosso saudoso ARTUR CORREIA: "Donzela ​que Vai à Guerra" e "A Nau Catrineta".

"Cadernos Moura BD" #10, por Artur Correia - Edição C.M. Moura (2018)

​A tão ansiada obra "Zé do Telhado", por EUGÉNIO SILVA, registou-se bem no interesse de uma editora de Viseu, mas parece que a editora encalhou por sua vez… É um pecado de lesa-BD nacional, este álbum não estar ainda editado!

 Capa e prancha de "Zé do Telhado - de Lanceiro a Salteador"por Eugénio Silva (trabalho ainda inédito)

Entretanto, aproveitando este nosso alerta, JOSÉ RUY começou a colaborar com o BDBD, noticiando o que tem ​iniciado e/ou projectado, porém sem nenhum álbum
​completamente realizado.
Nesta linha, AUGUSTO TRIGO ​tem a ideia da adaptação de alguns contos guineenses, donde o em tempos anunciado "Turu Ban"; e EUGÉNIO ​SILVA vai realizando paulatinamente, a adaptação do ​conto "A Perfeição" de Eça de Queiroz…
Prancha de "A Perfeição", adaptação de Eugénio Silva (trabalho ainda inédito)

​Já neste ano corrente, JOSÉ PIRES editou na sua colecção de fascículos ou mini-álbuns "Fandaventuras", ​a então noticiada "A Morte do Lidador"...
"A Morte do Lidador", adaptação de José Pires, in "Fandaventuras" (2019)

...e, mais adiante, ​o seu álbum inédito "A Portuguesa, História de um Hino", ​será lançado a 25 de Agosto, em Viseu, numa edição da ​Câmara Municipal de Viseu/GICAV.
"A Portuguesa - História de um Hino", por José Pires - Ed. Gicav / CM Viseu (Agosto de 2019)


No 25.º Festival Internacional BD de Beja, a 1 de Junho, foi com todo o entusiasmo e justiça, lançada a terceira ​grande aventura de Pitanga, herói criado por ARLINDO FAGUNDES, "O Colega de Sevilha" (álbum que já aqui foi referenciado em "Novidades Editoriais"), sob edição Arcádia (do grupo editorial Babel).
Capa de "O Colega de Sevilha - Uma Aventura de Pitanga", por Arlindo Fagundes,
com cores de José Pedro Costa - Ed. Arcádia (2019)

BAPTISTA MENDES mantém na gaveta, por "traição" da prevista editora (a Âncora) "A História de Guimarães"...
Projecto de capa para o álbum "Guimarães", por Carlos Baptista Mendes (trabalho ainda inédito)
...e ​"A Vida de Luiz Vaz de Camões". Como é possível?!...
Projecto de capa para o álbum "A Vida de Luiz Vaz de Camões", por Carlos Baptista Mendes
(trabalho ainda inédito)
​​Aos solavancos, tudo indica que os "encalhados" não enferrujaram a 100%...
​No entanto, consta que a Polvo está interessada em reeditar (haja Deus!) o esgotadíssimo "Matias Sándor" por EUGÉNIO SILVA. Deste nosso estimado e meticuloso desenhista, também ​é urgente a reedição do álbum esgotado e tão procurado, "Inês ​de Castro", em vez da editora provável, a Arcádia, ter apostado ​na reedição de "Eusébio", acto que nos pareceu perdulário e ​oportunista devido à morte do dito Eusébio… 
Edições já esgotadas de "Matias Sándor" e "Inês de Castro", por Eugénio Silva
Também PEDRO ​MASSANO deveria ter reedições dos seus belos álbuns há ​muito esgotados!
​Quanto a obras bem gloriosas e preciosas, não "encalhadas" mas ​perdidas por espalhadas em revistas, temos por exemplo: "As ​Minas de Salomão", "O Pagem do Rei" e a série "Sherlock Holmes" ​por FERNANDO BENTO; e a breve série "O Ponto" e "Alice no ​País das Maravilhas" por FERNANDES SILVA.
E muito mais fica ​aqui por se citar… Talvez eu torne à carga...
​As principais editoras-BD de Portugal não devem ser tão lamurientas ​e precipitadamente calculistas ou assobiar para o lado. Devem ser ​mais sensíveis à Cultura, neste caso, à nossa tão apaixonante e tão ​válida Banda Desenhada.
​Viva a BANDA DESENHADA! Viva a 9.ª ARTE PORTUGUESA!

​LB

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

OS ÁLBUNS "ENCALHADOS" (1)

Hoje e agora, atrevo-me a um certo “libelo acusatório”, dado que sou frontal por hábito e feitio. E, neste caso, afronto as nossas editoras-BD, apesar de tudo com a minha sincera amizade e gratidão.
Já dizia um certo filósofo da Antiguidade, “se queres um amigo, bate-lhe”...
Pois há por aí (em Portugal) uma data de valorosos álbuns da nossa 9.ª Arte, que estão “encalhados”, “pendurados”, “engavetados” ou o que lhes quiserem chamar.
É um desrespeito total aos nossos tão dignos desenhistas e ante os infindáveis leitores bedéfilos que temos!
De um modo solto (mas não rigoroso), aponto alguns exemplos, referindo-me apenas a alguns exemplos veteranos:

Mestre ARTUR CORREIA, tem várias obras inéditas, donde e ao acaso, cito: “A Nau Catrineta”. Uma relíquia que se está a perder... Que mágoa!

EUGÉNIO SILVA, tão meticuloso e notável desenhista, não vê forma do seu tão esperado “Zé do Telhado” sair publicado!... Que estranho!...

De BAPTISTA MENDES, bizarramente, emperraram as anunciadas obras, “A História de Guimarães” e “Camões”! Sem comentários!...

De ARLINDO FAGUNDES, a tão esperada terceira aventura do famoso PitangaO Colega de Sevilha, não há forma de ver a luz do dia!... Um “esquecimento” infeliz!

JOSÉ ABRANTES, tem várias obras completas e inéditas, mas dele pouco se ouve falar!...
O imparável JOSÉ RUY, tem obras concluídas, que bem aguardamos ver editadas... tal como as de SANTOS COSTA.
AUGUSTO TRIGO CATHERINE LABEY... Como é?
E PEDRO MASSANO, andará também um tanto desiludido?...
E o RICARDO NETO, lembram-se dele?....

E chego a JOSÉ PIRES: tem seis álbuns inéditos, dos quais destacamos “A Portuguesa - História de um Hino”...

...e “A Morte do Lidador” (esta, publicada na revista belga “Tintin” em 1992).

Tem já um álbum publicado no Brasil: “Gil Eanes, o Herói de Lagos”. Mas há mais: no idioma fancófono, em 1991, foi publicado, pela Lombard, “Les Templiers, le Sang et la Gloire”; em 2009, com edição Orphie, foi publicado o álbum “Alexandre Dumas, le Diable Noir”. Estes dois últimos, estranhamente, jamais entusiasmaram (!!!) as editoras portuguesas. Ele há coisas!...

Grandes e apreciáveis editoras nossas (Asa, Gradiva, Âncora, grupo Babel, Bertrand, Porto Editora, Plátano... e talvez mais nenhuma), têm assobiado para o lado, ante este pertinente e justo assunto, bastas vezes com desculpas devidas e de modo algum convincentes... Diríamos, “esfarrapadas”. Da vero?
Todavia, há as heróicas editoras, ditas “menores”, que se esforçam nesta tão aplaudível lide. Sem desprimor por outras, destaco o valoroso trabalho da Polvo (coordenada por Rui Brito) e da Escorpião Azul (coordenada por Jorge Deodato).
Contra ventos e marés, não entram em estranhas jogadas e desafiam, corajosamente, as prováveis adversidades...
Mais: é notável, pois apostam sobretudo (mas não só) na BD Portuguesa! Bravo e bravo!... Os respectivos álbuns são publicados e é fácil vê-los nos escaparates, com procura e venda, mormente nas livrarias da Fnac.
De resto, ò grandes editoras nossas, é muito fácil contornar as sempre vossas lamurientas e apontadas “dificuldades”, desde que tenham a devida sensibilidade cultural, ou não?!... Depois, caríssimos e “scroogeanos” editores, quem não arrisca, não petisca!...
Para vós todos, editores-BD da nossa Pátria e pela nossa Cultura, Feliz 2018!
Dixit!
LB

domingo, 30 de julho de 2017

HERÓIS INESQUECÍVEIS (48) - SERAFIM & MALACUECO

Esta dupla popular e irresistível viu a luz do dia a 16 de Maio de 1896, na publicação inglesa “Illustrated Chips”. Seu autor: Tom Browne (1870-1910).
A primeira prancha de "Weary Willie and Tired Tim", publicada
na revista "Ilustrated Chips" #298 (16.05.1896)

Tom Browne (1870-1910)
Na sua versão original, chamavam-se Weary Willie (o esticadinho Serafim) e Tired Tim (o gordo Malacueco). As suas astutas e/ou aparatosas aventuras foram sempre publicadas com honra de primeira página, pormenor que aconteceu também quando publicadas em Portugal pela primeira vez, na revista “O Mosquito” #209, de 1940.
No nosso país, "Serafim e Malaqueco" foram também publicados na "Colecção de Aventuras" (1940/42), na última etapa de "O Mosquito" (1952/53), na revista "Valente" (meados dos anos 50) e, nos anos setenta, no "Jornal do Cuto" (que recuperou histórias anteriormente publicadas n' "O Mosquito").
A série que divertia uma multidão de bedéfilos em vários países, terminou a 12 de Setembro de 1953.
Tom Browne desenhou-a de1896 a 1900, sendo prosseguida por Arthur Jenner e depois, por Percy Cocking.
Por volta de 1903, a série conheceu algumas adaptações ao Cinema, em curtas metragens, com realização de William Haggar, que usou dois dos seus filhos como protagonistas: James Haggar (Tired Tim) e Walter Haggar (Weary Willie).
Esta dupla é a de dois vagabundos que tudo fazem para viver bem, graças à sua esperteza... nem sempre triunfante. 
De certo modo, foram inspirados em Don Quixote e Sancho Panza. Mesmo assim, estes dois “heróis”, inspiraram muitas parcerias semelhantes, tanto na BD como no Cinema, como foi o caso de Oliver Hardy (Bucha) e Stan Laurel (Estica).
Ainda hoje, com carinho e nostalgia, se relêem com muito agrado estas tão divertidas tropelias.
"Weary Willie and Tired Tim", in "Ilustrated Chips" #2813 (05.07.1947)
"Serafim e Malacueco", in "O Mosquito" #1125 (Abril.1950)
"Serafim e Malacueco" na primeira página de "O Mosquito" #1126 (08.04.1950)
"Serafim e Malacueco", in "O Mosquito" #1149 (Junho.1950)
"Serafim e Malacueco", in "O Mosquito" #1150 (Julho.1950)
A popularidade destes personagens no nosso país acabou por torna-los alvo de alguns pastiches por parte de consagrados autores portugueses, que, dessa forma, homenagearam as suas divertidas aventuras. 
Tais foram os casos de José Abrantes e Jorge Magalhães, que publicaram no "Almanaque O Mosquito", em 1987, uma aventura em quatro pranchas (que foi, vinte anos mais tarde, reeditada no #7 dos "Cadernos Moura BD")...
"O Regresso de Serafim e Malacueco", por Jorge Magalhães (texto)
e José Abrantes (desenhos), in "Almanaque O Mosquito" (1987)

... e de Eugénio Silva que realizou, para o fanzine de Geraldes Lino, "Efeméride", uma divertida prancha humorística (algo pouco usual neste autor).
LB/CR
"Serafim e Malacuéco", por Eugénio Silva (texto e desenhos),
in fanzine "Efeméride" #6 (parte 3 de 4), Edição: Geraldes Lino (2015)

Nota: gratos pela amável colaboração de Jorge Magalhães.