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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

HERÓIS INESQUECÍVEIS (51) - RUSTY RILEY

Consoante os países e as publicações, foi tratado com outros nomes como Pedrito, Dick, Pepe, etc, sendo ele aquele adolescente simpático, prestável, leal e corajoso que, na verdade, se chama Rusty Riley, nascido a 26 de Janeiro de 1948, nos Estados Unidos da América do Norte, sob o talento gráfico de Frank Godwin (1889-1959) e argumentos de Rod Reeder (e depois, de Harold Godwin, irmão de Frank). A série terminou em 1959.
Frank Godwin (1889-1959)
Rusty Riley é um garoto órfão que foge do orfanato com o seu fiel amigo, o cachorrito "fox-terrier" Flip. Numa determinada herdade onde vai parar, é recolhido, empregue (e será um petiz protegido) pelo proprietário, um tal Sr. Miles, que cria cavalos, essencialmente para corridas.
Rusty rende-se completamente a este novo mundo e sonha, desde então, em tornar-se num jóquei por excelência... não faltando o seu puro e ingénuo namorico com Patty, a filha do patrão.
Há uma firme beleza na candura e ternura das aventuras de Rusty, que cedo galvanizaram os bedéfilos de várias partes do mundo. O ambiente das corridas de cavalos captaram em pleno os leitores, tanto mais que, para não haver um cansativo excesso de ingenuidade e/ou bravuras fáceis, também por estas histórias surgem aspectos de aventura policial, sobretudo avivados por vigaristas e corruptos.
Esta série começou a preto-e-branco, no formato de tiras diárias. Algum tempo depois, passou a ter também uma página dominical, agora a cores.
Tira a preto-e-branco onde é notável a excepcional arte de Godwin...
...e uma prancha dominical, a cores.
Consta que, muito discretamente, Bob Lubbers, também deu a sua achega para as tiras... Tudo e sempre, como produção da King Features Syndicate.
Uma nota especial referente a Frank Godwin: ele também desenhou famosos clássicos, como “A Ilha do Tesoiro”, “Robinson Crusoé”, “Rei Artur”, etc.
Em Portugal, estreou-se na saudosa revista “Diabrete” (do #537 ao #765), numa aventura com o título “Puro Sangue”, onde Rusty é tratado por Dick... Isto, de 1948 a 1950.
Duas pranchas de "Puro Sangue", aventura de Rusty Riley, aqui chamado "Dick",
in "Diabrete" #559 e #758 (1949/50) 
Prancha de "Puro Sangue", in "Diabrete" #612 (Maio/1949)
A partir de 1951, é também na saudosa revista “Mundo de Aventuras” que largamente continua a ser editado entre nós. 
Prancha de "Sir Percival, o Burlão", in "Mundo de Aventuras" #172 (27.11.1952)
Prancha de "Sir Percival, o Burlão", in "Mundo de Aventuras" #173 (04.12.1952)
Quatro pranchas de "A Intrusa", onde Rusty Riley se chamava "Pedrito", in "Mundo de Aventuras" #807
"Pedrito em A Mansão Assombrada" - capa de Carlos Alberto Santos,
in "Mundo de Aventuras" #829
Pranchas de "A Mansão Assombrada", in "Mundo de Aventuras" # 829

Mas não só, pois de um modo solto e com as correctas indicações do sítio “A Minha Biblioteca de Banda Desenhada”, a série foi também publicada em “Condor Mensal”, “Êxitos da TV”, “Condor Popular”, “Canguru”, “Águia”, “Colecção Audácia”, “Selecções do Mundo de Aventuras”, “Tigre”, “Ciclone” e “O Século Ilustrado”.
Rusty Riley em "Um Caso de Espionagem", in "Colecção Condor" Fascículo 20,
com capa de Vítor Péon.

Faltam, em Portugal, os álbuns com as suas aventuras, devida e atentamente compiladas cronologicamente. Mas isso.... Ele há coisas!

Nota: Agradecemos a colaboração de Paulo Viegas e de Carlos Gonçalves, que nos enviaram algumas das imagens que ilustram este post.
LB


"O Aventureiro", fanzine do Clube Português de Banda Desenhada,
dedicou o seu sétimo número a Rusty Riley (Abril de 2001)
Rusty Riley ("Pedrito") no "Mundo de Aventuras", com capas de Carlos Alberto Santos

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A BD A PRETO E BRANCO(18) - As escolhas de Carlos Rico(8)

FRANK GODWIN (1889-1959)
Ilustrou obras-primas da Literatura Universal como "Os Cavaleiros do Rei Artur", "Robinson Crusoe", "A Ilha do Tesouro", "Contos de Shakespeare", entre outros.
Em 1927 iniciou as aventuras de uma das suas mais conhecidas personagens: Connie. A série durou até 1944, após o que Godwin iniciou outro projecto que lhe traria fama, entre 1948 e 1959, Rusty Riley. 
Esta série foi publicada entre nós com o título "Puro Sangue" (na saudosa revista "Diabrete"). Mais tarde, o "Mundo de Aventuras" publicou alguns episódios de Rusty Riley chamando-lhe... Pedrito. 
Prancha e tira de "Rusty Riley", a obra-prima de Godwin



JAIME BROCAL REMOHI (1936-2002)
Nascido em Valência, começou por desenhar episódios de "O Santo". Publicou na revistas inglesas "Kreepy" e "Eerie" histórias de terror, como The Mummy Walks
Outras séries de Brocal: "Katan", "Ogan" (de que em Portugal foram publicados alguns episódios nas revistas "Falcão" e "Tigre"), "Kronan", "Arcane", "Taar" (publicado entre nós pela Meribérica e na revista "Flecha 2000"). 
Brocal: um dos Mestres da BD a preto e branco
Prancha de "The Mummy Walks" (in "Eerie" #78)


FABIO CIVITELLI (1955)
Italiano, nascido em Arezzo, estreou-se com "Lady Dust". Desenhou, também, por breve período, personagens Marvel como Homem-Aranha e Quarteto Fantástico.
Actualmente pertence aos quadros da Sergio Bonelli Editore, onde desenha histórias de Tex, o mais antigo cow-boy europeu ainda publicado. 
Civitelli detém uma curiosidade no seu curriculum; foi convidado especial em cinco Salões-BD portugueses: Moura, Amadora, Beja, Viseu e Porto.
Civitelli é reconhecido como um dos melhores desenhadores de Tex

Nota: A rubrica "A BD a Preto e Branco" será subdividida entre as escolhas pessoais de Luiz Beira (10 posts e 30 autores) e de Carlos Rico (idem), num total de 60 autores! As duas imagens que ilustram a obra de cada autor foram criteriosamente escolhidas por Luiz Beira e Carlos Rico e por esta ordem serão sempre apresentadas.