Embora não a cem por cento
correcto, Sir Walter
Scott é considerado como o criador do romance histórico. Nasceu na
Escócia a 15 de Agosto de 1771 e faleceu a 21 de Setembro de 1832.
Enérgico, escreveu uma vasta
obra, sempre muito aplaudida, da qual se salientam os títulos
“Waverley”(1814), “Rob Roy” (1818), “Ivanhoe” (1819), “O Pirata” (1822),
“Quentin Durward” (1823) e “A Vida de Napoleão Bonaparte” (1823).
O romance “Quentin Durward”
situa-se na Europa no ambiente medieval, focando a rivalidade entre Louis
XI de França e Carlos, o Temerário (Duque de Burgundy). Nesta
empolgante narrativa, não faltam as intrigas, os duelos, os assassinatos e também,
a doce teia de um caso de amor. O corajoso jovem Quentin Durward é um
destemido arqueiro da guarda real...
A obra foi algumas vezes
adaptada, cada uma com o seu primor, à Banda Desenhada. Até ao momento,
conhecemos as seguintes versões:
Entre Novembro de 1940 e Março de 1941, o jornal canadiano La Presse publicou uma adaptação deste romance desenhada pelo norte-americano James Carroll Mansfield.
Os portugueses Manuel Alfredo (texto) e Fernando Bento (desenhos), criaram em 1954 /1955, uma magnífica adaptação para o “Cavaleiro Andante”, do n.º 110 ao 169. Como é que esta jóia da Banda Desenhada Portuguesa ainda não existe em álbum?!...
| "Quentin Durward", por James Carroll Mansfield, in "La Presse" (1940) |
Os portugueses Manuel Alfredo (texto) e Fernando Bento (desenhos), criaram em 1954 /1955, uma magnífica adaptação para o “Cavaleiro Andante”, do n.º 110 ao 169. Como é que esta jóia da Banda Desenhada Portuguesa ainda não existe em álbum?!...
"Quintino Durward", por Manuel Alfredo e Fernando Bento, in "Cavaleiro Andante" (1954/55)
O incontornável desenhista belga Fred Funcken, em 1955, adaptou esta história para a revista francófona “Tintin”, mas numa curta de apenas quatro pranchas.
"Quentin Durward", por Fred Funcken, in "Tintin" # 331 (1955)
Igualmente no ano de 1955, foi publicado um episódio em banda desenhada de Quentin Durward, por autor indeterminado, no #16 da revista francesa "Mondial Aventures".
| Capa do # 16 de "Mondial Aventures", Société Parisienne d'Édition (1955) |
Em 1959, com chancela da Editorial Íbis, mais uma adaptação deste romance foi publicada no #55 da Colecção "Histórias Selecção", da qual desconhecemos o autor dos desenhos. Infelizmente, só conseguimos disponibilizar-vos a capa.
| "Quintin Durward", de autor desconhecido, na colecção "Histórias Selecção" # 55 (Editorial Íbis, 1959) |
Em 1963, o catalão Marc Cardus (nascido em Barcelona e emigrado em França), fez uma versão em tiras para o periódico "Paris-Jour", de Paris.
| "Quentin Durward", por Marc Cardus, in "Paris-Jour" (1963) |
E em Espanha, com a força
criativa dos catalães, as edições Bruguera publicaram em 1973, outra bela
versão com guião de Miguel Cussó e arte de Antonio Bernal e José Claperas
Carominas.
"Quentin Durward", por Miguel Cussó, Antonio Bernal e José Claperas Carominas,
in "Joyas Literarias Juveniles" # 67 (1973)
E por aqui, até agora, mais não
descobrimos...
Registamos e agradecemos os
apoios prestados por Juan Espallardo, Manuel Barrero, José Manuel Vilela e
Edgar Tendeiro.
RODAPÉ:
1 - “Quentin Durwad” foi adaptado
ao Cinema norte-americano (em Portugal, com o título “A Coroa e a Espada”)
por Richard Thorpe e com o actor Robert Taylor; na Rússia, em 1988, por
Sergey Tarasov e com o actor Aleksandr Lazarev; houve ainda a série
televisiva franco-alemã (1971) por Gilles Grangier e com o actor Amadeus
August.
2 - Como nota de glória, num
devido texto da Wikipedia, na informação “Adaptations”, salienta-se apenas pela 9.ª Arte, a versão de
Fernando Bento.
3 - Em 1958, “Quentin Durward”
foi também adaptado à Ópera por François-Auguste Gevaert, com libreto de
Eugène Cormon e Michel Carré.
LB