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sexta-feira, 5 de maio de 2023

NOVIDADES EDITORIAIS (249)

MATTÉO / 6 - Edição Ala dos Livros. Autor: Jean-Pierre Gibrat.
Abrangendo as datas de 27/Setembro/1939 a 3/Junho/1940, aqui termina a dramática saga em que tantos amores, desamores e tragédias foram cilindrando ideias e sentimentos pelas vertentes dos Pirinéus.
Algumas situações foram trágicas, outras foram suavemente bem resolvidas.
Obrigatório ler esta magnífica série!


A ARCA DE RANTANPLAN - Edição Asa. Autores: segundo Morris, tem argumento de Jul (aliás, Julien Berjeaut) e arte de Achdé (aliás, Hervé Darmenton). A tradução é de Ana Cristina Gonçalves.
Por este álbum da série Lucky Luke, não consigo acertar com as devidas palavras, pois ainda estou a rir a bom rir ante toda esta impagável e delirante narrativa. Até a capa do álbum deve ser observada ao pormenor...
Um bem cómico desafio à risota!


LES AMOURS DE ZEUS - Edição Glénat. Autores: sob coordenação do historiador Luc Ferry, tem argumento de Clotilde Bruneau e arte do brasileiro Carlos Rafael Duarte.
Este álbum insere-se na série "La Sagesse des Mythes" e foca alguns dos imparáveis e insaciáveis devaneios sexuais do famoso Zeus, o deus-rei do Olimpo. A beleza física de quem quer que fosse descontrolava-o em pleno, usando artimanhas e diversas formas para seduzir. Era terrível!

LB

quinta-feira, 11 de março de 2021

NOVIDADES EDITORIAIS (214)

A DANÇA DOS ABUTRES - Edição Ala dos Livros. Autores: Xavier Dorison (argumento), Ralph Meyer (traço) e Caroline Delabie (cores).
"A Dança dos Abutres" é o segundo tomo da premiadíssima série "Undertaker", que é um "western" invulgar e muito especial.
Jonas Crow, um cangalheiro muito estranho (e também justiceiro) vai numa viagem quase impensável, na companhia da governanta inglesa Rose, da serviçal chinesa Lin e, ainda, de um fiel e ferido abutre. Vão cumprir a última vontade do milionário Joe Cusco, que desejou ser enterrado na mina de oiro que o enriqueceu. Ainda por cima, o rico mineiro engoliu o seu oiro antes de morrer. Este gesto é descoberto pelos outros mineiros que, furiosos, querem apossar-se do cadáver e apanhar a riqueza que ele encerra...
Sem contemplações, a narrativa segue de violência em violência, sugerindo outros bizarros mistérios que tocam os personagens.
Uma obra admirável que exige uma leitura atenta.


​L'HISTOIRE SECRÈTE DE LUCKY LUKE - ​É uma edição extra da revista "LIRE, Magazine Littéraire", com textos de vários responsáveis desta publicação.
Um trabalho maravilhoso e exaustivo, devidamente ilustrado com desenhos e fotos, focando tudo ou quase tudo o que importa saber sobre o impagável pistoleiro que atira mais rápido que a sua própria sombra, ou seja, Lucky Luke.
Não falta aqui o relato da colaboração de Morris e Goscinny, a definição do cavalo poeta e filósofo Jolly Jumper e do cão idiota Rantanplan, a indicação de actores célebres que serviram de modelo a determinados personagens, como Lee Marvin, Lee Van Cleef, Jack Palance, Louis de Funès, Sean Connery, David Niven, Alfred Hitchcock, etc.
E há muitos e muitos outros preciosos registos sobre este herói-série.


MORRO DA FAVELA - Edição Polvo. Autor: André Diniz, alguma fotos de Maurício Hora.
Considerado um dos melhores trabalhos do brasileiro Diniz, donde até alguns prémios (no Brasil), nada nos faz, desta vez, tecer grandes elogios... Quase nada bate certo com a nossa apreciação e bom gosto.
Paciência, mas nem sempre calha... Acontece!
Isto não implica que o autor deixe de ter o seu razoável número de admiradores.
LB

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

NOVIDADES EDITORIAIS (210)

ALICE, 25 ANOS - ​Edição Ala dos Livros. Autor: Luís Louro.
Num gesto bem atento pela nossa Banda Desenhada, esta jovem e bem apostada editora fez agora duas edições especiais, em simultâneo, de "Alice", cada uma com a sua aparência específica.
Foi em 1995 que o nosso admirável Luís Louro criou o fenómeno que foi a série "Alice". Para além da série "Jim del Monaco", com o argumentista Tozé Simões, tão popular e sempre de apetecível leitura, o Luís Louro atreveu-se sozinho
(argumento e arte) com outras e ocasionais séries. Destas, "Alice", logo marcou um tremendo entusiasmo pela parte dos nossos bedéfilos. Uma imensa e delirante doideira, que bem merecia ter edições em francês, inglês, italiano e castelhano, pelo menos. Mas, até lá (não há impossíveis...), existe desde agora a comemorar os seus 25 anos esta especial e luxuosa edição, que inclui um belo e espectacular "poster". A não perder!
Parabenizando o nosso absoluto afecto à Ala dos Livros e ao Luís Louro: Força sempre!...


O GRITO DE MOLOCH - Edição Asa. Autores, segundo Edgar-Pierre Jacobs: argumento de Jean Dufaux, grafismo de Christian Caulleaux e Étienne Schreider, côr de Laurence Croix e tradução de Paula Caetano.
Ora cá temos um feliz regresso da série "Blake & Mortimer
", com o entusiasmo que sempre a todos agita.
Duas figuras mitológicas aqui são mencionadas com a sua força simbólica: Orfeu e Moloch (leia-se Moloque). Orfeu foi um grande encantador (em todos os sentidos) com a sua voz e na mestria divina como tocava a sua lira... Aqui, o seu nome
é aplicado às naves extraterrestres por decisão dos serviços secretos ingleses, enquanto Moloch, uma divindade implacável e infernal, é o nome que é dado ao extraterrestre "apanhado" pelos ingleses, uma vez que tais naves se encontravam no subsolo londrino. Apenas a sétima escapou temporariamente, com este Moloch a destruir tudo quanto baste!...
O famoso e complicado Orlik é a chave para resolver a crise. Será ele o salvador do mundo?... Que bizarro, que o álbum explica!...
Jean Dufaux esmerou-se num argumento fantástico onde há
referências e ligações a narrativas anteriores, como "O Segredo do Espadão", "O Mistério da Grande Pirâmide", "Marca Amarela" e/ou ​"A Onda Septimus". Com muita ficção-científica, aspectos de pavor e estranhas e tenebrosas complicações para a Humanidade em fatal perigo. Quase um sufoco!
Um empolgante e apaixonante álbum!


BLACK PROGRAM - 2 - Edição Gradiva. Autores, segundo a saudosa parceria de Greg e Vance, tem argumento de Laurent-Frédéric Bollée, traço de Philippe Aymond, côr de Didier Ray e tradução de Jorge Lima. Série: "As Novas Aventuras de Bruno Brazil".
Depois da primeira parte, ou seja, do tomo anterior, esperava-se em pleno pela continuação, que aí está agora. E muito bem!... 
A alucinação é quase absoluta e galvaniza-nos. Aos elementos que restam do heróico "Comando Caimão" (Bruno Brazil, Whip Rafale, Gaúcho Morales e Tony Nómada), o chefão Coronel L revela, para espanto total, que os EUA já há muito haviam poisado em Marte!!!...
Mas tão épico, fantástico e secretíssimo feito desencadeou umas terríveis consequências, donde uma situação de amarga loucura. Dos dois astronautas, um está a sobreviver artificialmente, quase como um sofredor zombie. O outro, tresloucou-se e é um ambicioso e feroz a programar-se para destruir a "ínfima" Terra e projecta-se para uma imperial conquista do Cosmos!... Tornou-se num bem perigoso doido varrido. Mas ele escapa-se para o imenso espaço...
A concluir este tomo, outro bizarro mistério: Bruno Brazil tem um filho, Adam, gerado com a sua terrível e agora incapacitada inimiga Rebelle!...
Como é?!... A série continua...


UM COWBOY NO NEGÓCIO DO ALGODÃO - ​Edição Asa. Autores, segundo Morris: argumento de Jul (aliás, Julien Berjaut) e arte de Achdé ( aliás, Hervé Darmenton). Uma hilariante aventura de Lucky Luke.
Imagine-se que este vaqueiro e justiceiro, que dispara mais rápido que a sua própria sombra, de repente, por inesperada herança (por testamento de uma rica e idosa admiradora) toma posse de uma imensa herdade!... E que herdade: extensos terrenos onde se cultiva o algodão, com um luxuoso palacete e uma infinidade de serviçais (ex-escravos) negros. Que loucura!
Ao princípio, os serviçais desconfiam dele, já que é um estranho branco que que veio do Oeste para a Luisiana, onde toda esta estranha fortuna se localiza.
Como e que fazer? O tão pândego cavalo Joly Jumper lá vai fazendo os seus notáveis comentários irónico-filosóficos. Mas há quem queira abater este tão inesperado herdeiro: os desastrosos irmão Dalton (claro!) ​e a sinistra Ku-Klux-Klan, que "esconde" os afrancesados e prepotentes ex-esclavagistas.
Um personagem autêntico aqui figura: Bass Reeves, amigo de Luke e que foi o primeiro "Marsall" negro, sendo um atirador de excepção e impecável incorruptível.
Interessante o encontro de Lucky Luke com os gaiatos rebeldes (da Literatura) Tom Sawyer e Huckleberry Finn, e de nomes alusivos à famosa jornalista Oprah Winfrey e ao presidente Barak Obama, enquanto miúdos sonhadores, e a certas palavras históricas de Martin Luther King...


AO SOM DO FADO - Edição Levoir. Autores: Nicolas Barral, com apoio nas cores de Marie Barral. Tradução de João Miguel Lameiras.
Uma obra que é bem emotiva e fenomenal. Com a conveniente ficção e o marcante registo de uma nossa História. Um álbum que, quando se começa a ler, não admite pausas. Lê-se de uma assentada, tal é a sua força que logo nos envolve.
E, sem dúvida, a grande vedeta desta belíssima novela gráfica é a cidade de Lisboa no seu todo, primorosamente registada pela arte do francês Nicolas Barral. Não é uma obra doce, pois, sempre de passagem, lá estão os registos de situações de amizade, dos amores, de amarguras políticas e, até, as frequentes figurações de um meigo e belo gato branco (porquê sem nome, ò Barral?!...) em 2020.
Mas há também todo um mal estar de violência da política salazarista, mesmo que o famigerado "Botas" já estivesse incapaz de governar, uma vez que o "destino" o fez cair de uma cadeira abaixo...
Esta obra, editada em português, foi publicada ainda em 2020, pois a versão original em francês só será editada em 2021. Que bênção!
Será que a convencida dona da nossa (salvo seja !) Ministra da Cultura (ai, é?!....), a "Senhora Fonseca dos Drink's" percebe alguma coisa destas realidades?
O argumento e a arte de Barral merecem plenos e totais aplausos e, sem qualquer dúvida, exigem que a obra seja lida.
LB

terça-feira, 13 de novembro de 2018

NOVIDADES EDITORIAIS (158)

ET PUIS MERDE - Edição Dupuis. Autor: Hermann.
“Et  Puis Merde” é o 36.º álbum da série “Jeremiah”.
Jeremiah e o seu constante companheiro Kurdy, escapam de um pavoroso incêndio que consome o hotel onde estavam, incluindo as suas preciosas motas que ficam totalmente “grelhadas”. E não faltam convencidos e mal intencionados que os perseguem. Em fuga, os dois amigos vão parar a uma propriedade  privada que esconde um terrível mistério. O quê ou quem?...
Neste ambiente, diremos que o enredo deriva, a seu modo, para um certo clima do insólito.
Estranho e belo álbum, a ler!


ISLANDIA - Edição Soleil. Autores: Jean-Luc Istin (argumento), Zivorad Radivojevic (traço) e Eber Evangelista (cores).
É o primeiro tomo da série de ficção-científica, “Conquêtes”.
Uma vigorosa e espectacular aventura, onde o traço de Radivojevic e a côr de Evangelista, até certo ponto, nos lembram a magnífica arte do espanhol Vicente Segrelles...
De resto, toda esta obra nos cativa através do seu estranho e enigmático desenrolar, com momentos de grande beleza.
Série a acompanhar com o merecido entusiasmo.


L’ÂGE D’OR / 1 - Edição Dupuis. Autores: argumento de Roxanne Moreil e arte de Cyril Pedrosa.
O admirável Cyril Pedrosa e a sua actual companheira Roxanne Moreil, projectaram uma obra de peso (que terá um segundo tomo), “L’Âge d’Or”.
Uma espantosa viagem cheia de encantos, intrigas, coragens e medos, que em primeira ideia, se passa na Idade Média e ao sabor dos contos infantis. Mas não é bem assim...
Como desabafou Pedrosa numa recente entrevista: “Na Idade Média, a ordem feudal parecia inabalável. Sabe-se como acabou”.
Bravo, Roxanne e Cyril!


UM COWBOY EM PARIS - Edição Asa. Autores, segundo Morris: argumento de Jul e arte de Achdé.
“Um Cowboy em Paris” é uma divertida paródia à... Liberdade, servindo-se da famosa estátua (que a França ofereceu aos Estados Unidos da América do Norte), que se encontra num ilhéu frente a Nova Iorque. O ilhéu que agora tem o nome de Ilha da Liberdade, foi anteriormente chamado de Ilha Bedloe. Por esta situação, na famosa peça “Liberdade, Liberdade!”, o saudoso actor brasileiro Paulo Autran, cita que afinal, a “Liberdade” nunca penetrou nos Estados Unidos, pois ficou-se por esse ilhéu...
Neste tomo, a grande diversão está no encontro e comparações de franceses e norte-americanos. Os famigerados irmãos Dalton surgem, mais ou menos, só no princípio. De resto tudo conta com Lucky Luke e o seu cavalo Joly Jumper. Entre outros, há três personagens reais: Frédéric Auguste Bartholdi e Gustave Eiffel, que idealizaram e construíram a estátua de “Lady Liberty”, e o escritor Victor Hugo.
De través, pelas viagens de barco de ida-e-volta pelo Atlântico, acontecem os impagáveis momentos do valente Lucky Luke enjoando “a todo o vapor”...
LB

terça-feira, 18 de setembro de 2018

NOVIDADES EDITORIAIS (155)

NAB / 15 - Edição Bamboo. Autores: no argumento, Patrick Goulesque e Roger Widenlocher; no traço, como sempre, o mesmo Widenlocher; nas cores, Goulesque e David Luven.
Finalmente, cá temos de volta o incrível e irresistível Nabuchodinosaure, vulgo Nab!... E já não era sem tempo!...
Os 14 tomos anteriores foram editados pela Dargaud, com argumentos de Herlé, excepto o 14.º (que já tinha pelo textos, o Goulesque)... em 2012. Após esta pausa, a obra mudou de editora e continua neste 15.º tomo, onde se indica que oficialmente é o 1.º tomo da série “ Les Nouvelles Aventures Apeupréhistorique de Nabuchodinosaure”. Continua pois o hilariante delírio!
Uma série cuja leitura faz bem ao fígado, à mente e que nos alivia do amargo cinzentismo do nosso quotidiano.


LA GROTTE DU NAUTILE - Edição Glénat. Autores: Laurent Granier e Laurent-Frédéric Bollée, como argumentistas e, na arte gráfica, Alberto Jiménez Albuquerque, dito Aja.
“La Grotte du Nautile” é o segundo e último tomo do díptico “Inca”.
Há muito que se vulgarizou denominar a civilização andina como sendo a dos Incas... Mas afinal, inca era o mesmo que imperador, rei, faraó... A predominância desses povos era a dos Quéchuas e dos Aimarás. A pouco e pouco, não sem guerras um tanto sanguinárias, todos estes e esses povos formaram o poderoso Império Inca (ou do Inca). É apaixonante irmos conhecendo todo o evoluir e unificação destes povos andinos, até que os gananciosos conquistadores espanhóis por lá fizeram irreparáveis estragos!...
Entre lendas e aspectos históricos, situa-se esta obra-BD, com o herói Amaru, o “Filho do Sol”, predestinado a ser o Inca que salvaguardaria para sempre o povo e a sua civilização, que devia continuar, secretamente, longe da violência e da cobiça dos castelhanos.
Uma obra belíssima e de grande fôlego!



SIGA A FLECHA - Edição Asa. Autor, segundo Morris: Achdé. Este é o 4.º tomo da série (especulada?) de “As Aventuras de Kid Lucky”.
Lucky Luke na sua infância, já era um menino traquina e “rebelde”... Mas esperávamos melhor da linha humorística de Achdé, onde já marcou bons pontos noutras obras. Agora, está frouxo...


JARDIM DOS ESPECTROSEdição Escorpião Azul. Autor: Fábio Veras.
É importante salientar-se desde já, que é um bem prometedor autor português, nascido em Lisboa em 1997, sendo estudante na Faculdade de Belas Artes da capital portuguesa.
Com esta obra, apostou forte e bem, atendendo ao tema invulgar na nossa Banda Desenhada: o insólito, o fantasmagórico e, quiçá, o clima de terror.
Como e porquê, um certo jardim, alegre e pleno de vida, passou a ser um lugar assustador do qual todos se afastam? Todos, não, pois há sobretudo um misterioso personagem que lá vai numa estranha atitude...
Que tal ler esta obra?
LB

domingo, 29 de julho de 2018

NOVIDADES EDITORIAIS (152)

RETOUR SUR ALDEBARAN / 1 - Edição Dargaud. Autor: Leo.
Esta saga imensa e entusiasmante pela Ficção-Científica, começou há já bom tempo, pelo talento e conceitos do brasileiro Leo (ou seja, Luís Eduardo Oliveira), que reside em Paris...
Lembra-se que Leo é casado com Isabel, nascida no Funchal (Madeira), e que em 2000 foi homenageado ao vivo na  respectiva edição do salão “Sobreda-BD”.
Agora, esta obra: depois dos ciclos “”Aldebaran” (5 tomos), “Betelgeuse” (5 tomos), “Antares” (6 tomos) e “Survivants” (5 tomos), eis um novo ciclo, “Retour Sur Aldebaran”  (Regresso a Aldebaran), com a atenta e destemida Kim Keller a “capitanear” toda uma grata e corajosa equipa, com terrestres e extraterrestres, por estas aventuras.
Nesta tomo, onde Kim Keller regressa ao seu planeta natal (Aldebaran), surgem dois novos personagens, o jovem casal Manon Servoz Alex Muniz, além de um jovem agente de segurança (destacado na Terra pela ONU), Luc Damien.
Todo o enredo tem aspectos bem intrigantes... Há terrestres, mesmo já nascidos em Aldebaran, que não suportam Kim e, muito menos, as alianças com os extraterrestres...  Entretanto, neste planeta, apareceu um estranho e gigantesco cubo que intriga uns e outros... E lá dentro, o mistério adensa-se quando se atravessa a tentadora “porta quântica”...
Série e respectivos ciclos a acompanhar com pleno entusiasmo... em francês (claro!).


A NOIVA DE LUCKY LUKE - Edição Asa. Autores: Guy Vidal (1939-2002) no argumento, e Morris (1923-2001) na arte gráfica.
Finalmente em português, esta impagável aventura de Lucky Luke, cujo argumento foi escrito por Vidal em 1985.
Tudo é um espantoso e hilariante registo pelas pradarias do “Far West”!... Dois talentos apostaram em conjunto numa obra muito bem conseguida.
Há uma cidade, Purgatory (Purgatório), no distante e poeirento oeste norte-americano, onde só há homens (doidos por arranjar esposas) que vivem desleixados, sujos e embebedando-se... No leste, em Saint-Louis, há uma série de mulheres, ávidas por arranjar maridos... Lucky Luke e o seu amigo um tanto brutamontes Hank Bullyé encarregado de conduzir e proteger uma caravana dessas mulheres sequiosas por casar, até Purgatory...
E é uma balbúrdia!... Acontecem as situações mais pândegas, donde (notável!...) o encontro e algum convívio da caravana com os índios Comanches... Até os incríveis irmãos Dalton aparecem e acabam dominados por uma puritana noiva, Jenny O’Sullivan... Esta, exímia em cozinhar o repulsivo “guisado irlandês”, por certo tempo é designada pelo xerife para ser a “noiva de Lucky Luke”. Ora este, é totalmente avesso ao casamento e, por duas vezes, desabafa e explica de suas razões.
Uma nota especial: as inteligentes e divertidas opiniões do cavalo Joly Jumper e as intervenções ocasionais do cabeleireiro francês e amaricado Toussaint Charbonneau.
Um maravilhoso espanto, este álbum-BD! Para ler e rir!...


LA PUISSANCE ET L’ÉTERNITÉ - Edição Casterman. Autores, segundo Jacques Martin: Valérie Mangin (argumento), Thierry Démarez (traço) e Jean-Jacques Chagnaud (cores).
Na magnífica série paralela referente a Alix, é o sétimo tomo da série “Alix Senator”.
Sem desprimor à série original iniciada por Martin, nesta narrativa pressupõe-se um Alix e um Enak já cinquentões e ainda com o gaulês adoptado pelo Império latino, agora é também senador em Roma.
Aparentemente, desde o tomo anterior, Alix, Enak e Kephren (filho de Enak), são enterrados vivos, por intrigas de cúpidas entidades de Roma aliadas a paranóicas seitas religiosas vigorando no velho Egipto...
Enak, milagrosamente, consegue escapar-se e encontra-se em Roma com Titus (o filho de Alix) e desunham-se para encontrar o herói senador e o alucinado Kephren...
No final do tomo, Alix consegue reunir-se à família, ou seja, ao filho Titus e à esposa Lídia... enquanto, perto deles, Enak chora, inconsolável, por ter perdido para sempre o seu Kephren...
Mas, “o mistério, a loucura e a grandeza de Roma” vão continuar nesta bela série.
LB

domingo, 16 de julho de 2017

NOVIDADES EDITORIAIS (125)

O TESOURO DOS DALTON - Edição Asa. Autores: argumento de Morris, com a colaboração de Vicq; arte gráfica de Morris.
Em português, foi agora finalmente editada esta aventura do famosíssimo Lucky Luke. Pois em boa hora aparece esta edição, dado que a narrativa é uma das mais divertidas desta popular série, com uma situação quase absurda: os famigerados irmãos Dalton querem à viva força ser presos!... Especialmente, numa determinada e específica moderna cadeia... E que cadeia!...
Mas o juiz local é muito “afável” e não dá sentença de prisão. 
Pois então, os quatro manos, desta vez, não elaboram um túnel para se evadirem mas, pelo contrário, escavam um túnel para invadirem a prisão!
Porquê?!... Isso explica-se tudo nas trapalhadas narradas neste álbum... Leiam-no!

NIGREDO, L’OEUVRE AU NOIR - Edição Glénat. Autores: argumento de Alejandro Jodorowsky e arte de Jérémy (aliás, Jérémy Petiqueux). É o primeiro tomo da série  “Les Chevaliers d’Héliopolis”.
Algures, no norte de Espanha, funciona uma poderosa sociedade secreta, protegida e bem escondida na fortaleza-templo dos cavaleiros de Heliópolis...
Jodorowsky, na sua vigorosa maneira de inverter aspectos controversos da História, aqui e à sua maneira, recria a história do enigmático rei Louis XVII, filho de Louis XVI e de Marie-Antoinette, que foram guilhotinados nos furores da Revolução Francesa.
pequeno (dito Louis VII) teria sido morto ainda na prisão... Foi?!...
Por aqui, ele é salvo pelos Cavaleiros de Heliópolis, com a cumplicidade da famosa Charlotte Corday, que assassinou o temível revolucionário Marat e que depois, foi também guilhotinada.
Mas o jovem nobre francês, que terá nascido hermafrodita, é educado pelos Cavaleiros e torna-se num astuto e valente justiceiro...
Pois, pois!

 
TERRE DE FOLIE - Edição Delcourt. Autores: argumento de Leo e Rodolphe, traço de Zoran Janjetov e cores de Zoran Janjetov Jr. É o terceiro tomo da série “Centaurus”.
Desde que a Terra se tornou inabitável, uma monumental nave espacial, com milhares de terrestres a bordo, avança pelo Cosmo em busca de um novo planeta, capaz de acolher a nossa raça...
As gerações sucedem-se nessa quase infindável viagem, até que julgam acertar com o objectivo, no planeta Vega da constelação do Centauro...
Mas Vega está cheio de enigmas, perigos e armadilhas... E será que este planeta Vega é mesmo o autêntico? Não estarão estes atrevidos sobreviventes a ser iludidos e manipulados por um misterioso ser que se infiltrou na nave-cidade-mundo, durante a imensa viagem?

 
LE DERNIER MASQUE - Edição Lombard. Autores: argumento de Jean Dufaux e arte de O. Grenson.
Com este 15.º tomo, “Le Dernier Masque (A Derradeira Máscara), se encerra a série “Niklos Koda”, que cedo entusiasmou os leitores.
Niklos Koda, de aparente ascendência grega, que começou por ser um diplomata e agente secreto francês, muito namoradeiro também (qual um James Bond à francesa), a pouco e pouco, vai-se desviando da linha original das suas aventuras, mergulhando em universos da Magia Negra e da Magia Branca. Terrores que funcionam ou meras fantasias novelescas?...
Nos últimos tempos, Koda, vive perseguido por diversas forças e/ou entidades. E está pronto a ceder, mas antes, o seu objectivo máximo: salvar a sua filha adolescente, Seleni, que, por sua vez, também já é capaz de actuar em pleno pelas vias sinistras das Magias.
E pronto: com Seleni salvaguardada e com o sacrifício de Niklos Koda, a série por aqui se termina.
LB

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

NOVIDADES EDITORIAIS (107)

L’OR DE SATURNE - Edição Casterman. Segundo o saudoso mestre Jacques Martin, tem argumento de Pierre Valmour e Marco Venanzi, sendo este também o desenhista. Cores de Mathieu Barthelemy.
“L’Or de Saturne” é o 35.º tomo da sempre tão aplaudida série “Alix”.
Esta narrativa está muito bem concebida, situada nos tempos da guerra civil entre Júlio César e Pompeu. Não faltam aqui as abusivas intrigas, conspirações, traições, mortes e outros crimes, como o roubo do ouro sagrado no templo de Saturno, donde as urdidas e venenosas acusações contra Alix Enak, cedo acusados como sendo os responsáveis por tal...
Com pleno entusiasmo, este tomo, lê-se de um fôlego!


A TERRA PROMETIDA - Edição Asa. Argumento de Achdé (aliás, Hervé Darmeton) e arte de Jul (aliás, Julien Berjeaut), segundo o saudoso Morris. Tradução de Ana Cristina Gonçalves. É o mais recente álbum da tão mais do que popular série “”Lucky Luke”.
Desta vez entram em cena os judeus, tentando estabelecer-se algures nos Estados Unidos da América do Norte.... Pois!...
Uma pequena família, sob protecção de Lucky Luke, atravessa “as pradarias” para um certo destino... Mas esta bizarra epopeia dá cá umas confusões!....
Obra absolutamente bem cómica, marcando-se como um dos mais divertidos e conseguidos álbuns, entre os mais recentes desta série.
Uma sempre marcada ironia social, aqui se devem registar na comicidade do álbum, os comentários dos bovinos e dos cavalos, aqui com o que bem pensa o notável Joly  Jumper....


LE MONDE D’APRÈS - Éditions Casterman. Autor: Jean-Christophe Chauzi.
É a segunda parte do tema amargo e inquietante que se iniciou no tomo anterior, “Le Reste du Monde”...
Há uma ameaça que paira bem em cima de nós todos, sem as fantasias de visitas e etc, de imaginados extraterrestres...
Aqui, o nosso mundo está devastado e caótico após catástrofes aparentemente naturais...
Caminhando isolados através de uma imensa e inóspita paisagem, uma heróica jovem mãe, os seus dois filhos e um adolescente amigo da família, mais ainda um espantoso fiel cão, tentam sobreviver e achar um final feliz e de paz.
Mas tal não será nada fácil e alguns não chegarão ao fim...
Intensamente dramática, eis uma história que não deixa de ser belamente emotiva. Aplausos!
LB

sábado, 5 de setembro de 2015

HERÓIS INESQUECÍVEIS (38) - LUCKY LUKE


LUCKY LUKE: o “cowboy” mais rápido do que a própria sombra

Criado em 1946 pelo belga Morris (pseudónimo que advém da pronúncia do primeiro nome do artista Maurice De Bevere), Lucky Luke é um dos personagens mais célebres da banda desenhada e um dos poucos dentro do género western/humorístico (a par de Chic Bill, outra série europeia criada pelo frânces Tibet).
Em 1955, René Goscinny (notável criador de argumentos humorísticos, e co-autor de, entre outros, Astérix, Iznougud, Spaghetti ou Humpá-Pá) juntou-se a Morris, ficando este responsável apenas pelo desenho. Esta fase, que só terminou com a morte de Goscinny em 1977, é considerada a melhor da série.
Apesar de ser um cow-boy (isto é, um vaqueiro), Lucky Luke actua na maior parte das suas aventuras como guia, explorador ou guarda-costas de alguém. 
Sempre acompanhado por Jolly Jumper, o cavalo mais esperto do Mundo, e, por vezes, por Rantamplan, o cão mais estúpido do Universo (que, mais tarde, se tornaria protagonista das suas próprias aventuras em álbum), Lucky Luke encontra, com regularidade, personagens míticos do velho Oeste como Billy The Kid, Calamity Jane, Jesse James, Bufallo Bill, Sarah Bernhardt, ou os Irmãos Dalton. Estes últimos, que Morris, pela mão de Lucky Luke, decidiu eliminar da série (Lucky Luke mata os Irmãos Dalton durante uma aventura naquela que é a primeira e a única vez que o cow-boy utiliza o seu revolver de forma tão radical) acabarão por regressar sob a forma de mais quatro irmãos Dalton, primos dos primeiros. Morris emendou, assim, a mão, quando percebeu a enorme potencialidade destes impagáveis personagens (cujo gag mais famoso talvez seja aquele em que os quatro irmãos, presos na mesma cela, decidem abrir quatro buracos na parede para se evadirem!).
Alguns dos personagens da série: Rantanplan, Billy the Kid, Calamity Jane, Jolly Jumper, Lucky Luke e os impagáveis irmãos Dalton (Averell, William, Jack e Joe)
Outra nota curiosa da série prende-se com o cigarro que Lucky Luke usou durante anos ao canto da boca e que Morris substituiu, em 1983, por uma palha. Este gesto valeu-lhe uma medalha outorgada pela Organização Mundial de Saúde, nas Jornadas Mundiais Sem Tabaco, em 1988.
Morris faleceu em 2001 mas Lucky Luke continua a viver novas aventuras pela mão de outros artistas como Achdé, Bob De Groot, Jean Léturgie, etc…
Em 1995, numa tentativa de atrair um público mais jovem, Léturgie e Pearce criaram "Kid Lucky", uma versão das aventuras de Lucky Luke enquanto criança.
Em Portugal a série estreou em 1958, no "Cavaleiro Andante" #340. Desde essa altura, Lucky Luke tem sido publicado em revistas como "Zorro", "Nau Catrineta", "Flecha 2000", "Jornal da BD", "Tintin" ou "Selecções BD" (2.ª série). 
Têm sido também publicados álbuns com regularidade por várias editoras portuguesas (Editorial Íbis, Bertrand Editora, Méribérica, Público/Asa), bem como pelo jornal "Correio da Manhã".
Duas pranchas de "O Esconderijo dos Dalton", com texto e desenhos de Morris, in revista "Tintin" #9 (1981)

Em 1985 as aventuras de Lucky Luke foram adaptadas ao cinema de animação.
"Billy, the Kid", um episódio completo da série de animação dos anos 80

Nos anos 90, Lucky Luke (em carne e osso) estreou-se nos ecrãs através de uma série televisiva e de dois filmes protagonizados por Terence Hill.
Em 2004, novo filme, desta vez com Til Schweigwe a dar corpo ao personagem.
Em 2009, foi a vez de James Huth realizar e Jean Dujardin interpretar "Lucky Luke".
Passados que estão quase setenta anos(!) desde que foi criado por Morris, Lucky Luke continua a fazer-nos rir com as suas hilariantes aventuras.
Um caso muito sério de longevidade (e de popularidade) na banda desenhada europeia e mundial.
CR
"La Mine d'Or de Dick Digger" e "Arizona", os dois primeiros álbuns de Lucky Luke.
Note-se a fisionomia do personagem, bastante diferente ainda da sua imagem actual.

Pranchas de "O Grão-Duque", com texto de Goscinny e desenhos de Morris, in revista "Tintin" #14 (1974)
Pranchas de "O Grão-Duque", com texto de Goscinny e desenhos de Morris, in revista "Tintin" #15 (1974)
"La Caravane", publicado em 1964, talvez o melhor álbum da série.
Cartaz do filme "Lucky Luke", realizado por James Huth, com Jean Dujardin como protagonista.
Lucky Luke cavalgando Jolly Jumper, com o Sol a por-se no horizonte.
Uma imagem de marca que perdura desde que a série foi criada.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

NOVIDADES EDITORIAIS (64)

OS TIOS DALTON - Edição Asa. Argumento de Laurent Gerra e Jacques Pessis e arte gráfica de Achdé, segundo Morris. Este, "Os Tios Dalton", é o mais recente tomo da série "Lucky Luke".
Um delírio! É mesmo um dos mais hilariantes álbuns desta tão popular série.
Pondo de parte três personagens fundamentais e em estreia (o notário Blanchini, o mordomo Bobby "Winchester" e o "puto reguila e birrento" Emmett Dalton Junior), por esta narrativa desfilam em pleno os habituais personagens da série: Lucky Luke, o cavalo Joly Jumper, o canino imbecil Rantanplan, os quatro irmãos Dalton, a Mã Dalton e o seu matreiro gato Sweety, o director da penitenciária de Muffin Junction... Um festival!
Há ainda dois irmãos bandidos que se atrevem a querer ser piores que o quarteto Dalton! Que inconsciência!...
Claro que tudo gira em redor do petiz Júnior, mas isso não cabe aqui ser divulgado. Leiam o álbum e divirtam-se!

OMBRES AU TABLEAU - Edição Delcourt. Argumento e traço de Makyo e cores por Antoine Quaresma.
"Ombres au Tableau" é o primeiro tomo da série "Les Pierres Rouges", uma bela e pesada obra, plena de inquietações e aspectos insólitos. Uma narrativa dramática com situações tão obscuras como cativantes. 
Que terá programado o Destino ao jovem Ismael de 14 anos e à solitária Esther de 29 anos?... Na solidão amarga de ambos, vão encontrar-se numa bizarra noite de inverno. Depois, depois é a história...

VÉRITÉS TOXIQUES - Edição Dargaud. Argumento de Pierre Boisserie e Philippe Guillaume, traço de Erik Juszezak e cores de Amélie Vidal.
"Vérités Toxiques" é o oitavo tomo da série "Dantès". A série está no entanto a descambar, talvez porque a estão desnecessariamente a esticar, o que não é inédito, pois tal já aconteceu, por exemplo, com a série "Jugurta"...
"Dantès" surgiu como uma brilhante adaptação e aos tempos de hoje, do clássico literário "O Conde de Monte-Cristo" (tal como a série televisiva norte-americana "Revenge"), de Alexandre Dumas.
Agora na 9.ª Arte, a editora e os autores avançam, sem correcta aprovação, por bizarras continuações, quando tudo teria ficado muito bem pelos seis primeiros tomos. Pior: a série parece que vai prosseguir. Paciência!

LIGAÇÃO PERIGOSA - Edição Asa. Argumento de Philippe Graton e Denis Lapierre, traço de Marc Bourgne e Benjamin Benéteau e côr de Christian Lerolle, segundo Jean Graton.
Da nova fase das aventuras de Michel Vaillant, este é o tão esperado terceiro tomo. Afroxou um tanto o enredo em relação aos dois tomos precedentes. O clima tenso e entusiasmante "esfriou" um pouco... Mas há dois aspectos que espevitam a nossa curiosidade: a "traição" de Michel Vaillant a sua esposa Françoise com um beijo sensual à "estranha" Carole Quessant, e a pressuposta vigarice, por desvio de dinheiros, de Jean-Pierre Vaillant, o irmão de Michel.
Aguardemos pois pelo quarto e próximo tomo.
LB