Mostrar mensagens com a etiqueta Morris. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Morris. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 5 de maio de 2023

NOVIDADES EDITORIAIS (249)

MATTÉO / 6 - Edição Ala dos Livros. Autor: Jean-Pierre Gibrat.
Abrangendo as datas de 27/Setembro/1939 a 3/Junho/1940, aqui termina a dramática saga em que tantos amores, desamores e tragédias foram cilindrando ideias e sentimentos pelas vertentes dos Pirinéus.
Algumas situações foram trágicas, outras foram suavemente bem resolvidas.
Obrigatório ler esta magnífica série!


A ARCA DE RANTANPLAN - Edição Asa. Autores: segundo Morris, tem argumento de Jul (aliás, Julien Berjeaut) e arte de Achdé (aliás, Hervé Darmenton). A tradução é de Ana Cristina Gonçalves.
Por este álbum da série Lucky Luke, não consigo acertar com as devidas palavras, pois ainda estou a rir a bom rir ante toda esta impagável e delirante narrativa. Até a capa do álbum deve ser observada ao pormenor...
Um bem cómico desafio à risota!


LES AMOURS DE ZEUS - Edição Glénat. Autores: sob coordenação do historiador Luc Ferry, tem argumento de Clotilde Bruneau e arte do brasileiro Carlos Rafael Duarte.
Este álbum insere-se na série "La Sagesse des Mythes" e foca alguns dos imparáveis e insaciáveis devaneios sexuais do famoso Zeus, o deus-rei do Olimpo. A beleza física de quem quer que fosse descontrolava-o em pleno, usando artimanhas e diversas formas para seduzir. Era terrível!

LB

terça-feira, 13 de novembro de 2018

NOVIDADES EDITORIAIS (158)

ET PUIS MERDE - Edição Dupuis. Autor: Hermann.
“Et  Puis Merde” é o 36.º álbum da série “Jeremiah”.
Jeremiah e o seu constante companheiro Kurdy, escapam de um pavoroso incêndio que consome o hotel onde estavam, incluindo as suas preciosas motas que ficam totalmente “grelhadas”. E não faltam convencidos e mal intencionados que os perseguem. Em fuga, os dois amigos vão parar a uma propriedade  privada que esconde um terrível mistério. O quê ou quem?...
Neste ambiente, diremos que o enredo deriva, a seu modo, para um certo clima do insólito.
Estranho e belo álbum, a ler!


ISLANDIA - Edição Soleil. Autores: Jean-Luc Istin (argumento), Zivorad Radivojevic (traço) e Eber Evangelista (cores).
É o primeiro tomo da série de ficção-científica, “Conquêtes”.
Uma vigorosa e espectacular aventura, onde o traço de Radivojevic e a côr de Evangelista, até certo ponto, nos lembram a magnífica arte do espanhol Vicente Segrelles...
De resto, toda esta obra nos cativa através do seu estranho e enigmático desenrolar, com momentos de grande beleza.
Série a acompanhar com o merecido entusiasmo.


L’ÂGE D’OR / 1 - Edição Dupuis. Autores: argumento de Roxanne Moreil e arte de Cyril Pedrosa.
O admirável Cyril Pedrosa e a sua actual companheira Roxanne Moreil, projectaram uma obra de peso (que terá um segundo tomo), “L’Âge d’Or”.
Uma espantosa viagem cheia de encantos, intrigas, coragens e medos, que em primeira ideia, se passa na Idade Média e ao sabor dos contos infantis. Mas não é bem assim...
Como desabafou Pedrosa numa recente entrevista: “Na Idade Média, a ordem feudal parecia inabalável. Sabe-se como acabou”.
Bravo, Roxanne e Cyril!


UM COWBOY EM PARIS - Edição Asa. Autores, segundo Morris: argumento de Jul e arte de Achdé.
“Um Cowboy em Paris” é uma divertida paródia à... Liberdade, servindo-se da famosa estátua (que a França ofereceu aos Estados Unidos da América do Norte), que se encontra num ilhéu frente a Nova Iorque. O ilhéu que agora tem o nome de Ilha da Liberdade, foi anteriormente chamado de Ilha Bedloe. Por esta situação, na famosa peça “Liberdade, Liberdade!”, o saudoso actor brasileiro Paulo Autran, cita que afinal, a “Liberdade” nunca penetrou nos Estados Unidos, pois ficou-se por esse ilhéu...
Neste tomo, a grande diversão está no encontro e comparações de franceses e norte-americanos. Os famigerados irmãos Dalton surgem, mais ou menos, só no princípio. De resto tudo conta com Lucky Luke e o seu cavalo Joly Jumper. Entre outros, há três personagens reais: Frédéric Auguste Bartholdi e Gustave Eiffel, que idealizaram e construíram a estátua de “Lady Liberty”, e o escritor Victor Hugo.
De través, pelas viagens de barco de ida-e-volta pelo Atlântico, acontecem os impagáveis momentos do valente Lucky Luke enjoando “a todo o vapor”...
LB

terça-feira, 18 de setembro de 2018

NOVIDADES EDITORIAIS (155)

NAB / 15 - Edição Bamboo. Autores: no argumento, Patrick Goulesque e Roger Widenlocher; no traço, como sempre, o mesmo Widenlocher; nas cores, Goulesque e David Luven.
Finalmente, cá temos de volta o incrível e irresistível Nabuchodinosaure, vulgo Nab!... E já não era sem tempo!...
Os 14 tomos anteriores foram editados pela Dargaud, com argumentos de Herlé, excepto o 14.º (que já tinha pelo textos, o Goulesque)... em 2012. Após esta pausa, a obra mudou de editora e continua neste 15.º tomo, onde se indica que oficialmente é o 1.º tomo da série “ Les Nouvelles Aventures Apeupréhistorique de Nabuchodinosaure”. Continua pois o hilariante delírio!
Uma série cuja leitura faz bem ao fígado, à mente e que nos alivia do amargo cinzentismo do nosso quotidiano.


LA GROTTE DU NAUTILE - Edição Glénat. Autores: Laurent Granier e Laurent-Frédéric Bollée, como argumentistas e, na arte gráfica, Alberto Jiménez Albuquerque, dito Aja.
“La Grotte du Nautile” é o segundo e último tomo do díptico “Inca”.
Há muito que se vulgarizou denominar a civilização andina como sendo a dos Incas... Mas afinal, inca era o mesmo que imperador, rei, faraó... A predominância desses povos era a dos Quéchuas e dos Aimarás. A pouco e pouco, não sem guerras um tanto sanguinárias, todos estes e esses povos formaram o poderoso Império Inca (ou do Inca). É apaixonante irmos conhecendo todo o evoluir e unificação destes povos andinos, até que os gananciosos conquistadores espanhóis por lá fizeram irreparáveis estragos!...
Entre lendas e aspectos históricos, situa-se esta obra-BD, com o herói Amaru, o “Filho do Sol”, predestinado a ser o Inca que salvaguardaria para sempre o povo e a sua civilização, que devia continuar, secretamente, longe da violência e da cobiça dos castelhanos.
Uma obra belíssima e de grande fôlego!



SIGA A FLECHA - Edição Asa. Autor, segundo Morris: Achdé. Este é o 4.º tomo da série (especulada?) de “As Aventuras de Kid Lucky”.
Lucky Luke na sua infância, já era um menino traquina e “rebelde”... Mas esperávamos melhor da linha humorística de Achdé, onde já marcou bons pontos noutras obras. Agora, está frouxo...


JARDIM DOS ESPECTROSEdição Escorpião Azul. Autor: Fábio Veras.
É importante salientar-se desde já, que é um bem prometedor autor português, nascido em Lisboa em 1997, sendo estudante na Faculdade de Belas Artes da capital portuguesa.
Com esta obra, apostou forte e bem, atendendo ao tema invulgar na nossa Banda Desenhada: o insólito, o fantasmagórico e, quiçá, o clima de terror.
Como e porquê, um certo jardim, alegre e pleno de vida, passou a ser um lugar assustador do qual todos se afastam? Todos, não, pois há sobretudo um misterioso personagem que lá vai numa estranha atitude...
Que tal ler esta obra?
LB

domingo, 29 de julho de 2018

NOVIDADES EDITORIAIS (152)

RETOUR SUR ALDEBARAN / 1 - Edição Dargaud. Autor: Leo.
Esta saga imensa e entusiasmante pela Ficção-Científica, começou há já bom tempo, pelo talento e conceitos do brasileiro Leo (ou seja, Luís Eduardo Oliveira), que reside em Paris...
Lembra-se que Leo é casado com Isabel, nascida no Funchal (Madeira), e que em 2000 foi homenageado ao vivo na  respectiva edição do salão “Sobreda-BD”.
Agora, esta obra: depois dos ciclos “”Aldebaran” (5 tomos), “Betelgeuse” (5 tomos), “Antares” (6 tomos) e “Survivants” (5 tomos), eis um novo ciclo, “Retour Sur Aldebaran”  (Regresso a Aldebaran), com a atenta e destemida Kim Keller a “capitanear” toda uma grata e corajosa equipa, com terrestres e extraterrestres, por estas aventuras.
Nesta tomo, onde Kim Keller regressa ao seu planeta natal (Aldebaran), surgem dois novos personagens, o jovem casal Manon Servoz Alex Muniz, além de um jovem agente de segurança (destacado na Terra pela ONU), Luc Damien.
Todo o enredo tem aspectos bem intrigantes... Há terrestres, mesmo já nascidos em Aldebaran, que não suportam Kim e, muito menos, as alianças com os extraterrestres...  Entretanto, neste planeta, apareceu um estranho e gigantesco cubo que intriga uns e outros... E lá dentro, o mistério adensa-se quando se atravessa a tentadora “porta quântica”...
Série e respectivos ciclos a acompanhar com pleno entusiasmo... em francês (claro!).


A NOIVA DE LUCKY LUKE - Edição Asa. Autores: Guy Vidal (1939-2002) no argumento, e Morris (1923-2001) na arte gráfica.
Finalmente em português, esta impagável aventura de Lucky Luke, cujo argumento foi escrito por Vidal em 1985.
Tudo é um espantoso e hilariante registo pelas pradarias do “Far West”!... Dois talentos apostaram em conjunto numa obra muito bem conseguida.
Há uma cidade, Purgatory (Purgatório), no distante e poeirento oeste norte-americano, onde só há homens (doidos por arranjar esposas) que vivem desleixados, sujos e embebedando-se... No leste, em Saint-Louis, há uma série de mulheres, ávidas por arranjar maridos... Lucky Luke e o seu amigo um tanto brutamontes Hank Bullyé encarregado de conduzir e proteger uma caravana dessas mulheres sequiosas por casar, até Purgatory...
E é uma balbúrdia!... Acontecem as situações mais pândegas, donde (notável!...) o encontro e algum convívio da caravana com os índios Comanches... Até os incríveis irmãos Dalton aparecem e acabam dominados por uma puritana noiva, Jenny O’Sullivan... Esta, exímia em cozinhar o repulsivo “guisado irlandês”, por certo tempo é designada pelo xerife para ser a “noiva de Lucky Luke”. Ora este, é totalmente avesso ao casamento e, por duas vezes, desabafa e explica de suas razões.
Uma nota especial: as inteligentes e divertidas opiniões do cavalo Joly Jumper e as intervenções ocasionais do cabeleireiro francês e amaricado Toussaint Charbonneau.
Um maravilhoso espanto, este álbum-BD! Para ler e rir!...


LA PUISSANCE ET L’ÉTERNITÉ - Edição Casterman. Autores, segundo Jacques Martin: Valérie Mangin (argumento), Thierry Démarez (traço) e Jean-Jacques Chagnaud (cores).
Na magnífica série paralela referente a Alix, é o sétimo tomo da série “Alix Senator”.
Sem desprimor à série original iniciada por Martin, nesta narrativa pressupõe-se um Alix e um Enak já cinquentões e ainda com o gaulês adoptado pelo Império latino, agora é também senador em Roma.
Aparentemente, desde o tomo anterior, Alix, Enak e Kephren (filho de Enak), são enterrados vivos, por intrigas de cúpidas entidades de Roma aliadas a paranóicas seitas religiosas vigorando no velho Egipto...
Enak, milagrosamente, consegue escapar-se e encontra-se em Roma com Titus (o filho de Alix) e desunham-se para encontrar o herói senador e o alucinado Kephren...
No final do tomo, Alix consegue reunir-se à família, ou seja, ao filho Titus e à esposa Lídia... enquanto, perto deles, Enak chora, inconsolável, por ter perdido para sempre o seu Kephren...
Mas, “o mistério, a loucura e a grandeza de Roma” vão continuar nesta bela série.
LB

domingo, 16 de julho de 2017

NOVIDADES EDITORIAIS (125)

O TESOURO DOS DALTON - Edição Asa. Autores: argumento de Morris, com a colaboração de Vicq; arte gráfica de Morris.
Em português, foi agora finalmente editada esta aventura do famosíssimo Lucky Luke. Pois em boa hora aparece esta edição, dado que a narrativa é uma das mais divertidas desta popular série, com uma situação quase absurda: os famigerados irmãos Dalton querem à viva força ser presos!... Especialmente, numa determinada e específica moderna cadeia... E que cadeia!...
Mas o juiz local é muito “afável” e não dá sentença de prisão. 
Pois então, os quatro manos, desta vez, não elaboram um túnel para se evadirem mas, pelo contrário, escavam um túnel para invadirem a prisão!
Porquê?!... Isso explica-se tudo nas trapalhadas narradas neste álbum... Leiam-no!

NIGREDO, L’OEUVRE AU NOIR - Edição Glénat. Autores: argumento de Alejandro Jodorowsky e arte de Jérémy (aliás, Jérémy Petiqueux). É o primeiro tomo da série  “Les Chevaliers d’Héliopolis”.
Algures, no norte de Espanha, funciona uma poderosa sociedade secreta, protegida e bem escondida na fortaleza-templo dos cavaleiros de Heliópolis...
Jodorowsky, na sua vigorosa maneira de inverter aspectos controversos da História, aqui e à sua maneira, recria a história do enigmático rei Louis XVII, filho de Louis XVI e de Marie-Antoinette, que foram guilhotinados nos furores da Revolução Francesa.
pequeno (dito Louis VII) teria sido morto ainda na prisão... Foi?!...
Por aqui, ele é salvo pelos Cavaleiros de Heliópolis, com a cumplicidade da famosa Charlotte Corday, que assassinou o temível revolucionário Marat e que depois, foi também guilhotinada.
Mas o jovem nobre francês, que terá nascido hermafrodita, é educado pelos Cavaleiros e torna-se num astuto e valente justiceiro...
Pois, pois!

 
TERRE DE FOLIE - Edição Delcourt. Autores: argumento de Leo e Rodolphe, traço de Zoran Janjetov e cores de Zoran Janjetov Jr. É o terceiro tomo da série “Centaurus”.
Desde que a Terra se tornou inabitável, uma monumental nave espacial, com milhares de terrestres a bordo, avança pelo Cosmo em busca de um novo planeta, capaz de acolher a nossa raça...
As gerações sucedem-se nessa quase infindável viagem, até que julgam acertar com o objectivo, no planeta Vega da constelação do Centauro...
Mas Vega está cheio de enigmas, perigos e armadilhas... E será que este planeta Vega é mesmo o autêntico? Não estarão estes atrevidos sobreviventes a ser iludidos e manipulados por um misterioso ser que se infiltrou na nave-cidade-mundo, durante a imensa viagem?

 
LE DERNIER MASQUE - Edição Lombard. Autores: argumento de Jean Dufaux e arte de O. Grenson.
Com este 15.º tomo, “Le Dernier Masque (A Derradeira Máscara), se encerra a série “Niklos Koda”, que cedo entusiasmou os leitores.
Niklos Koda, de aparente ascendência grega, que começou por ser um diplomata e agente secreto francês, muito namoradeiro também (qual um James Bond à francesa), a pouco e pouco, vai-se desviando da linha original das suas aventuras, mergulhando em universos da Magia Negra e da Magia Branca. Terrores que funcionam ou meras fantasias novelescas?...
Nos últimos tempos, Koda, vive perseguido por diversas forças e/ou entidades. E está pronto a ceder, mas antes, o seu objectivo máximo: salvar a sua filha adolescente, Seleni, que, por sua vez, também já é capaz de actuar em pleno pelas vias sinistras das Magias.
E pronto: com Seleni salvaguardada e com o sacrifício de Niklos Koda, a série por aqui se termina.
LB

sexta-feira, 24 de junho de 2016

HERÓIS INESQUECÍVEIS (40) - OS QUATRO MAIS "LOUCOS"

Não figuram normalmente no pódio dos fabulosos heróis bem divertidos da Banda Desenhada, mas são, afinal, altamente populares entre os bedéfilos. São talvez os quatro mais terríveis a encantar-nos com as suas loucas peripécias: Gaston Lagaffe, Marsupilami, Rantanplan e Nabuchodinosaure. Talvez pudéssemos aqui acrescentar um quinto, o Flagada, mas esse fica para outro tempo...


GASTON LAGAFFE
Mais conhecido entre nós como Gastão das Broncas, é criação do mestre belga Franquin (1924-1997) e surgiu pela primeira vez no n.º 985 da revista "Spirou", a 28 de Fevereiro de 1957. Aparece de repente na redacção desta revista e... bom, acaba por ficar encarregue da manutenção dos extintores, o que não o livra de provocar aparatosos incêndios.
Dorminhoco, distraído por excelência e romântico, qualquer gesto (ou não-gesto) seu pode provocar uma catástrofe. Das suas acções, nenhuma sai certa!
Adora inventar coisas esquisitas, dedicando-se, também, à Música (safam-se os surdos) e à Culinária (só para quem tem estômago de aço).
Estimado, mas também temido dado às suas constantes trapalhadas, vive apaixonado (sendo correspondido) pela sua colega Mademoiselle Jeanne. Quem não pode com ele, é o Sr. Aimé de Mesmaker, que não consegue triunfar nos seus negócios graças às "gastonices".
Apaixonado pela Natureza, vai ao ponto de alojar no seu gabinete na redacção da revista, animais como o gato Dingue, uma gaivota caprichosa e sem nome, o ouriço Kissifrot, o ratinho Cheese, o peixinho Bubulie, um papagaio, uma lagosta (que ele salvou de um tacho com água a ferver), um camaleão, um cavalo, etc, incluindo uma vaca que ele recebe de presente de um tio provinciano; só
não leva para lá o elefante Marajá, que ele visita com frequência no Zoo...
Este herói, cedo e merecidamente ganhou a sua própria série, que tem sido editada em Portugal (Arcádia, Meribérica e Asa/Público).
Em 1981, Paul Boujenah realizou a longa-metragem "Fais Gaffe à la Gaffe!", com Roger Miremont no papel principal.




RANTANPLAN
Criado por Goscinny e Morris, Rantanplan, classificado como o cão mais estúpido do Oeste, apareceu pela primeira vez no n.º 1138 da revista "Spirou", a 4 de Fevereiro de 1960, na aventura de Lucky Luke, "Na Pista dos Dalton". Logo captou a atenção dos bedéfilos. A sua popularidade subiu e daí, o ter ganho a sua própria série, com mais de uma vintena de álbuns, com vários deles editados em português. Um triunfo merecido.
Em 1983 e em 2006, pelo Cinema de Animação, também se notabilizou na Televisão.




MARSUPILAMI
É um pândego, divertido e heróico animal... não definido.
Criação de André Franquin, o Marsupilami, apareceu pela primeira vez na revista "Spirou" n.º 720, a 31 de Janeiro de 1952, numa aventura de Spirou e Fantásio, "Spirou et les Hèritiers". 
Claro que, com o tempo, o Marsupilami acabou por ganhar a sua merecida série própria, com sete álbuns editados entre nós pela Asa e, recentemente, pela parceria Asa/Público.
Obviamente, a Televisão e o Cinema não olvidaram este espantoso herói, com diversas séries televisíveis e, em 2012, com a longa-metragem de Alain Chabat, "Na Pista do Marsupilami".





NABUCHODINOSAURE
Para os íntimos, ele é apenas Nab. Em português,bem o poderíamos tratar por Nabo (que em francês é navet), pois este personagem, impagavelmente irresistível, cretino e cómico, é mesmo "um grande nabo"!...
O seu nome deriva de uma junção inventada pelos seus criadores do nome do rei babiloniano Nabucodonosor e a palavra dinossauro, ou seja, o argumentista Herlé e o desenhista Roger Widenlocher (que já esteve presente nos Salões "SobredaBD/1995" e "ViseuBD/1999")... Aliás, em verdade, Roger é um verdadeiro "tratado de bom e constante humor" .
Nab apareceu pela primeira vez no mensário "Je Bouqine", em 1989, e os seus autores foram premiados em 1993 na famoso Festival de Angoulême. A série, completamente inédita em português (?!!...), conta já com catorze álbuns.
Mas... quem é o Nab? Existindo na Terra antes da Pre-história, é um pacífico, pequeno e esverdeado dinossauro que "vive" para além do seu tempo. Considera-se como o primeiro ser dotado de uma inteligência capaz e superior e sente-se incompreendido pelos seus pares. Claro que tudo isto provoca hilariantes e imperdíveis situações... Um delírio!
Até hoje, ainda não fomos capazes de entender porque é que esta tão divertida série jamais foi editada em Portugal!... Será que os nossos editores-BD são mais nabos que o bom do Nab?!...
LB

sábado, 5 de setembro de 2015

HERÓIS INESQUECÍVEIS (38) - LUCKY LUKE


LUCKY LUKE: o “cowboy” mais rápido do que a própria sombra

Criado em 1946 pelo belga Morris (pseudónimo que advém da pronúncia do primeiro nome do artista Maurice De Bevere), Lucky Luke é um dos personagens mais célebres da banda desenhada e um dos poucos dentro do género western/humorístico (a par de Chic Bill, outra série europeia criada pelo frânces Tibet).
Em 1955, René Goscinny (notável criador de argumentos humorísticos, e co-autor de, entre outros, Astérix, Iznougud, Spaghetti ou Humpá-Pá) juntou-se a Morris, ficando este responsável apenas pelo desenho. Esta fase, que só terminou com a morte de Goscinny em 1977, é considerada a melhor da série.
Apesar de ser um cow-boy (isto é, um vaqueiro), Lucky Luke actua na maior parte das suas aventuras como guia, explorador ou guarda-costas de alguém. 
Sempre acompanhado por Jolly Jumper, o cavalo mais esperto do Mundo, e, por vezes, por Rantamplan, o cão mais estúpido do Universo (que, mais tarde, se tornaria protagonista das suas próprias aventuras em álbum), Lucky Luke encontra, com regularidade, personagens míticos do velho Oeste como Billy The Kid, Calamity Jane, Jesse James, Bufallo Bill, Sarah Bernhardt, ou os Irmãos Dalton. Estes últimos, que Morris, pela mão de Lucky Luke, decidiu eliminar da série (Lucky Luke mata os Irmãos Dalton durante uma aventura naquela que é a primeira e a única vez que o cow-boy utiliza o seu revolver de forma tão radical) acabarão por regressar sob a forma de mais quatro irmãos Dalton, primos dos primeiros. Morris emendou, assim, a mão, quando percebeu a enorme potencialidade destes impagáveis personagens (cujo gag mais famoso talvez seja aquele em que os quatro irmãos, presos na mesma cela, decidem abrir quatro buracos na parede para se evadirem!).
Alguns dos personagens da série: Rantanplan, Billy the Kid, Calamity Jane, Jolly Jumper, Lucky Luke e os impagáveis irmãos Dalton (Averell, William, Jack e Joe)
Outra nota curiosa da série prende-se com o cigarro que Lucky Luke usou durante anos ao canto da boca e que Morris substituiu, em 1983, por uma palha. Este gesto valeu-lhe uma medalha outorgada pela Organização Mundial de Saúde, nas Jornadas Mundiais Sem Tabaco, em 1988.
Morris faleceu em 2001 mas Lucky Luke continua a viver novas aventuras pela mão de outros artistas como Achdé, Bob De Groot, Jean Léturgie, etc…
Em 1995, numa tentativa de atrair um público mais jovem, Léturgie e Pearce criaram "Kid Lucky", uma versão das aventuras de Lucky Luke enquanto criança.
Em Portugal a série estreou em 1958, no "Cavaleiro Andante" #340. Desde essa altura, Lucky Luke tem sido publicado em revistas como "Zorro", "Nau Catrineta", "Flecha 2000", "Jornal da BD", "Tintin" ou "Selecções BD" (2.ª série). 
Têm sido também publicados álbuns com regularidade por várias editoras portuguesas (Editorial Íbis, Bertrand Editora, Méribérica, Público/Asa), bem como pelo jornal "Correio da Manhã".
Duas pranchas de "O Esconderijo dos Dalton", com texto e desenhos de Morris, in revista "Tintin" #9 (1981)

Em 1985 as aventuras de Lucky Luke foram adaptadas ao cinema de animação.
"Billy, the Kid", um episódio completo da série de animação dos anos 80

Nos anos 90, Lucky Luke (em carne e osso) estreou-se nos ecrãs através de uma série televisiva e de dois filmes protagonizados por Terence Hill.
Em 2004, novo filme, desta vez com Til Schweigwe a dar corpo ao personagem.
Em 2009, foi a vez de James Huth realizar e Jean Dujardin interpretar "Lucky Luke".
Passados que estão quase setenta anos(!) desde que foi criado por Morris, Lucky Luke continua a fazer-nos rir com as suas hilariantes aventuras.
Um caso muito sério de longevidade (e de popularidade) na banda desenhada europeia e mundial.
CR
"La Mine d'Or de Dick Digger" e "Arizona", os dois primeiros álbuns de Lucky Luke.
Note-se a fisionomia do personagem, bastante diferente ainda da sua imagem actual.

Pranchas de "O Grão-Duque", com texto de Goscinny e desenhos de Morris, in revista "Tintin" #14 (1974)
Pranchas de "O Grão-Duque", com texto de Goscinny e desenhos de Morris, in revista "Tintin" #15 (1974)
"La Caravane", publicado em 1964, talvez o melhor álbum da série.
Cartaz do filme "Lucky Luke", realizado por James Huth, com Jean Dujardin como protagonista.
Lucky Luke cavalgando Jolly Jumper, com o Sol a por-se no horizonte.
Uma imagem de marca que perdura desde que a série foi criada.

sábado, 19 de janeiro de 2013

DESENHISTAS DESENHADOS (1)

É de certo modo frequente da parte de vários desenhistas nacionais (Augusto Trigo, José Ruy, Eugénio Silva, José Pires, Luís Louro, etc) e estrangeiros (Hergé, Morris, Uderzo, Cyril Pedrosa, etc) colocarem nas histórias que criam, certos personagens com base fisionómica de amigos e/ou colegas, quando não, eles próprios também. São gestos de gentileza.
Mas acontece que, mais raramente, o "feitiço se vira contra o feiticeiro" e o desenhista (ele em si mesmo) se torna figura central de um álbum. É o desenhista desenhado. Neste aspecto, dois casos são notórios:

LES AVENTURES D'HERGÉ, sob edição Dargaud. Tem argumento de Bocquet e Fromental e grafismo de Stanislas Barthélemy. Aqui, Hergé é ele próprio, mas também é TintinCom uma certa ironia, este álbum narra a vida de Hergé e, em síntese justaposta, os temas das principais aventuras de Tintin, protagonizadas pelo autor. Um álbum conseguido nas suas intenções e de aconselhável leitura. Com outro formato (mais pequeno), esta obra foi publicada em português numa co-edição da Mais BD e da Devir. De qualquer modo, são as aventuras de Hergé-Tintin e de Tintin-Hergé.


GRINGOS LOCOS, sob edição Dupuis. Tem argumento de Yann e traço de Olivier Schwartz. Com muita paródia e muito ficcionada, a narrativa baseia-se nas peripécias que três grandes amigos e colegas, os desenhistas Jijë (Joseph Gillain), Morris (Maurice de Bévère) e André Franquin, viveram pelos finais dos anos 40 em terras mexicanas. Foram para a América em busca de sonhos, glorias e Hollywood, mas os ventos não sopraram de feição, tudo resultando numa delirante epopeia.
Os admiradores de Hergé, Jijë, Morris e Franquin, certamente não ficarão afastados das respectivas leituras. Estes dois álbuns são obras muito divertidas, onde famosos desenhistas são desenhados.

Jijë, Hergé, Franquin e Morris