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terça-feira, 17 de novembro de 2020

CAPAS (9) - JACQUES MARTIN

Jacques Martin (1921-2010)
Mestre Jacques Martin nasceu em Estrasburgo (Alsácia) a 25 de Setembro de 1921 e faleceu em Orbe (Suíça), durante o sono, a 21 de Janeiro de 2010, estando então quase cego, situação que muito o afligia.
Cidadão francês, é, no entanto, um gigante mundial pela sua poderosa e vasta obra. 
Veio pela primeira vez a Portugal para ser homenageado ao vivo na edição de 1990 do saudoso Salão "Sobreda-BD". Em futura e devida ocasião, aqui o evocaremos condignamente.
Sobretudo apaixonado por temas históricos de diversas épocas que ele atentamente investigava, criou várias séries de alto valor cultural, mas poucas desenhou, embrenhando-se mais nos argumentos e em dar correctas indicações aos seus colaboradores, dos quais alguns eram mesmo seus discípulos.
Com a sua poderosa arte gráfica e divulgações pelos textos, desenhou pelas séries "Alix" (a sua mais empenhada), "Lefranc" e "Orion". À parte estas séries, tem dois álbuns especiais: "Le Hibou Gris" (O Mocho Cinzento), onde assina como Marleb, e "Histoire d'Alsace "(História da Alsácia), com argumento de Georges Bischoff.
As suas mais notáveis séries, "Alix", "Lefranc" e "Jhen", prosseguem com outros mais ou menos hábeis continuadores. A série "Orion", aparentemente, finou-se com o terceiro álbum. Com "Jhen", foi apenas o autor dos enredos.
Tentemos pois, agora, apreciar e/ou conhecer o seu registo gráfico, através de algumas belas capas de que ele foi o autor.
LB

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

NOVIDADES EDITORIAIS (206)

O RAIO "U" - Edição Asa. Autor: Edgar-Pierre Jacobs.
O saudoso belga Edgar-Pierre Jacobs (1904-1987), praticamente, só é conhecido pela sua empolgante série das aventuras de "Blake e Mortimer"... No entanto, como desenhista e àparte as suas colaborações com Hergé, tem outras obras de apreciável peso. Nestas, o famoso tomo único "O Raio U", publicado na Bélgica em 1943. Foi editado em diversos idiomas e até, em Portugal, com várias edições que sempre se foram esgotando. Aí está agora, corajosamente reeditado.
Antes de "Blake e Mortimer", para "O Raio U", Jacobs ter-se-á inspirado ou influenciado pelas narrativas de "Flash Gordon", factor que é notório nesta obra, o que não deixa de dar aquele toque de maravilha, sobretudo para quem é tenaz admirador das criações deste autor.


LA RANÇON - Edição Casterman. Autores, segundo a série "Lefranc" criada por Jacques Martin: argumento de Roger Seiter, traço de Régric e cores de Bruno Wesel.
Anos 50 do século passado... A acção localiza-se em França, na África do Sul, mais alguns breves momentos em Nova Iorque. Muita cobiça, diversas correntes políticas em confronto e várias outras situações amargas a entusiasmar o leitor. A entusiasmar e a fazer pensar.
Curioso: o personagem José Tavares, um mulato natural de Angola (então ainda colónia portuguesa), num brilhante e honesto apoio ao seu patrão Geert Van Dijck (que é contra a política racista sul-africana) e a Guy Lefranc, que pela força das circunstâncias e do enredo se desloca a este país africano.
"La Rançon" (O Resgate) é um dos melhores álbuns desta série, quase nada editada em português...


BRIGITTE BARDOT - Edição Dupuis. Autores: argumento de Bernard Swysen, traço de Christian Paty, cores de Sophie David, com apresentação de Ginette Vincendeau e um terno prefácio por Mylène Demongeot.
Note-se que Mylène também foi popular estrela de Cinema, mas foi-se afastando paulatinamente da carreira e empenhou-se pelos caminhos editoriais da Banda Desenhada.
Brigitte Anne-Marie Bardot nasceu em Paris a 28 de Setembro de 1934. Começou como cantora e modelo até chegar ao Cinema, com breve passagem pelo Teatro. Foi um estonteante símbolo sexual nos anos 50 e 60, donde apenas uma rival, a norte-americana Marilyn Monroe.
Brigitte Bardot, popularmente conhecida como BB, além de adiante do "seu tempo", e sendo bela e muito sensual, foi também uma actriz com garra, tendo vivido as mais diversas personagens em filmes, como "As Grandes Manobras", "E Deus Criou a Mulher", "Vagabundos ao Luar", "A Mulher e o Fantoche", "Babette Vai à Guerra", "Vida Privada", "O Desprezo", "Viva Maria", "Histórias Extraordinárias", "As Rainhas do Petróleo", etc.
Pelos anos 70, retirou-se da carreira para ser uma destemida defensora dos animais (criou a Fondation Brigitte Bardot) e corajosa activista política, sobretudo contra os perigos da islamização da sua amada França. Sofreu vários processos, mas não pára nem se cala.
Casou quatro vezes: Roger Vadim, Jacques Charrier (donde o único filho, com quem não se relaciona), Günter Sachs e o actual, Bernard D'Ormale. Chegou a ser apelidada de "devoradora de homens", o que ela nunca negou, afirmando mesmo que gostava de homens bonitos.
E registam-se nesta lista, os casos que teve, como Jean-Louis Trintignant, Warren Beatty, Gilbert Bécaud, Sacha Distel, Samy Frey, Bob Zagury, etc, tendo também tido algumas aventuras lésbicas, que ela própria confessa.
Mesmo assim, desabafou (escreveu): "A minha Fundação é o fim e o triunfo da minha vida. Eu dei a minha juventude e a minha beleza aos homens, agora dou a minha experiência e o melhor de mim mesma aos animais". 
Há muitos anos que se tornou vegetariana.
Este álbum biográfico, com alguns temperos de humor, é, sem dúvida, um álbum de leitura obrigatória.
Bravo Éditions Dupuis! Bravo Brigitte Bardot!



O REI MIDAS - Edição Gradiva. Obra: "As Desventuras do Rei Midas". Autores: segundo o orientador/historiador Luc Ferry, tem argumento de Clotilde Bruneau, traço de Stefano Garau, côr de Ruby, capa de Fred Vignaux e tradução de Maria de Fátima Carmo.
Quem tudo quer, tudo perde!... Eis um ditado amargo que, ao fim e ao cabo, sempre acaba por acontecer... É isso: os ditadores, os ricaços, os facínora, etc, também são ou serão castigados.
Nesta narrativa, culturalmente mergulhada na Mitologia Grega, conta-se o drama do ambicioso Midas, rei da Frígia. Ele fez um gesto humano, salvando Sileno, um enviado do Olimpo. E este, grato, oferece-lhe um prémio, a pedido de Midas: tudo o que o rei tocasse, logo se transformaria em oiro. Mas será que alguém come e bebe oiro?!...
Apavorado com o seu poder, o rei suplica ao deus Apolo que o livre de tal dom. O deus acede, mas as orelhas de Midas transformaram-se para sempre em orelhas de burro.
LB

terça-feira, 15 de maio de 2018

NOVIDADES EDITORIAIS (147)

LA STRATÉGIE  DU CHAOS - Edição Casterman. Autores: argumento de Roger Seiter, arte de Régric e cores de Bruno Wesel, segundo Jacques Martin.
“La Stratégie du Chaos” é o 29.º tomo da série “Lefranc”.
Intrigante e perigosa aventura que sofre aqui o destemido Guy Lefranc, jornalista e detective, pelo ano de 1956. O herói é enviado para a Austrália para fazer a cobertura dos Jogos Olímpicos desse ano em Melbourne. A meteorologia está péssima por essa região, e o hidrovião onde viajam Lefranc e seu amigo Jean Duval, é forçado a fazer uma amaragem...
Surge então um enorme e estranho navio que recolhe todos os passageiros, o que complica o destino destes, sobretudo porque essa nave é comandada por um louco pronto a destruir todas as nações...
Um apaixonante episódio desta popular série.

O LEGADO DE JÚPITER - Edição G. Floy Studio. Autores: Marc Millar e Frank Quitely e cores de Peter Doherty.
As lendas, a mitologia, as ambições e a confusão sem piedade na actualidade, dominam todo este enredo.
Os sonhadores e idealistas do passado tornam-se super-heróis e procuram manter a democracia sobre os povos. Mas no futuro, os seus descendentes, cínicos e um tanto cruéis, agem de outro modo...
Uma obra de grande fôlego que nos proporciona uma bem grata leitura e nos desafia a pensar melhor em relação a este mundo cada vez mais caprichoso.

BOB MORANE, INTÉGRALE / 8 - Edição Lombard. Autores: Henri Vernes nos argumentos e William Vance na arte gráfica. Antecedendo as aventuras, um belo e informativo dossiê por Jacques Pessis.
Este volume compila cinco aventuras de Bob Morane e seu constante companheiro Bill Ballantine, a saber: “L’Oeil du Samouraï”, “Panne Sèche à Serado” (publicada como “Sem Gasolina em Serado” na edição portuguesa da revista “Tintin”), “Les Géants de Mu”, “Le Temple des Dinosaures” e “Les Sortilèges de l’Ombre Jaune” (publicada na edição portuguesa da revista “Tintin”, sob o titulo “Os Sortilégios do Sombra Amarela”).
É sempre grato descobrirmos, lermos ou relermos, estas tão movimentadas e “escaldantes” aventuras, especialmente quando narradas com a arte magnífica de William Vance, como é o caso deste 8.º integral.
Um sincero e bem sonoro “Bravo!” aos autores e às Éditions du Lombard.
LB

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

EVOCANDO (17)... JACQUES MARTIN

Nota Prévia: nesta segunda fase da nossa rubrica “Evocando”, só ocasionalmente focaremos alguns talentos estrangeiros, atendendo a que vieram pela primeira vez a Portugal ao Salão Internacional Sobreda-BD (1982-2006), do qual eu era o fundador e coordenador. Tudo bem?...


Jacques Martin (1921-2010)
Pois hoje, 21 de Janeiro de 2016, evoca-se precisamente o sexto ano sobre o falecimento do grande senhor da Banda Desenhada que foi e é, mestre Jacques Martin. Nasceu em Estrasburgo (França) a 25 de Setembro de 1921 e faleceu a 21 de Janeiro de 2010 em Orbe (Suíça).
Esteve pela primeira vez em Portugal, para ser homenageado, no salão “Sobreda-BD /1990”. Voltou mais tarde, fugazmente, para uma exposição em Lisboa e depois, para uma das edições do Festival-BD da Amadora.
Seu desporto favorito era o esqui na neve. Tinha residências na Bélgica e na Suíça.
Muito afável e também irónico, a sua arte espalha-se por ilustrações soltas, cenografia teatral, aspectos da guerra, publicidade e, sobretudo pela Banda Desenhada, como argumentista e como desenhista. Chegou a usar os pseudónimos Jam Marleb.
Capa e prancha de "Le Hibou Gris", onde Jacques Martin usa o pseudónimo "Marleb"

Investigador de diversas épocas da História, por aqui se dedicou apaixonadamente pela Grécia, Roma e Egipto. Foi grande colaborador de Hergé, donde o ter redesenhado o álbum “O Vale das Cobras” da série “Jo, Zette et Jocko” e de ter criado situações hilariantes em diversas aventuras de “Tintin”.
Hergé e Jacques Martin
Da sua invejável obra em BD, contam-se as séries “Alix”, com dezenas de tomos, dos quais terá desenhado apenas dezanove; “Lefranc”, com cerca de trinta tomos, dos quais apenas desenhou os três primeiros; “Orion”, breve série ainda em aberto, da qual desenhou os dois primeiros tomos.
E onde foi apenas argumentista, as séries “Jhen” (que se chamava “Xan”, na primeira versão dos dois primeiros tomos), “Arno”, “Kéos” e “Loïs”.
Mas há obras suas, anteriores, que se notabilizam na sua bibliografia: “Le Hibou Gris”, “La Cité Fantastique”, “Histoire d’Alsace”, a curta série “Oeil de Perdrix”, “Monsieur Barbichou”, “Lamar, l’Homme Invisible”, “Sept de Trèfle”, etc.
Criou uma série pedagógica servindo-se dos seus heróis principais: Alix, Lefranc, Jhen, Loïs, Orion... Destes, na série “Les Voyages de Loïs”, dedicou um tomo ao nosso país, “Le Portugal”, que foi ilustrado pelo nosso Luís Diferr, contando com uma edição em português.
Capa e prancha de "La Cité Fantastique", da série Clark Pilote d'Essai

Duas capas de Alix, a mais famosa criação de Jacques Martin

Capas de "Le Lac Sacré" (da série Orion) e de "Chesapeake" (da série Arno,
onde Martin participou apenas como argumentista)

Das homenagens e prémios que recebeu, contam-se: em 1979, o Prix Saint Michel em Bruxelas, pelas séries “Alix”, “Lefranc” e "Jhen”; 2003, Grand Prix Saint Michel; 2005, recebeu a Comenda de Cavaleiro da Ordre des Arts et des Lettres, que lhe foi agraciada pelo então ministro da cultura francês, Jack Lang; 2005, Prix Crayon d’Or , no 22.º festival de Banda Desenhada de Middelkerke (Bélgica). Das muitas obras (ensaio, estudos, entrevistas, etc) que lhe têm dedicado, salienta-se o volume “Avec Alix, l’Univers de Jacques Martin” por Thierry Groensteen e Alain De Kuyssche, que em 2002 teve uma reedição pela Casterman.
Através dos seus heróis, Jacques Martin registou com perícia e paixão, diversas épocas da História: Antiguidade Clássica (Alix, Kéos Orion), Idade Média (Jhen), “Século das Luzes” (Loïs), Era Napoleónica (Arno) e, a actualidade, com Lefranc.
Não desejou que a sua obra morresse com ele e foi fazendo escola, donde se salientam discípulos como Jean Pleyers, Christophe Simon, Rafael Morales, Gilles Chaillet, Jacques Denoël, Marc Henniquiau e outros mais, tendo havido ainda a colaboração ocasional de Roger Leloup e de André Juillard.
Em português, na versão álbum, foram publicados alguns tomos da séries Alix, Lefranc, Kéos Arno.
LB


Capa de "Le Mystère Borg", da série Lefranc


Capa de "Le Cobra", da série Keos, com desenhos de Jean Pleyers e argumento de Jacques Martin
Capa do álbum "Le Portugal", com desenhos do português Luís Diferr
Prancha de "Le Fils de Spartacus", da série Alix
A admirável Arte de Jacques Martin num belíssimo esboço para a série Alix

sábado, 26 de dezembro de 2015

NOVIDADES EDITORIAIS (85)

LE SUPPLICIÉ - Edição Soleil. Autores: argumento de Sylvain Cordurié, traço de Stéphane Bervas e cores de Guillaume Lopez.
“Le Supplicié” é o sexto tomo da série “Oracle”.
Esta bela colecção-BD continua a fazer-nos viajar pela extensa e maravilhosa Mitologia Grega, se bem que com certas e convenientes variantes.
Em “Le Supplicié” (O Supliciado) conta-se a lenda de Sísifo, o astuto mortal mais odiado pelos deuses do Olimpo. Foi condenado por Zeus a empurrar um pesado rochedo pela encosta acima de uma colina um tanto íngreme e áspera, mas quando quase atingia o cume, o rochedo vinha por aí abaixo e o suplício recomeçava.
Oráculo relata a Homero (então ainda jovem) a história de Sísifo, que arranja artimanhas e determinadas  alianças para combater Zeus e outros deuses aliados...
Muito interessante toda a arte gráfica deste álbum.


PATAGÓNIA - Edição Polvo. Argumento de Mauro Boselli e grafismo de Pasquale Frisenda, e ainda, um prefácio de José Carlos Francisco.
Este álbum é uma deslumbrante surpresa: da interminável série “Tex”, se não é o melhor episódio (bem longo) de todas as narrativas de Tex Willer, anda bem perto disso. Claro que o argumento tem as suas fantasias, “quase anedóticas”, como por exemplo: Tex Willer e seu filho Kit, trocam as pradarias do Far West norte-americano pelas pampas argentinas, onde está em curso uma complicada guerra, na qual não faltam barbaridades e mortes atrás de mortes...
Mas o que há em nobre força neste álbum é o magnífico e espectacular grafismo a preto-e-branco de Pasquale Frisenda, talvez o mais belo grafismo que até hoje encontrámos em relação a Tex. Com um senão: Kit está tão subitamente adulto que, por vezes, mais parece o irmão gémeo e não o filho de Tex...
De resto, aplausos plenos a Frisenda!


HYVER (1709) / 1 - Edição Glénat. Argumento de Nathalie Sergeef e Philippe Xavier, traço de Philippe Xavier e cores de Jean-Jacques Chagnaud.
É uma dramática e extraordinária aposta pela BD de uma situação trágica sofrida pelo povo francês, por esse ano de 1709, no reinado de Louis XIV.
Pior do que a quase interminável guerra em vigência, é o flagelo que castiga a França, um inverno cruel e sem contemplações: o frio, o gelo, a fome, as mortes, a decadência... O inverno é implacável e não escolhe quem vai justiciar!
Nesta breve série que terminará no segundo tomo, o aventureiro Loys Rohan, vai proceder, de certo modo, como um “bom samaritano” e tentar que um carregamento de trigo seja entregue incólume às necessidades urgentes do Reino de França...


MISSION ANTARCTIQUE - Edição Casterman. Argumento de Chistophe Alvès e grafismo de François Corteggiani. É o 26.º álbum da série “Lefranc”, criada por Jacques Martin, da qual ele só desenhou os três primeiros tomos, mantendo-se porém, por largo tempo, como argumentista.
A série”Lefranc” nunca teve o devido impacto popular pelos nossos bedéfilos, sempre só atentos à de “Alix”...
Entre altos e baixos, este é um dos mais conseguidos tomos em relação aos mais recentes. Estará este novo fôlego na consequência perita do argumento de Alvès e da bela arte de Corteggiani? Talvez...
O certo é que “Mission Antarctique” entusiasma bem o leitor. E a velha e lendária ideia, mistificada, de que no subsolo da Antártida existe uma base de extraterrestres, aqui tal “maluqueira” por comprovar, é uma sinistra base de hitlerianos que têm o seu temível “disco voador”!... E, se for assim... Uma hipótese a provocar acesos debates entre os entusiastas do tema.
De resto, por aqui reaparecem, o “eterno” inimigo de Lefranc, que é o famoso e tão desleal Alex Borg  (agora sem barba e de visual um tanto cativante) e o adolescente protegido de Lefranc, Jeanjean.
Porém, será que Lefranc, enquanto sofria as “passinhas do Algarve” na Antártida, só por lá viu, só e apenas...pinguins, como ironicamente afirma na última vinheta?!... 
LB