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domingo, 21 de março de 2021

HERÓIS INESQUECÍVEIS (74) - ASTÉRIX, OBÉLIX e... Companhia

O pequeno e valentão gaulês (mais a tribo a que pertence), Astérix, não se verga nem se deixa vergar. Pela histórica Gália - hoje França -, ele e os seus companheiros tornaram-se notáveis através de um outro império, via BD e o Cinema.
No expansionismo guloso do Império Romano, no norte da Gália existia uma irredutível aldeia. Aqui, um mundo de heróis invencíveis deram água pela barba aos ávidos romanos.
​Pela parceria do argumentista René Goscinny (1926-1977) e arte de Albert Uderzo (1927-2020), a 29 de Outubro de 1959 nasceu a impagável e imparável série humorística "Astérix", onde este herói mais o seu inseparável e anafado amigo Obélix (e o seu terno cachorrinho Idéfix) nos deixam plenos de riso pelas quase inconcebíveis paródias.
René Goscinny e Albert Uderzo

Primeiro álbum e primeira prancha de "Astérix"
Capa de "Astérix Legionário" (Ed. Dargaud, 1967)
Prancha de "Astérix Legionário"

Capa de "Astérix na Hispânia" (Ed. Hachette, 2000)
Prancha de "Astérix na Hispânia"

A série foi-se afrouxando após o passamento de Goscinny, pois Uderzo não tinha o devido estofo criativo para os enredos. Mas depois arrebitou com os continuadores...
Capa de "A Odisseia de Astérix", uma das aventuras do pequeno gaulês
onde Uderzo foi o autor de texto e desenhos.
Prancha de "A Odisseia de Astérix". De notar a caricatura de
Sean "James Bond" Connery...
Capa de "Astérix entre os Pictos", com texto de Jean-Yves Ferri e desenhos
de Didier Conrad (que mimetizou praticamente na perfeição a arte de Uderzo)
Prancha de "Astérix entre os Pictos"

Com crítica sócio-política muito capaz, personagens "terríveis" desfilam por esta série dos quais notificamos uns meros exemplos: Paronamix (​o druída), Júlio César (o senhor do Império Romano), Cleópatra (a rainha do Egipto), Abraracourcix (o chefe da aldeia), Assurancetourix (o sempre amado e sacrificado bardo), Falbala (a bela e boazona, apaixonada por Tragicomix), Decanonix (o enérgico quase centenário), Bonemine (a "primeira dama" da aldeia), Cétautomatix (o ferreiro), Ordralfabetix (o peixeiro) e tantos e tantos outros. Não se esquecem os infelizes piratas que são afundados sempre que esbarram com os gauleses.
Astérix e os seus companheiros de aventuras gauleses
Decanonix, Idéfix, Falbala, Panoramix, Ordralfabetix, Cétautomatix e Assurancetourix, alguns dos impagáveis personagens desta maravilhosa série

As narrativas de Astérix e seus parceiros têm sido editadas por uma boa dose de países, com Portugal incluído. 

Para além de ser editado em álbum, Astérix foi publicado
em revistas portuguesas como "Tintin" e "Jornal da BD"
Edições italiana e espanhola

Edições austríaca e inglesa
Edições chinesa e russa

E também chegaram ao Cinema e ao Cinema de Animação, onde não damos os totais aplausos...
Pelo Cinema de Animação (erradamente dito Desenhos Animados), existirão, não estou certo, cinco filmes: "Astérix, o Gaulês" (1967), "Astérix na Bretanha " (1986), "Astérix et le Camp du Ménhir" (1989), "Astérix in America" (1994) e "O Segredo da Poção Mágica" (2018).
"Astérix, o gaulês", filme de animação produzido em 1967

No Cinema com actores de carne e osso, constam quatro longas metragens, todas com o actor francês (hoje cidadão russo) Gérad Depardieu como um certíssimo Obelix: "Astérix e Obelix Contra César" (1999), "Missão Cleópatra" (2002), "Astérix nos Jogos Olímpicos" (2008) e "Ao Serviço de Sua Magestade" (2012). Por aqui, saliento a participação do actor Alain Delon como "Júlio César", no segundo filme mencionado, e o fiasco em "Ao Serviço de Sua Magestade" com um tão mau uso da grande actriz Catherine Deneuve...
À esquerda: Alain Delon como "Júlio César" no filme "Astérix nos Jogos Olímpicos".
À direita: Gerard Depardieu, o excelente e eterno Obélix

Heróis desta série também se registaram na Filatelia.

Em 2020, em Paris, foi inaugurada uma estátua em homenagem a René Goscinny. Esta escultura é, na verdade, uma réplica exacta de uma obra produzida para a entrada do Colégio Regional René Goscinny, em Drap (Nice).
Estátuas de Goscinny em Drap e Paris, respectivamente.
​Consta que, lá para Outubro do decorrente 2021, vai aparecer mais um álbum desta série. Venha ele!
​LB

terça-feira, 24 de março de 2020

BREVES (80)

FIQUEM EM CASA
O BDBD recomenda aos seus leitores que se mantenham em casa (aproveitem para ler alguma banda desenhada, por exemplo...) e evitem ao máximo exposições desnecessárias ao Covid 19. 
A ameaça é séria e devemos encara-la de forma séria também.
Se todos fizermos a nossa parte, mais depressa voltaremos a uma vida normal. 


ADIADA EXPOSIÇÃO-HOMENAGEM A JOSÉ GARCÊS...
Atendendo a toda a situação de alerta e de resguardo em que o Mundo se encontra de momento, e numa medida de prevenção contra o Covid-19, a Câmara Municipal de Moura optou por adiar a exposição-homenagem a Mestre José Garcês que, em parceria com o Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu (GICAV) e o Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), se preparava para produzir.
Uma notícia que faz todo o sentido, atendendo àquilo que, neste momento, verdadeiramente importa: a saúde pública.
A exposição poderá eventualmente - se as condições melhorarem entretanto - inaugurar em Viseu, em Agosto próximo. Mas tudo isto, na situação em que nos encontramos, poderá alterar-se, como é evidente.
Voltaremos a este assunto logo que haja mais novidades.


7.ª MOSTRA DO CLUBE TEX PORTUGAL ADIADA PARA OUTUBRO
Pelas mesmas e óbvias razões, a 7.ª Mostra do Clube Tex Portugal, prevista para o próximo mês de Abril, foi adiada para 3 e 4 de Outubro, mantendo-se, para já, as anunciadas e aguardadas presenças dos desenhadores Laura Zuccheri e Roberto Diso.
Uma notícia que, apesar de tudo, agradará aos fãs do Ranger uma vez que todo o programa previsto se manterá.
Esperemos que, até Outubro, as coisas se componham e possamos ter mais uma histórica Mostra do Clube Tex Portugal no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia.
Mais informação poderá ser consultada no blogue português do Tex.


FALECEU ANDRÉ CHÉRET...
O desenhador André Chéret faleceu no passado dia 5 de Março, aos 82 anos.
Nascido em Paris, em 1937, Chéret ficou célebre por ter criado Rahan, junto com o argumentista Róger Lécureux (1925-1999), na revista "Pif Gadget". 
Chéret desenhou esta série durante quarenta e cinco anos!
Publicou (em parceria com vários argumentistas) aventuras de outros personagens como Dominó, Michel Braseiro ou Bob Mallard mas com nenhum deles suplantou o sucesso obtido com Rahan.
Colaborou em revistas como "Valiant", "Tintin" e "Spirou", entre outras.
Foi premiado, em 1976, com o Grand Prix de Dessin do Festival de Ângouleme.


...E ALBERT UDERZO...
Uderzo desenhando Astérix, ao lado de Goscinny
Poucas horas depois de termos colocado on line estas "Breves" surgiu-nos outra triste notícia: a do falecimento de Albert Uderzo, co-criador de Astérix, em parceria com René Goscinny (1926-1977).
Astérix colocou Uderzo no panteão dos grandes autores de BD mas a sua carreira não se esgota aí. Desenhou magistralmente outros personagens de renome como Humpá-Pá, João Pistolão, Luc Junior ou Tanguy e Laverdure.
Após a morte de Goscinny, Uderzo continuou a produzir, a solo, as aventuras do pequeno gaulês, embora sem o mesmo sucesso que os argumentos de Goscinny conferiam à série.
Em 2011 retirou-se definitivamente deixando Astérix entregue a Jean-Yves Ferry e Didier Conrad que souberam (e muito bem) continuar a série, sem a desvirtuar.
Aos 92 anos, Uderzo (1927-2020) faleceu hoje, 24 de Março, durante o sono, vítima de ataque cardíaco.
Que descanse em paz.




ANIVER​SÁRIOS EM ABRIL



​Dia 01 - Philippe Fenec (francês)
​Dia 03 - Daniel Ceppi (suiço)
​Dia 05 - Carlos Pessoa
​Dia 08 - António Gomes de Almeida e Sérgio Macedo (brasileiro)
​Dia 09 - Sebastian Cáceres (argentino)
Dia 10 - Véte
Dia 14 - Nelson Martins
​Dia 15 - Miguel Angel Alejo (espanhol)
Dia 18 - Victor Mesquita
​Dia 30 - Jakob Klemenciz (esloveno)

LB/CR

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

NOVIDADES EDITORIAIS (105)

LUDIVINE - Edição Glénat. Autores: argumento de Erroc e Rodrigue, e arte gráfica de Dany.
O que se pode esperar desta tribo de autores, sempre pronta para a paródia? O resultado é uma  sucessão de gargalhadas.
Ludivine é o que se pode definir em vocábulo corrente, uma sedutora boazona.
Oh, se é!... Com o apoio do seu amigo (e secretamente apaixonado por ela) Jean-Baptiste, ela tenta desenvolver uma tese sobre a influência do sexo através da História. Um arrojo divertido e maroto que, por misteriosa partida do computador, a arrebata e “aprisiona” através de várias épocas.
Trogloditas da Idade da Pedra, Júlio César e Marco António, Joana d’Arc, Henri IV de França, Molière, os “Sans-Culotte”, Toulouse-Lautrec, etc, com todos se vai encontrando a irresistível Ludivine, por muito que Jean-Baptiste se esforce por resgatá-la de dentro do computador.
Enfim, muita risota e um divertido erotismo!...

LE DERNIER ACTE DE LUDWIG.LONDRES - Edição Lombard. Autores: Stephen Desberg (argumento), Magda (traço) e Jérôme Maffre (cores), segundo os personagens criados por Griffo e Desberg.
É o sétimo tomo da série “Sherman”, plena de mistérios inquietantes, desde um assassinato (o do tenor Ludwig Melchior) por desvendar, e todas as conotações políticas que ensombram a família Sherman...

L’ÉPOUSE BARBARE - Edição Casterman. Autores: argumento de Blandine Le Callet e arte de Nancy Peña. “L’Épouse Barbare” é o terceiro tomo da série “Medée” (Medeia).
O mito da princesa (e feiticeira) da Cólquida (onde hoje se situa a República da Geórgia) tem a grande popularidade graças à bela tragédia teatral de Eurípides. Não esqueçamos que para além de Eurípides e de autores clássicos como Apolónio de Rodes e Apolodoro, muitos outros abordaram este tema através dos tempos.
Medeia também se registou em força na Escultura, na Pintura (com Paul Cézanne, por exemplo), na Ópera, no Teatro (no Brasil, por exemplo, num texto de Chico Buarque e Paulo Pontes) e no Cinema... Pela 7.ª Arte, há duas fabulosas versões: a do italiano Pier Paolo Pasolini em 1972, com Maria Callas e a do dinamarquês Lars Von Trier, em 1988, com a actriz Kirsten Olesen.
Há muitas versões sobre o mito de Medeia, bela, apaixonada, conspiradora, feiticeira e e repulsivamente cruel.Todas as versões, mais ponto menos ponto, vão coincidindo. Todavia, agora nesta versão em Banda Desenhada, vamos encontrar a história-lenda por ela “própria” narrada...
Parabéns às corajosas autoras!

DEMOCRACIA - Edição Bertrand. Autores: argumento de Abraham Kawa, arte de Alecos Papadatos e cores de Annie Di Donna. Tradução de Joana Neves.
Quanto ao correctíssimo desenhista grego Alecos Papadatos, já aqui fizemos referência quando de “A BD da Grécia” e da sua obra em português, “Logicomix” (Ed. Gradiva). Agora, calha-nos uma obra de alto valor: “Democracia”.
Esta digna formatação política e genialmente inventada pelos Gregos de antanho, é muito ideal e bonita... mas será que funcionou bem através dos tempos? Tem funcionado mesmo?!...
Papadatos e seus “companheiros de estrada”, nesta obra, são magníficos. Sem esquecer uma certa e subentendida ironia...
Obra de leitura obrigatória!

OS XII TRABALHOS DE ASTÉRIX Edição Asa. Autor: Albert Uderzo, consoante texto do saudoso René Goscinny.
Apesar do belo e luxuoso aspecto deste álbum, desta vez não aplaudimos. Porquê?
Pois em consciência, estamos fartos de por dá cá aquela palha, surjam edições especulativas só para engordar a vaidade e a conta bancária do senhor Uderzo. Não, não e não! Não pactuamos com a fábula da raposa e o corvo!... Entendem?
E com tanta obra-BD, nacional e estrangeira, à espera de justas edições, acontecer esta... Por favor, haja Deus!
LB

domingo, 8 de novembro de 2015

NOVIDADES EDITORIAIS (82)

O PAPIRO DE CÉSAR - Edição Asa. Argumento de Jean-Yves Ferri, traço de Didier Conrad e cores de Thierry Méburki, segundo a série criada por René Goscinny e Albert Uderzo.
“O Papiro de César” é o 36.º tomo da série “Astérix”. E não há dúvida que esta série volta a brilhar em cheio. Albert Uderzo não tem força como argumentista, se bem que o tenha tentado após a morte de Goscinny. Porém, essas histórias eram um tanto insípidas e sem força, tanto na sua crítica sócio-política como no seu humor.
Com “O Papiro de César”, onde há insinuações divertidas às “novas tecnologias”, a hilaridade está sempre presente. E, por sua vez, o traço de Conrad em nada se afasta do de Uderzo.

 
LES TERRES RARES - Edição Lombard. Argumento de Luc Brunschwik e Aurélien Ducoudray e traço de Dimitri Armand.
Este é o primeiro tomo da série “Bob Morane: Renaissance”, onde há uma autêntica reviravolta na linha da série e tudo parece começar do zero, renascer...
O novelista belga Henri Vernes em boa hora, em 1953, criou o herói Bob Morane no romance “O Vale Infernal”. Cedo passou a ser também o argumentista para a BD, em adaptações dos seus romances e/ou com textos originais. É quase infindável o número de álbuns existentes!
Quatro notáveis desenhistas tomaram conta dos respectivos grafismos: o italiano Dino Attanasio, os belgas Gérald Forton e William Vance e o espanhol Felicisimo Coria, tendo havido ainda os efémeros e fracos exemplos desenhados por Victor Simek, Jacques Géron e Frank Leclercq.
E agora, sem a participação de Vernes, um outro e respeitável desenhista, Dimitri Armand. Com esta nova equipa, a aventura é reinventada e o traço de Armand tem uma linha mais forte e vigorosa, onde as fisionomias bonitotas de Bob Morane e de Bill Ballantine passam a mais realistas e, quiçá, necessariamente amadurecidas. E muito bem!
Só não se confirma ainda se Bob Morane vai continuar em duas séries paralelas ou se a primeira terminou...

LA MORT DANS L’ÂME - Edição Lombard. Argumento de Serge Le Tendre e grafismo de Jérôme Lereculey.
“La Mort dans l’Âme” é o quarto e último tomo da série “Golias”.
O jovem príncipe grego Golias, tal como o lendário Odisseus (Ulisses, para os romanos ), erra por terras e mares, sofrendo os caprichos dos deuses do Olimpo, uns que o protegem e outros que o querem aniquilar.
Mas, Golias, de uma vez por todas, está decidido a recuperar o trono de Akinoé, usurpado pelo cruel e ávido Polynos, seu tio e assassino de seu pai...

 
CAPITAINE PERDU / 1 - Edição Glénat. Autor: Jacques Terpant; e um elucidativo prefácio de Jean Raspail.
A famosa Guerra dos Sete Anos, entre a França e a Inglaterra, terminou em 1763 com a derrota dos franceses. Como consequência, a França devia entregar aos ingleses grande parte dos seus territórios extra Europa, muito especialmente os vastos da chamada “América Francesa”.
Acontece que os franceses não só eram muito estimados pelos diversos povos ameríndios, como se haviam misturado consanguineamente, pois haviam constituído família e descendência com casamentos mistos. Como seria doravante, que passariam a ser “ingleses”?...
capitão Saint Ange, casado com uma índia da tribo dos Illinois, não pensa retornar a França e tão pouco quer trair as ordens de seu rei (em Paris) e joga com todo este drama sócio-político e familiar. Por sua vez, o bravo líder índio Pontiac, reúne todas as nações ameríndias para fazer frente aos ingleses...
LB

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

QUASE AO TABEFE...

Não é só nos universos da política, do futebol, das televisões, do cinema e teatro, etc, que acontecem broncas e escandaleiras onde quase só falta (às vezes, até há) andarem todos ao sopapo.
Pela Banda Desenhada, em França, deram-se dois casos muito recentemente:
1 - Albert Uderzo pressionou durante muito tempo o seu amigo e colaborador Frédéric Mébarki, para que o substituisse, no traço, no novo álbum (o 35.º) de "Astérix". E Uderzo até ofereceu a Mébarki uma prancha  original do álbum "A Grande Travessia"... 
Didier Conrad
O novo álbum teria texto de Jean-Yves Ferri, traço de Frédéric Mébarki e as cores seriam pelo irmão deste, Thierry Mébarki...
Mas, num repente, Uderzo abdica de Frédéric e põe Didier Conrad a desenhar "Astérix"!...
Frédéric não gostou nada desta punhalada e, vai daí e bem agastado com a uderzeana traição, entregou à casa Millon & Associés, para venda, a dita cuja prancha original. 
Enfim, como se costuma dizer, "amor com amor se paga".
Jean-Yves Ferri, Albert Uderzo e Frédéric Mébarki quando tudo ainda era um mar de rosas.
2 - O outro desaguisado tem a ver com um diferendo entre o Studio Jacobs e as edições Dargaud-Lombard contra as edições Guy Delcourt. Esta editora publicou "La Marque Jacobs - Une Vie en Bande Dessinée", com textos de Rodolphe e grafismo de Louis Alloing.
O pior, no conceito dos queixosos, é que na capa da obra editada pela Delcourt foram utilizadas, sem autorização, personagens desenhadas pelo próprio Edgar-Pierre Jacobs.

Edgar Pierre Jacobs e Louis Alloing 
Questão de birrinha, já que o álbum em questão é uma biografia-homenagem ao grande mestre? Pois sim, pois não... e o tribunal deu razão às edições Delcourt.
De vez em quando sabemos destas "quentes e boas". Ou será tudo uma mera jogada publicitária muito bem cozinhada?... Não, destas duas questões acima citadas, parece que não.
Nas aventuras de Astérix, os tabefes são uma constante...

Francis Blake e Philip Mortimer na filatelia