Mostrar mensagens com a etiqueta Turk. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Turk. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

NOVIDADES EDITORIAIS (127)

ROBESPIERRE - Edição Glénat. Autores: Mathieu Gabella (argumentista), Hervé Lewers (historiador), Roberto Meti (traço) e Chiara Zeppegno (cores).
Maximilien de ROBESPIERRE é uma das nada simpáticas figuras da sanguinária Revolução Francesa, tendo nascido em Arras a 6 de Maio de 1758; mas calhou a sua vez, e foi guilhotinado a 28 de Julho de 1794.
Primeiro muito chegado a outros revolucionários, como Jean-Paul MARAT (assassinado no banho por Charlotte Corday), Georges Jacques DANTON e Camille DESMOULINS, afastou-se destes, que foram guilhotinados a 5 de Abril de 1794.
As primeiras teorias idealizadas a bem do povo francês, cedo foram caindo para um despotismo com o clima do famoso e cruel Terror...
Maximilen de Robespierre acabou por ser preso e foi guilhotinado a 28 de Julho de 1794, com seu irmão Augustin e outros partidários, como  Georges Couthon e Louis de Saint-Just.
Maximilen de Robespierre, no seu início político e de belo orador, chegou a defender acaloradamente a abolição da escravatura e da pena de morte... Pois sim!...
Com vários pontos de opinião em jogo, toda a vida e carreira de Robespierre, por uns apelidado de “O Incorruptível” e por outros, de “Ditador Sanguinário”, tudo isto se regista neste álbum.



LE LENDEMAIN DU MONDE - Edição Casterman. Autores: argumento de Olivier Cotte e arte gráfica de Xavier Coste.
A civilização está a morrer... Com a expansão das inteligências artificiais, todos os aparelhos eléctricos, até aos últimos implantes cibernéticos, tudo está infectado... e a civilização está a regressar à idade do vapor.
Quem é o responsável deste apocalipse? As investigações convergem para um centro experimental, algures na África profunda.
Então, o exército decide enviar para aí, James Graham Keran, um veterano da velha escola. Mas, Keran, ao aceitar tal missão, ignora tudo o que aí o espera...



MON PAPA EST UN GÉNIE! - Edição Lombard. Autores: argumentos de Zidrou, traço de Turk e cores de Kaël. É o 48.º tomo da série “Léonard”.
O caprichoso, vaidoso e intempestivo inventor Léonard, de repente, descobre que tem um vazio na sua vida: falta-lhe um filho que continue a perpetuar os seus inventos. Léonard que “inventou tudo”, só não inventou um filho!
De uma maneira bizarra, um fedelho vai entrar na sua vida, criando-lhe muita confusão, bem como aos seus habituais parceiros: Basile, Raoul, Bernardette, Mathorine Yorik.
Uma leitura salutar e muito divertida.
LB

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

UMA OBRA... VÁRIOS ESTILOS (5) - ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Há por aí - tem havido através dos tempos - quem julgue que “Alice no País das Maravilhas”, é uma obra literária para crianças... Que insensatez! Que triste é tanta incapacidade de tantos adultos que jamais perceberam ou percebem o feroz sarcasmo de Carroll, quando escreveu genialmente este impiedoso texto onde ridiculariza políticas e sociedades.
Quando o vulgo que por esta vida se arrasta não percebe patavina que o Astérix e a Mafalda (exemplos soltos) não são séries que tenham a ver com as criancinhas... Pois, pois!
Ora vamos a alguns (certamente existirão muitos mais) exemplos desta obra na Banda Desenhada.
Nomes/talentos mais notáveis: para além de Alex Blum e do nosso Fernandes Silva, sinalizamos Jun Abe, François Amoretti, a brasileira Erica Awano, Rebecca Dautremer, e um álbum colectivo francófono, onde são notórios os traços de Dany e de Turk, assinando como Daluc (em parceria com Dupa) e Turbo (em parceria com De Groot).
“Alice no País das Maravilhas” é a obra de honra do escritor inglês Charles Lutwidge Dagson, conhecido pelo seu pseudónimo Lewis Carroll, nascido a 27 de Janeiro de 1832 (cumprem-se hoje, precisamente, 184 anos!) e falecido a 14 de Janeiro de 1898.
Muito e muito se pode apreciar e discutir ante as belas adaptações à 9.ª Arte de “Alice no País das Maravilhas”... É ao gosto, fácil ou não, de cada um!...
Por nossa parte, temos como “pontos altos” algumas versões, a saber:

ALEX BLUM, em “Classics Illustrated” #49, e depois no Brasll, em “Edição Maravilhosa” #30 (1950).
  


WALT DISNEY - Os Estúdios Disney (que, durante anos, nunca creditavam os nomes dos verdadeiros autores das histórias), publicou na revista "Mickey Mouse" uma versão em banda desenhada, sendo que a primeira prancha foi publicada praticamente em simultâneo com a estreia, nas salas de cinema, do filme animado "Alice in Wonderland", que os mesmos Estúdios produziram.


CHIQUI DE LA FUENTE - Este prolífico autor espanhol, que passou à BD inúmeros clássicos da literatura infanto-juvenil (alguns deles publicados no nosso país) trabalhou também, como não poderia deixar de ser, este tema com guião dele próprio (embora na primeira prancha apareça o pseudónimo "José Luís").



FERNANDES SILVA, esse especial e quase olvidado artista nosso (autor do famoso herói-BD “O Ponto”, que criou para a revista “Cavaleiro Andante”, logo a partir do #1) realizou uma das mais belas, quiçá a melhor de todas, adaptações à BD deste clássico literário.
Incrível que nenhuma editora portuguesa se tenha interessado por este assunto!... Continuamos a desrespeitar os nossos talentos, o nosso público bedéfilo e a nossa Cultura, só pensando nos cifrões a aboletar facilmente...
Curiosamente, no telejornal da SIC, a 21 de Abril de 2015, numa reportagem cultural de Portugal em Macau, escutámos uma pertinente afirmação do Dr. Pedro Machado, Presidente da Câmara Municipal de Lousada: "Com a Cultura não se gasta dinheiro. Com a Cultura, investe-se".


DALUC E TURBO (ou sejam, Dany, Greg, Bob De Groot, Dupa e Turk), num álbum colectivo, publicado em 1973, pelas edições Lombard, reeditado em 1987 pela M.C. Productions. Teve também uma edição em português, pela SEL, em 1980. 
Capa e prancha da primeira versão (Lombard, 1973)...

...e capa da segunda versão (M.C. Productions, 1987)

DAVID CHAUVEL E XAVIER COULLETTE, numa edição lançada em 2010 pela Drugstore e incluída na colecção "Romances Gráficos".



Rodapé - Cerca de uma dezena de adaptações para o Cinema/TV têm sido feitas desta famosa obra de Lewis Carroll. Indicam-se alguns exemplos: o primeiro foi realizado em 1933 por Norman Z. McLeod e o último (até ver) em 2010 por Tim Burton. Na Animação e pelas Produções Walt Disney, em 1951, aconteceu o filme realizado por vários, como Clyde Geronimi e Wilfred Jackson.
Também Jesus Blasco ilustrou, sem ser em Banda Desenhada, uma edição espanhola de “Alice no País das Maravilhas”.

Nosso agradecimento a Carlos Gonçalves pelo seu amigo apoio.
LB