Mostrar mensagens com a etiqueta Lúcio Oliveira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lúcio Oliveira. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

SÉRIES DE TIRAS BD (12) - TUBINHO

Depois de "Edibar" - outra das séries do cartunista brasileiro Lúcio Oliveira de que já aqui falámos - calha agora a vez a "Tubinho".
Tubinho é um palhaço que vive constantemente esse papel, sempre de cara pintada e de chapéu de coco, fato axadrezado, gravata laranja e sapatos de... palhaço. 
Tubinho gosta de beber um copo no Bar, onde contracena com Fernando, o barman, entre outros personagens mais ou menos assíduos na série como Mandioca (o amigo de copos), Cornélio (um outro amigo constantemente traído pela esposa), Depressildo (um padeiro sempre na mó de baixo) ou as garotas bonitas que o Tubinho, apesar de namorar com Creuza, tenta engatar invariavelmente sem sucesso...
A primeira impressão que temos ao ver a namorada, Creuza, é a de que ela pertence à mesma troupe de palhaços do Tubinho mas depois percebemos que... é só exagero na maquilhagem.
As tiras de "Tubinho" são inspiradas no famoso palhaço brasileiro com o mesmo nome, criação de Juvenor Garcia que, pouco antes de falecer, em 1994, autorizou o sobrinho, Pereira França Neto, a encarnar o personagem, o que acontece até hoje.
O Circo de Teatro Tubinho tem um site oficial onde a história da companhia pode ser consultada: https://www.tubinho.com.br/index.php
CR



segunda-feira, 27 de junho de 2016

NOVIDADES EDITORIAIS (96)

GOLD BLACK - Edição Lombard. Tem argumento de Benec, traço de Thomas Legrain e cores de Elvire De Cock. Trata-se do 9.º tomo da série “Sisco”.
Como todo o bom agente secreto, Sisco é corajoso, astuto, frio, etc, insinuando-se com as suas destemidas apostas pessoais, pelos mais diversos meandros das sujeiras políticas e das mais “divinas” corrupções.
Todavia, Sisco, havia abdicado da sua carreira oficial e profissional. Digamos que queria viver em paz...
Pois sim, pois não! Quem de direito do Governo Francês (Sisco é ou era um agente francês) convida-o para uma acção delicada e explosiva nas negociatas sujas do petróleo, algures pelas zonas de vários territórios do Oceano Pacífico... Pensa recusar, mas fica a saber que a sua paixoneta fora raptada no Sudão... E pronto, aceita o desafio!...
“Sisco” é uma série plena de acção e sem contemplações de qualquer género, que deve ser lida e acompanhada.

EDIBAR - Edição HQ Maniacs Editora, Lda. Autor: Lúcio Oliveira, com um prefácio de Marcelo Alencar.
Para os que usam dentadura e pensam que ela está segura, é conveniente firmá-la bem antes de começar a ler este álbum (tamanhas serão as gargalhadas!...), que foi apresentado pelo autor no Festival de BD de Beja deste ano.
Edibar é um personagem fantástico, um tanto gabarolas e aldrabão, fanaticamente doido por cerveja, e que vive com uma esposa horrenda e resmungona, Edimunda, e que, volta não volta, tem ainda de suportar a sua sogra, Ana Conda, ainda mais horrenda e repulsiva que a filha...
Com tudo isto, é só risota garantida.
Curiosamente, há um veterano desenhista romeno, Marian Radu, que aborda similarmente as paródias anti-sogra no álbum “Bem-Vinda Querida Sogra!” (Bine Ai Venit, Mamã Soacrã!), do qual e do seu próprio bolso, Radu fez uma curta edição em português que ofereceu aos presentes no Salão Internacional de Viseu-2009.
Aplausos a Lúcio Oliveira!


SANTO ANTÓNIO - Edição Europress. Autor: José Garcês.
Na antevéspera do Dia de Santo António, com o matutino “Público”, foi posto à venda um novo álbum elaborado por mestre José Garcês, actualmente o decano dos desenhistas portugueses: “Santo António”.
Sabíamos que era um velho sonho de Garcês, mas o álbum lá apareceu, digamos que de surpresa. E no entanto, já em 1959, no n.º 12 da revista “Camarada” (2.ª fase), aí se encontra noutra versão e apenas numa prancha, o mesmo e
nosso Santo António, que os italianos querem à força que seja de Pádua, quando ele é de Lisboa.
Santo António, o mais popular santo português, merecia esta honra em Banda Desenhada. No entanto, que não se propale para aí, que é o Padroeiro de Lisboa. Não, não é!... O Padroeiro de Lisboa é S. Vicente, martirizado e morto em Espanha, mais tarde enterrado no Algarve e cujos restos mortais, D. Afonso Henriques, fez transladar para Lisboa.
De Santo António, que começou por ser Fernando de Bulhões, conhecem-se melhor as lendas populares que a verdade histórica da sua passagem por esta vida. De qualquer modo, é interessante conhecer-se esta obra de José Garcês.
LB