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sábado, 24 de julho de 2021

CAPAS (23) - FERNANDO BENTO (2.ª Parte)

Fernando Bento (1910-1996)
(Continuação do post anterior)

"A Ilha do Tesoiro", teve quatro capas: no álbum pelas Iniciativas Editoriais, na revista "Diabrete", na revista "Mundo de Aventuras" e na reimpressão em álbum pelas edições Futura.
"Serpa Pinto" teve três capas: nas revistas "Diabrete" e "Mundo de Aventuras e na reimpressão em álbum pelas edições GICAV (Viseu).
"O Pequeno Tambor", teve duas capas: na revista "Diabrete" (1949) e na reimpressão no "Almada-BD Fanzine" (1990).
Quanto a "Um Campeão Chamado Joaquim Agostinho", originalmente publicado em 1973 no vespertino lisboeta "A Capital", só ganhou direito a capa num arranjo especial por Carlos Rico, para a edição em álbum em 2010, pelo GICAV.
Muitas e muitas capas criadas pelo belo, magnífico e fino talento de Fernando Bento, aqui não ficaram, logicamente, registadas... Paciência! Mas as que reproduzimos, depois de uma difícil escolha, já são bem admiráveis e sedutoras.
Viva Fernando Bento!
LB

sábado, 17 de julho de 2021

CAPAS (22) - FERNANDO BENTO (1.ª Parte)

Fernando Bento (1910-1996)
Quando da justíssima comemoração do centenário de Fernando Bento (Moura, Sobreda, Viseu e Beja), ​um certo "entendido" e invejoso lisboeta, pleno de ​mentalidade opaca, atirou a sua opinião vazia que tudo ​isso era festejo efémero, pois, daí a um ou dois anos, mais ​ninguém falaria de Fernando Bento!... Como por ali ​não passava nenhuma mosca, da boca dele saiu merda!
​Fernando Bento existe sempre pelas belas obras que nos deixou. É, e será para sempre, aquele imenso e inapagável desenhista e pintor, de entre tantas outras artes em que foi elegantemente perito.
​Pela Banda Desenhada, com capas exemplares e invejáveis, é tudo tão maravilhosamente extenso que aqui no BDBD vamos marcar algumas das suas belíssimas capas por dois posts... 
Não se cingiu apenas a narrativas-BD que elaborou, como as fez com capas alusivas ao Natal, ao Carnaval, à Páscoa e por aí adiante...
No "Cavaleiro Andante", anda teve narrativas como "A Ilha Perdida" ou "Quintino Durward", que não tiveram a honra de uma capa!...
Por sua vez, no saudoso "Diabrete" (que antecedeu o "Cavaleiro Andante"), fez capas (e ilustrações soltas, como num estilo de "folhetim") para "O Sinal do Zorro" e "O Pequeno Lord".
Em "O Mistério do Tibete", publicado no "Cavaleiro Andante" (1952), onde se relata a real aventura do missionário António de Andrade, a narrativa não teve capa e só a ganhou quando reeditada nos "Cadernos Sobreda-BD" #1, em 1991. 
Por sua vez, para "Beau Geste" criou duas capas diferentes: a primeira saiu em 1952, no "Cavaleiro Andante" e a segunda, na reedição em álbum (ed. Futura, 1982).
Em próximo post, aqui registaremos mais algumas das suas capas que adjectivamos... de luxo!

LB

quinta-feira, 4 de julho de 2019

OS ÁLBUNS "ENCALHADOS" (2)... E NÃO SÓ!

​A 12 de Janeiro de 2018, aqui editamos o post OS ÁLBUNS "ENCALHADOS", que agitou um pouco ​certas águas estranhamente adormecidas e plácidas…
​Mas foi dando alguns resultados positivos:
​Ainda em Abril desse ano, a Câmara Municipal de Moura (com a coordenação de Carlos Rico) editou ​o "Cadernos Moura BD" n.º 10, com duas histórias ​inéditas do nosso saudoso ARTUR CORREIA: "Donzela ​que Vai à Guerra" e "A Nau Catrineta".

"Cadernos Moura BD" #10, por Artur Correia - Edição C.M. Moura (2018)

​A tão ansiada obra "Zé do Telhado", por EUGÉNIO SILVA, registou-se bem no interesse de uma editora de Viseu, mas parece que a editora encalhou por sua vez… É um pecado de lesa-BD nacional, este álbum não estar ainda editado!

 Capa e prancha de "Zé do Telhado - de Lanceiro a Salteador"por Eugénio Silva (trabalho ainda inédito)

Entretanto, aproveitando este nosso alerta, JOSÉ RUY começou a colaborar com o BDBD, noticiando o que tem ​iniciado e/ou projectado, porém sem nenhum álbum
​completamente realizado.
Nesta linha, AUGUSTO TRIGO ​tem a ideia da adaptação de alguns contos guineenses, donde o em tempos anunciado "Turu Ban"; e EUGÉNIO ​SILVA vai realizando paulatinamente, a adaptação do ​conto "A Perfeição" de Eça de Queiroz…
Prancha de "A Perfeição", adaptação de Eugénio Silva (trabalho ainda inédito)

​Já neste ano corrente, JOSÉ PIRES editou na sua colecção de fascículos ou mini-álbuns "Fandaventuras", ​a então noticiada "A Morte do Lidador"...
"A Morte do Lidador", adaptação de José Pires, in "Fandaventuras" (2019)

...e, mais adiante, ​o seu álbum inédito "A Portuguesa, História de um Hino", ​será lançado a 25 de Agosto, em Viseu, numa edição da ​Câmara Municipal de Viseu/GICAV.
"A Portuguesa - História de um Hino", por José Pires - Ed. Gicav / CM Viseu (Agosto de 2019)


No 25.º Festival Internacional BD de Beja, a 1 de Junho, foi com todo o entusiasmo e justiça, lançada a terceira ​grande aventura de Pitanga, herói criado por ARLINDO FAGUNDES, "O Colega de Sevilha" (álbum que já aqui foi referenciado em "Novidades Editoriais"), sob edição Arcádia (do grupo editorial Babel).
Capa de "O Colega de Sevilha - Uma Aventura de Pitanga", por Arlindo Fagundes,
com cores de José Pedro Costa - Ed. Arcádia (2019)

BAPTISTA MENDES mantém na gaveta, por "traição" da prevista editora (a Âncora) "A História de Guimarães"...
Projecto de capa para o álbum "Guimarães", por Carlos Baptista Mendes (trabalho ainda inédito)
...e ​"A Vida de Luiz Vaz de Camões". Como é possível?!...
Projecto de capa para o álbum "A Vida de Luiz Vaz de Camões", por Carlos Baptista Mendes
(trabalho ainda inédito)
​​Aos solavancos, tudo indica que os "encalhados" não enferrujaram a 100%...
​No entanto, consta que a Polvo está interessada em reeditar (haja Deus!) o esgotadíssimo "Matias Sándor" por EUGÉNIO SILVA. Deste nosso estimado e meticuloso desenhista, também ​é urgente a reedição do álbum esgotado e tão procurado, "Inês ​de Castro", em vez da editora provável, a Arcádia, ter apostado ​na reedição de "Eusébio", acto que nos pareceu perdulário e ​oportunista devido à morte do dito Eusébio… 
Edições já esgotadas de "Matias Sándor" e "Inês de Castro", por Eugénio Silva
Também PEDRO ​MASSANO deveria ter reedições dos seus belos álbuns há ​muito esgotados!
​Quanto a obras bem gloriosas e preciosas, não "encalhadas" mas ​perdidas por espalhadas em revistas, temos por exemplo: "As ​Minas de Salomão", "O Pagem do Rei" e a série "Sherlock Holmes" ​por FERNANDO BENTO; e a breve série "O Ponto" e "Alice no ​País das Maravilhas" por FERNANDES SILVA.
E muito mais fica ​aqui por se citar… Talvez eu torne à carga...
​As principais editoras-BD de Portugal não devem ser tão lamurientas ​e precipitadamente calculistas ou assobiar para o lado. Devem ser ​mais sensíveis à Cultura, neste caso, à nossa tão apaixonante e tão ​válida Banda Desenhada.
​Viva a BANDA DESENHADA! Viva a 9.ª ARTE PORTUGUESA!

​LB