Mostrar mensagens com a etiqueta Gianni De Luca. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gianni De Luca. Mostrar todas as mensagens

domingo, 13 de março de 2016

OBRAS RARAS (4)

Victor Hubinon (1915-1979)
SURCOUF
Focando a vida e as heróicas proezas do corsário francês
Robert Surcouf, vários têm sido os desenhistas que a ele
dedicaram a sua arte, tal como René Giffey, William Vance e, mais recentemente, o jovem haitiano (radicado em França) Guy Michel. Todavia, a versão talvez mais encantadora, será sem grandes dúvidas, a do grande mestre belga Victor Hubinon (1915-1979).
Este belo “Surcouf” em BD foi publicado no “Cavaleiro Andante” (1957-1959), do nº 302 ao 382. Na versão original em francês (na Bélgica), as Editions Dupuis editaram esta empolgante narrativa em três tomos, em 1951, 1952 e 1953. Depois, em 1975, as Éditions Michel Deligne reeditaram esta história num álbum integral.
Na bibliografia de Victor Hubinon, citam-se obras como as séries “Buck Danny”, “Barbe Rouge”, “Tiger Joe” e “Blodin et Cirage” ou em versão álbum único, “Mermoz”, “Tarawa”, “La Mouette”, “Fifi” e “Stanley”.





Gianni De Luca (1927-1991)
SHAKESPEARE em BD
A vasta obra teatral de William Shakespeare tem sido adaptada à BD pelos mais diversos desenhistas por todo este mundo.Tal já aqui foi focado, mas nunca é demais relembrar este aspecto, tanto mais que ele se integra agora num álbum especial nas “Obras Raras”...
Referi-mo-nos pois ao volume em português (via Brasil), editado em 1977, com a magnífica arte do genial italiano Gianni De Luca (1927-1991), que tem por título “Shakespeare na Banda Desenhada”, e que comporta as tragédias “Hamlet”, “Romeu e Julieta” e “A Tempestade”. Simplesmente maravilhoso!
Da bibliografia de Gianni De Luca, salientam-se títulos como “O Apelo de Roma” e “A Esfinge Negra”, as biografias de “Totó” e de “Marilyn Monroe” e as séries “Comissario Spada” e “”Velthur, o Pacífico”.




Yves Groux (1924)
OS TRÊS MOSQUETEIROS
Os irmãos gémeos franceses William e Yves Groux trabalharam quase sempre em estreita parceria, mas segundo uns “zunzuns”, tudo faz crer que o mais preponderante foi o mano Yves.
A versão que criaram de “Os Três Mosqueteiros” é uma das mais conseguidas adaptações à Banda Desenhada desta famosíssima obra de Alexandre Dumas. Irresistível para leitura e/ou re-leitura!
Em Portugal, num mini-álbum que se pode apelidar de “de luxo”, foi o nº 1 da “Colecção Oásis”, em 1956. Hoje, mesmo nos nossos alfarrabistas, será “milagre” encontrá-lo...
Na bibliografia dos irmãos Groux, registam-se alguns sedutores títulos, como “Capitaine Blood”, “Capitaine Risque-Tout”, “Blanche”, “Les Amours de l’Histoire”, “Les Aventures de Monsieur de la Guerche”, “David Copperfield”, “Guillaume Tell”, “Le Briseur des Banquises”, “Le Pirate”, “Le Comte de Monte-Cristo”, “La Republique des Forbans”, etc.
LB



quinta-feira, 21 de maio de 2015

LITERATURA E BD (8) - WILLIAM SHAKESPEARE

William Shakespeare (1564-1616)
Pelo Destino, este real personagem nasceu e morreu com a cidadania inglesa. Viu a luz do dia na localidade de Stratford-Upon-Avon a 23 de de Abril de 1564, onde morreu a 23 de Abril de 1616, apesar de largos e trabalhosos anos vividos em Londres. Curioso: faleceu no dia do seu aniversário!...
O seu percurso pela vida e pela sua obra é apaixonante e maravilhoso.
Terá sido admirado e sempre bem recebido pela terrível rainha Elizabeth I de Inglaterra.
Constam intrigantes mistérios na sua vida, sobretudo nos aspectos sexuais e religiosos e também pelos seus enigmáticos poemas... No entanto, o mais importante é o imenso e admirável legado da sua obra literária pelo Teatro, onde foi também actor e encenador.
É tão intensa e maravilhosa esta obra (comédias, dramas e tragédias) que, desde o ano passado (2014) e até 2016, todo o mundo - o culto e civilizado claro - o manterá em dignos festejos evocativos. Daí que William Shakespeare não seja apenas um mero autor inglês, mas uma honrosa figura da cultura mundial.
Na sua obra, apostou sem medo em críticas severas à política e à sociedade mesmo que por vezes, jogasse com simbolismos ou determinadas “camuflagens”... Estes seus textos têm sido inúmeras vezes adaptados ao Cinema, Televisão, Banda Desenhada, Ópera e Bailado. Um glorioso esplendor!
Se “Romeu e Julieta” encanta sempre os adolescentes e as mentes melodramáticas, por ser talvez a “mais bela história de amor”, no plano mais contundente há a força política, feroz e angustiante em “Júlio César”, “Macbeth” e, terrivelmente arrasador, em “Hamlet”, talvez a sua verdadeira obra-prima.
E uma vez que aqui estamos com o “Billy” Shakespeare, vamos lá ver o que conseguimos apurar da sua vida e obra pela Banda Desenhada:

Existe uma biografia em quatro pranchas, elaborada pelo casal Liliane e Fred Funcken, publicada no Álbum do "Cavaleiro Andante" #78 (Novembro de 1960) e depois, na revista “Camarada” (2.ª série), a 13 de Junho de 1964.
"William Shakespeare", por Liliane e Fred Funcken, in "Camarada" (2.ª série)

Diversos desenhistas por aqui apostaram, muitos deles dos Estados Unidos, de Inglaterra e das Filipinas, havendo também algumas versões bem no estilo da BD japonesa. E claro, por dois grandes de Itália.
Pelas Filipinas, indicamos: Vicatan (“Júlio César”, “Othelo” e “Macbeth”), Nestor Redondo (“Romeu e Julieta”), Fred Carrilho (“Sonho de uma Noite de Verão”), Gerry Talaoc (“O Rei Lear” e “A Tempestade”), Nestor Leonidez (“Como Vos Agradar”), E.R. Cruz (“Noite de Reis”) e Juan Lofania (“O Mercador de Veneza”).

Pelo Japão, no melhor estilo mangá, há pelo menos uma versão de “Romeu e Julieta” por Adam Sexton e Yali Lin...
Capa de "Romeu e Julieta", por Adam Sexton e Yali Lin

No mesmo estilo temos, também, vários volumes da colecção "Manga Sheakespeare", onde diversas obras são ilustradas por autores britânicos como Sonia Leong, Emma Vieceli, Paul Duffield, Kate Brown, Faye Yong, Ylia, entre outros. 
Capa e prancha de "Romeu e Julieta" (colecção Manga Sheakespeare), por Sonia Leone
Capa e prancha de "Hamlet" (colecção Manga Sheakespeare), por Emma Vieceli
Outras capas da colecção britânica "Manga Shakespeare": "A Tempestade",
"Sonho de Uma Noite de Verão", "O Mercador de Veneza" e "O Rei Lear" 

Pela Itália, com arte gráfica de mestre Gianni De Luca, regista-se o deslumbrante álbum “Shakespeare na Banda Desenhada” (que, em português, ainda se pode encontrar entre nós... com uma aturada procura), que contém as peças, “Romeu e Julieta”, ”Hamlet” e “A Tempestade”.
Capa de "Shakespeare em banda desenhada", de Gianni de Luca
Prancha de "Romeu e Julieta"
Prancha de "A Tempestade"
Prancha de "Hamlet"


Outro grande desenhista italiano, Dino Battaglia, também “puxou” Shakespeare à sua arte na revista inglesa "Look and Learn"...
Duas pranchas de "Othello" (infelizmente com pouca resolução), por Dino Battaglia
Duas pranchas (também com muito pouca resolução) de "Péricles, Príncipe de Tiro", por Dino Battaglia

Pelos anglófonos, o panorama é vastíssimo, donde se salientam dois admiráveis norte-americanos: Henry C. Kiefer (“Júlio César”, “Sonho de uma Noite de Verão”, “Romeu e Julieta”, “Hamlet” e “ Macbeth”)...
Prancha de "Júlio César", por Henry C. Kiefer
Prancha de "Sonho de Uma Noite de Verão", por Henry C. Kiefer
Prancha de "Romeu e Julieta", por Henry C. Kiefer
Prancha de "Hamlet", por Henry C. Kiefer
Prancha de "Macbeth", por Henry C. Kiefer

...e Alex Blum (“Hamlet”, “Macbeth”, etc.).
Capa e prancha de "Hamlet", por Alex Blum (in "Classics Ilustrated" #99)

 
Capas de "Romeu e Julieta" e "Macbeth", por Alex Blum (in "Classics Ilustrated", #5 e #128)

E, alguns outros mais: Jon Haward ilustrou “A Tempestade”... 
Pranchas de "A Tempestade", com arte de Jon Haward e adaptação de John Mc Donald

...e "Macbeth".
Capa e prancha de "Macbeth", com arte de Jon Haward e adaptação de John Mc Donald

Jason Cardy/Kat Nicholson adaptaram “Sonho de uma Noite de Verão”...
Capa e prancha de "Sonho de Uma Noite de Verão"

...e Neil Cameron fez o mesmo com “Henrique V”... entre outros mais talentos.
Capa e prancha de "Henrique V"

O grande Will Eisner desenhou em dez pranchas "Hamlet on a Rooftop" ("Hamlet no Arranha-céu"!).
Pranchas de "Hamlet on a Rooftop", por Will Eisner (in revista "The Spirit" #29, 1981)

No Brasil, Maurício de Sousa transportou os seus famosos personagens Mónica e Cebolinha para o Mundo de "Romeu e Julieta"...
"Monica e Cebolinha no Mundo de Romeu e Julieta", por Mauricio de Sousa
(Revista "Cebolinha" #82, Editora Abril, 1979)

Também no Brasil, vários autores do país irmão adaptaram à BD as mais famosas obras de William Shakespeare numa interessante colecção editada pela Nemo.
Capas dos seis volumes da colecção Sheakespeare, publicada pela Editora Nemo

Desta colecção deixamos três exemplos: "A Tempestade"... 
Capa e prancha de "A Tempestade", por Lillo Parra (argumento) e Jefferson Costa (desenhos)

..."Macbeth"...
Capa e prancha de "Macbeth", por Lillo Parra (argumento) e Jefferson Costa (desenhos)

 ...e "Sonho de Uma Noite de Verão".
Capa e prancha de "Sonho de Uma noite de Verão", por Lillo Parra (argumento) e Wanderson de Sousa (desenhos)

A dupla Gotlib e Alexis publicou na revista "Pilote" uma versão hilariante de "Hamlet" que foi mais tarde inserida no primeiro tomo de "Cinemastock".
"Hamlet", por Gotlib e Alexis (in revista "Pilote" #640, 1972)

Na Bélgica, Denis Deprez adaptou "Othello"...
"Othello" por Denis Deprez - "Casterman"

Em Portugal, João Mascarenhas adaptou, numa aventura do Menino Triste, parte do diálogo inicial de "O Mercador de Veneza".
"O Menino Triste - A Essência", por João Mascarenhas (Edição "Qual Albatroz", 2008)

Fica aqui a homenagem do BDBD ao tão respeitável William Shakespeare (acrescentaremos outras prováveis achegas que nos forem chegando), informando ainda que em Londres, na Leicester Square, existe uma honrosa estátua deste autor.

Deixamos aqui a nossa gratidão à sempre amiga colaboração e devido apoio de Carlos Gonçalves. Agradecemos, ainda, os apoios de João Mascarenhas e de Carlos Carvalheiro.
LB