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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

NOVIDADES EDITORIAIS (67)

O BASTÃO DE LICURGO - Edição Asa. Segundo os personagens de Edgar-Pierre Jacobs, este 23.º tomo da série “Blake e Mortimer”, tem argumento de Yves Sente e traço de André Juillard, não sendo a primeira vez que estes autores fazem parceria para episódios desta série.
Série esta que começou com “O Segredo do Espadão” sob argumento e grafismo do saudoso mestre Jacobs. Pois com o conseguido tomo “O Bastão de Licurgo”, a narrativa precede e prepara justamente, “O Segredo do Espadão”.
André Juillard esmerou-se, com o seu traço, em seguir a linha original de Jacobs no modo de retratar Blake Mortimer nos seus primeiros tempos, aspecto que o próprio criador foi “afinando”, a pouco e pouco, em episódios futuros.

LOUIS DE FUNÈS - Edição Delcourt /Mirages. Argumento de François Dimberton, traço de Alexis Chabert e cores por Magali Paillat.
Trata-se de “Louis de Funès: Une Vie de Folie e de Grandeur”, uma conseguida e emotiva biografia, em Banda Desenhada, versando a vida intensa do grande actor cómico francês Louis de Funès.
Brevemente, na nossa rubrica “De Actores a Heróis de Papel”, voltaremos a este assunto.

SANS PARDON - Edição Lombard. Argumento de Yves H. e arte gráfica de Hermann, que volta a usar a cor directa com toda a mestria.
Mais: é um regresso abordando, de um modo áspero e violento, a linha “western” e, após quarenta anos (série “Comanche”) aos cenários espectaculares e agressivos do estado do Wyoming.
O personagem principal é o crápula Buck Carter, cruel, impiedoso e, de certo modo, também cobarde e que só pensa em si próprio, desprezando qualquer outro humano, mesmo a sua família.
“Sans Pardon”, com toda a tradicional dureza dos Huppen (Yves e Hermann), é uma obra que merece calorosos aplausos.

RABBI JACOB À LA FOLIE! - Edição Jungle. Textos de Philippe Chanoinat e ilustrações, na linha da caricatura, por Charles Da Costa.
No mesmo estilo de outro álbum já por nós aqui focado, “De Funès & Bourvil”, desta vez, com “Louis de Funès Rabbi Jacob à la Folie!”, são focados dois grandes êxitos cinematograficos de Funès: “As Aventuras do Rabi Jacob” e “A Mania das Grandezas” (onde teve como parceiro directo, Yves Montand).
Um divertido álbum-documento!

ARMANDINHO / ZERO - Edição "O Castor de Papel / 4 Estações-Editora, Lda." Autor: o brasileiro Alexandre Beck.
No sistema de tiras humorísticas, o fedelho Armandinho, ora pertinente ora impertinente, lembra-nos séries similares como a da famosa Mafalda.
Bem pândego, este álbum, sendo o primeiro está indicado como sendo o zero, ou seja, o ante-primeiro. Pela leitura das suas páginas, o sorriso acompanha-nos.
Parabéns, Alexandre Beck!
LB

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

NOVIDADES EDITORIAIS (66)

HARALD, le Viking - Edição Lombard. Autores: Liliane e Fred Funcken. Com um bem precioso prefácio/dossiê por Jacques Pessis. Trata-se  da versão integral desta breve e bela série, “Harald”.
Aqui constam os episódios “L’Île de la Brume”, “La Lueur Verte”, “L’Escadre Rouge”, “L’Escale de la Peur”, “Le Fils de Thorolf “ (com argumento de J.Acar), “Pour un Peu de Cuivre” e, sem Harald, a curta e elucidativa “L’Étonnant Exploit des Vikings”, num relato histórico sobre a época e países dos “ferozes” viquingues.
Um álbum-BD a não perder!


LE  MALFORMÉ - Edição Soleil. Tem argumento de Patrice Lesparre e grafismo de Nicolas Demare. “Le Malformé” é o quarto e penúltimo tomo da série “Oracle”, versando num certo modo de ver e no contexto histórico-ambiental da Grécia Antiga, os desafios entre os homens e os deuses.
Ao fim e ao cabo, uma interessante aposta da e na Banda  Desenhada... sobretudo para as editoras que forem culturalmente conscientes...
Neste tomo relata-se a ousada aventura do jovem Melos, que se julgava belo e irresistível. Pois!... Mas cometeu o erro de se apaixonar pela bela  e divina Afrodite... Mas o deus Apolo também tem a sua “olímpica” paixão por Afrodite... Poupa a vida ao atrevido Melos, mas transforma-o numa medonha e execrável criatura, mas feia que a própria fealdade.
No entanto, há bizarras hipóteses de Afrodite se apaixonar por Melos, imaginando-o belo, altamente sensual e bem capaz e hábil para os êxtases erótico-sexuais...



LE COUTEAU DANS LA PLAIE - Edição Casterman. Argumento de Bladine Le Callet, traço de Nancy Peña e cores de Sophie Dumas e Céline Badaroux-Denizon. “Le Couteau dans la Plaie” é o segundo tomo da série “Medée”.
Quatro mulheres (as co-autoras) “combatendo” a favor de uma quinta, a lendária e determinada Medeia. E é bem preciso ler-se tudo sobre a história (lenda) da coragem de Medeia, traindo seu régio pai, apaixonadíssima pelo valente Jasão, por este depois traída e abandonada e daí a sua cruel e implacável vingança.
Nesta série, as autoras dão uma interpretação diferente ao que é hábito narrar-se...



DEUX CORNIAUDS EN VADROUILLE - Edição Jungle. Autores: Philippe Chanoinat (texto) e Charles Da Costa (desenho/ilustrações).
Mesmo os mais sisudos e/ou sempre do contra, não se livram, no mínimo, a uns bons risos, ao visualizarem os filmes bem pândegos, com Louis de Funès (1914-1983). E quando ele faz parceria (que magnífica parceria!...) com Bourvil (aliás, André Zacharie Raimbourg, 1917-1970), acontece algo de impagável.
E assim sucedeu por duas vezes, sob realização de Gérard Oury, com os filmes “Le Corniaud “(O Oportunista) e “La Grande Vadrouille” (A Grande Paródia).
Entretanto, o argumentista Chanoinat e o desenhista (e magnífico caricaturista) Da Costa e a editora Jungle, apostaram por aqui, com o álbum “De Funès & Bourvil - Deux Corniauds en Vadrouille”, num divertido e peculiar registo versando os citados filmes.
Uma obra imperdível!
LB