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domingo, 2 de setembro de 2012

EVOCANDO (1)... VICTOR HUBINON


Auto-retrato de Victor Hubinon
O belga Victor Hubinon (26 de Abril de 1924 - 8 de Janeiro de 1979) é um daqueles grandes desenhistas cujas obras nos dão muito mais prazer apreciar se as lermos a preto e branco. 
Neste aspecto, filia-se naquela genial galeria onde figuram, por exemplo, Milton Caniff, Hal Foster, Franco Caprioli, Fernando Bento, Didier Comès, Vítor Péon, Augusto Trigo, José Luis Salinas, Hugo Pratt, Eugénio Silva, Burn Hogarth, Jesus Blasco, etc.
Hubinon, muito apostado em narrativas pelo mar e pela aviação, não excluindo os temas de guerra ("Tarawa"), também abordou por algumas vezes o humor. 


Para além das biografias aventurosas de "Jean Mermoz" e de "Stanley", as glórias da sua vasta bibliografia assentam sobretudo em quatro séries: " Barbe Rouge", "Buck Danny", "Surcouf" e "Tiger Joe".


 

Destas, a única que conheceu alguns episódios na versão álbum em português, foi a de "Barbe Rouge” (Barba Ruiva), que também teve narrativas publicadas nas revistas "Cavaleiro Andante" e "Mundo de Aventuras". 
Por sua vez, "Buck Danny" teve melhor sorte pois várias das suas aventuras foram editadas em três revistas: "Cavaleiro Andante", "Mundo de Aventuras" e na efémera edição portuguesa de "Spirou".
A obra de Victor Hubinon, na sua generalidade, tem sido reeditada (em francês, claro!), até na versão "integral". No espaço português, porque se olha demasiado para a caixa registradora e quase nadinha para a qualidade da obra, sobretudo a clássica e perene...nada consta.
Parafraseando alguém, é a vã glória de cobiçar!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

HERÓIS INESQUECÍVEIS (1) - BARBA RUIVA



RECORDANDO UM HERÓI CLÁSSICO: BARBA RUIVA
A 29 de Outubro de 1959, nasceu esta série/herói na revista francesa "Pilote", que iria rivalizar com as revistas belgas "Tintin" e "Spirou". 
O entusiasmo dos leitores logo se afirmou por Barba Ruiva (Barbe Rougeno nome original), com guiões de Jean-Michel Charlier e arte de Victor Hubinon, amigos de longa data e que já haviam colaborado para as séries "Buck Danny" e "Surcouf". Um êxito pleno, imediato e merecido.

Victor Hubinon e Jean-Michel Charlier



Barba Ruiva tem o seu famoso navio "Falcão Negro" e por companheiros e cúmplices próximos, o atlético negro Babá e o astuto e filósofo coxo Pata Tripla... Não muito mais tarde, surge o bonitote Éric, que o terrível pirata salvou em criança e que adopta e educa como seu filho.
Barba Ruiva devassa todos os mares e chega, como corsário, a servir a coroa francesa, atacando sobretudo os ingleses e os espanhóis. 
Pelo período em que Hubinon adoeceu, o grafismo foi continuado por Jijé e Lorg (aliás, Laurent Gillain, filho de Jijé). Mas Hubinon vem a falecer e, depois, Jijé.

Então, em vias paralelas, a série continua, agora desenhada por Christian Gaty e por Patrice Pellerin. E é a vez de Charlier também falecer, sucedendo-lhe Jean Ollivier. Ainda surgiu um álbum desenhado pelo filipino Nestor Redondo, com guião de Christian Perissin. 
Todas estas mudanças não travam a tão admirada série. 
Didier Convard escreveu um guião que André Juillard desenhou. 
E assim prosseguindo, os guiões ficam-se por Perissin e o grafismo passa para Marc Bourgne.

Uma série de 26 episódios, em Cinema de Animação, foi realizada em 1997 sob direcção de Jean Chuband. 
Na série-BD "Astérix", Barba Ruiva e os seus companheiros, são frequentemente parodiados.

Em Portugal, este herói tem sido um tanto maltratado. 
Parcas aventuras saíram em algumas publicações e apenas cinco álbuns foram editados, uns pela Íbis e outros pela Meribérica-Líber, editoras hoje extintas. 
Entretanto, a Dargau já publicou, em onze álbuns, a versão integral.