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quinta-feira, 25 de março de 2021

NOVIDADES EDITORIAIS (215)

TINTIN, C'EST L'AVENTURE / 7 - ​Edição Geo / Moulinsart, com a participação de diversos autores. Este exemplar (Março-Abril-Maio/2021) foca, centralmente, a selva... ou as selvas por onde andou, mais ou menos, Tintin. Um verdadeiro e apaixonante encanto!
Mas há muitos mais assuntos em destaque, como: as dez pranchas inéditas por François Boucq, o destacável versando Corto Maltese por Hugo Prats, desenhos inéditos por Hergé, etc.
O próximo exemplar está previsto para finai de Maio.


LEMÚRIA - ​​Edição Dargaud. Autores: Jean Dufaux (argumento), Theo (traço) e Lorenzo Pieri (cores). Trata-se do 11.º tomo da galvanizante série "Murena".
Não confundir esta Lemúria com o lendário continente do mesmo nome, que se situava entre outros dois: Mu e Gonduana...
Aqui, Lemúria, é a líder ninfomaníaca de uma sinistra e cruel seita, sempre sexualmente voraz de homens para satisfazerem os seus desejos, que se apaixona perdidamente por Lucius Murena, não recuando em nada para o ter exclusivamente para ela.
Mortes, violências e muito erotismo, são vigorosos ingredientes da narrativa deste álbum, rigorosamente para adultos.


OS CINCO E OS CONTRABANDISTAS - Edição Oficina do Livro. Autores, segundo Enid Blyton: guião de Béja, traço de Nataël e cores de Elodie K. Salinas.
Os adolescentes Júlio, David, Ana e Zé (Maria José), mais o fiel e bravo canino Tim, voltam à estranha Ilha do Desterro, onde acontecem coisas bem bizarras e assustadoras...
Esta série ainda tem bons apreciadores, mas na verdade, está ultrapassada no tempo. O entusiasmo por ela, enfraqueceu...
LB

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

NOVIDADES EDITORIAIS (207)

OS ESCORPIÕES DO DESERTO / 2 - Edição Ala dos Livros. Autor: Hugo Pratt. Tradução de Paula Caetano.
De modo algum, toda a gente sabe, que a maravilhosa e vasta obra de Hugo Pratt (1927-1995) não se limita à série icónica das aventuras de "Corto Maltese", longe disso. A série "Os Escorpiões do Deserto", é uma das que cedo se tornou muito cativante. Está agora (e muito bem ) a ser reeditada, a preto-e-branco, em preciosos volumes "integrais", pela Ala dos Livros. A não perder!
Este segundo tomo engloba as narrativas "Um Fortim em Dancália" e "Conversa Mundana em Moulhoule". Uma correcta reedição, onde se inserem também esboços referentes (a cores) e textos muito interessantes de Gregory Alegi e de Gabriele Salvatores.
Mais palavras para quê? Há que ler este volume que é um belo desafio a convidar-nos à sua leitura obrigatória.


GERAÇÃO PERDIDA - Edição Asa. Autor: Philippe Jarbinet.
É uma belíssima e dramaticamente realista série de guerra, a "Airborne 44", editada em dípticos, distribuídos por ciclos. "Geração Perdida", no conjunto, é o 7.º tomo.
Mais do que qualquer outro país envolvido na Segunda Grande Guerra, a Alemanha do paranóico Hitler, foi quem mais sacrificou, ​doentiamente, a sua juventude... Alguém, da "velha guarda", se recorda desse belíssimo filme de Bernhard Wicki, "A Ponte/ Die Brücke", realizado em 1959 e que parece estar "esquecido"?... Em Portugal, este amargo e corajoso filme alemão esteve em vias de ser proibido de exibição...
O talentoso e rigoroso belga Jarbinet, nesta série, se empenha nos dramas humanos que as guerras provocam. Devemos reparar melhor neste talento e nas suas denúncias através da BD.
Falaremos em tempo próximo, da conclusão deste díptico.


SAPHARI - Edição Escorpião Azul. Autor: Miguel Angel Martin.
Este autor-BD espanhol, nascido em 1960, é um dos grandes e controversos criadores desta Arte do país vizinho.
Magnificamente inquietante e provocador, tem uma "linguagem" peculiar na sua obra, tanto nos argumentos como no grafismo.
Ele choca-nos e encanta-nos ao mesmo tempo, mas certamente repugnará algumas mentes... Paciência para estas!
"Saphari" (em bom português, "Safari"), sacode-nos em pleno, sem que possamos admitir a negação da sua personalidade, das suas ideias arrojadas e do seu talento.
Em Roma, em 1991, Miguel Angel Martin, foi um dos autores BD que recebeu o tão cobiçado Prémio "Yellow Kid".


OS CINCO VOLTAM À ILHA - Edição Oficina do Livro (grupo Leya). Autores: Béja e Nataël, segundo a popular obra (e série) "Os Cinco" de Enid Blyton. É o terceiro álbum desta série.
Uma narrativa de suave aventura e alguma ternura. Os jovens Júlio, Zé, David e Ana, fartos da arrogância da "preceptora" Sra. Stick, acompanhados pelo fiel canino Tim, fogem de casa e rumam à ilha Kirrin, onde já haviam sofrido uma aventura.
Mas não estarão sós...
LB

sábado, 14 de março de 2020

NOVIDADES EDITORIAIS (193)

LA GRANDE SOUCHE - ​Edição Glénat. Autores: argumento de Sylvain Runberg, arte de Marcial Toledano e um texto de alerta, como se fosse um prólogo ou prefácio, de Fiona Bennet. É o primeiro tomo da série "Dominants".
Assustador quanto basta! Uma obra de ficção-científica, num futuro muitíssimo próximo, no decorrer deste 2020, cuja realidade feroz e desnorteante está a acontecer mundialmente com esse fatal exterminador do "Coronavírus"!...
No álbum (e série), o flagelo é outro, mas com os mesmos efeitos que a todos desnorteia: políticos, cientistas, os povos em geral. Tudo provocado por uma sinistra e medonha invasão extraterrestre, de certo modo imbatível, com a Humanidade em vias de extermínio.
​Mas será que a máxima ameaça para os humanos não é a própria Humanidade?
​É conveniente ler com atenção esta obra, e meditar ​com fria lucidez, a proposta da narrativa, mesmo que ​o vírus esteja simbolicamente representado por ​extraterrestres. Acautelem-se!


OS CINCO E A PASSAGEM SECRETA - ​Edição Oficina do Livro. Autores: Nataël (guião), ​Béja (traço) e Élodie K. Salinas (cores), segundo o ​romance original de Enid Blyton. Tradução de ​Ana Lourenço.
​Uma obra terna, mais especificamente dirigida aos adolescentes, onde o mistério, a aventura e a coragem levam os quatro jovens e o fiel e astuto cão a descobrir uma passagem secreta no solar onde estão de castigo (pois tiveram más notas escolares, excepto o cão Tim, claro).
E nesta temerária curiosidade, vão acabar por desmascarar dois safados "cavalheiros" que programavam tramar a família dos jovens.


ANDRÓMEDA - ​Edição A Seita. Autor: Zé Burnay.
Num belíssimo preto-e-branco, "Andrómeda ou O Longo Caminho Para Casa" maravilha-nos em pleno. Glória a este espantoso desenhista e argumentista nacional!
Aparentemente, a obra é confusa, seguindo um tanto à distância o mito de Andrómeda. Como se indica no álbum, todo o enredo tanto se pode localizar num tempo após o Apocalipse, como localizar-se também numa bem perdida Antiguidade.
E por aqui se combinam "mitos, lendas, terror, simbolismos e uma sofredora aventura" de um nómada, só e perdido, que apenas deseja voltar para casa, e que se angustia, sem atinar com o que lhe reserva o destino.
No entanto, o mito de Andrómeda tem tido diversas versões como as de Eurípedes, ​Pseudo-Apolodoro e Higino…
​Toda esta narrativa que, anteriormente, já foi editada ​por terras inglesas, foi por alguém considerada como ​uma obra-prima. Estamos totalmente de acordo!
LB

sexta-feira, 6 de março de 2020

NOVIDADES EDITORIAIS (192)

LES FRÈRES ENNEMIS - Edição Glénat. Autores: Clotilde Bruneau no argumento, Pierre Taranzano (traço), Stambeco (cores) e capa de Fred Vignaux. Primeiro tomo (de três) da narrativa "Gilgamesh", da colecção-série "La Sagesse des Mythes", sob atenta e histórica orientação de Luc Ferry. Parece-nos, contudo, que o título deste tomo, "Les Frères Ennemis" (Os Irmãos Inimigos) é errado/ou falso… Mas, vamos com calma!
Desta vez, nesta magnífica série através da Mitologia (até agora, a Grega), há um intervalo e viajamos até à Mitologia da lendária Suméria. Ao que vai constando, foi na "fossilizada" Suméria que nasceu o alfabeto que hoje, no geral, usamos...
O deslumbrante livro "A Epopeia de Gilgamesh" (quem terá sido o autor?!…), é considerado como o primeiro romance escrito (em sumério ou acádio). Esta apaixonante e misteriosa obra terá mesmo influenciado e/ou inspirado, desde esses tempos, a Mitologia Grega e "A Bíblia"... Ser calhar, até foi...
A vida épica de Gilgamesh, tanto está na pressuposta "prosa", como nos poemas alusivos e nos registos lendários de tradição oral. Mistérios da história da Himanidade "culta"!
Este herói, histórico-lendário, foi rei e guerreiro e também, um cruel déspota, considerado como um semi-deus. Teve uma furiosa luta com Enkidu, de início considerado seu rival, mas cedo tornado seu irmão e/ou seu amigo íntimo... São
ambiguidades intensas!...

Gilgamesh sofreu e desesperou-se tanto com a morte de Enkidu, como depois aconteceu com Aquiles e a morte de Prátoclo e, mais tarde, com Alexandre (o Grande) com a morte de Heféstion...
Um fio terrível e condutor: porquê a vida, se não há a imortalidade? Porquê a inevitável morte?!....
Por esta cativante e discutível série, por este tema, após mais bem aguardados dois tomos, saberemos qual é a versão de mestre Luc Ferry.




MR. TUFIS IN BUCHAREST - ​É um mini-álbum, em versão inglesa, "The Misadventures of Mr. Tufis in Bucharest", da autoria e bom senso de humor, de Ionut Popescu (nosso antigo e admirado amigo romeno). Estranhamente, esta publicação não indica o editor!...
No entanto, a arte e as ironias de Popescu estão lá.
​É um conjunto de episódios, baseados quase todos na vivência do emigrante holandês Michael Busch (dito, "Tufis") em Bucareste. Bem divertido!
Recordamos que Ionut Popescu, foi o primeiro desenhista romeno a ser editado em português: em 1994 e em 1996, respectivamente, no "Almada-BD Fanzine", edições do extinto GBS - Grupo Bedéfilo Sobredense.




LE RÈGNE DES BORGIA / 1 - ​Edição Glénat. Autores: argumento de Simona Mogavino, ​arte de Alessio Lapo e dossiê final der Bernard Lecomte. É ​o primeiro tomo do diptico "Alexandre VI", da sértie "Un ​Pape Dans l'Histoire"
​O catalão Rodrigo Borgia foi o terrível e escabroso Papa Alexandre VI. Quase nada cristão (nem coisa que o valha!), foi guloso por dinheiro e sexo e todo o tipo de excessos prazeres, orientando todos os sinistros crimes, só para se manter no seu trono papal.
O Vaticano, é certo, cedo virou as costas aos vitais ensinamentos de João Baptista e de Jesus Cristo e, salvo raríssimas excepções, foi sempre uma ​ávida e ​desbragada volúpia de luxúria e de um despachar para ​o outro lado da Vida quem espirrase num sentido oposto.
​Em relação a Portugal, teve um gesto simpático ante a querela entre o rei espanhol Fernando II de Aragão e o rei português D. João II, aceitando as exigências do nosso monarca para a firmação do Tratado de Tordesilhas (a 7 de Julho de 1494). Talvez, como catalão que era, não "fosse muito à bola", tal como os portugueses, às venenosas veleidades imperialistas do Reino de Castela. Terá sido isso?!…
Rodrigo Bórgia (ou Alexandre VI, Papa) teve várias amantes, era fogoso inimigo do italiano Giuliano Della Rovere (futuro papa "terrível", Julio II) e foi pai de quatro filhos "oficiais": César, Juan, Lucrécia e Geofre. Das outras diversas paixonetas, terá tido prováveis, mais quatro descendentes... Isto, de castidade pelas igrejas cristãs (sobretudo a Católica Romana), é só a aviar em conspurcada fantasia.
Aguardemos o seguinte tomo, segundo e último desta breve e corajosa ​série.




OS CINCO E A ILHA DO TESOURO - ​Edição Oficina do Livro. Autores: argumento de Nataël e arte de Béja - pai e filho, de nacionalidade francesa - seguindo a obra da famosíssima escritora inglesa Enyd Blyton (1897- 1968).
Da sua obra imensa, que escreveu educativamente, agora em português pela BD, a mais do que célebre série "Os Cinco". Enyd Blyton foi incansável e imparável a escrever. Teve até, pela sua obra e pela sua escrita, o ideal de sempre proteger e defender as crianças e os animais.
Neste primeiro tomo de uma série que bem promete, ficamo-nos por aqui, no nosso sincero aplauso à devida editora.

LB

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

NOVIDADES EDITORIAIS (187)

BLACK PROGRAM - ​Edição Lombard. Autores, segundo Louis Albert (dito, ​Greg; 1931-1999) e William Vance (1935-2018): ​Laurent-Frédéric Bollée (argumento), Phillipe Aymond (traço) e Didier Ray (cores).
É o regresso tão esperado de ​Bruno Brazil, agora em novas aventuras com este primeiro ​tomo, "Black Program". Aos originais criadores belgas, ​sucedem agora os franceses.
​Numa certa época passada, e não muito distante, pela ​"escola franco-belga" surgiu uma bela fornada de heróis ​que entusiasmou uma imensidão de bedéfilos: Bob ​Morane, Jean Valhardi, Bernard Prince, Bruno Brazil, Luc ​Orient e, até certo ponto, o "italiano" Corto Maltese.
Com ​continuadores, prosseguem as aventuras de Morane e de ​Maltese. Hermann ainda agarrou para um álbum, o seu Prince… 
Brazil, Orient e Valhardi, ficaram "arrumados".
​Ficaram mesmo?!…
​Em relação a Bruno Brazil e o seu famoso "Comando Caimão", houve uma constante avalanche de pedidos ​para que a série não terminasse.

Pois ela aí está, bem ​reaparecida e em tempos mais recentes.
​Do "Comando Caimão", três elementos faleceram em álbuns anteriores: Big Boy Lafayette, Billy Brazil e Texas Bronco (pois, os heróis também morrem…). Dois ​estão agora seriamente acidentados: Whip Rafale ​(paraplégica) e Tony Nomade (neozelandês, com uma ​prótese numa das pernas e que, numa vida de estranha ​ladroagem, adoptou pinturas e trajos do povo maori). Por ​sua vez, o garoto órfão tailandês, Maí, adoptado pelo casal Gina-Bruno, é agora um adolescente com as suas ​incómodas modernices… Intactos da equipa famosa, apenas Bruno Brazil e Gaúcho Morales. Por insistência ​do Coronel L., Brazil recupera os acidentados Whip ​Rafale e Tony Nomade, para uma "ressureição" do "Comando Caimão"...
​A situação está violenta e inquietante, num enredo ​agitado através da espionagem, do policial e da ​ficção-científica. Tudo bem, excepto no traço de ​Aymond que, se bem que aceitável, está longe do ​belo estilo de Vance.
​Recorde-se que da série "Bruno Brazil", William Vance ​desenhou dez grandes narrativas (só três com álbuns ​em português!...) e cinco curtas, tendo deixado uma ​história inacabada, "La Chaine Rouge".
​Vamos aplaudir o regresso de Bruno Brazil? Claro!



HUMANUS - ​Edição Escorpião Azul. Autores: é um colectivo que ​engloba trinta e sete autores.
Um álbum terrível na ​corajosa aposta da editora em questão.
Um notável ​panorama da nova Banda Desenhada nacional (e não só).
Uma força exemplar na divulgação da 9.ª Arte!
​Diverso e atento aos mais variados estilos, nele figuram, ​entre muitos outros, valores como Rui Lacas, Agonia Sampaio, Rafael Sales, Lança Guerreiro, Paulo Monteiro, João Vasconcelos, Jorge Deodato (ele próprio, que é o coordenador desta editora), Álvaro, Derradé, Mário Teixeira, Sharon Mendes, Patrick Caetano… e por aí adiante.
​Indignações, insólitos, ternuras, ironias e tudo mais, tudo aqui nos deslumbra.
Um álbum a descobrir e a ler!


O PISTOLEIRO DO FUTURO - ​Edição Escorpião Azul. Autor: Pedro Lopes.
​É uma obra surpresa, nossa e na vertente western, num só tomo! Com a sátira bem camuflada, registe-se.
​E está lá toda a poeirada, toda a pistolada e todos os ambientes e situações que normalmente vemos, isoladamente, na BD, no Cinema e na Televisão.
Pedro Lopes (é mesmo nascido nos Açores?...) marca aqui bem a sua interessante "doideira", onde, para quem o entender, se afirma num certo e subentendido ​sarcasmo em todas essas fantasiosas demonstrações de ​"heroísmos" que têm o fedor dos bisontes, quadrúpedes ​tão sacrificados (tal como os tais "índios"), que nada têm ​a ver connosco. As lezírias ribatejanas, seus toiros e seus garbosos campinos, nada têm a ver, com essa aberração de nação convencida que tem a capital na cidade de Washington.





O NOSSO MUNDO ESTÁ A ARDER - ​Edição Oficina do Livro (grupo Leya). Autora: Jeanette Winter.
Seguindo a justa onda de acusações da adolescente sueca (já passou fugazmente por Lisboa) Greta Thunberg, esta não é bem uma publicação de Banda Desenhada, mas está bem perto, daí que, seja seriamente aconselhada a sua atenta leitura.

LB