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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

BREVES (52)

EXPOSIÇÃO E COLÓQUIO SOBRE REVISTAS BD PORTUGUESAS
"Um Panorama Das Principais Revistas Portuguesas de Banda Desenhada" é o título do colóquio que Carlos Gonçalves e Geraldes Lino, sócios do CPBD, apresentarão amanhã, dia 10 de Janeiro, às 18:30, no Palácio Beau Séjour, na Estrada de Benfica, n.º 368, em Lisboa.
Desde o primeiro número da revista ABC-zinho (15.10.1921) até ao último da revista Visão (Maio.1976), decorre um arco editorial de numerosos periódicos da banda desenhada publicados em Portugal. É sobre este período que incide o colóquio, cujos apresentadores se apoiarão em fichas técnicas elaboradas por Luís Filipe Veiga, também ele sócio do CPBD.
Uma exposição de reproduções de capas de muitas das revistas focadas no colóquio poderá ser visitada, simultâneamente, no local.
Mais informações no site do próprio Geraldes Lino: divulgandobd.blogspot.pt 


MOSTRA BIBLIOGRÁFICA SOBRE COMÈS EM LEIRIA 
A Biblioteca do Campus 1 (ESECS), em Leiria, exibe, até 27 de Janeiro, a mostra bibliográfica dedicada a Didier Comès (1942-2013).
Graficamente, Didier Comès tem um traço muito particular e é percursor de um estilo que já tem outros autores como adeptos.
Embora os seus primeiros trabalhos tenham sido feitos com recurso à cor (Ergun o Errante e A Sombra do Corvo), desde Silêncio a técnica do preto e branco passa a ser uma constante, durando até ao fim da sua vida. Essa técnica foi posteriormente adoptada com sucesso por outros autores como Jacques Tardi, Frank Miller e Eduardo Risso... 
Mais informação pode ser consultada aqui.


SPIROU E FANTÁSIO NO CINEMA

Tem estreia mundial prevista para 21 de Fevereiro do corrente, a longa metragem “Les Aventures de Spirou et Fantasio”, com realização de Alexandre Coffre. Os actores principais, são Thomas Solivérès (Spirou), Alex Lutz (Fantasio) e Christian Clavier (o conde de Champignac).
Recorda-se que estes populares heróis da Banda Desenhada, em Cinema de Animação, já tinham conhecido seriados para a Televisão: “Spirou”, 1993-1995 (pela orientação de três realizadores, Michel Gauthier, Pino Van Lamsweerde e Michel Lemire) e, de 2006 a 2008, “Les Nouvelles Aventures de Spirou et Fantasio” (com realização de Michel Duda).


GASTON LAGAFFE TAMBÉM NA 7.ª ARTE
Igualmente pela Animação, surgiu em 2009, o seriado “Gaston Lagaffe”, sob direcção de Alexis Lavillat.
Agora, com estreia mundial prevista para 4 de Abril de 2018, a longa metragem homónima, sob realização de Pierre-François Laval.
O jovem actor francês Théo Fernandez será Gaston Lagaffe e em outras interpretações contam-se: Jérôme Commandeur (o Sr. De Mesmaeker), Alison Wheeler (a Menina Jeanne), Maka Sidibe (Jeff), Pierre-François Martin-Laval (Prunelle) e Arnaud Ducret (o polícia Longtarin). Veremos como vão resultar as trapalhadas de Gaston, agora com actores de carne-e-osso...


ANIVERSÁRIOS EM FEVEREIRO
Dia 07 - Alejandro Jodorowsky (chileno)
Dia 09 - Eliseu Gouveia, José de Matos-Cruz
Dia 11 - Pedro Morais
Dia 15 - Matt Groening (estado-unidense)

Dia 20 - Sergei
Dia 21 - Luís Pinto-Coelho
Dia 25 - Eugénio Silva 
Dia 29 - Paolo Eleuteri Serpieri (italiano)

quarta-feira, 22 de março de 2017

OBRAS RARAS (9)

José Garcês
EURICO, O PRESBÍTERO
Com este título, é uma das obras máximas, na via romance, de Alexandre Herculano, o nosso historiador por excelência.
Tema desafiador ao Cinema e à Televisão, por aqui não passou até hoje!... Mas, pela Banda Desenhada, mestre José Garcês, em bom tempo nele pegou e com bela arte, num maravilhoso preto-e-branco.
Com 42 pranchas, esta narrativa, foi inicialmente publicada na já extinta revista “Modas e Bordados”, de Setembro-1955 a Junho-1956. Uma jóia da nossa BD que parecia “perdida”...
Todavia, em 1983, esta honra da nossa Banda Desenhada foi reeditada, agora em álbum, pela Editorial Futura, com uma ou outra prancha redesenhada.
Porém... “já foi!”. Este álbum é difícil de se encontrar, salvo se estiver mafiosamente “escondido”...


Didier Comès (1942-2013)
ERGÜN, O ERRANTE
Que belo espanto!
O já saudoso e admirável criador belga Didier Comès (1942-2013), foi sempre e justamente louvado pela sua impecável arte no preto-e-branco.
Mas, Comès também se arrojou com a côr... precisamente com um herói que criou e do qual apenas elaborou os dois primeiros tomos, Ergün l’Errant: “Le Dieu Vivant” (O Deus Vivo) e “Le Maître des Tenèbres” (O Senhor das Trevas).  Nenhum deles, ainda, em português!...
Mas, lá pelas zonas francófonas, eles foram editados e reeditados.
De qualquer modo, hoje, consta que estão esgotados...



José Ruy
O BOBO
E tornamos (ainda bem!) a mais um texto de Alexandre Herculano.
Desta obra, calha agora a arte de outro grande mestre da nossa 9.ª Arte, José Ruy, que a seu tempo, teve a dignidade e a coragem de adaptar à BD, o romance histórico “O Bobo”. Um bem louvável atrevimento!
Tudo se iniciou na revista “Cavaleiro Andante”, com 51 pranchas, do n.º 249 ao n.º 308 (1956 e 1957).
Em 1989, numa versão redesenhada, é finalmente esta obra publicada em álbum pela Editorial Notícias. Ainda bem!... Mas, ainda mal também, porque esta edição está...esgotada!
E agora?!...
LB

sábado, 30 de novembro de 2013

A BD A PRETO E BRANCO (2) - As escolhas de Luiz Beira (2)



BURNE HOGARTH (1911-1996). 
Norte-americano, a sua obra é notória, praticamente pelo que desenhou na série "Tarzan", sendo considerado pelo seu cuidado a desenhar com pleno dinamismo a anatomia do corpo humano e de outros animais.
Vinheta de "Tarzan"
Hogarth foi, para muitos, o melhor de todos os desenhadores de "Tarzan"




CLAUDE AUCLAIR (1943-1990). 
Francês, tem obra de vulto ("Les Naufragés d'Arroyoka", "Simon du Fleuve", "La Saga du Grizzl", "Celui-là", etc). A que nos parece mais admirável e espectacular obra de luxo, é "Bran Ruz", onde explode maravilhosamente o seu grafismo.
Prancha de "Bran Ruz"
Prancha de "Simon du Fleuve"




DIDIER COMÈS (1942-2013).
Cidadão belga. Excluindo os dois primeiros tomos da série "Ergün l'Errant", praticamente só desenhou com toda a perícia, a preto e branco: "L'Arbre-Coeur", "La Belette", "Iris", "Eva", "Les Larmes du Tigre", etc, sendo a notável narrativa "Silence" a sua obra-mor.
Prancha de "Silence"
Prancha de "Dix de Der"


Nota: A rubrica "A BD a Preto e Branco" será subdividida entre as escolhas pessoais de Luiz Beira (10 posts e 30 autores) e de Carlos Rico (idem), num total de 60 autores! As duas imagens que ilustram a obra de cada autor foram criteriosamente escolhidas por Luiz Beira e Carlos Rico e por esta ordem serão sempre apresentadas.

domingo, 10 de março de 2013

EVOCANDO (5)... DIDIER COMÈS

LUTO NA BANDA DESENHADA: FALECEU DIDIER COMÉS

No passado dia 7 de Março, a Banda Desenhada perdeu um dos seus mais notáveis criadores: DIDIER COMÈS. De seu nome completo Didier (ou Dieter) Herman Comès, nasceu em Sourbrodt (na Bélgica germanófona) a 11 de Dezembro de 1942, falecendo no último 7 de Março, vítima de uma pneumonia. A mãe era oriunda da Valónia (região francófona da Bélgica) e o pai era germanófono (da pequena região belga onde predomina o alemão), donde ele se definir como filho de duas culturas...
Argumentista e desenhista, dedicou-se também à Música, mais especificamente ao jazzConviveu com outros colegas famosos, como Hausman, Deliège e Macherot. Fez também desenho industrial e histórias curtas, sendo algumas destas de cariz humorístico.
A sua primeira grande obra, a série "Ergün, l'Errant", surge em 1973, com o tomo "Le Dieu Vivant " (O Deus Vivo), ao qual se seguiu, em 1980, "Le Maître des Ténèbres " (O Senhor das Trevas). Depois, desligou-se desta série.
Em 1976, surge "L'Ombre du Corbeau " (A Sombra do Corvo) e, em 1979, "Silence" (Silêncio), onde ele se decide definitivamente pelo preto-e-branco e onde se filia em absoluto na linha dos seus inspiradores, Milton Caniff e Hugo Pratt. Aliás, "Silêncio", que é considerada a sua obra por excelência, projectou-o universalmente. A crítica e o público aplaudiram-no em pleno. Este álbum valeu-lhe o Prémio Alfred no Festival de Angoulême de 1981.
Seguiram-se: "La Belette" (A Doninha) em 1981/1982; "Eva" em 1985; "L'Arbre-Coeur" (A Árvore-Coração) em 1988; "Íris" em 1991; "La Maison Où Rêvent les Arbres" (A Casa Onde Sonham as Árvores) em 1994; "Les Larmes du Tigre" (As Lágrimas do Tigre) em 2000 e, por fim, "Dix de Der " em 2006.

Em 1983, recebeu o Prémio Saint-Michel para a melhor BD, pelo seu álbum "La Belette".
Em 2012, uma exposição de 250 pranchas originais, esteve patente no Museu das Belas-Artes de Liège e, já neste 2013, uma exposição de 50 pranchas originais foi apresentada ao público no Festival de Angoulême.
Com o virtuosismo no preto-e-branco, a obra de Didier Comès foi quase toda editada em Portugal.
Que descanse em paz!
Prancha da série "Ergüm l'Errant"
"L'Ombre du Corbeau", uma das primeiras obras de Comès


Prancha de "Dix de Der" onde Comès demonstra grande domínio no uso do preto e branco