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terça-feira, 15 de março de 2022

​NOVIDADES EDITORIAIS (234)

À SOMBRA DO PANAMÁ - ​Edição Gradiva. Autores: argumento de Philippe Xavier e Matz, traço de Philippe Xavier e cores de Jérôme Maffre. Tradução de Jorge Lima.
É o terceiro tomo da belíssima e agitada série "Tango".
A república do Panamá, na América Central, é um território onde todos se encontram e onde tudo pode acontecer, para o bem ou para o mal.
Os argentinos Juan (ou John Tango) e seu amigo Mário Franco navegam por essas zonas que a todos seduz e, entretanto, abrigam no seu iate um misterioso cidadão francês, Charles Muller, que nada deve à candura ou á "inocência"...
Com espectaculares e bem coloridas vinhetas, a aventura vai ser bem complicada, pois "Tango" é perito em atrair situações nada desejadas...Mas elas acontecem e sacodem bem os nervos de cada um.



ASTERIX IL ALCAFORRON - Edição Asa. Da série "Astérix", é o sexto tomo editado em mirandês, o segundo idioma oficial de Portugal.
Com argumento de Jean-Yves Ferri, traço de Didier Convard e cores por Thierry Mébarki, a tradução é da responsabilidade de Carlos Ferreira e Thibaut Ferreira.
Um bom pretexto para aprendermos e compreendermos o mirandês...


LES JUGES INTÈGRES - ​Edição Casterman. Autores, segundo Jacques Martin: argumento  de François Corteggiani e arte de Christophe Alvès.
Guy Lefranc, jornalista e detective, vai aqui esbarrar com um bem estranho enigma no ambiente do tráfico de obras de arte (Pintura), desta vez entre a Flandres e Paris.
Agora, é o caso do roubo do quadro "Les Juges Intègres" da autoria dos irmãos Hubert e Jan Van Eyck.
No entanto, o precioso quadro roubado (aconteceu mesmo em 1934 e jamais foi encontrado), por razões de rigorosa segurança, era oficialmente uma cópia.
Porquê então este roubo e, sobretudo, porque estranha razão?!...
Um álbum que nos intriga e que bem nos convida à sua leitura.


A PISTA DO PREGADOR - ​Edição Gradiva. Autores: argumento e traço de Yves Swolfs e cores por Julie Swolfs. Tradução de Jorge Lima.
"A Pista do Pregador"é o primeiro tomo da "implacável" série do estilo western, "Lonesome".
A tão apreciável arte criativa de Yves Swolfs é indiscutível. Com esta bela e nada meiga nova série, volta a encantar-nos.
Tudo ronda por 1861... Um estranho, solitário e desconhecido cavaleiro, anda no encalço do pregador Markhan e seu bando de infames capangas, que é um fanático cruel na defesa das suas ideias nada cristãs, ou seja, é um sanguinário canalha.
Quem é este enigmático pistoleiro solitário: um justiceiro ou um vingador? Tantas vezes, justiça e vingança se confundem...
LB

terça-feira, 7 de novembro de 2017

NOVIDADES EDITORIAIS (132)

ASTÉRIX E A TRANSITÁLICA - Edição Asa. Autores: argumento de Jean-Yves Ferri, traço de Didier Conrad e cores de Thierry Mébarki.
E cá temos mais um divertidíssimo álbum da série “Astérix, tomo bem conseguido com impagáveis e hilariantes momentos.
E como costuma acontecer nesta série, mesmo nos tempos de Goscinny e Uderzo, há entidades que aparecem (ainda que fugazmente) e outras que servem de modelo. Por exemplo: Leonardo da Vinci intervém numa vinheta da prancha 22, página 24; na prancha 24, página 26, é a própria Gioconda que figura; Sofia Loren (se não é ela, bem parece) está na prancha 37, na página 39.
Como Burlus Lupus, temos o político italiano Silvio Berlusconi; e ainda, o saudoso tenor Luciano Pavarotti a fazer de um gentil estalajadeiro em Parma.
E, desta vez, não faltam os Lusitanos nesta desenfreada e louca corrida internacional através da Itália, de Modicia (Monza) até Neapolis (Nápoles).
Um fartote de paródias na paródia!...


LA GUERRE DES DIEUX - Edição Glénat. Autores: argumento de Clotilde Bruneau e Didier Poli, traço de Pierre Taranzano, cores de Stambeco, capa de Fred Vigneaux e orientação geral de Luc Ferry.
Na colecção “La Sagesse des Mythes”, versando “A Ilíada” de Homero, “La Guerre des Dieux” é o segundo e penúltimo tomo.
Na arrastada e impiedosa Guerra de Tróia, os deuses olímpicos também andam bem desavindos, pois uns tomam partido pelos Gregos e outros, o dos Troianos. Entretanto, o valoroso Aquiles, rei e comandante dos bravos Mirmidões, zangou-se com Agamémnon e cruzou os braços. Ninguém o demove, salvo o seu mais que estimado companheiro, Pátroclo, que o convence a deixá-lo ir combater, no seu lugar... com as vestes e as armas do próprio Aquiles.
Na refrega, o príncipe troiano Heitor mata Pátroclo. E é então que se dá a lendária grande cólera de Aquiles... enquanto os deuses continuam com as suas maroscas.


LE BANQUET DES DAMNÉS / 2 - Edição Glénat. Autores: segundo o romance original de Didier Convard, este episódio de “Michel Ange”, é o segundo e último de “Le Banquet des Damnés”, com argumento de Éric Adam e arte gráfica de Thibaud De Rochebrune.
Um apelo urgente e misterioso, leva Miguel Ângelo a deixar os seus trabalhos em Roma / Vaticano, para se deslocar de imediato a Milão, onde tenebrosos crimes têm acontecido... Em plena época da Renascença, esta história é um sórdido policial envolto em aspectos esotéricos.
Que tem o genial Miguel Ângelo a ver com todo este sanguinário enredo?
Bem, o álbum explica...
LB

terça-feira, 15 de agosto de 2017

NOVIDADES EDITORIAIS (128)

LE BANQUET DES DAMNÉS - Edição Glénat. Autores: argumento de Éric Adam e Didier Convard; arte de Thibaud de Rochebrune. É o primeiro tomo do díptico “Michel Ange”.
Intrigante narrativa “histórica” e policial, durante a Renascença italiana. Um sórdido caso de assassinatos, por decapitação, sacode Milão em 1508...
Quem é o estranho carrasco, e qual a sua aparência que se esconde sob um envolvimento de ligaduras? E porque assina ele os seus crimes com a misteriosa frase “O sol da justiça brilhou”?
Enquanto o inteligente preboste Vittore investiga, o pintor e escultor Miguel Ângelo é convocado com urgência a Milão. Porquê?!...
Esta mini série é um policial esotérico que nos mergulha na Renascença italiana, período de efervescência artística, política e religiosa.



CONDAMNÉE - Edição Lombard. Autores: argumento de Jean Van Hamme e de Alcante, traço de Francis Vallès e cores de Christian Favrelle.
Este é o sexto tomo da sedutora série “Rani”, que já deu origem a um seriado-tv.
Joanne de Valcourt, traída pelo seu meio-irmão, tão velhaco como ambicioso, vive agora na Índia, onde forças francesas e inglesas continuam a guerrear-se, tal como na Europa.
Através de paixões, conjuras e vinganças, Joanne de Valcourt é agora Rani, sobrevivendo a todas as situações, onde muitos a perseguem e lhe desejam a morte, e alguns poucos, providenciais, a protegem.
Injustamente condenada à morte, é salva no derradeiro instante por Misra, o jovem  e poderoso marajá de Sandrapur, que no momento, a pede em casamento.
Mas esta saga continua...



À L’AUBE DE RIEN DU TOUT - Edição Glénat. Autores: argumento de Denis-Pierre, traço de Marco Bianchini e cores de Irène Häfliger, segundo o romance de Claude Daubercies. Este é o primeiro tomo do díptico “999”.
Neste ano de 999, com muita superstição e muita imbecilidade, todos temem o novo milénio que se vai iniciar no ano seguinte... O clima social, em todas as suas vertentes, é tenebroso. A Igreja Católica condena à morte, por dá cá aquela palha, muitos cidadãos, quase sempre inocentes, com juízos de uma infernal prepotência.
Três jovens órfãos que vivem à sombra de uma abadia, fartam-se e resolvem fugir. São eles: Sylvain, Séretta e Titène.
Nesta incansável fuga, sempre perseguidos, há um extraordinário personagem que os acompanha: o gato filósofo Turold, em tempos salvo por Titène. O bizarro é que, por telepatia, Turold, comunica com os adolescentes e irá conduzi-los para a liberdade.
Uma bela narrativa que denuncia a época, mas que também nos encanta em pleno.
LB

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

TALENTOS DA NOSSA EUROPA (17): DIDIER CONVARD (França)

Didier Convard
Ele nasceu em Paris a 16 de Janeiro de 1950. Didier Convard é um dos grandes vultos da actual BD europeia, não só como desenhista, mas também com argumentista dele próprio e de outros desenhistas de peso, tendo colaborado com André Juillard, Pierre Brochard, Liliane e Fred Funcken, Gine (aliás, Christian Martinez), Siro, Alexis Chabert, etc.
Mas a sua intensa carreira artística não se fica por aqui: foi actor, professor de publicidade e colorista. Tem um grande espírito de humor, mas pela 9.ª Arte, ele gere também aspectos bem fortes e realistas, onde não faltam abordagens, quiçá controversas, pelo esoterismo, o fantástico e o insólito.
Esteve em Portugal, como homenageado estrangeiro, no Salão “Sobreda-BD /1997”, onde recebeu o Troféu Sobredão.
Das obras com o seu traço, distinguem-se “François Vildrac”, “Brunelle et Colin” (7 tomos, onde substituiu François Bourgeon, a partir do terceiro)...
“Les Missions d’Isabelle Fantouri (4 tomos)...
 
“Huit Jours du Diable”...
...e “Neuvième Jour du Diable (recolha de histórias curtas que foram editadas na revista “Tintin”), “Cranach de Morganloup” (2 tomos)...
“Editnalta” (2 tomos e um integral)...
...e, de entre demais títulos, os que consideramos como as suas séries de honra: “Les Héritiers du Soleil” (13 tomos, onde desenhou os quatro primeiros, passando depois o grafismo para Frédéric Bihet, continuando Convard
como argumentista)...
...e “Chats” (5 tomos e um Integral; desenhou os quatro primeiros e o último  teve o grafismo de Paul).
Salienta-se que “Chats “(Gatos), no plano do fantástico, tem um enredo maravilhoso e inquietante que, na altura, galvanizou uma infinidade de bedéfilos.
Como argumentista, Didier Convard assina as séries: “Tanâtos”, “Finkel”, “Vinci”, “Polka”, “Mathieu Lamy”, “Le Triangle Secret”, “Marco Polo” e, em ponto de honra, “Neige” (sob a arte gráfica de Gine), com mais de uma dezena de tomos, incluindo integrais.
Há bons tempos atrás, constou-se que “Neige” ia passar ao Cinema, mas nunca mais se ouviu falar deste projecto... Acontece!
Entretanto, é bom que o pessoal vá lendo Convard... em francês (claro!).
LB

domingo, 2 de março de 2014

HERÓIS INESQUECÍVEIS (24) - O CAVALEIRO BRANCO

Excluindo a versão "integral", as aventuras na Idade Média deste tão popular herói englobam 13 álbuns. O primeiro tomo, que abarca três episódios, tem argumento de Raymond Macherot (1924-2008) e arte de Fred Funcken (1921-2013).
Entretanto, Funcken conhece, apaixona-se e casa com Liliane, que passa a ser também a sua constante parceira nos argumentos, traço e cores (exceptuando o décimo álbum, "Le Trésor des Cathares", que teve argumento de Didier Convard).

Raymond Macherot, Fred e Liliane Funcken e Didier Convard

Em pleno século XIII, quando Jehan de Dardemont e o trovador seu amigo Tristan regressam das Cruzadas a França, deparam com este país em lutas angustiantes ante a ferocidade de opressivos e poderosos senhores e um povo cada vez mais sofredor e explorado. Todavia, há um misterioso justiceiro: o Cavaleiro Branco. Este é, nem mais nem menos, que o pai de Jehan.
Falecido o defensor dos oprimidos, Jehan assume, por sua vez, a identidade do Cavaleiro Branco.
Esta série estreou-se a 7 de Outubro de 1953 na edição belga da revista "Tintin". Em Portugal, estreou-se a 1 de Janeiro de 1955, no n.º 157 do "Cavaleiro Andante", onde os três episódios, sob o título comum do nome da série, foram
sucessivamente publicados. 
Em 1960, foi a vez de "Sem Piedade" (o 3.º álbum) e em 1962, "O Agressor Desconhecido" (o 6.º tomo), tendo, neste mesmo ano, sido publicado o episódio "A Sombra do Gládio" (o 8.º tomo) no n.º 95 da colecção "Álbum do Cavaleiro Andante".
Prancha de "Sem Piedade"
Prancha de "O Agressor Desconhecido"

Para tristeza de um largo número de bedéfilos portugueses, cremos que não consta mais nenhuma edição entre nós, o que nos tem mantido privados de admirar, pelo menos através desta maravilhosa série, a obra de Liliane e Fred Funcken, onde, para além da aventura pela aventura dos enredos, há o rigor do retrato da época através da arte gráfica que aí consta.
Note-se que muito e muito têm a aprender os novos (desenhistas e argumentistas) com a obra de aposta auto-exigente dos Funcken, em especial com a série "Cavaleiro Branco". Por outro lado, estes álbuns mostram entusiasmantes lições e cultura da História. Pois, amigos, o saber não ocupa lugar!..
LB


Prancha de "L'Héritier de la Horde d'Or"

"Le Trésor des Cathares", único álbum, até ao momento, com argumento de Convard


Prancha de "Le Nectar Magique"