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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

TALENTOS DA NOSSA EUROPA (27) - PAUL TENG (Holanda)

Paul Teng
Seus pais, um casal chinês, residiam na Indonésia, mas mudaram-se para a Holanda, onde Paul Teng (de nome completo Paul Teng Ping Ya) nasceu em Roterdão a 6 de Março de 1955.
Tentou cursar Antropologia Cultural em Amesterdão, mas abandonou estes estudos para se dedicar inteiramente à Ilustração e à Banda Desenhada.
Na 9.ª Arte, estreou-se com uma obra a preto-e-branco, “Delgadito” (ou “A Escolha da Águia”), narrando a vida do guerreiro navajo Delgadito.
Capas dos quatro volumes de "Delgadito" (Edição BD Must)
Prancha do primeiro tomo da série "Delgadito", "Le Choix de l'Aigle", Edição BD Must
Seguiu-se “Libertair Intermezzo” (1986), narrativa localizada na Guerra Civil de Espanha...
Capa de "Libertair Intermezzo", por Paul Teng (1986)
...e logo depois “De Vrienden van Igor Steiner” (1989), que se passa a seguir à Revolução Russa.
Capa de "De Vrienden van Igor Steiner", com texto e desenhos de Paul Teng
Ed. Casterman (1989)
Em colaboração com o argumentista Vladimir Volkoff, Teng criou dois álbuns bem conseguidos: “S. Vladimiro (1992) e “Alexandre Nevsky” (1994).
 
Capa e prancha de "Saint Vladimir", por Paul Teng (desenhos) e Volkoff (texto),
Ed. Lombard (1992)

Capa e prancha de "Alexandre Nevsky", por Paul Teng (desenhos) e Volkoff (texto),
Ed. Lombard (1994)

Com o argumentista Jean-François Di Giorgio, de 1998 a 2002, desenhou a série medieval “Shane”, que abarca cinco tomos.
 
Capa e prancha de "Simulacre", terceiro tomo da série "Shane",
por Paul Teng (desenhos) e Di Giorgio (texto), Ed. Lombard (2000)

E, entretanto, desenhava também a série “L’Ordre Impair” (até 2009), com argumentos de Rudi Miel e Cristina Cuadra, série esta que abrange cinco tomos e um Integral.
Capa e prancha de "LÓrdre Impair" #3, com
desenhos de Paul Teng e texto de Rudi Miel e Cristina Cuadra (Ed. Polyptyque)

Capa e prancha de "LÓrdre Impair" #4, com
desenhos de Paul Teng e texto de Rudi Miel e Cristina Cuadra (Ed. Polyptyque)

Dono de um talento febril e fortemente criativo, onde a sua sensibilidade se formou numa mistura com características europeias e asiáticas, foi forjando outras BD's, curtas e variadas, como “Kideren van Amsterdam” (com argumento de Jean Paul Schutten), bem como a história da resistente holandesa Hannie Schaft.
De novo com Schutten, criou em 2013 uma obra histórica, “Jan Van Scorel: Sede Vacante 1523.
Capa e prancha de "Jan Van Scorel: Sede Vacante 1523",
com desenhos de Paul Tang e texto de Schutten (2013)

Entretanto, foi convidado a desenhar dois episódios da série “Jhen” (criada por Jacques Martin), donde os tomos 15.º e 16.º, respectivamente: “Les Portes de Fer” e “La Peste”.
Capa de "Les Portes de Fer" - volume #15 da série "Jhen", por Paul Teng, Cornette e Frissen
Ed. Casterman
Capa de "La Peste", volume #16 da série "Jhen", por Paul Teng, Cornette e Frissen
Ed. Casterman
Em 2009, com argumento do “terrível” Jean Van Hamme, com a arte de Teng, editou-se o sedutor álbum (one shot), “Le Telescope”.
 
Capa e prancha de "Le Télescope", por Paul Teng (desenhos) e Jean Van Hamme (texto),
Ed. Casterman (2009)

E neste decorrente 2018, uma nova “aventura” de Paul Teng, com argumento de Rodolphe, que sairá em breve: “Livingstone”. Aguardemos...
Já recebeu vários Prémios de prestígio. A já invejável obra de Paul Teng, para além da Holanda, também tem sido editada em França, na Bélgica, em Espanha... (menos em Portugal?!).
Pelo sim e pelo não, nosso grito sincero: “Viva Paul Teng!”
LB

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

TALENTOS DA NOSSA EUROPA (16): GERRIT DE JAGER (Holanda)

Gerrit de Jager
Nasceu em Amesterdão, a 2 de Setembro de 1954.
Sempre bem disposto e apontando-se na sua arte em fazer rir os bedéfilos, o seu humor arrisca-se mesmo por momentos de um terrível e livre sarcasmo. Um talento especial e digno de ser apreciado com francas gargalhadas e quentes aplausos.
Quase sempre argumentista de si próprio, De Jager, além de desenhista e cartunista, também esteve ligado à televisão holandesa.
Foi também publicado na Bélgica, na revista “Spirou” e com álbuns editados pela Dupuis. Uma das suas obras mais recentes, “Eva e Adão”, teve um álbum pelas Ed. Albin Michel, mas aqui, ele foi o argumentista, pois o grafismo pertence a Philippe Bercovici, “Et Dieu Créa Eve” (E Deus Criou Eva).

Da sua variada e hilariante obra, salientam-se as séries “A Família Doorzon”...
 

...e “Roel e o seu Zoológico” (Aristote et ses Potes, na versão franco-belga), como as de maior destaque de êxito e de popularidade.

Mas há ainda outras, como “Liefde en Geluk”...
“Zusje”...
“Puck”...
“Mik”...
“Sneek”, etc.

Antes de terminarmos esta justa “alembração” sobre este talento holandês da nossa Europa, a título de curiosidade, notificamos: nos anos 80/90, quando existiam os sempre lembrados salões “Sobreda-BD”, Gerrit De Jager foi convidado para uma das edições. Plenamente, aceitou o convite e, com toda a simpatia, a Embaixada da Holanda em Lisboa logo se prestou em arcar com as viagens.
Mas, porém, todavia, contudo... este talento foi “queimado”, quase na ocasião, pela sua função profissional na TV do seu país, pois devia deslocar-se então, cremos que para um território asiático. Ficou a tristeza mútua... Paciência!
LB

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

PELA BD DOS OUTROS (18) - A BD DA HOLANDA

Localização da Holanda na Europa
O Reino da Holanda, também conhecido como Países Baixos, situa-se na Europa, fazendo fronteiras com a Bélgica e a Alemanha. A cidade de Amesterdão é considerada como sendo a capital, muito embora a sede do governo esteja em Haia.
De entre muitos organismos, a Holanda é membro da OTAN, da União Europeia e da OCDE. Tem como moeda o Euro.
País de autênticas amplas liberdades, pelo seu sistema, é livre a eutanásia, o aborto, a prostituição, a homossexualidade e o circuito/uso da drogas. Mas outros aspectos são marca de encanto: os moinhos de vento, as tulipas. o queijo “gouda”, as bicicletas, os típicos tamancos, etc.
Em tempos idos, chegou a ter o seu império colonial, donde por exemplo, a actual Indonésia e a república sul-americana do Suriname. Ainda mantém territórios “protegidos” lá para as bandas das Antilhas... Chegou a atacar, nesses tempos, territórios portugueses (Angola, Brasil, Ceilão, etc.) sob o pretexto de que Portugal estava sob o domínio de Castela, com quem a Holanda estava em guerra...
No entanto, o povo holandês sofreu amargamente com as duas Grandes Guerras, em especial na segunda, ante as paranóias de Hitler. Deste clima recente, o drama real e consequente livro (diário) da jovem judia Anne Frank.
No plano cultural, é vasto e admirável o respectivo registo, como por exemplo, os filósofos Erasmo e Espinoza (descendente de judeus portugueses) e pintores de nomeada, como: Rembrandt, Vermeer, Ruysdael, Van Gogh
e Mondriaam. Salienta-se ainda a actriz Sylvia Kristel e o actor Rutger Hauer.
Chegados à Banda Desenhada, indicamos alguns dos mais notáveis valores: Marteen Toonder...


Hans G. Kresse...

Henk Kabos...


Paul Teng...

Martin Lodewijk...


 Lo Hartog Van Banda...


Peter Kuhn...
 

Dick Matena...

 e Gerrit De Jager.

Destes, Hans Kresse (série “Os Pele-Vermelhas”), Martin Lodewijk (série "Agente 327") e Peter Kuhn (série “O Capitão Audaz”) foram publicados em Portugal. Gerrit De Jager, com o seu incrível humor, chegou a ser convidado para uma das edições dos salões “Sobreda-BD”, até com o patrocínio da Embaixada da Holanda em Lisboa, mas devido à sua profissão numa das televisões do seu país, com tristeza, cancelou a vinda pois fora destacado em serviço para um país asiático.
Outros valorosos desenhistas holandeses: Ulli Bürer...
Fred Julsing Jr...


Joost Veerkamp...

Peter De Wit...
...Jaap Vegter, Stefan Verwey, Peter De Smet, Arne Zuidhoek, Tijn Snoodijk, etc.
São muitos valores em várias vertentes, mas quase nada se vai sabendo de suas obras em português!...
LB