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sexta-feira, 24 de junho de 2022

NOVIDADES EDITORIAIS (238)

OS RUFFIANS - Edição Gradiva. Autores: guião e traço de Yves Swolfs e côr por Julie Sweolfs. Tradução de Jorge Lima. É o segundo tomo da vigorosa série "Lonesome".
Implacável por fazer justiça, o cavaleiro solitário e sem nome indicado, mas certeiro no tiro, prossegue no encalço de um pregador fanático e cruel, Markhan...
Mas outras entidades vão armadilhando os seus intentos.
"Lonesome" é um western especial, notoriamente impiedoso, mas que agarra facilmente o leitor bedéfilo que se preze.


FAIT PAS TANT D'MANIÈRES! - Edição Glénat. Autor: Ralf König.
No nosso post da rubrica "Talentos da Nossa Europa", a 25 de Março de 2017, revelámos este impagável autor alemão. Aconselhamos a sua leitura ou releitura...
Digamos que Ralf König "não brinca em serviço". Pois não, uma vez que ultrapassa tudo com a sua delirante mordacidade. Ele diverte-se e diverte-nos a todos nós.
Nestas circunstâncias, as situações que aborda seriam bem dramáticas e algumas delas, até, angustiantes. No estilo humorísticos e suavizante, soltam-se as nossas gargalhadas. Aplausos, pois!



LE SCANDALE ARÈS - Edição Casterman. Autores, segundo Jacques Martin: o argumento é de Roger Seiter e a arte de Régric. É o 33.º tomo da série "Lefranc".
Guy Lefranc é destemido e corajoso, mas também demasiado curioso. E por estas qualidades, com frequência é envolvido em situações perigosas que não estão longe de ameaçar a sua vida.
É o caso desta narrativa: em Junho de 1940, dois misteriosos aviões franceses destruiram uma coluna de blindados alemães. Esta estranha vitória não está porem, registada nos arquivos militares!...
Bem mais tarde, Lefranc e os seus companheiros Marlène e Jules Meyer, começam a investigar este bizarro "silêncio"... Mas as autoridades militares e os serviços secretos franceses estão apostados em tramar as ideias de Lefranc e seus amigos...


MATTEO / QUINTA ÉPOCA - Edição Ala dos Livros. Autor: Jeran-Pierre Gibrat.
Tomo belíssimo, como aliás a série, aqui tudo se passa de Setembro de 1936 a Janeiro de 1939, durante a sangrenta e abominável Guerra Civil de Espanha.
É quase inacreditável tanta barbaridade, mas as guerras são assim, sobretudo se é uma guerra civil...
E tudo começou logo no início da Humanidade, pois segundo "A Bíblia", obra fantasiosa judaico-cristã, a lenda conta assim: Caim matou seu irmão Abel.
Que grande bronca!...


FAUNA - Edição: DitirambosBD. Autores: Joana Afonso, Ricardo Baptista, André Caetano, Raquel Costa, Nuno Filipe Cancelinha, Diogo Carvalho, Francisco Ferreira, Sónia Mota, Sofia Neto e Carla Rodrigues. 3.º tomo da colecção "Ditirambos".
Um "Ditirambo" não é apenas um canto em honra de Dionísio ou de Baco. "Ditirambos" é também uma antologia de autores portugueses, com diferentes técnicas e pontos de vista, que obedecem a dois únicos requisitos: trabalhar um tema em quatro páginas.
Depois do "Êxtase" e do "Abismo", temas escolhidos nos primeiros dois números desta curiosa e bem cuidada colecção (com excelente grafismo e impressão, diga-se), aí está a "Fauna" como ponto comum neste terceiro volume.
Um conjunto de oito histórias que se leem de uma assentada, algumas delas autênticas pérolas de virtuosismo gráfico como as de Joana Afonso, André Caetano ou Sofia Neto... entre outras.
Nota muito positiva para este projecto que - não duvidamos - continuará a progredir nos próximos números.
LB/CR

terça-feira, 15 de março de 2022

​NOVIDADES EDITORIAIS (234)

À SOMBRA DO PANAMÁ - ​Edição Gradiva. Autores: argumento de Philippe Xavier e Matz, traço de Philippe Xavier e cores de Jérôme Maffre. Tradução de Jorge Lima.
É o terceiro tomo da belíssima e agitada série "Tango".
A república do Panamá, na América Central, é um território onde todos se encontram e onde tudo pode acontecer, para o bem ou para o mal.
Os argentinos Juan (ou John Tango) e seu amigo Mário Franco navegam por essas zonas que a todos seduz e, entretanto, abrigam no seu iate um misterioso cidadão francês, Charles Muller, que nada deve à candura ou á "inocência"...
Com espectaculares e bem coloridas vinhetas, a aventura vai ser bem complicada, pois "Tango" é perito em atrair situações nada desejadas...Mas elas acontecem e sacodem bem os nervos de cada um.



ASTERIX IL ALCAFORRON - Edição Asa. Da série "Astérix", é o sexto tomo editado em mirandês, o segundo idioma oficial de Portugal.
Com argumento de Jean-Yves Ferri, traço de Didier Convard e cores por Thierry Mébarki, a tradução é da responsabilidade de Carlos Ferreira e Thibaut Ferreira.
Um bom pretexto para aprendermos e compreendermos o mirandês...


LES JUGES INTÈGRES - ​Edição Casterman. Autores, segundo Jacques Martin: argumento  de François Corteggiani e arte de Christophe Alvès.
Guy Lefranc, jornalista e detective, vai aqui esbarrar com um bem estranho enigma no ambiente do tráfico de obras de arte (Pintura), desta vez entre a Flandres e Paris.
Agora, é o caso do roubo do quadro "Les Juges Intègres" da autoria dos irmãos Hubert e Jan Van Eyck.
No entanto, o precioso quadro roubado (aconteceu mesmo em 1934 e jamais foi encontrado), por razões de rigorosa segurança, era oficialmente uma cópia.
Porquê então este roubo e, sobretudo, porque estranha razão?!...
Um álbum que nos intriga e que bem nos convida à sua leitura.


A PISTA DO PREGADOR - ​Edição Gradiva. Autores: argumento e traço de Yves Swolfs e cores por Julie Swolfs. Tradução de Jorge Lima.
"A Pista do Pregador"é o primeiro tomo da "implacável" série do estilo western, "Lonesome".
A tão apreciável arte criativa de Yves Swolfs é indiscutível. Com esta bela e nada meiga nova série, volta a encantar-nos.
Tudo ronda por 1861... Um estranho, solitário e desconhecido cavaleiro, anda no encalço do pregador Markhan e seu bando de infames capangas, que é um fanático cruel na defesa das suas ideias nada cristãs, ou seja, é um sanguinário canalha.
Quem é este enigmático pistoleiro solitário: um justiceiro ou um vingador? Tantas vezes, justiça e vingança se confundem...
LB

sábado, 5 de março de 2022

​NOVIDADES EDITORIAIS (233)

L'OEIL DU MINOTAURE - ​Edição Casterman. Autores, segundo Jacques Martin: argumento de Valérie Mangin e arte de Chrys Millien.
Servilia, amante de Júlio César e mãe de Brutus, está a sofrer terrivelmente, pois foi envenenada e vai morrendo lentamente. Mas César acha que o veneno, contido numa pérola negra maléfica, era para ele. Foi um mercador grego quem lho vendeu... Então, envia até à Grécia e no seu encalço, Alix e Enak, que vão acompanhados por Brutus.
Esta perigosa viagem vai arrastá-los até Creta, onde existe o famoso labirinto, habitado pelo lendário e feroz Minotauro...


AREIA VERMELHA - ​Edição Gradiva. Autores: Philippe Xavier e Matz no argumento, sendo o traço também de Philippe Xavier e as cores por Jean-Jacques Chagnaud. A tradução é de Jorge Lima. 
Trata-se do segundo tomo da série "Tango".
John "Tango" vai visitar o seu avô que vive num pequeno e paradisíaco ilhéu nas Caraíbas. Acompanha-o o seu amigo Mário, um ex-polícia. Porém, tal ilhéu, nada tem de paradisíaco, pois é cobiçado por um grupo de traficantes de droga. E o sangue vai tingir as sedutoras areias brancas da pequena ilha.
De notar, a admirável arte de Philippe Xavier.


JEANNE DES ARMOISES - ​Edição Casterman. Autores, segundo Jacqes Martin: argumento de Jean Pleyers, traço de Néjib (aliás, Néjib Belhadj Káceem) e cores por Corinne Pleyers.
Na impiedosa Idade Média vão acontecendo factos pouco sensatos e surgem personagens nem sempre correctos. Funcionam execuções e assassinatos...
Uma jovem que veste uma amadura de combate é salva pelo condestável Gilles de Rais das garras de uns merceários sob o comando do sinistro Rodrigue de Villandrano... Ela diz ao seu salvador que é Jeanne d'Arc, a donzela de Orléans... Gilles desconfia e só se convence quando ela lhe revela um terrível segredo que só ela e Gilles conheciam...
O condestável confia Jeanne à guarda e protecção do seu amigo, o arquitecto Jhen Roque que, a pouco e pouco, lá vai acreditando na história que a donzela lhe conta.
Mas sera mesmo Jeanne d'Arc? Como conseguiu ela escapar da execução na fogueira decretada pelos ingleses?

LB

terça-feira, 26 de outubro de 2021

NOVIDADES EDITORIAIS (227)

LE DISQUE D'OSIRIS - Edição Casterman. Autores, segundo Jacques Martin: argumento de Valérie Mangin, traço de Therry Démarez e cores de Jean-Jacques Chagnaud.
"Le Disque d'Osiris" é o 12.º tomo da maravilhosa série "Alix Senator".
Enak foi subitamente apanhado por um mal terrível que o corrói... Mas, aparentemente, haverá cura que está no saber do jovem feiticeiro Jiaan e do povo deste. Mas tudo implica uma aventurosa procura do túmulo do lendário deus egípcio Osiris e, para além disso, da descoberta da não menos lendária e misteriosa Atlântida!...
E vão todos nessas buscas: Alix, Enak, Tefnout e outros mais.
Uma bela aventura cheia de mistérios e lendas bizarras.


GIANT - Edição Ala dos Livros. Autor: Mikaël.
​"Giant", é uma obra admirável no seu todo, que originalmente ser compunha de dois tomos, mas que na edição portuguesa se reúne num só volume. E ainda bem!...
Relata a vida amarga e os perigosos trabalhos na construção civil, em Nova Iorque por volta de 1932, onde se envolvem sobretudo, irlandeses e italianos, quer não se dão lá muito bem.
Pelos irlandeses, há um homenzarrão de raras falas, que oculta um segredo que, de certo modo, não lhe é nada abonatório...
Esta obra é bem dramática, estando altamente valorizada pela cativante arte de Mikaël, nascido no francófono Quebeque, tendo dupla nacionalidade, a canadiana e a francesa.
Fortes aplausos para esta obra!


SANDOKAN ET LE TIGRE DE MOMPRACEM - Edição Glénat. Autores, segundo a obra do romancista italiano Emílio Salgari: argumento de Stefano Enna, traço de Nico Tamburo, cores do Minte Studio e capa por C. Regnault. E ainda, no final, um dossiê sobre Emilio Salgari, por Françoise Langrognet.
Ao que se indica neste álbum, é a adaptação do terceiro volume versando a série "Sandokan"... Só assim se entenderá um pouco, que "Sandokan" e "Marianne", já estejam apaixonados. E que dois fiéis companheiros do senhor de Mompracém, Tremal Naik e Kammamurti, não apareçam!... Mas não falta o amigo-irmão de Sandokan, o português "Yanez de Gomer"(?!.)... Onde raio foi o Salgari inventar este nome para um português?... Quando os romances desta série foram publicados pela Romano Torres, este "portuga" aventureiro foi crismado de "Gastão de Sequeira"!... Ele há coisas!...
Neste álbum, o traço de Nico Tamburo é razoalvelmente agradável para se apreciar.


TINTIN, C'EST L'AVENTURE / 9 - Edição Geo/Moulinsart. Este exemplar corresponde aos meses de Setembro a Novembro de 2021.
O tema central é: as Revoluções, que às vezes, são apenas "suaves" Revoltas.
Tudo bem, pois aqui há muita crítica, aventura e humor, segundo mestre Hergé.
Destaques: a bedé inédita "L'Homme de Métal" por José Luis Muñuera, a indicação notável da amizade e parceria de Hergé e E. P. Jacobs e os 75 anos de "Blake e Mortimer". E, quase no fim do tomo, a abordagem a Portugal, com a entrevista a Nicolas David, que conhece e tem forte ligações com o nosso país, que, mesmo em relativa ficção, bem relatou no seu belíssimo álbum "Sur Un Air de Fado", bem situado nos tempos anteriores ao histórico 25 de Abril de 1974... E ainda, uma tocante reportagem sobre o povo africano, os Pigmeus.
Exemplar, como sempre, a não perder!
LB

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

NOVIDADES EDITORIAIS (209)

L'ESCLAVE DE KHORSABAD - ​Edição Casterman. Autores, segundo Jacques Martin: argumento de Valérie Mangin, traço de Thierry Démarez e cores de Jean-Jacques Chagnaud. É o décimo primeiro tomo da extraordinária série "Alix Senator", ainda inédita em Portugal.
Para desanuviar a sua constante tristeza pela morte de dois entes queridos, o filho de Enak e Lídia, a sua paixão, Alix volta ao Médio Oriente... Um regresso ao seu distante passado na Assíria, melhor ainda, à velha cidade de Khorsabad, fundada por Sargão II, onde chegou a ser um jovem escravo. Tem um fito: recuperar a espada de seu pai, que aí morreu na batalha de Carrhes.
Porém, este seu "turismo" sai-lhe caro: é aprisionado pelo ganancioso rei dos Partos, os actuais donos da região. Em novo cativeiro, encontra dois jovens companheiros/cúmplices: o belicoso assírio Monasés (que se parece com Enak quando jovem) e a sacerdotisa egípcia Tefnut...
Esta narrativa terá conclusão no próximo tomo, "Le Disque de Osiris".


VALHARDI, L'INTÉGRALE 6 - ​Edição Dupuis. Autores: são vários nos textos biográficos e/ou nos argumentos. Pela arte gráfica, o belga René Follet, nascido em Bruxelas a 10 de Abril de 1931 e falecido neste tão amargo 2020, a 14 de Março.
Este tomo 6 é o derradeiro de toda a bela e tão entusiasmante série "Valhardi", que foi desenhada por Jijé, por Eddy Paape e, por fim, por René Follet.
Este tomo final é bem fundamental para quem é admirador deste herói-série, pois inclui as narrativas: "Le Dossier X", "Le Naufrageur Aux Yeux Vides" e "Un Gosse à Abattre". Para além disso, há um dossiê histórico de abertura e, ainda, a biografia de René Follet e a sinopse de "Le Huitième Indice" (que, parece, nunca foi desenhada).
Jean Valhardi será sempre um respeitável e admirável herói-BD, na bela linha clássica, para um qualquer bedéfilo que se preze. Para quando toda esta série em português?...



CHURCHILL -2 - ​Edição Gradiva. Autores: textos de Vincent Delmas, François Kersandy e Christophe Regnault, arte de Alessio Cammardella, cor de Alessia Nocera e tradução de Maria de Fátima Carmo.
É a conclusão do díptico biográfico versando, mais ou menos, a vida e o empenho político de Winston Churchill.
Altamente notável pela salvação de uma Europa em angustiante crise, num dos seus inflamados discursos, terá dito: "Se Hitler invadisse o Inferno, eu apoiaria o Diabo!".
Neste segundo tomo, a obra termina com a fantástica aclamação do povo inglês ao seu líder. Tudo bem, mas falta o resto da sua vida daí para diante, donde, por exemplo, os doze dias que ele viveu na nossa ilha da Madeira (1950), no Funchal e em Câmara de Lobos. Para esta ilha, ele e a família, foram convidados de um hotel de luxo local. Aproveitou esses doze dias para se entregar a uma das suas paixões: a Pintura. Mas, claro, sempre cultivou a sua ternura pelos animais, sobretudo, os gatos.


ODISSEIA - ​Edição Levoir/RTP. Autores: segundo o clássico do grego Homero, tem adaptação e argumento de Christophe Lemoine (francês) e arte de Miguel Lalor Imbiriba (brasileiro) e, um dossiê final e explicativo por Gilles Thierriat e tradução pelo nosso prezado correlegionário Pedro Cleto.
Ninguém reparou (ou tal não quis), mas o herói desta invejável obra clássica, "A Odisseia", que já figurava em "A Ilíada", é aqui usado com o nome que os Romanos lhe deram... O admirável e tão heróico como sofrido rei da Ítaca, de seu nome autêntico e original, é Odisseus e daqui, a "Odisseia". Tal como "A Iliada" vem da cidade de Ílion (Tróia) e, posteriormente, "A Eneida" deriva do escapado Eneias...
Investiguem, meus amigos, investiguem!...
LB

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

NOVIDADES EDITORIAIS (206)

O RAIO "U" - Edição Asa. Autor: Edgar-Pierre Jacobs.
O saudoso belga Edgar-Pierre Jacobs (1904-1987), praticamente, só é conhecido pela sua empolgante série das aventuras de "Blake e Mortimer"... No entanto, como desenhista e àparte as suas colaborações com Hergé, tem outras obras de apreciável peso. Nestas, o famoso tomo único "O Raio U", publicado na Bélgica em 1943. Foi editado em diversos idiomas e até, em Portugal, com várias edições que sempre se foram esgotando. Aí está agora, corajosamente reeditado.
Antes de "Blake e Mortimer", para "O Raio U", Jacobs ter-se-á inspirado ou influenciado pelas narrativas de "Flash Gordon", factor que é notório nesta obra, o que não deixa de dar aquele toque de maravilha, sobretudo para quem é tenaz admirador das criações deste autor.


LA RANÇON - Edição Casterman. Autores, segundo a série "Lefranc" criada por Jacques Martin: argumento de Roger Seiter, traço de Régric e cores de Bruno Wesel.
Anos 50 do século passado... A acção localiza-se em França, na África do Sul, mais alguns breves momentos em Nova Iorque. Muita cobiça, diversas correntes políticas em confronto e várias outras situações amargas a entusiasmar o leitor. A entusiasmar e a fazer pensar.
Curioso: o personagem José Tavares, um mulato natural de Angola (então ainda colónia portuguesa), num brilhante e honesto apoio ao seu patrão Geert Van Dijck (que é contra a política racista sul-africana) e a Guy Lefranc, que pela força das circunstâncias e do enredo se desloca a este país africano.
"La Rançon" (O Resgate) é um dos melhores álbuns desta série, quase nada editada em português...


BRIGITTE BARDOT - Edição Dupuis. Autores: argumento de Bernard Swysen, traço de Christian Paty, cores de Sophie David, com apresentação de Ginette Vincendeau e um terno prefácio por Mylène Demongeot.
Note-se que Mylène também foi popular estrela de Cinema, mas foi-se afastando paulatinamente da carreira e empenhou-se pelos caminhos editoriais da Banda Desenhada.
Brigitte Anne-Marie Bardot nasceu em Paris a 28 de Setembro de 1934. Começou como cantora e modelo até chegar ao Cinema, com breve passagem pelo Teatro. Foi um estonteante símbolo sexual nos anos 50 e 60, donde apenas uma rival, a norte-americana Marilyn Monroe.
Brigitte Bardot, popularmente conhecida como BB, além de adiante do "seu tempo", e sendo bela e muito sensual, foi também uma actriz com garra, tendo vivido as mais diversas personagens em filmes, como "As Grandes Manobras", "E Deus Criou a Mulher", "Vagabundos ao Luar", "A Mulher e o Fantoche", "Babette Vai à Guerra", "Vida Privada", "O Desprezo", "Viva Maria", "Histórias Extraordinárias", "As Rainhas do Petróleo", etc.
Pelos anos 70, retirou-se da carreira para ser uma destemida defensora dos animais (criou a Fondation Brigitte Bardot) e corajosa activista política, sobretudo contra os perigos da islamização da sua amada França. Sofreu vários processos, mas não pára nem se cala.
Casou quatro vezes: Roger Vadim, Jacques Charrier (donde o único filho, com quem não se relaciona), Günter Sachs e o actual, Bernard D'Ormale. Chegou a ser apelidada de "devoradora de homens", o que ela nunca negou, afirmando mesmo que gostava de homens bonitos.
E registam-se nesta lista, os casos que teve, como Jean-Louis Trintignant, Warren Beatty, Gilbert Bécaud, Sacha Distel, Samy Frey, Bob Zagury, etc, tendo também tido algumas aventuras lésbicas, que ela própria confessa.
Mesmo assim, desabafou (escreveu): "A minha Fundação é o fim e o triunfo da minha vida. Eu dei a minha juventude e a minha beleza aos homens, agora dou a minha experiência e o melhor de mim mesma aos animais". 
Há muitos anos que se tornou vegetariana.
Este álbum biográfico, com alguns temperos de humor, é, sem dúvida, um álbum de leitura obrigatória.
Bravo Éditions Dupuis! Bravo Brigitte Bardot!



O REI MIDAS - Edição Gradiva. Obra: "As Desventuras do Rei Midas". Autores: segundo o orientador/historiador Luc Ferry, tem argumento de Clotilde Bruneau, traço de Stefano Garau, côr de Ruby, capa de Fred Vignaux e tradução de Maria de Fátima Carmo.
Quem tudo quer, tudo perde!... Eis um ditado amargo que, ao fim e ao cabo, sempre acaba por acontecer... É isso: os ditadores, os ricaços, os facínora, etc, também são ou serão castigados.
Nesta narrativa, culturalmente mergulhada na Mitologia Grega, conta-se o drama do ambicioso Midas, rei da Frígia. Ele fez um gesto humano, salvando Sileno, um enviado do Olimpo. E este, grato, oferece-lhe um prémio, a pedido de Midas: tudo o que o rei tocasse, logo se transformaria em oiro. Mas será que alguém come e bebe oiro?!...
Apavorado com o seu poder, o rei suplica ao deus Apolo que o livre de tal dom. O deus acede, mas as orelhas de Midas transformaram-se para sempre em orelhas de burro.
LB

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

NOVIDADES EDITORIAIS (202)

LE CONQUÉRANT - Edição Casterman. Autores, segundo Jacques Martin: tem argumento de Valérie Mangin, traço de Paul Teng e cores de Céline Labriet. 
É o 18.º tomo da série "Jhen", sendo o terceiro desenhado por Paul Teng.
Jhen Roque (ex- Xan Larc), é um corajoso escultor, arquitecto e, de certo modo, detective à época. Conheceu Jeanne d'Arc e foi pessoal amigo do tenebroso e pedófilo assassino, o condestável Gilles de Rais, ao qual tentou em vão, trazer às boas razões e salvar de ser justiciado...
Neste tomo, ingleses, franceses e normandos (descendentes dos francos e dos viquingues) andam bem ao sopapo, com todo o furor por ambiciosas glórias e poder. Aqui se foca a famosa Batalha de Hastings, a 14 de Outubro de 1066, sendo o fulcro deste enredo a preciosa e famosíssima Tapeçaria de Bayeux, que todos querem possuir. É um ver se te avias com todos a mergulhar nas intrigas e nas hipocrisias. Se uns querem roubar a Tapeçaria, outros vão querer salvá-la. Isto, porque foi Guilherme II da Normandia, dito "o Conquistador", que venceu os danados dos ingleses.
Segundo uma das lendas, a bela Tapeçaria terá sido executada por Matilde de Flandres, esposa do heróico Guilherme... 
Nesta balbúrdia bem construída e belamente desenhada por Paul Teng, o atento e bravo Jhen, acaba por ficar prisioneiro dos ingleses... Que coisa!
Lembramos que a Tapeçaria de Bayeux é considerada, na sua vertente evolutiva, uma digna precursora da Banda Desenhada.
Incrivelmente, a série "Jhen", tão bela e didáctica como controversa, ainda não tem um único álbum em português!...


NEW YORK CANNIBALS - Edição Ala dos Livros. Autores: Jerome Charyn (argumento) e François Boucq (arte).
Já tínhamos saudades de ler em português obras desta terrível parceria : Charyn e Boucq. Ora aqui está agora, uma obra imensa, tão terna como amarga.
Toda uma intensa e intrigante atmosfera envolve, com estranhos e esquisitos mistérios, o deambular de dramáticos encontros e desencontros, situação após situação... Mas, mesmo assim, esta angustiante e sinistra narrativa que terá começado na distante russa Sibéria, acontece agora em Nova Iorque!...
Há muito sufoco e, vamos lá, um final feliz. E daqui, uma leitura correcta e obrigatória!



TINTIN, C'EST L'AVENTURE / 5 - Edição Geo / Moulinsart. Publicação trimestral, cujo este n.º 5 corresponde aos meses de Setembro a Novembro.
Belo e rico tomo, centrando-se essencialmente nas relações de Hergé e de Tintin, com a Ásia. E, claro, na amizade plena de Hergé e Tchong-jen Tchang, amizade bem registada nos álbuns "O Lótus Azul" e "Tintin no Tibete".
Neste exemplar há ainda outros temas muito interessantes, como: as entrevistas com Sylvain Tesson e com Jean-Yves
Delitte, a arte gráfica de Jean-François Charles, ou ainda, os artigos em jeito de reportagem, sobre o famoso submarino "Nautilus", as Tribos da Amazónia e a vida quase desconhecida no vale de Wakhan (no Afeganistão).
A ler com pleno entusiasmo!
LB

terça-feira, 14 de julho de 2020

NOVIDADES EDITORIAIS (198)

UNIVERSO NEGRO - ​Edição Escorpião Azul. Autores: Luís Louro (arte) e Tozé Simões (argumentos e prefácio).
Em muito boa hora esta jovem editora apostou na compilação das principais histórias curtas desta notável parceria, que estavam dispersas por várias publicações. Todas elas agora com cor, excepto a primeira: "Führer", "Estupiditia", "Fugitivos", "Alô Moon Fish", "O Pesadelo", "Voodo Dolly" e "Game Over".
Magnífica edição, apenas com dois reparos:
1 - A capa está demasiado escura, ofuscando a mesma que saiu no "Mundo de Aventuras" n.º 556, em 1985.
2 - "O Pesadelo", adaptação livre de "A Metamorfose" de Franz Kafka, teve estreia integral e a preto-e-branco, no n.º 89 (2013) da revista trimestral de Viseu, a "Anim'arte", pormenor que não está mencionado neste álbum.
De resto, tudo bem. Há que "agarrar" este álbum que bem se programa para esgotar.



ESTÓRIAS DA HISTÓRIA / 1 - Edição Ala dos Livros. Autores: textos de Jorge Magalhães, ilustrações e cor da capa por Augusto Trigo (com capa de Paula Catalão, paginação de Catherine Labey e posfácio por Maria José Pereira).
Foi uma bela e tocante surpresa ter recebido e lido (num ápice) este livro!
Por largos anos, eu (L.B.) e o Jorge, cultivámos uma fraterna amizade, tantas vezes cúmplice em ideias... Porém, não lhe conhecia esta sua vertente sobre temas históricos e/ou biográficos!... Descobri agora em "Estórias da História (volume 1), obra que me encantou plenamente.
Depois, o livro tem o magnífico "peso" das impecáveis ilustrações por Augusto Trigo, um desenhista que urge ser recuperado na plenitude da sua criatividade.
Pelo que se depreende, esta "Colecção JM" (Colecção Jorge Magalhães), não se ficará por este primeiro tomo. Ficamos todos à espera dos que se seguirão...
E sugere-se neste livro que há temas que podem resultar em BD, com o Trigo e/ou outros. Apoiamos em absoluto!
Até lá, um grande abraço à Ala dos Livros.




PANDORA / ÉTÉ 2020 - ​Edição Casterman. Autores: é uma infinidade deles, nos mais diversos estilos, que com esta edição de verão, se reúnem num verdadeiro catrapázio de duzentas e tal páginas.
De entre esses tantos: Max de Radiguès, Mattias Lehmann, François Ayroles, Hugues Micol, Morgan Navarro, Blutch, Aapo Rapi, Bastien Vivès, Jirô Taniguchi, etc.
É um vasto panorama que toca a todos os gostos, mas, confesse-se, algumas narrativas são marcadamente bocejantes.

LB

quarta-feira, 17 de junho de 2020

NOVIDADES EDITORIAIS (197)

INCONSCIÊNCIA TRANQUILA - Edição Ala dos Livros. Autor: Luís Louro.
Trabalhando a solo, Luís Louro apresenta-nos agora o quarto tomo da sua delirante série "O Corvo". Três personagens fundamentais: "O Corvo", a sua bicicleta inteligente "Robim" e a cidade de Lisboa numa fantástica visão futurista. Ah, existe também um vilão muito mau, muito mau e muito mau, que insiste em ser chamado de "Combustão"!...
E é a confusão agitada e maravilhosa que vai ​entusiasmando o leitor à medida que a narrativa se desenrola. Pormenor irónico: o "Corvo" tem inesperadas crises de diarreia porque as suas tripas dão-se mal com as chamuças, que ele adora devorar... Tudo muito escaldante.
O álbum tem um interessante prefácio pelo cineasta Leonel Vieira.
Bravo, Luís Louro!


SI MA TANTE EN AVAIT - ​Edição Casterman. Autor: Michaël Sanlaville.
A série do "comissário San-Antonio" surgiu pelos anos 50 do século passado, sob o entusiasmo de Frédéric Dard (1921-2000). Foi sofrendo altos e baixos, aplausos e decepções, no entanto, jamais se extinguindo. Esteve sujeita a várias edições e ao estilo de diversos responsáveis, incluindo o de Patrice Dard (filho de Frédéric), de Franz, etc. Na recente fase, é o francês Michaël Sanlaville, que tem a responsabilidade total do prosseguimento da série. E por aqui, este segundo tomo, "Si Ma Tante En Avait".
E é a grande balbúrdia, com muita acção (espionagem, crimes, pancadaria...), erotismo e frequentes momentos de muito humor. Com estes ingredientes, incluindo a arte de Sanlaville, é uma narrativa aparentemente ligeira, porém muito agradável de se ler.


CASEMATE / 135 - ​Esta grata revista francesa (mensal) esteve suspensa por vontade própria da direcção, devido à repugnante pandemia que ainda por aí paira, nos meses de Abril e Maio. Mas voltou em pleno no mês de Junho, cheia de temas e artigos com muito interesse, donde se salientam as seis páginas dedicadas a Albert Uderzo.


PEPPER E CARROT (Vol. 1) - Pepper e Carrot conta as histórias de uma jovem bruxa, a Pepper, e do seu gato Carrot. Em Hereva, um mundo de fantasia, com poções mágicas e criaturas fantásticas, onde vivem várias aventuras. Uma série de banda desenhada do artista francês David Revoy pelo selo editorial FA em edição de autor, uma chancela de Flávio C. Almeida que edita a publicação.
LB/CR

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

NOVIDADES EDITORIAIS (186)

LES HELVÈTES - ​Edição Casterman. Autores, segundo Jacques Martin: ​argumento de Mathieu Breda e arte de Marc Jailloux.
​Em vida, mestre Jacques Martin, já tinha uma sinopse para esta narrativa, mas não a desenvolveu. Coube agora aos autores deste 38.º tomo da série ​"Alix", o resultado de "Les Helvètes" (Os Helvécios, ​ou Os Suíços). Uma aventura bem conseguida em ​todos os planos.
​Alix e o seu inseparável Enak, são enviados por Júlio ​César, até aos Helvécios, a fim de juntar esses povos ​à causa romana. Na comitiva, seguem também Audania, filha de um druída favorável aos Romanos, e o jovem Lucius, que não suporta ​Alix, uma vez que este é gaulês e não romano...
​No entanto, da antiga Guerra das Gálias, os velhos ​rancores e os fantasmas do passado, não estão, de ​modo algum, esquecidos e as novas alianças são ​postas em perigo.


JOSÉ DA SILVA CARVALHO: UM LÍDER NO LIBERALISMO - ​Edição: Município de Santa Comba Dão. Autores: ​António Neves (argumento) e Santos Costa (arte).
​"José da Silva Carvalho, um Líder no Liberalismo" relata com plena força didáctica a vida heróica, sofrida e patriótica deste grande português, natural da região beirã de Santa Comba Dão.
Viveu os pânicos das Invasões Francesas, depois a prepotência dos Ingleses que iam transformando Portugal numa colónia britânica e, depois, os abusos ferozes do absolutismo de D. Miguel I... E muito e muito mais.
Exaustivamente documentada, esta obra merece o nosso aplauso, sobretudo pela sua força instrutiva. E é uma salutar mensagem para que os Portugueses não esqueçam a figura e obra deste nosso grande compatriota.


DOMINOS - ​Edição Lombard. Autores: Emmanuel Herzet (argumento), Alain Queireix (traço) e Didier Ray (cores).
Da série "Alpha", criada orginalmente por Renard e Jigunov, este é o 14.º tomo, o quarto e último da "segunda temporada" desta mesma série (a terceira, já se anuncia).
De aventura em aventura, a vida de Dwight Delano Tyler, aliás Alfa, tem-se degradado perigosamente.
Mais do que nunca, ele tem de justiciar sozinho, pois todas as frentes estão contra ele, armadilhando-lhe a existência sem qualquer condescendência.
Alfa, tudo e todos terá de enfrentar, mesmo com algumas atitudes e/ou acções um tanto obscuras, para salvar a sua vida e limpar o seu nome e a sua honra, conspurcados pela veleidade sinistra da política... Mas ele é corajoso e destemido.



O FILHO DO FÜHRER - ​Edição Escorpião Azul. Autor: João Gordinho.
Este jovem lisboeta é um talento já marcante da novíssima geração da Banda Desenhada Portuguesa. Ousado e talvez controverso, está num muito bom caminho.
Neste álbum, "O Filho do Führer", num correcto preto-e-branco, ele vai para um tema inquietante, mas também muito interessante: à paranóia das ambições de Adolfo Hitler (de péssima memória), ele junta uma certa ficção-cientìfica com uns perigosos extraterrestres... Como?... Ora façam o favor de ler este álbum, que foi lançado no Festival AmadoraBD 2019.
Parabéns, João Gordinho! Parabéns, editora Escorpião Azul!

LB

domingo, 20 de outubro de 2019

NOVIDADES EDITORIAIS (182)

VOLTAIRE - Edição Casterman. Autores: argumento de Philippe Richelle e arte de Jean-Michel Beuriot.
"Os animais têm muitas vantagens sobre os homens: não precisam de teólogos para instrui-los, seus funerais saem de graça e ninguém briga por testamentos".
Ou: "Os reis são para os seus ministros como os cornudos para as esposas: nunca sabem o que se passa".
Ou ainda: "Somos todos malucos. Quem não quer ver malucos, deve quebrar os espelhos".
Estes são três dos imensos Pensamentos de Voltaire, o expoente máximo do Iluminismo (dito Século das Luzes ou dos Filósofos) francês.

Nasceu em Paris a 21 de Novembro de 1694, onde faleceu a 30 de Maio de 1778. Seu nome completo era François-Marie Arouet, mas foi sob o pseudónimo de Voltaire que se celebrizou mundialmente e para todo o sempre.
Filósofo e incansável escritor (poesia, prosa, teatro, ensaios filosóficos, etc.), foi anticlerical, guiava-se pela Razão e sempre se mostrou acérrimo na defesa das liberdades individuais e no combate aos regimes absolutistas, à censura, ao obscurantismo dos cleros e à hipocrisia da nobreza. Adiante do seu tempo, era mordaz, arguto, libertino (nunca casou nem teve filhos, mas apaixonou-se muitas vezes, tanto lhe servindo solteiras como casadas) e, quando por vezes resvalava num equívoco de qualquer tipo, logo dava a volta e saía por cima.
Esteve duas vezes preso na degradante Bastilha e três anos exilado em Inglaterra, tendo passado também três anos na Prússia, a convite de Frederico II, que muito o admirava.
Ficou muito chocado com a desgraça do terramoto de Lisboa em 1755, facto que ele regista na sua obra mais famosa, "Cândido ou O Optimismo".
Mandou limpar e lavrar as suas terras em Ferney, para assim dar emprego a muito povo que vivia na probreza.
A sua primeira obra de vulto foi a peça "Édipo" em 1718.
Colaborou com Diderot e D'Alambert para a "Enciclopédia", mas detestava o filósofo Jean-Jacques Rosseau. A Igreja ordenou que o seu corpo fosse atirado para a vala comum, mas à noite, seus amigos, recuperaram-no e enterraram-no secretamente na abadia de Sullières e, quando da Revolução Francesa, foi enfim e merecidamente, transferido para o Panteão.
Este álbum-BD, "Voltaire, le Culte de l'Ironie", é encantador e magestoso pelos dados históricos (bem documentados pelo argumentista Richelle) sobre a vida, a filosofia e a obra de Voltaire, que inventa, Richelle, um jovem secretário-biógrafo do notável personagem e que o vai entrevistando ao longo do álbum. Por sua vez, o desenhista Beuriot, nesta obra, experimentou-se (com perfeito resultado) na aplicação de cores directas em aguarela. Magníficos ambos!
Eis um álbum fundamental para se ler em português!...




LES TROIS MOUSQUETAIRES - Edição Glénat. Autores, segundo Alexandre Dumas (Pai): argumento do italiano Fabrizio Lo Bianco, traço do venezuelano Andres José Mossa e capa do francês Chris Reguault.
"Os Três Mosqueteiros", a par de "O Conde de Monte-Cristo", é a obra mais popular de Alexandre Dumas, variadíssimas vezes adaptada ao Cinema, Televisão, Teatro e Banda Desenhada. Foi inicialmente publicada, como folhetim diário, no quotidiano "Le Siècle", de 14 de Março a 14 de Julho de 1844. O triunfo popular foi imediato e ainda hoje, continua a galvanizar leitores e/ou espectadores. Aplausos!
Este álbum encerra com um dossiê versando a vida e a obra de Alexandre Dumas, por Françoise Langrognet.

LB

terça-feira, 10 de setembro de 2019

NOVIDADES EDITORIAIS (179)

CASEMATE / 128 - ​Como habitualmente nos verões, este exemplar ​abrange os meses de Agosto e Setembro.
Em destaque, interessantes e esclarecedoras ​entrevistas com David Chauvel, Jean-Jacques ​Chapuzet, Xavier Dorison, Charles Berberian, ​Christophe Arleston e Jean-Pierre Autheman.
​Este exemplar inclui ainda um dossiê com vinte e uma ​pranchas comentadas por Ailan Ayroles e Juanjo ​Guarnido, os autores de "Les Indes Fourbes".




​​SOLO - ​Edição Casterman. Autor: Gilles Rochier, e Philippe Ory como responsável pelas cores.
​É uma sátira amarga relatando a bizarra personalidade ​de um indivíduo que, na sua solidão, anda sempre a tocar uma corneta, seja na rua ou, sobretudo, no telhado do prédio onde habita.
No seu refúgio e na solidão, tem necessidade de dar espectáculo, de encontrar um confidente e um público, um leitor e um amigo, alguém para escutar e reconhecer a melodia do solo na cacofonia…
A arte de sublimar uma onda de falsas notas, para fazer face aos acontecimentos, à realidade e ao absurdo...




A PORTUGUESA: HISTÓRIA DE UM HINO - Edição: Gicav/Câmara Municipal de Viseu. Autor: José Pires
Eis um trabalho que estava pronto há alguns anos, aguardando pacientemente por uma editora que se abalançasse a publicar este tema que tanto diz a nós portugueses: a história do Hino Nacional.
Chegou, por fim, essa hora, não por iniciativa de uma editora "profissional" mas antes fruto da sensibilidade e aposta do Gicav (Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu) e da Câmara Municipal de Viseu, entidades que souberam perceber - e muito bem! - a importância que esta obra pode ter, por exemplo junto dos mais jovens.
Com pesquisa, texto, desenho, cor, legendagem e paginação de José Pires (o homem dos sete ofícios da BD, como sabemos), esta é uma edição a não perder por todos aqueles que desconhecem como surgiu o nosso hino e que apreciam a arte de um dos autores portugueses mais prolíficos.
Os interessados podem fazer pedidos directamente para luismacua@gmail.com
LB/CR

terça-feira, 27 de agosto de 2019

NOVIDADES EDITORIAIS (178)

LES SPECTRES DE ROME - ​Edição Casterman. Autores, segundo Jacques Martin: ​argumento de Valérie Mangin, traço de Thierry Démarez ​e cores de Jean-Jacques Chagnaud. É o nono tomo da ​série "Alix Senator".
​Um imenso clima de pavor assola Roma, onde enigmáticos assassínios, quase em massa, são executados pela ​calada da noite. Quem são estes sanguinários predadores ​que parecem fantasmas? Há quem insinue que são os ​leprosos; há quem diga que são gente do Médio Oriente…
​Só o prepotente imperador Augusto tem outra ideia, talvez mais sensata, se bem que terrível: tudo se deve às radiações ​do venenoso oricalco que se espalharam devido à queda ​de um meteorito.
​Alix, seu filho Titus, o amigo Enak e o rei oriental Syllaios, vão tentar desvendar este sinistro mistério, com arriscada coragem, pois quem é contaminado dificilmente escapa ​à morte…


BOB MORANE, INTÉGRALE/12 - ​Edição Lombard. Autores: argumentos de Henri Vernes e ​arte gráfica de Felicisimo Coria. E Jacques Pessis, autor ​do dossiê de abertura.
​Este Integral reúne as seguintes cinco aventuras: "Les Otages de l'Ombre Jaune", "Le Tigre des Lagunes", "Le Temple des Crocodiles", "Le Masque de Jade" e "Snake".
Apenas dois reparos: em "Le Masque de Jade", o vigoroso e divertido companheiro de Morane, o escocês Bill Ballantine, não é tido nem achado. Está completamente ausente.
"Snake", é uma intrigante aventura, pesada e muito venenosa (pois lá figuram as tenebrosas serpentes cobra-coral, mamba e surucucu), mas muito mal explicada… Há deturpadas cerimónias mais ou menos de vudu em honra da deusa Cobra de Bonze, mas no final, fica-se sem se saber o que o demente Hixe iria confessar à polícia e tão pouco se define quem era mesmo a bela e perigosa haitiana Benedicité Snake, que se escapa não se sabe para onde… Voltará em episódio futuro?


O OUTRO LADO - ​Edição Asa. Autores principais: argumento de Jody Houser, traço de Stefano Martino e cores de Lauren Affe. Tradução de Luís Santos.
O adolescente Will Byers não sabe bem onde foi parar!... Está só e num "outro lado", num autêntico "mundo invertido" e assustador, que só seria visível em delírios psíquicos e em terríveis pesadelos… De resto, à sua volta, tudo é silêncio, escuro e frio. Há ainda um estranho monstro que por aí assombra cada recanto.
Will Byers quer, desesperado, tornar ao seu real ambiente, onde estão a família e os amigos. Mas como?...
Para quem gosta de histórias de terror, esta é uma obra-BD devidamente aconselhada.
LB