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terça-feira, 6 de outubro de 2020

CAPAS (7) - EDDY PAAPE

Eddy Paape (1920-2012)
Desde o início desta rubrica, sempre dissemos que, vez por outra, aqui viriam parar outros valores europeus.
Hoje, marcamos aqui com toda a justiça e entusiasmo, algumas das capas fundamentais de um extraordinário desenhista belga, Eddy Paape (1920-2012), um maravilhoso portento da Banda Desenhada Europeia.
Incansável, tanto foi o responsável de séries suas no traço, como a de "Luc Orient", como agarrou, em ocasiões específicas, séries de colegas seus... "Valhardi", por exemplo, que foi iniciada por Jijé. 

Não sabia dizer "não" e era estimado e admirado por todos, mas, no entanto, parece estar relegado para uma imbecil prateleira dos "mal-amados"!... Raio de situações não devidamente explicadas!...
Vejamos então, algumas das suas marcantes capas...
LB
 

sábado, 5 de agosto de 2017

NOVIDADES EDITORIAIS (126)

VALHARDI, L’INTÉGRALE 3 - Edição Dupuis. Autores: argumentos de Yvan Delport (para o primeiro episódio) e de Jean-Michel Charlier (para os outros três) e grafismo de Eddy Paape.
Este espantoso e precioso tomo integral de Jean Valhardi, engloba as narrativas “Jean Valhardi et les Êtres de la Forêt”, “Le Chateau Maudit” (uma icónica narrativa da série), “Le Rayon Super-Gama” e “La Machine de Conquérir le Monde”. Estas três últimas foram publicadas em português, a primeira num Número Especial do Cavaleiro Andante, nos anos 50, e as duas últimas, no próprio “Cavaleiro Andante”.
Mas este volumoso tomo engloba ainda, a abrir, um bem informativo dossíê por Christelle e Bertrand Pissavy Yvernault e, a concluir o álbum, as biografias de Jean-Michel Charlier, Yvan Delporte e Eddy Paape.
Um álbum imprescindível!



STATUE SQUAW - Edição Asa. Com argumentos e arte de Achdé, segundo Morris, trata-se do terceiro tomo da série “Kid Lucky”.
Lucky Luke, quando ainda era cachopo, já era terrível nas suas diabruras e traquinices. São essas loucuras que bem nos divertem neste álbum, aconselhável à boa disposição de cada um.



SYBERIA - Edição Lombard. Autores: o argumentista Hugo Sokal e o grafismo de Johann Blais.
Uma obra interessante focando as inquietações do jovem Hans... Ele vive encerrado no seu mundo cheio de mecanismos e de autómatos. Mas ele tem também uma ideia fixa: os mamutes.
E pergunta: também há mamutes na Europa?... Sim, há muitos e muitos anos existiam, mas agora, só na delirante imaginação do pequeno Hans.


MATRIOCHKAS - Edição Lombard. Autores: argumento de Emmanuel Herzet, grafismo de Alain Queireix e cores de Didier Ray, com base em “Alpha”, personagem criado por Jigunov e Renard.
“Matriochkas”, é o quarto tomo da série “Alpha-Premières Armes”, série paralela à original (“Alpha”) que já tem doze álbuns e com o 13.º  (“Le Syndrome de Maracambe”) anunciado, mas eternamente adiado!...
Ele, na verdade, chama-se Dwight Tyler e tem por qualidades extremas, ser inteligente, observador e patriota, tendo sido treinado para operações táticas da aviação militar. Predicados sedutores que levam a CIA a empenhar-se para o cativar para os seus serviços.
Mas este homem destemido, é teimoso e gosta de ser independente.
Além disso, há muito que alguém transformou a sua vida num inferno. Por isso, antes de aderir em pleno na CIA, com o nome de código Alpha, ele quer vingar-se ou fazer justiça (tanto faz!...).
E por aqui, comunistas da União Soviética e CIA, andam na sua peugada, completamente baralhados com as suas impiedosas acções pessoais...
“Alpha” e “Alpha-Premièrs Armes” são séries de aplauso.
LB

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

OBRAS RARAS (7)

Édouard Aidans e Yves Duval
DESTINATION DESERTAS
Com arte do belga Édouard Aidans (sob argumento de Yves Duval), é um álbum da série “Les Franval” que, muito particularmente nos emociona, pois é localizado em Lisboa e no Arquipélago da Madeira.
Pressupõe-se que Aidans tenha visitado os espaços portugueses que retrata nesta sua obra... O que não acatamos bem, é que este álbum não exista editado no nosso País!!!...
Que tristeza: os estrangeiros divulgam-nos e elogiam-nos e nós, em contrapartida, assobiamos para o lado e com a mais opaca “vista grossa”!... E, com esta alfinetada, mais não dizemos por esta falha, não vá o Diabo tecê-las!
Acrescentamos apenas que esta aventura da família Franval, foi pela primeira vez publicada na Bélgica (Ed. Lombard) em 1967.
E, se as Câmaras Municipais de Lisboa e do Funchal, projectassem e apoiassem uma (pelo menos) edição deste álbum dos talentosos Aidans e Duval em português?...  Que haja menos “lagosta ao pequeno almoço” e mais sensibilidade actuante pelo que é devido!




Jean-Claude Forest
LA JONQUE FANTÔME VUE DE L’ORCHESTRE
O título da obra é um tanto esticado, mas a obra é um fabuloso espanto! É da autoria do grande e saudoso francês Jean-Claude Forest (1930-1998).
Obra belíssima e especial, leva-nos maravilhados, pelo enredo e pelo traço, às fantasias absolutas e encantadoras, do insólito, do erotismo, da poesia, etc.
Dir-se-ia que é pecaminoso não se conhecer e não se vibrar com este portentoso e pertinente exemplo da Banda Desenhada Europeia!
O álbum foi publicado pela Casterman, ficando cedo esgotado, tendo sido reeditado em 2002.
Em Portugal... é aquele lamento de Camões: “ò vil tristeza!”... Ou será vil mesquinhez , que o Poeta quis dizer?




Eddy Paape e André-Paul Duchateau
LA MONTRE AUX 7 RUBIS
Os títulos da obra (La Montre Aux 7 Rubis) e o da série (Udolfo), resumem-se a um único álbum.
Ficou-se, infelizmente, por aí...
No entanto e resumindo, tudo se regista assim ante esta estranha raridade.
Tem argumento de André-Paul Duchâteau e arte de Eddy Paape (com a colaboração do colega alemão Andreas) e foi publicado na edição belga de “Tintin”, em 1978, e na edição portuguesa, em 1980. Pela versão álbum, em português, não consta que exista.
Terá sido em 1980 que esta narrativa surgiu em versão álbum (em francês)... que é difícil de se encontrar.
Por aqui, a arte de Paape e muito apreciável e o argumento de Duchâteau mergulha-nos naquela fronteira esquisita entre este mundo e... e o outro!...
LB

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

HERÓIS INESQUECÍVEIS (31) - JEAN VALLARDI

Neste ano de 2014 em que mais do que merecidamente se evoca o primeiro centenário de um dos maiores mestres da Banda Desenhada europeia, o belga Jijé (Joseph Gillain), aqui se têm focado os seus fundamentais heróis-séries: Tanguy e Laverdure e o herói-ícone, Jerry Spring... 
Jijé (1914-1980)
Aliás, Jijé abordou com o seu talento e a sua perícia, diversos temas. É pois justo que aqui se evoque um dos seus também célebres heróis: Jean Valhardi.
Notoriamente conhecido pelos nossos bedéfilos de gerações mais "maduras", Jean Valhardi (em Portugal, chamaram-lhe então João Valente!!!), injustamente, foi quase nada editado em português; apenas cinco aventuras (?!): "O Sol Negro", (iniciada no "Foguetão", de 1 a 13, e continuada no "Cavaleiro Andante", do 510 ao 523); "O Raio Super-Gama" (no "Cavaleiro Andante", do 393/420 e 422/429) e "A Máquina de Conquistar o Mundo" (no "Cavaleiro Andante", n.ºs 433-446 e 448-466), sendo estas duas desenhadas magistralmente por Eddy Paape, que foi discípulo de Jijé. E
ainda, na revista "Zorro" (do nº 38 ao 48), "A Quadrilha do Diamante".
Todavia, uma das mais entusiasmantes aventuras de Valhardi, surgiu num Número Especial do "Cavaleiro Andante", sob o traço de Eddy Paape: "O Castelo Maldito".
Ora então, vamos lá:
A primeira aventura de Jean Vallardi
Foi a 2 de Outubro de 1941, no n.º 40 da revista belga "Spirou" (sob edição Dupuis) que surgiu a primeira aventura de Jean Valhardi, com argumento de Jean Doisy e arte de Jijé. Tratava-se de "Valhardi Detective".
Quem era este atrevido, esbelto e corajoso herói? Nasceu como investigador de seguros... Pois sim! O evoluir da sua forte personalidade levou a que ele acabasse por ser um aventureiro "puro e duro". Seus "oficiais" companheiros: o pândego e bonacheirão Arsène e o adolescente Gégène. Este, com a continuação da série, virá a ter alto protagonismo. Anteriormente, Valhardi teve como companheiro de aventuras, o jovem Jacquot.
Contudo, Jean Valhardi, não teve uma "vida fácil". Não, não teve! Com altos e baixos, com paragens e continuações, teve, assim a modo solto, como argumentistas: Jean Doisy, Eddy Paape, Yvan Delport, Jijé, Philip (um dos filhos de Jijé), André-Paul Duchâteau e Jacques Stoquart. E desenhistas, para além de dois períodos com o grafismo de Jijé, o saudoso Eddy Paape e René Follet, e ainda, como assistente de Jijé, Guy Mouminoux. Toda uma honrosa equipa (ou galeria de autores) que tão bem soube construir o universo Valhardi.
Pelas Éditions Dupuis, as aventuras deste herói totalizam 17 álbuns, com predominância da arte de Jijé, alguns por Paape e, cremos, mais dois sob o traço de Follet.
Voltaremos a abordar este herói, pois pelo que nos confidenciou Romain Gillain (um dos netos de Jijé, que reside em Portugal), a Dupuis, muito em breve vai reeditar esta série na versão "Integral". Pois venha ela então!...
LB

Jean Vallardi no "Cavaleiro Andante", sob o traço de Eddy Paape


Outra aventura de Jean Vallardi desenhada por Eddy Paape

 
Jean Vallardi no "Cavaleiro Andante", agora sob o traço de Jijé.




Prancha de "L'affaire Barnes"

Prancha de "Le Mauvais Oeil"


Prancha de "Le Secret de Neptune"



Jean Vallardi sob o traço de René Follet