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domingo, 20 de março de 2022

HERÓIS INESQUECÍVEIS (78) - PAPYRUS

Este exótico e encantador herói nasceu a 24 de Janeiro de 1974 na revista "Spirou" e, quatro anos mais tarde, no formato álbum (edições Dupuis), sendo seu criador total o notável belga Lucien De Gieter, que também adaptou esta série ao Cinema de Animação em 1977.
Lucien De Gieter

Esta série, na versão original, comporta 34 álbuns, dos quais o oitavo, "La Métamorphose d'Imhotep", foi premiado no famoso Festival de Angoulême de 1986. 
Em 2013, Lucien De Gieter anunciou o fim da série.
Em Portugal, pela extinta Meribérica/Liber, foram publicados apenas quatro álbuns ("A Múmia Desaparecida", "A Cólera do Deus-Lua", "O Senhor dos Crocodilos" e "O Sol Negro de Seth") assim como um livro de jogos, numa altura em que na RTP era possível acompanhar esta série em desenho animado.
 

Capas dos quatro álbuns de Papyrus em versão portuguesa, Ed. Meribérica/Liber (2000).
Capa do livro de jogos "Papyros, a Maldição do Faraó" - Ed. Meribérica/Liber (2000)
 
No início, Papyrus, é um adolescente simples pescador, mas cedo evolui para a categoria de herói, acabando por ser elevado a faraó. É um rapaz destemido, sempre pronto a ajudar os seus amigos, por combate ou artimanhas. Foi encarregado, pelos deuses, de proteger a princesa Théti-Chéri, de quem se torna absoluto amigo. Porém, no tomo 28, "Les Enfants d'Isis", é firmada a paixão amorosa entre ambos. No entanto, na versão de Cinema de Animação (série televisiva), cedo se sugere a inclinação de Théti-Chéri por ele...
Primeiro episódio da série de animação "Papyrus"

Muitos outros personagens por aqui vão passando, como o anão Pouin e sua mulher Shepti e o seu teimoso e malicioso burro Kamelot, o faraó Mérenpthat (pai de Théti), o noviço Apu, o sacerdote de Hórus, Raouser, o arquitecto Imonthep, o maléfico Akher e tantos e tantos outros.
Dirigida a todas as idades, a série "Papyrus", com acção, humor e mistérios, tem o condão encantador de nos mostrar até onde é possível, os mais diversos aspectos do Egipto Antigo. Uma edição portuguesa a voltar a considerar...
LB









quarta-feira, 16 de outubro de 2019

TALENTOS DA NOSSA EUROPA (40) - LUCIEN DE GIETER (Bélgica)

Lucien de Gieter
Nascido em Etterbeck (Bruxelas) a 4 de Setembro de 1932, Lucien De Gieter, é sobretudo famoso pela sua bela série "Papyrus".
Papyrus é um corajoso jovem (do Antigo Egípcio) que, salva a vida da princesinha Théti-Chére, resultando daí uma grande amizade (quiçá o amor no futuro…). Ambos vão viver espantosas aventuras que já abarcam mais de uma trintena de álbuns.
Mas, De Gieter, tem boa obra tanto anterior como posterior, à série "Papyrus". Por exemplo: "Les Déboires d'un Âne"...

"Pony"...
 

"Mission au Nouveau Monde"...

...e "Tôôt et Puit".

Em alguns títulos da sua vasta obra, De Gieter, foi apenas o argumentista, como foram os casos de "Rapataban" (com arte de Francis), "Ali-Bibi (com arte de Kiko) e "Les Barbus de Moslavie" (com arte de Eddy Ryssac).
Verdadeiramente dado à linha humorística, também participou em álbuns colectivos, como "Chansons Paillardes", da série atrevida e picante, "Chansons Cochonnnes " (Canções Porcas).

Lucien De Gieter chegou a colaborar fugazmente para as séries de Peyo, "Les Schtroumpfs" e "Poussy".
Este divertido criador belga, cursou no Institut Saint-Luc de Bruxelas.

Participou como decorador na Exposição Universal de Bruxelas (1958) e, por uns tempos, lançou-se na estética industrial. Desenhou algumas histórias curtas e, devido a um anúncio, em 1961, da revista "Spirou", procurando argumentistas, atreveu-se e venceu. Já no ano seguinte, estreia-se como desenhista, com a série "Pony". 
Em Janeiro de 1974, nasceu a sua série "Papyrus", que logo conquista o gosto e a apreciação total dos bedéfilos. Registou-se como a série-talismã da carreira de De Gieter.
 
 
E o triunfo popular foi tão imenso, que em 1998, passou à versão Cinema de Animação, numa série televisiva dirigida por Michel Gauthier.
LB
O primeiro episódio da série "Papyrus"